sábado, 6 de agosto de 2016

As gemas

As gemas

As gemas vêm do interesse dos homens há 10000 anos. Ametista, Cristal de rocha, Âmbar, Granada, Jade, Jaspe, Coral, Lápili-lazúli, Pérola, Serpentina, Esmeralda e Turquesa foram as primeras a serem conhecidas.
Não existe uma definição aceita por todos para esse termo, porém há um denominador comum, todas as gemas têm algo especial, alguma beleza em torno delas. Elas são principalmente minerais (Safira), minerais agregados (Jaspe), orgâincas (Pérola), sintéticas (Esmesralda Sintéticas) ou mais raramente rochas (Lápili-Lazúli). As Gemas podem ser, por algum processo de aprimoramento de sua cor ou aparência, tratadas.
Algumas gemas são raras e belas devido a cor, a um fenômeno óptico exclusivo, ou brilho diferenciado. Outras são especiais devido a sua dureza ou inclusões excluvisas.
A raridade é outro fator importante na avaliação de uma gema. Como algumas das características que valorizam as gemas só se apresentam depois da pedra estar lapidada, o termo gema geralmente refere-se a uma pedra lapidada. A lapidação é a valorização de um material que de outra forma poderia passar apenas como um material bruto insignificante.
Existem centenas de tipos diferentes de gemas e materiais gemológicos. Como sabemos a atribuição de valor para gemas é um processo bastante subjetivo. Raridade, cor, tamanho, grau de pureza, transparência, formas e perfeição de lapidação são alguns fatores que têm grande influência na avaliação.Além disso, a diversidade de procedência das gemas, a situação político-econômica do país produtor e a distância do local de produção aos centros de consumo levam os mercados envolvidos a estabelecer valores de formas variadas.
Devemos considerar que outro fator de influência na avaliação de gemas é a complexidade dos vários níveis de mercados existentes e como são interpretadas as cotações em cada um desses níveis.
Comercialmente, as gemas são divididas em pedras coloridas e diamantes (mesmo os que não são incolores) além de ambas terem seu peso medido em quilate (1ct=0,2g).
2 – ESMERALDA
O nome vem do grego smaragdos. Ele significa “pedra verde”(Foto 3). É a mais nobre variedade de berilo.
Seu verde é tão incomparável que esta cor tão peculiar passou a ser chamada de verde-esmeralda. A substancia corante para a esmeralda é o cromo. A cor é muito resistente à luz e ao calor, não se modificando até uma temperatura de 700 ou 800°C.
As esmeraldas são formadas pro processo hidrotermal associado ao magma e metamorfismo. Jazidas são encontradas em filões de pegmatito ou em seus arredores.
2.1 - Jazidas mais importantes:
Mnia de Muzo (Colômbia) (foto 4), Mina de Chivor (Colômbia), jazidas na Bahia, Minas Gerais, Goiás; Zimbabue, África do Sul e Russia.
 
Foto 1: Mina de Muzo. Colômbia. Foto 2: Esmeraldas colombianas. Colômbia.
Unicamente na Colômbia são encontradas as raríssimas esmeraldas “Trapiche”(foto 5) caracterizado por um crescimento parecido com uma roda, de vários cristais prismáticos.
As jazidas de Minas Gerais se extendem desde o norte de Rio Casca até o sul de Guanhães. Nessa área deve-se destacar as minas Belmont (a maior do Brasil), Piteiras e o garimpo de capoeirana (cooperativa).

