domingo, 3 de julho de 2016

Garimpeiros encontram esmeraldas na beira de estrada em Carnaíba de Pindobaçu



Garimpeiros encontram esmeraldas na beira de estrada em Carnaíba de Pindobaçu

Alguns garimpeiros garimpeiros encontraram esmeraldas na flor da terra em uma estrada que liga a Carnaíba de Baixo para a Marota, no município de Pindobaçu.

Uma máquina havia feito um trabalho de terraplanagem na estrada e a chuva acabou escavando uma encosta, onde homens suspeitaram da existência de esmeralda devido ao solo. Ao escavar o local, acharam esmeraldas a menos de 1 metros de profundidade. "A reserva de esmeralda parece ser grande e de ótima qualidade, vamos ficar ricos" disse um garimpeiro que não quiz se identificar.

O proprietário da terra com certeza está feliz com a descoberta, que deverá valorizar muito a área e abrir novas oportunidades para os garimpeiros.
Fonte: Carnaíba das esmeraldas


A corrupção e o empresário brasileiro. Valeu a pena?

A corrupção e o empresário brasileiro. Valeu a pena?



 Fonte: Geologo.com


Todo o empresário brasileiro honesto sabe que na vida de qualquer projeto bem sucedido vai existir um momento em que um político ou um funcionário público, ligado a grupos políticos, vai aparecer e achacar.

Infelizmente essa é uma máxima de um Brasil completamente exposto a uma corrupção endêmica. É assim na mineração ou em qualquer outro setor da economia nacional.

Apesar do foco da mídia estar hoje concentrado nas estatais, onde nada se resolve sem a propina e a benção das quadrilhas que tudo controlam, a mesma corrupção grassa em todos os cantos e em todos os segmentos da economia.

Basta existir dinheiro e um processo em andamento que, como do nada, atraídos pelo ganho fácil, surgem os ratos.

Tudo começa com um processo emperrado em algum lugar da máquina pública. Depois, sub-repticiamente, vem o achaque, a mordida e a propina. Se você não ceder, assim como a maioria dos empresários que eu conheço, você vai continuar a dormir bem, mas todo o processo vai se tornar lento, penoso e, muitas vezes, impraticável.

A maioria dos empresários não foi corrompida, mas milhares tiveram que fechar as portas. As estatísticas são duras e desanimadoras neste país corrupto até os ossos.

Mas, se você é daqueles que aceita “flexibilizar” os seus conceitos éticos e morais, jogando no lixo a cidadania e a honestidade, assim como fizeram as grandes empreiteiras que hoje respondem na Lava Jato, então tudo estará (aparentemente) resolvido.

As concorrências serão ganhas e o dinheiro irá fluir aos borbotões.

Você, o empresário corrupto, estará vivendo em um mundo utópico, sem concorrências, amparado por batalhões de políticos, advogados e até juízes.

Basta destinar entre 3 a 20% de seus ganhos, obviamente superestimados, para as quadrilhas de sanguessugas, partidos, políticos e agregados, que tudo estará solucionado.

É dinheiro sujo, mas fácil, o verdadeiro Eldorado Brasileiro! A mola que propulsionou as maiores empresas do país nas últimas décadas.

A Odebrecht, por exemplo, recebeu do BNDES, entre 2007 e o início de 2015, graças aos “contatos” escusos nas altas esferas (para muitos investigadores graças às propinas pagas ao Lula), cerca de 70% de todo recurso destinado a obras de empresas brasileiras no exterior.

Dos R$ 12 bilhões emprestados pelo banco com essa finalidade, R$ 8,2 bilhões foram para o grupo Odebrecht. 

Em um país gigantesco como o Brasil essa concentração de “benesses” só pode significar uma coisa: corrupção.

E não estamos nem falando da roubalheira da Petrobras, ou da área da energia, das refinarias e hidroelétricas onde a referida empreiteira também se locupletou e onde os números associados às concorrências ilícitas são astronômicos, superando centenas de bilhões de dólares.

Muitos empresários caíram na tentação e participaram deste esquema criminoso que parecia estar acima da lei. Afinal, foram décadas de impunidade onde centenas de bilhões de reais foram distribuídos para pouquíssimos players.

Uma vergonha que ficará gravada na história deste país. Um país que seria absolutamente melhor se o dinheiro da corrupção tivesse sido destinado aos seus cidadãos.

Mas, como em toda a história de bandidagem, sempre existe um momento em que o crime deixa de compensar.

E os primeiros sinais de anormalidade aconteceram quando estes empresários criminosos perceberam a chegada de um grande número de “novos sócios” que se multiplicaram ao longo dos anos, a medida que o dinheiro fluía.

