sábado, 7 de maio de 2016

ONDE MORA O OURO - A ZONALIDADE DOS MINÉRIOS

ONDE MORA O OURO - A ZONALIDADE DOS MINÉRIOS

















Cada minério tem endereço preferencial e, conhecendo onde ele gosta de ficar, fica mais fácil achar.
O esquema acima mostra as vocações destes minérios e a localização de cada um; entretanto, há bastantes exceções;
Essas vocações têm a ver com a temperatura de solidificação de cada minério
Se você observar um dos minérios guia nestas diversas zonas, é só se aproximar ou se afastar do centro que vãs chegar no que lhe interessa mais: o ouro.
Podemos verificar que há um centro que é o granito (pedra Jacaré) e periferias em zonas sucessivas a partir do contato entre esse granito e a outra rocha (geralmente rocha vulcânica); Iremos considerar o que esta mais perto do centro (granito) como quente e o que esta afastado como frio
É como o jogo de esconde-esconde
Pode haver ouro junto com os outros minérios, mas pouco deste ouro e misturado com estes outros minérios.
Se tiver chumbo (galena), prata, zinco, esta muito frio. A prata pode ser vista pelos teores baixos  e a cor clara do ouro (muita prata)
Se tiver cobre, com o ouro de cor avermelhado, já esta bem perto, mas ainda um pouco frio, tem que chegar mais perto do granito
Se tiver wolframita, estanho (cassiterita), manganês (preto), esta quente demais; tem que se afastar do granito.
Se tiver muita palhetas de mica (malacachete), você esta muito quente mesmo, tem que voltar

Tem que procurar entre o cobre e a volframita e manganês. É lá que o ouro gosta de morar. É la que ele esta em maior quantidade e menos misturado (teor mais alto na hora da venda)

Sauditas preparam uma saída para a armadilha do petróleo

Sauditas preparam uma saída para a armadilha do petróleo






A Arábia Saudita é um reino riquíssimo cuja economia gira, quase que totalmente, em torno do petróleo.

Para muitos uma benção, o petróleo, pode se tornar uma maldição àqueles que não conseguirem diversificar. Esta maldição parece ter endereço certo na Venezuela, um país mergulhado na pobreza e nos problemas sociais, que não conseguiu transformar as suas imensas reservas petrolíferas em riquezas.

Já os Sauditas mostram uma visão que Maduro jamais teve.

O rei Salomão Abdelaziz criou um plano estratégico para 2030. Segundo este plano, considerado revolucionário por muitos, o país estará investindo pesado na modernização, diversificação e na privatização de seus gigantescos ativos que incluem a maior petroleira do mundo a Aramco (foto).

Neste plano, 5% da Aramco serão vendidos.

Desta forma a Aramco, que é considerada a empresa mais valiosa do mundo, com valor superior a US$1 trilhão, será a holding de várias subsidiárias listadas em bolsas de valores.

A jogada é fantástica e irá fazer a riqueza de muitos brokers e bancos.

Trata-se da primeira grande tentativa de diversificação da Arábia Saudita, um país cheio de contrastes onde as mulheres não podem dirigir e que perdeu mais de US$100 bilhões em 2015, com a queda dos preços do barril de petróleo.

E a nossa Petrobrás? O que será dela?
Acredito que se o governo mudar, o sr. Henrique Meirelles, vai dar um jeito na grave situação que ela se encontra, pois é o único com capacidade para deixar a PETROBRÁS com a situação financeira normal, e voltar a dar lucros, e as ações vão voltar a subir, sem dúvida, é o que o mercado acredita, pois o Sr. Meirelles tem grande prestigio internacional, e pode levantar bilhões de dólares, a juros baixos, e colocar o Brasil nos eixos de novo.

Agora que decapitaram o Cunha será que vão aprovar o malfadado código mineral?

Agora que decapitaram o Cunha será que vão aprovar o malfadado código mineral?






Você geólogo, minerador...ainda lembra do tal do “Novo” Marco Regulatório da Mineração?

Aquele golpe proposto pelo ex-ministro Lobão (acusado de quadrilheiro e de corrupto) que visava a criação do maior propinoduto do Brasil.

Este enorme marco da corrupção seria criado pelas milhares de licitações das nossas riquezas minerais, que segundo o Código, deveriam ser obrigatoriamente leiloadas.

Já parou para pensar em quem ganharia essas licitações?

Já vimos esse filme na Petrobras.

Na petroleira todas as licitações importantes foram ganhas pelos consórcios de corruptos mancomunados com os políticos e partidos do governo.

Na mineração não seria diferente.

As licitações de cada área mineral importante irão, tranquilamente, para aquelas empresas corruptas que irão pagavam para ganhar. Isso se esta aberração, que é o Código Mineral, for aprovada com o texto original...sem o direito de prioridade.

Tudo com o aval do governo que é o destinatário final da corrupção, e, veja você, do “inimigo público número 1” Eduardo Cunha. Você leu muito bem...Cunha o mesmo que foi defenestrado hoje pelo STF.