Foto 3: Esmeralda “Trapiche”. Mina Chivor (Colômbia).
Para Schrorcher et al. (1982), a geologia básica dos terrenos encontrados na região Itabira/Nova Era é caracterizada por um embsamento cratônico arqueano composto basicamente por terrenos gnáissicos migmatíticos, comcaracterísticas poligenéticas e polimetamórficas, incluindo rochas graniticas do tipo Granito Borrachudos; por um cinturão de rochas verdes arqueanas pertencentes ao Supergrupo Rio das Velhas; por metassedimentos do paleoproterozóico do supergrupo Minas; e pelos metassedimentos do mesoproterozóico, constituído essencialmente por quartzitos do Supergrupo Espinhaço.
Em termos estratigráficos, o Garimpo de Capoeirana e as Minas Belmont e Piteiras estão localizados em uma área onde afloram metarcóseos a metagrauvacas com intercalações concordantes de mica xistos e quartzitos micáceos. Secundariamente, há rochas anfibolíticas, intercalacões de xistos metaultramáficas e aparecimento descontínuo de veios pegmatíticos. Nesse contexto, as metaultramáficas e os veios pegmatíticos são as rochas mais importantes para mineralização da esmeralda.
Em relação a genese da esmeralda, todas as jazidas e/ou ocorrências de minas Gerais estão associados aos xistos derivados de rochas metaultramáficas, em locais de intensa percolação de fluidos hidrotermais relacionados aos pegmatitos, devido as condições tectônicas propícias. Esses xistos, representados essencialmente por biotita/flogopita xisto, clorita xisto, tremolita/actinolita xisto.
As áreas mineralizadas ocorrem nas proximidades do contato entre xistos metaultramáficos e as rochas granitos gnáissicas, do tipo Granito Borrachudos, estéreis em esmeralda.
A formação das esmeraldas mineiras (foto 6) está intimamente associada à interação química ocorrida entre a fase pegmatítica berilífera e as rochas metaultramáficas portadoras dos elementos (Cr, V, Fe).

Foto 4: Esmeralda Mineira, Coloração devida ao íons de Cr, V, Fe. Itabira, MG.
3.2 - Aspectos mineralógicos:
De cor verde claro a muito escuro ao verde azulado muito forte, tranparente a translúcido, brilho vítreo, dureza de Mohs 7,5 a 8, acatassolamento ou “olho-de-gato e asterismo (raro). Índice de refração de 1,577 a 1,583(± 0,017), pleocroísmo de moderado a forte, fratura conchoidal de brilho vítero a resinoso, clivagem basal, inclusões bifásicas e trifásicas, cristais negativos, “plumas” líquidas e inclusões minerais (micas da série biotita-flogopita, hornblenda, actinolita, tremolita, pirita, calcita, cromita, dolomita, pirrotita); o aspecto geral das inclusões nas esmeraldas é conhecido como “jardim” que são utilizadas como um “selo de autenticidade” das esmeraldas naturais diferindo-as das sintéticas.
A explotação da esmeralda no garimpo de Capoeirana é feita por meio de poços, túneis e galerias, com técnicas de mineração rudimentar e sem preocupação com o aproveitamento total das esmeraldas gemológicas e meio ambiente(foto 7).

Foto 5: Garimpo Capoeira. Nova Era, MG.
Na Mina Belmont a elplotação é realizada a céu aberto e subterrânea (foto 8), contando com sistema mecanizado desde a extração até o beneficiamento final. Na lavra a céu aberto, o xisto altamente decomposto favorece, sobremaneira a retirada mecânica do material esmeraldífero. Todo material explotado, tanto na mina a céu aberto quanto no subterrâneo, é transportado por meio de caminhões para usina de beneficiamento, onde o material é deslamado (separação de finos, <2mm), depois separação granulométrica, separação ótica, onde todo material verde é separado por uma máquina e por fim catação manual das esmeraldas (foto 9).
 