A partir deste momento, o empresário preso na teia da corrupção, passa a ser controlado pelas hordas de políticos e de burocratas, criminosos de todos os tamanhos: os seus novos donos.

Isso mesmo! Este é um dos efeitos colaterais da corrupção, que se torna mais evidente agora, que muitos empreiteiros pervertidos choram no colo de Sérgio Moro ou nas celas de Curitiba enquanto fazem os seus acordos de leniência.

Não existia o lanche grátis!

Aqueles que saqueavam as empresas e instituições brasileiras por décadas se tornam alvos do mesmo esquema criminoso que alimentaram.

A volta à realidade está sendo atroz.

A Mendes Junior, uma das grandes empreiteiras do Brasil, está em recuperação judicial, sem obras, com um imenso passivo e um pátio repleto de equipamentos em processo de deterioração.

A Odebrecht, que financiou 314 políticos de 24 partidos, já perdeu mais de 5 bilhões de dólares e vai perder muito mais enquanto vende seus ativos de grande liquidez.

Até a Petrobras, no seu justo direito, pretende receber mais de um bilhão de reais das empreiteiras que um dia a saquearam. A mesma Petrobras que até pouco tempo atrás, tapou os olhos à corrupção interna que era facilmente identificável...

Os desdobramentos atingem as próprias saqueadas como a Petrobras, a Eletrobras e seus executivos que serão, eventualmente, punidos por crimes de responsabilidade, faltas de transparência, de compliance, gestão fraudulenta e por não divulgarem a corrupção que destruía as finanças das empresas.

Mas, como sempre, o maior atingido é o povo, o cidadão desprotegido, pois as grandes empresas vão sobreviver e continuar grandes, mesmo na desgraça.

A corrupção e a má gestão de um governo que se lambuzava no dinheiro de propinas destruiu empresas, a infraestrutura do país, a saúde, o emprego e as perspectivas futuras de centenas de milhões de pessoas.

Muitos morrem nas filas dos hospitais que se tornaram casa de horrores e dezenas de milhões estão sem emprego, sem perspectivas, a espera de um milagre.

Valeu a pena?

Mineração: em quem apostar as fichas?

Mineração: em quem apostar as fichas?






Após crises de proporções mundiais as grandes empresas de mineração recomeçam a pensar em estratégias globais e investimentos futuros.

Até pouco tempo atrás, quase tudo que se produzia tinha apenas um destino certo: a China.

Apesar da China continuar a crescer e estarrecer existem, no horizonte, outros países que irão também, polarizar a economia do mundo.

Os mais óbvios são a Índia e a Indonésia, cuja população, somada à da China, corresponde a 40% da população total do planeta.

Hoje sabemos que em países em desenvolvimento bem gerenciados a população passa a ser a maior riqueza. Foi assim que a China criou um modelo de crescimento que a conduziu ao topo das maiores economias do mundo. E será assim que a Índia e a Indonésia irão se juntar as cinco maiores economias do mundo ainda nas próximas décadas.

É essa a aposta do CEO da BHP, Andrew Mackenzie. Ele é um dos que acredita piamente no conceito de “século asiático” onde, nos próximos cem anos, irão surgir economias em desenvolvimento que tornarão a Ásia na maior concentração de riqueza do mundo.

É, portanto, em países como a China (previsão de crescimento do PIB de 6,3% para 2016), Índia (7,5% ) e Indonésia ( 5%) que os grandes conglomerados da mineração e a maioria das grandes empresas globais irão apostar as suas fichas.

E, quando o assunto é mineração as fichas serão de ferro, cobre, carvão, petróleo, alumínio, lítio, terras raras e de metais básicos.

E onde o Brasil se encaixa nesta equação? Não se encaixa!

O mundo ainda está tentando entender se o Brasil voltará a crescer antes de 2017 e qual será a relevância da economia brasileira no mercado global futuro.

O maior problema do Brasil é a perda de imagem.

De um país bom pagador, a sétima maior economia mundial (rapidamente se transformando na quinta maior) foi rebaixado a mau pagador, entrou em recessão e tem quase doze milhões de desempregados em uma economia a beira da catástrofe.

Tudo isso em menos de quatro anos.

Enquanto o mundo cresce aceleradamente e as fichas estão sendo colocadas no tabuleiro mundial nós, alijados que fomos, iremos assistir de longe mais um boom.

Como espectadores, pois a nossa economia, segundo os otimistas, levará mais de 10 anos para se recuperar...