O “notório” ex-Presidente da Câmara dos Deputados, criava comissões na Câmara, que ele controlava para se colocar no comando deste gigantesco propinoduto.

Esperto esse Cunha...

Sendo essas hipóteses verdadeiras ou falsas o fato é que o “delinquente” Cunha, já nos seus estertores, conseguiu, mais uma vez, paralisar a mineração brasileira.

Será que o “novo” Governo Temer, do PMDB, o mesmo partido de Lobão e desse último Ministro de Minas e Energia, que poucos lembram o nome e que nada fez de bom ao setor, vai continuar com a carnificina da mineração mantendo esse monumental erro que é o Código da Mineração?

 Teremos, finalmente, alguém de respeito no comando do Ministério de Minas e Energia?

Alguém que coloque o setor novamente no topo e que traga de volta os investimentos e os empregos perdidos nos governos Dilma e que enterre essa excrescência de código. 

O ciclo não incomum de um projeto mineral na Amazônia

O ciclo não incomum de um projeto mineral na Amazônia



Um projeto mineral inicia com as descobertas garimpeiras superficiais nos cursos d´água, com a legalização do projeto por geólogos locais e a apresentação das descobertas garimpeiras em relatórios escritos em inglês.
Um projeto se solidifica com a participação de geólogos e técnicos locais e estrangeiros com novas descobertas afastadas dos cursos d´agua, com a utilização de ferramentas geoquímicas.
Um projeto pega corpo com a participação de geólogos e técnicos locais e estrangeiros com a utilização de ferramentas geofísicas e de trincheiras e a obediência cega à lei canadense 43101 criada para defender os interesses dos acionistas, verdadeiros donos do projeto.
Depois de um ano, o capital integralizado pela empresa financiadora, com a sondagem dos alvos descobertos com as ferramentas anteriores, chega à cavalaria de fora demitindo os intrusos locais. É também a época da construção de acampamentos confortáveis com internet.
Vem a época das visitas de investidores e das fiscalizações de bancos estrangeiros e certificadoras e a divulgação periódica de relatórios (release) na internet com o objetivo de alavancar o valor das ações; nesta época, a atividade de campo se resume em manter os acessos para as visitas e a limpeza do acampamento
Vem a época das dúvidas, da cristalização dos erros “culturais” da equipe de fora e da Justiça do trabalho e o comando do projeto por advogados brasileiros
Vem a época das fiscalizações do DNPM com a volta momentânea dos intrusos locais
Vem a época da transferência das ações e a mudança do staff para uma nova empresa
Vem a época do trabalho virtual com poucos trabalhos de campo, o projeto transformando-se num ativo fora do pais com o apoio de advogados brasileiros.
Vem a época das dificuldades de pagamentos para os garimpeiros titulares e as tentativas de renegociações, a suspensão do pagamento aos fornecedores, trabalhadores e taxas ao DNPM.
Vem a época da justiça do trabalho tentando arrestar bens da empresa e a briga por estes bens entre fornecedores, garimpeiro titular, trabalhadores e governo.
Vem a época do bloqueio legal com o indeferimento do relatório e a serie de recursos
Vem a época dos garimpeiros de novo trabalhando nas áreas trabalhadas pela empresa e baixando poços nos locais mais ricos descobertos pela sondagem.

Fechou o CICLO depois de no mínimo 20 milhões de dólares investidos na área. Mas esses 20 milhões são pulverizados em milhares de acionistas “anônimos”. Os geólogos estrangeiros saem do projeto com gratificações de centenas de milhares de dólares e o staff acionista sai do projeto com gratificações milionárias. Quanto aos acionistas anônimos........de fora e aos geólogos brasileiros, ganharam em experiência 

Jornal do Ouro says:
Comentário do geólogo Fernando Lemos do DNPM do Para

O CACHORRO CORRE ATRÁS DO RABO......................
Nos últimos 35 anos já vi o filme no mínimo 4 vezes.............
Faltou dizer que a coisa foi assim no inicio depois volta sempre para os mesmos lugares..... são o que denomino: panela de água quente ( para pelar pato) e como tem...............
No tapajós são: cuiu cuiu, patrocínio, água branca, castelo de sonhos, são Jorge
No gurupi: jibóia, cachoeiro, chega tudo, aurizona
Amaná: rosa de maio, abacaxis
No inajá: carrapato, forquilha, morada da prata
Gradaus: cumaru, avião, Felipe, rio da ponte
Tucumã: cuca, velho guilherme, cabano
Iriri: madalena
Volta grande:itatá, bacajá, bacajaí, ituna
E a mais famosa: serra pelada

As diversas formas de tomar o controle de uma jazida de ouro que vale centenas de milhões de dólares por alguns punhados de reais

As diversas formas de tomar o controle de uma jazida de ouro que vale centenas de milhões de dólares por alguns punhados de reais



A crise nas bolsas de Toronto e Vancouver transformou projetos valiosos com ouro comprovado em desastres financeiros. Um projeto que pelo seu ouro contido comprovado pelas sondagens e pelas certificadoras internacionais vale centenas de milhões de dólares, pode ser arrematado pelas dívidas por valores muito baixas.