Foto 6: Mina Subterrânea, Mina Belmont. Itabira, MG. Foto 7: Catação Manual, Mina Belmont. Itabira, MG.
Além da Belmont Mineração podemos cita ainda empresas como: Rocha mineração, Beibra, Garipo de capoerana, Garimpo na Bahia na cidade de Anagé, Itaobi Campos verde ( GO ), Mineração Alexandrita
Existem muitas esmeraldas de grande valor e fama. A maios famosa das jóias de esmeralda é um pequeno frasco de unção de 12cm de altura e 2205 quilates talhado de um único cristal de esmeralda.
PREÇOS DE ESMERALDAS LAPIDADAS
Cotações por quilate em dólares americanos
FRACA (TERCEIRA)
1 - 22 - 33 - 4
de 0,50 a 1 ct2 - 1010 - 3535 - 60
de 1 a 3 ct2 - 1515 - 5050 - 80
de 3 a 5 ct2 - 2020 - 6060 - 80
de 5 a 8 ct2 - 3030 - 6060 - 100
acima de 8 ct2 - 5050 - 6060 - 100
MÉDIA (SEGUNDA) BOA (PRIMEIRA)
4 - 55 - 66 - 77 - 8
de 0,50 a 1 ct60 - 9090 - 170170 - 250250 - 360
de 1 a 3 ct80 - 230230 - 390230 - 520520 - 820
de 3 a 5 ct80 - 300300 - 510510 - 620620 - 1200
de 5 a 8 ct100 - 430430 - 580580 - 750750 - 1600
acima de 8 ct100 - 440440 - 700700 - 850850 - 1900
EXCELENTE (EXTRA)
8 - 99 - 10
de 0,50 a 1 ct360 - 660660 - 2000
de 1 a 3 ct820 - 11001100 - 3500
de 3 a 5 ct1200 - 17001700 - 5500
de 5 a 8 ct1600 - 30003000 - 5600
acima de 8 ct1900 - 40004000 - 9000
Atualizado em outubro de 2005
3 – ALEXANDRITA
A gema alexandrita (Foto 11e 12), descoberta nos Montes Urais (Rússia), foi batizada em homenagem ao Czar Alexandre II que no dia da descoberta completava 12 anos de idade.
 
Foto 8: Alexandrita lapidada. Antônio Dias, MG Foto 9: Cristal de alexandrita. Antônio Dias, MG
No Brasil esta gema foi descoberta na década de 70 em pequenos garimpos no Espírito Santo e Bahia. Pórem a produção se revelou pequena e de baixa qualidade.
Em Minas Gerais, a primeira descoberta aconteceu em 1975, no Córrego do Fogo, município de Malacacheta e em 1986 foi descoberta a que seria a maior jazida já registrada na história, no distrito de Hematita, no município de Antônio Dias. Atualmente essa área é explotada por duas empresas: Alexandrita Mineração Comércio e Exportação Ltda, detentora da maior jazida de alexandrita do mundo, com uma reserva de aproximadamente 60kg e a Mineração Itaitinga.
Além dessas duas jazidas, existem outras ocorrências de alexandrita, pórem sem importância econônica associadas às jazidas de esmeralda, como em Belmont, Capoeirana e Esmeralda de Ferros.
3.1 - Principais Jazidas:
Brasil, Sri Lanka, Zimbáue, Birmânia, Madagascar, Tanzânia e Russia (esgotadas).
Para que ocorra a cristalização da alexandrita, além do excesso de alumínio e deficiência em sílica é necessária a presença de uma fonte de cromo. Na grande maioria das ocorrências de alexandrita no mundo, são descritos processos geológicos envolvendo rochas ácidas e ultramáficas em ambientes ricos em alumínio (Munasinghe & Dissanayake 1981, Ustinov & Chizhik 1994).
Na jazida de Hematita, observam-se inúmeros pequenos corpos pegmatóides cortando as rochas ultramáficas da região, e, nos concentrados aluvionares, constata-se a presença de cianita, granada, berilo (esmeralda e água-marinha), crisoberilo, estaurolita, muscovita, plagioclásio, e quartzo. Desse modo, a jazida de Hematita enquadra-se no modelo de Beus (1966) de pegmatitos ricos em Al2O3.
Relacionando os aspectos geológicos observados na região de Malacacheta, com a presença de corpos graníticos e intercalações de rocha metaultramáfica com xisto peraluminoso, Basílio (1999) propôs uma gênese baseada num sistema metassomático envolvendo fluidos hidrotermais de alta temperatura, ricos em berilo e oriundos do corpo granítico. A interação desses fluidos com os xistos aluminosos e suas intercalações metaultramáficas, fonte de cromo, propiciaram a formação da alexandrita.
Em relação às ocorrências de alexandrita associadas às jazidas de esmeralda, pouco se sabe.
A cor, a mudança de cor (efeito alexandrita) e o forte pleocroísmo são fatores determinantes na qualidade da alexandrita.
3.2 - Aspéctos Mineralógicos:
Sob a luz natural, a alexandrita apresenta-se verde ou mais raramente azul (foto 13) e quando iluminada por luz incandescente, mostra-se em tons de vermelho e violeta.
Seu intenso tricroísmo é caracterizado, variando nas cores verde, amarelo, vermelho e, mais raramente, azul. Assim como no rubi e na esmeralda, sua cor é resultante da presença de íons substituindo parte parte do alumínio nas posições octaédricas da estrutura cristalina.
Dureza 8,5; clivagem boa; fratura conchoidal;brilho vítreo ao subadamantino;mudança de cor; pleocroísmo