Gilbués contribui para o Piauí se transformar na nova fronteira da Mineração

Gilbués contribui para o Piauí se transformar na nova fronteira da Mineração

Fonte: Portal do dia

O Piauí é apontado pelos sites nacionais especializados em mineração como a nova fronteira do minério. Essa afirmação é confirmada com os números do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia que mostram o Estado como o segundo do Nordeste e entre os dez maiores do país com incidência de minérios.
Um dos pontos que chama a atenção é a diversidade da riqueza mineral piauiense, uma vez que não há apenas um minério específico em destaque, mas vários tipos como ferro, diamantes, fósforo, níquel, mármore, calcário, argila opala e outros. Atualmente existem no Estado em torno de 3,5 mil títulos concedidos para pesquisas dos mais diversos minerais e muitas reservas já foram confirmadas e dimensionadas.
Um exemplo é a região de Paulistana ( a 474 km de Teresina) que tem uma reserva de ferro estimada em 400 milhões de toneladas, com projetos de pesquisas e exploração em evolução. Já no município de Coronel Gervásio Gervásio Oliveira ( a 545 km de Teresina) o principal atrativo é o níquel com reservas estimadas em 88 milhões de toneladas, onde estão sendo investidos algo em torno de US$ 50 milhões em pesquisa e instalação de usina piloto.
É na região de Pedro II, a 195 km ao norte de Teresina, que se localiza a única reserva de opala nobre do Brasil. A pedra, que reflete as cores do arco-íris, chama a atenção pela qualidade cuja similaridade é encontrada apenas em áreas da Austrália.
No extremo sul do Estado, na cidade de Gilbués, há cerca de 830km da capital já está sendo explorada uma mina de diamantes, com uma jazida estimada em dois milhões de quilates. A exploração segue a todo vapor e já exportou quase três mil quilates de diamantes certificados.
A mármore extraída no município de Pio IX, mais precisamente na localidade de Quixaba é de excelente qualidade tanto na textura quanto na cor. As pesquisas indicam a existência de vários tipos de mármores com destaque às de cores azul, platinado, dourado, branco e misto.

Pesquisas realizadas em 22 municípios do Médio e Alto Parnaíba por órgãos como o Serviço Geológico do Brasil e a Agência Nacional de Petróleo apontam para fortes indícios da existência de gás na Bacia do Rio Parnaíba. Investimentos da ordem de 50 milhões já foram feitos para perfuração de poço no sul de Floriano para conhecer o potencial comercial da área. Isso sem falar na vasta quantidade de água no subsolo piauiense.

Mina de diamantes é capaz de 'engolir' helicópteros na Rússia

Mina de diamantes é capaz de 'engolir' helicópteros na Rússia

A mina de Mirny é a maior de todas as minas da Sibéria. Dessa região saem 25% dos diamantes espalhados pelo mundo.

G1
No meio do nada. Pior ainda: no meio de um "nada" gelado. Uma cidade inteirinha foi construída à beira de um buraco. E não é qualquer buraco, não. É uma cratera de proporções inacreditáveis. Capaz de derrubar helicópteros. E ela esconde uma das maiores riquezas do planeta. O Fantástico foi até o "umbigo do mundo".
"Ir para a Sibéria" é uma expressão bem conhecida. Significa mais ou menos "ir para o fim do mundo". E alguns lugares de lá são piores que outros. Mirny, por exemplo, fica longe de tudo e de todos. Mesmo assim, 35 mil pessoas moram em Mirny, debruçadas em um buraco.
É um baita de um buraco! A cratera tem um diâmetro de 1,2 mil metros. São 525 metros de profundidade. Talvez mais simples seja pensar que o Pão de Açúcar, com seus 395 metros, caberia confortavelmente lá dentro.
Cavar, cavar para fazer um buraco assim, só por algo muito valioso. A pedra mais rara, a mais cara. A mina de Mirny é a maior de todas as minas da região mais rica em diamantes no mundo.
Para chegar a Mirny são seis horas de voo a partir de Moscou, a capital da Rússia. E deve-se evitar passar por cima do buraco. Por um fenômeno ligado à pressão das massas de ar, quatro helicópteros já foram sugados e caíram ao sobrevoar a imensa cratera. Ninguém vai para lá a passeio.
A má fama da Sibéria começou no tempo dos czares, os imperadores russos. Ser mandado para a Sibéria. Essa é uma expressão que ficou conhecida pelo mundo todo. Isso porque era uma punição aplicada na Rússia desde o século XIX, ainda na época dos czares. Depois muito mais utilizada pelo regime comunista no século XX.
Milhões de pessoas foram mandadas pra lá. A Sibéria era conhecida como prisão sem muros, sem grades. Isso porque a região era tão distante de tudo que era impossível escapar.