Com a agonia das "junior companies" que não parece ter fim na Amazônia, muitas empresas que conseguiam facilmente vender poucas ações e levantar milhões de dólares, hoje após a crise, nem que vendesse todas as ações  disponíveis não iriam pagar nem as dividas mais recentes, pois o preço destas ações caiu de diversos dólares para alguns centavos; centenas de milhões de dólares virtuais viraram centenas de milhares de reais.
Acabou o dinheiro, acabaram a festa de hotéis de luxos, geólogos vindo do outro lado do planeta; de repente, não se consegue pagar nem as taxas do DNPM, nem o contrato do garimpeiro e nem mesmo o vigia do acampamento.
Uma jazida não é uma casa que se pode fechar e pedir para o vizinho dar uma olhada. Tem que pagar taxas, advogados, vigilantes para os preciosos testemunhos de sondagem que são as provas da presença do ouro na rocha. Tem que honrar os contratos com o garimpeiro local, fazer relatórios técnicos em português para o DNPM e em inglês para a bolsa de Toronto. Tem que indemnizar os trabalhadores brasileiros.
Se não tiver mais dinheiro, vai ter que selecionar as despesas impossíveis de ser renegociadas, Taxas do DNPM não é negociável, mas pode ser parcelada em ate 60 vezes, mas daqui a 12 meses, vem mais uma taxa e forma-se uma bola de neve. Os trabalhadores são colocados no ultimo item, pois no Canada, a justiça do trabalho não tem a força daqui, resultado, o oficial de justiça aparece na porta do representante brasileiro e tem que pagar para enviar alguém na audiência que nada poderá fazer além de tentar um acordo que terá que ser cumprido a risco, e sem dinheiro, é impossível. Os equipamentos de trabalhos já foram arrestados pelos gerentes que usaram seus últimos poderes para priorizar o direito deles antes dos trabalhadores.
O dono do garimpo que vê seus ganhos serem protelados torce pela empresa falir mesmo, pois ele sabe onde a empresa encontrou o ouro e se não souber terá condições de saber.
Os dados da pesquisa são públicos pela lei Canadense e basta baixar na internet no site da empresa enquanto ele estiver no ar. Os dados são verdadeiros.
Frente a esta situação, as opções são diversas e os métodos também. Não iremos detalhar o processo técnico financeiro, mas iremos apresentar um resumo para cada caso:
Caso A: a empresa Canadense não conseguiu renovar o alvará ou não conseguiu aprovar o relatório de pesquisa no DNPM, pois as pesquisas não foram suficientes (faltou o dinheiro): os alvarás são indeferidos e vão para disponibilidade:  objetivo: ganhar na disponibilidade apresentando relatório com as mentiras incentivadas pela lei brasileira mas que a empresa original não vai utilizar por honestidade técnica. Mesmo tendo vencido no DNPM, terá que encarar o dono do garimpo que de uma forma ou outra vai virar sócio.
Caso B: A empresa tem diretores e mesmo o presidente brasileiros que se veem pressionados pelos oficiais de justiça. Estão loucos para entregar pelo valor da divida para liberar seus bens bloqueados. E depois vai ter que pegar as ações dos sócios estrangeiros. Na hora de pagar as dívidas devidamente recibadas, bastara exigir uma reunião do conselho de acionista (o board) e apresentar as despesas que os acionistas minoritários fizeram para salvar o projeto e os interesses de todos (mesmo se esses interesses não forem bem compreendidos pelos sócios estrangeiros), já que como brasileiros, é em cima deles que a justiça vai se orientar. Como os acionistas majoritários de fora não tem dinheiro, não vão pagar a parte que lhe cabe, mas como é uma empresa brasileira, apesar do capital ter maioria de fora, o juiz brasileiro vai dar um prazo para eles pagarem, se não pagar, ele vai calcular a integralização das ações ao preço do momento, e como elas estão perto de zero, se vai levar a maior parte ou a totalidade da empresa só pagando as dívidas.
Caso C: A empresa esta devendo, mas a divida trabalhista é por lei, prioritária. O juiz trabalhista vai dar sentença e vai arrestar a empresa que poderá ser resgatada ou ele poderá arrestar os bens moveis e equipamentos que sobraram ou foram apossados ilegalmente por credores não prioritários. Se a empresa já integralizou os pagamentos para o garimpeiro, a própria superfície do garimpo poderá ser considerada bem a ser arrestado para leilão e posterior divisão entre os funcionários demandantes. 
Caso D: uma lavra mesmo de dimensões limitadas tem um forte impacto psicológico no mercado cansado de jazidas virtuais. Portanto se tiver capacidade de organizar e legalizar essa lavra com PLG ou Guia de utilização, poderá negociar um bom lote de ações em troca e ações que vão subir por causa da produção.
Ou seja um ganho multiplicado.

E tem mais....