Foto 10: Alexandrita azul. Antônio Dias, MG
Quanto a explotação o método usado é igual ao método da esmeralda
PREÇOS DE ALEXANDRITAS LAPIDADAS
Cotações por quilate em dólares americanos
Fraca (Terceira)Média (Segunda)Boa (Primeira)Excelente (Extra)
até 0,50 ct15 – 150150 - 500500 - 15001500 - 2000
de 0,50 a 1 ct40 – 250250 - 10001000 - 30003000 - 4500
de 1 a 2 ct70 – 500500 - 28002800 - 55005500 - 7000
de 2 a 3 ct90 – 800800 - 38003800 - 65006500 - 9000

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada no interior do estado


    De um azul profundo, com brilho próprio, a turmalina paraíba é hoje considerada a pedra mais rara do mundo. Descoberta na década de 1980 no estado do Nordeste que lhe dá nome, a gema é encontrada em apenas cinco minas ao redor do planeta; três delas no Brasil, de onde saem os exemplares mais valiosos. A produção, entretanto, é muito escassa, quase extinta, tornando-a cada vez mais cara e cobiçada. As principais joalherias do país têm algumas peças com a pedra preciosa, guardadas a sete chaves, e o valor de uma dessas exclusivas joias pode chegar a R$ 3 milhões. O país produz ainda outras pedras raras, como o topázio imperial, exclusivo de Ouro Preto, e as esmeraldas verdes.
Mesmo que não sejam mais caras que os diamantes, as gemas raras conferem exclusividade às joias e a quem as usa. Para calcular a qualidade de uma pedra preciosa, especialistas usam o critério dos quatro Cs, adaptado da língua inglesa: lapidação (cut), pureza (clarity), quilate (carat) e, o mais importante, cor (color). Para além disso, a raridade de uma gema e o design exclusivo de uma joia podem fazer o seu preço se multiplicar rapidamente.
A produção da turmalina paraíba é cada vez mais escassa, meros 20 mil quilates por ano, contra 480 milhões dos diamantes.
— Se hoje existem sete bilhões de pessoas no mundo, são sete bilhões que querem ter um diamante — diz o relações-públicas da joalheria H.Stern, Christian Hallot. — Não é o caso da turmalina paraíba, que pouca gente conhece, justamente por ser muito rara, difícil de encontrar. Se tivesse a mesma demanda, seu preço iria para a estratosfera, para uma outra galáxia.
A pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada pela primeira vez no distrito de São José da Batalha, no interior da Paraíba. O país é rico em turmalinas verdes, mas ninguém nunca tinha visto aquela pedra de azul tão intenso que logo foi chamada de azul neon. Houve quem chegasse a pensar que se tratava de uma falsificação. Para sanar as dúvidas, em 1989 a gema foi enviada para o Instituto de Gemologia da América, nos Estados Unidos, o maior laboratório de pedras do mundo. E a resposta foi surpreendente: tratava-se de uma nova pedra, nunca antes vista.
Nos anos 1990 foram achadas outras duas minas na mesma região, mas, desta vez, do outro lado da divisa, no Rio Grande do Norte. Por fim, duas minas foram descobertas na África, uma em Moçambique, outra na Nigéria.
O fator determinante para se afirmar que se tratava de uma pedra até então desconhecida foi a sua composição química. A turmalina paraíba contém cobre, que lhe confere o tom de azul intenso e o brilho único. A mesma composição incomum foi registrada nas pedras africanas.
— As outras turmalinas não têm cobre — explica Jurgen Schnellrath, do Laboratório de Gemologia do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) da UFRJ. — E é por conta dessa substância que ela parece emitir luz.
De início, os brasileiros não teriam dado muita atenção à nova descoberta.
— Na realidade, eles não deram a menor importância àquela pedra azul que resplandecia como um brilhante — conta Laja Zylberman, presidente da joalheria Sara. — Mas os japoneses ficaram fascinados com as gemas e começaram a comprar e revender na Ásia, fazendo com que alcançassem preços inacreditáveis.
Como são muito raras, os joalheiros não costumam partir as pedras, mas sim trabalhar com elas mais ou menos no formato em que aparecem. Isso faz com que seja difícil, por exemplo, fazer brincos, o que requer pedras bastante parecidas. A lapidação, no entanto, é fundamental para intensificar o brilho da pedra.
— A pedra é facetada em ângulos determinados de forma que a luz possa penetrar nela e voltar aos olhos com a maior beleza possível — explica o geólogo Daniel Sauer, presidente da joalheira Amsterdam Sauer. — A lapidação aprimora cor e brilho, tira da pedra seu melhor potencial.
Outra pedra brasileira rara é a esmeralda. Buscadas desde os tempos dos bandeirantes (que, na realidade, acharam turmalinas verdes), as esmeraldas somente começaram a ser encontradas em solo nacional na década de 1960.
— O fascínio que pedras dessas cores exercem se explica porque o azul é um tom ligado à água, ao céu; e o verde se relaciona às plantas, à vida — acredita Sauer. — São cores muito próximas do ser humano.
E, embora as esmeraldas brasileiras não sejam tão valiosas quanto às da Colômbia, o país tem potencial, analisam os especialistas.
— O Brasil demorou 440 anos para achar esmeraldas, mas hoje é um dos solos mais promissores para essas gemas de alta qualidade. Já foram achadas pedras verde-azuladas, o tom colombiano — conta Hallot.
Embora não tão precioso quanto a turmalina paraíba, o topázio imperial é bastante raro. Sua produção se restringe a Ouro Preto. Das profundezas da terra, a pedra surge nas mais variadas cores, como amarelo, rosa e cereja. Outra gema bastante exclusiva, embora não tão valiosa, é a chamada opala de fogo em tons alaranjados, que vão do laranja ao vermelho. Elas são mais comuns no México, mas começam a ser encontradas aqui também, no Nordeste.
— Diferentes das opalas comuns, mais leitosas, essas são muito translúcidas — explica a designer de joias Yrys Albuquerque.