“Essa ideia de que 'ah, vamos mandar para a Sibéria' como se fosse um lugar de exilio ou de inferno e somente isso, essa é uma ideia ocidental. Para os russos existe esse lado também, mas a Sibéria é muito mais do que isso, muitos veem um mundo, como a Amazônia nossa, um mundo de muita natureza”, explica o historiador da USP Ângelo Segrillo.
Um filme dos anos 50 mostra os pioneiros da mineração na Sibéria, uma região maior que o Brasile que então era praticamente desconhecida. A chegada era de paraquedas. E os diamantes encontrados nos riachos apontaram o lugar onde a mina de Mirny deveria ser cavada.
Hoje, 25% dos diamantes espalhados pelo mundo saem dessa região.
Nas ruas de Mirny, se misturam os russos ocidentais, brancos e louros, e os descendentes das etnias que sempre habitaram a Sibéria, mais morenos e com olhos puxados.
Eles dividem uma vida dura feito um diamante, só que sem o brilho. De colorido na cidade, só as flores do curto verão e os brinquedos das crianças. E no inverno é um inferno.
Quando amanheceu, no auge do verão, faziam 10°. Na Sibéria, o frio é até difícil de compreender. Até 30 anos atrás, o pior: -65°. Agora, com o aquecimento global, as coisas melhoraram um pouco: menos 45°, uma média de -30°. Trabalhar na Sibéria não e para qualquer um.
Durante oito, nove meses, essa parte da Sibéria é um oceano branco.
O russo Nickolai Grogorievich Bondarev foi um dos raros que chegaram para trabalhar na mina, ainda nos anos 70, e ficaram. Ele ri, com seus dentes de ouro, ao falar da vida em uma mina de diamante a céu aberto.
Diz que se acostumou, aponta a cratera e conta como foram sendo construídos os quase oito quilômetros de estrada que iam serpenteando o buraco para trazer as toneladas de terra de onde se retiravam os diamantes. Isso durou 44 anos, de 1957 a 2001.
Os diamantes são formados em lugares onde não chegaremos nem perto. Algo em torno de 150 quilômetros de profundidade. Podemos ir para o espaço: só a Lua, aqui pertinho, fica a 384.400 quilômetros. Mas na direção contrária é impossível. E a dificuldade tem a ver com a temperatura: quanto mais profundo mais quente.
Os diamantes são cristais de carbono puro formados em temperaturas em torno de mil graus centígrados. Eles chegam à superfície através de um tipo de atividade vulcânica. É como se fosse um elevador que sobe rapidamente das profundezas do nosso subterrâneo para o térreo. Quando sobe o magma, aquela massa mineral incandescente e pastosa, os diamantes vêm junto. Os diamantes chegam ao fim dessa viagem envoltos numa massa de terra que tem a forma de uma esguia taça de champanhe. O buraco da mina de Mirny seria a parte mais larga, mas resta o pé da taça ainda para ser explorado.
A única atividade que ainda existe é a retirada da água do buraco. Água que brota das paredes e, em outros meses, da neve derretida. Mas por que não deixar tudo encher de água e transformar esse buracão em um belo lago? Isso porque a mina continua, na verdade, a existir. Mas muito mais profunda: a 1,2 mil metros existem homens trabalhando.
Os russos fizeram uma entrada paralela para essa nova mina, agora subterrânea. Lá ainda existe diamante para mais 30, 40 anos. É uma estrutura enorme, porque a retirada de diamantes nessa escala é um processo industrial muito mais complexo.
Frotas de caminhões levam toneladas de terras que são lavadas para que se possa separar os diamantes. Isso necessita muita água, e gera muita poluição. Os rios em torno da cidade sofrem com isso. Mas Mirny só existe por causa dos diamantes.
O geólogo Ilya Korokov é um dos mais importantes da Rússia. Num dos livros escritos por ele, se podem ver os diversos tipos de diamante. E é curioso porque, de certa forma, os diamantes em estado bruto são uma decepção.

Cortadas e lapidadas, as pedras ficam muito mais brilhantes, mais vivas. Um mundo iluminado. Quantos quilates, cor, corte, clareza?
Mas o gosto por eles é relativamente recente, tem menos de cem anos. No começo do século passado, uma agência de propaganda americana criou o slogan que todo mundo hoje conhece. Dizia: um diamante é para sempre!
Comprar e dar um anel de diamante no casamento simbolizaria uma união eterna, brilhante e sólida. A ideia pegou.