Australiana Rio Tinto prevê nova queda nos preços das commodities

Australiana Rio Tinto prevê nova queda nos preços das commodities

O novo diretor-presidente da mineradora Rio Tinto PLC, Jean-Sébastien Jacques, é o mais novo executivo do setor a afirmar que a recuperação dos preços das commodities deste ano não deve se sustentar. Ele fez a declaração ontem, depois que a empresa divulgou o seu pior lucro subjacente para um primeiro semestre em 12 anos. De acordo com ele, a alta dos preços dos metais e commodities neste ano, que foi impulsionada pelo setor de construção na China e financiada com dívida, pode não ter continuidade. Ao mesmo tempo, o excesso de oferta de minério de ferro está pressionando a divisão responsável por quase todo o lucro da empresa.
“O crescimento na China se estabilizou, mas ela está em um longo caminho de transição para uma expansão mais lenta e menos dependente das commodities”, afirmou a Rio Tinto. “Ao mesmo tempo, a economia global parece presa a um padrão de crescimento moderado de baixa produtividade que indica a necessidade da continuidade de cautela no segundo semestre de 2016.”
A Rio Tinto divulgou que o lucro subjacente, que exclui itens não recorrentes, caiu 47%, para US$ 1,56 bilhão, na primeira metade do ano, em linha com a estimativa mediana de sete analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.
Mas a mineradora anglo-australiana informou que o lucro líquido do primeiro semestre ficou em US$ 1,71 bilhão, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando baixas contábeis e perdas cambiais e com derivativos derrubaram os ganhos para US$ 806 milhões.
A Rio Tinto cortou seu dividendo provisório para US$ 0,45 por ação, ante US$ 1,075 há um ano.
Os preços de commodities como carvão, minério de ferro e minerais industriais subiram nos últimos meses, alguns se recuperando de mínimas de vários anos, à medida que desacelerou o ritmo do crescimento da mineração, o apetite da China por importados continuou forte e os investidores voltaram aos mercados.
O Índice S&P GSCI de Metais Industriais subiu cerca de 8% durante o primeiro semestre e o minério de ferro foi negociado acima de US$ 50 por tonelada na maior parte do tempo ante uma mínima de US$ 37 em dezembro. O minério de ferro foi sustentado por uma forte produção de aço na China, mesmo depois de o país prometer reduzir o excesso de produção.
Ainda assim, os preços permaneceram bem abaixo daqueles registrados no auge do boom das commodities alimentado pela China.
Na semana passada, o diretor-presidente da Anglo American PLC, Mark Cutifani, alertou que o setor de mineração provavelmente enfrentará um mercado mais difícil no segundo semestre. Ele se mostrou pessimista sobre o mercado de minério de ferro devido ao aumento da oferta.
O Fundo Monetário Internacional reduziu em julho sua previsão de crescimento global para este ano e o próximo. Ele afirmou que a decisão do Reino Unido para sair da União Europeia pesaria sobre a economia mundial e alertou que uma série de ameaças, como turbulência geopolítica, aumento do protecionismo e ataques terroristas, poderia tornar o crescimento mais difícil.
Na China, dados recentes oferecem interpretações diferentes sobre a sua economia. Uma pesquisa do governo revelou que a manufatura registrou contração pela primeira vez em cinco meses em julho, enquanto um cálculo do setor privado da atividade fabril apontou para sua primeira expansão em 17 meses.
Economistas têm recomendado que a China mantenha uma política de afrouxamento monetário e gastos elevados em infraestrutura para atingir a meta anual de crescimento de 6,5% a 7% devido ao enfraquecimento das exportações, queda na demanda e desaquecimento do mercado imobiliário.
A China é o principal comprador da maioria das commodities e metais. A divisão de minério de ferro da Rio Tinto, que registrou uma queda de 17% nos lucros subjacentes, está exposta a qualquer desaceleração na economia da China.
Além disso, o início na operação de novas minas e os aumentos dos embarques de minério de ferro da própria Rio Tinto estão contribuindo para turvar o cenário de preços.
Embora o Citigroup tenha elevado em julho sua estimativa de preço do minério de ferro para os próximos 18 meses, ele também projetou que a commodity iria cair para os menores níveis em 10 anos em 2017. O Morgan Stanley prevê que um excedente no mercado internacional continuará a crescer pelo menos até o fim desta década.
Para enfrentar o cenário de incerteza para os preços de commodities, a Rio Tinto vem cortando custos e pagando suas dívidas. Ela reduziu seus custos em US$ 580 milhões no primeiro semestre e pretende cortar mais US$ 1,42 bilhão até o fim de 2017. Sua dívida líquida caiu 6% durante o período de seis meses, para US$ 12,90 bilhões.
A Rio Tinto também abandonou a política de manter o pagamento de dividendos estável ou elevá-los todos os anos. A empresa informou em fevereiro que não iria mais seguir esse compromisso quando o cenário econômico global piorasse e que os dividendos futuros seriam mais vinculados às condições do mercado.
Mesmo assim, a empresa está planejando novas minas, visando estar na dianteira quando os mercados globais de commodities se recuperarem.
Os projetos da Rio Tinto incluem uma mina de cobre subterrânea na Mongólia e uma mina de bauxita na Austrália. Esta semana, a empresa aprovou também um projeto de US$ 338 milhões para concluir o desenvolvimento de sua mina de minério de ferro de Silvergrass, na região de Pilbara, na Austrália Ocidental.
“Alguém pode dizer que o conjunto de resultados foi um tédio”, afirmou o banco Goldman Sachs em nota sobre o lucro da Rio Tinto. “Mas, nesse momento, o tédio é positivo.”
Fonte: WSJ

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A ESMERALDA E NÓS

A ESMERALDA E NÓS

As fraturas da esmeralda surgem durante sua formação. Por mais numerosas que sejam, não impedem que ela seja lapidada e, assim, brilhe com todo o seu esplendor.

       
Foto encontrada na internet,
sem autoria.

     A vida também nos causa fraturas, ferimentos. Mas, se soubermos conviver com isso, eles cicatrizarão e não impedirão que também sejamos lapidados e assim mostremos todo nosso brilho.