sexta-feira, 12 de agosto de 2016

OS NOMES DOS MINERAIS

OS NOMES DOS MINERAIS

  Quando algum amigo ou parente olha minha coleção de minerais, é normal que pergunte o nome de alguns deles.  E quando informo esses nomes, é   comum dizerem:                                                    
- Que nomes complicados!
Há, de fato, espécies minerais cujos nomes podem ser considerados “complicados”, como zektezerita,radhakrishnaíta, jarosewichita e o mais longo de todos,ferriclinoferro-holmquistita sódica.  Mas há nomes extremamente comuns e simples, como quartzo, ouro, pirita, topázio, etc.
Na verdade, mesmo os nomes de minerais mais difíceis de escrever ou pronunciar são até simples se comparados aos nomes de animais e vegetais.  Nestes dois casos, o nome oficial das espécies, ou seja, o nome científico, é formado sempre por duas palavras e ambas em latim.  A pequena pulga, por exemplo, chama-sePulex irritans. O simpático e onipresnte pardal é oPasser domesticus. A banal cenoura é Daucus carota. E por aí vai.
É comum que animais e plantas recebam diferentes nomes populares conforme o país ou mesmo conforme a região de um mesmo país.  O simpático quero-quero dos gaúchos é o téu-téu dos baianos, e o jerimum deles e a nossa abóbora aqui no Sul. Daí a necessidade de disciplinar o assunto estabelecendo nomes que sejam aceitos e reconhecidos no mundo todo.  E este nome é o nome científico, de duas palavras latinas. É através deles que os cientistas se entendem. Aliás, não só os cientistas. Uma amiga bióloga que estava morando no exterior havia pouco tempo, quando queria comprar peixe olhava num dicionário de português qual era o nome científico do animal. A seguir, num livro de Biologia que tinha em casa, procurava o nome científico e via como o peixe se chama em inglês.  Aí, estava pronta para ir ao mercado. 
Com os minerais, não sei por que, nunca foi adotada a nomenclatura científica latina. Eles recebem um nome de uma só palavra (com raras exceções), variando apenas a terminação. Usualmente, no português brasileiro e no espanhol eles terminam, em –ita ou –lita; no português europeu, francês e no inglês, teminam em –ite ou -lite.
Isso vale para os nomes mais modernos e para os nomes das espécies novas que vão sendo escritas.  Mas, há nomes muito antigos (a Bíblia tem muitos deles) que não seguem essa regra, como jade, esmeralda, rubi, quartzo, mica, etc.
 E quem determina se um nome está correto ou foi bem escolhido?  Para animais e plantas deve haver organizações científicas encarregadas disso, mas não sei quais são. Para os minerais, existe a Comission on New Minerals Nomenclature and Classification, daInternational Mineralogical Association.  Ela determina não apenas se o nome proposto para um novo mineral está bem escolhido e se ele já não existe (caso em que a proposta é recusada), mas também se a nova espécie foi adequadamente estudada e descrita.

 
E os autores, em que se baseiam para propor o nome de um mineral novo?  Pesquisa que fiz recentemente mostra, em números redondos, que 40 % dos novos nomes homenageiam uma pessoa, comoruifrancoíta (homenagem ao brasileiro Rui Ribeiro Franco); 30% fazem alusão ao local onde o mineral foi descoberto, como bahianita (de Bahia); 21% referem-se à composição química do mineral, como vanadinita, um vanadato (foto) e 6% fazem alusão a alguma propriedade do mineral, como azurita (por ter a cor azul).  Os 3% restantes têm outras origens.
Entre esses 3% que têm outras origens, há muitos casos curiosos e engraçados.  Mas, isso é conversa para outro dia.
Fonte:Percio M. Branco

O VEIO DE HEMATITA

O VEIO DE HEMATITA


         Vou contar-lhes uma história que só contei para outros geólogos uns vinte anos depois que ela aconteceu. Depois explico por quê.
Na década de 90, estava eu fazendo cadastro de ocorrências minerais na região de Caçapava do Sul (RS), quando, rodando por numa daquelas estradas de terra do interior, vi, à esquerda, uma pedreira de granito abandonada. Parecia nada ter de importante, mas, precisava ser cadastrada, afinal era um ponto onde houvera produção de um bem mineral.
Deixei o carro na estrada, passei a cerca com meu colega e comecei a examinar o afloramento.
Era, como eu esperava, uma pedreira comum, abandonada havia bastante tempo, onde provavelmente fora extraído granito para produção de brita.
Estava eu ali examinando o afloramento, quando, em dado momento, senti um perfume muito agradável. Minha primeira reação foi atribuí-lo a alguma flor silvestre. Mas, eu estava bem no melo da pedreira e não via nenhuma flor. Bem, pensei, pode ser de alguma planta mais distante, com perfume sendo trazido pelo vento. Só que não soprava a mais mínima brisa.
Intrigado, lembrei que os espíritas e espiritualistas em geral dizem que uma das maneiras pelas quais espíritos do bem se manifestam é através de perfume. Assim, na falta de outra explicação, pensei comigo: Bem, se é um bom espírito a origem desse perfume, ótimo, Estou em boa companhia. E continuei meu trabalho.
Feitas as anotações na caderneta de campo, coletada uma amostra, voltamos, meu colega e eu, para o carro.
Quando estávamos a poucos metros dele e da pedreira, vi um veio de quartzo e hematita que atravessava a estrada em diagonal.  Surpreso, pois eu não vira nada quando passarai por ali rumo á pedreira, parei e o examinei usando o martelo. Era algo diferente, que não havíamos encontrado em nenhum outro local. Tinha apenas uns 10 cm de espessura, o que não lhe dava grande importância econômica, mas era uma ocorrência de minério e fero e, como tal, devia ser cadastrada.
A direção do veio mostrava que ele deveria se estender para dentro da pedreira que acabáramos de examinar. Assim, voltamos para lá, até porque na pedreira ele deveria estar menos alterado e, talvez, com espessura maior.
Começamos a procurá-lo e, por mais que andássemos, não conseguíamos encontrar o bendito veio.  Insisti, porém, pois eu estava convencido de que ele deveria aparecer lá, afinal a distância da estrada até ali era muito pequena.
Foi aí que, em dado momento, lembrei-me do intrigante perfume que eu sentira. Será que havia um espirito amigo me mostrando a local do veio?
Eu lembrava perfeitamente do ponto em que sentira o perfume e fui lá. Não deu outra. Ali estava o veio de hematita. O perfume, portanto, tinha por objetivo não me fazer olhar para os lados em busca de uma flor, muito menos olhar para o céu em busca de uma improvável visão espiritual. O objetivo era me fazer olhar para o chão: eu estava pisando num veio de hematita.
Foi uma experiência única, que eu nunca vivera antes nem vivi de novo depois.
E por que eu demorei tanto para contar isso aos meus colegas geólogos? Ora simplesmente porque eles, e em especial meus chefes, poderiam pensar, preocupados (e com uma boa dose de razão), que eu estava fazendo “geologia espiritual”.



Metáfora: A Riqueza e o Conhecimento

Metáfora: A Riqueza e o Conhecimento

Deus da riqueza - Lakshmi

Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: “Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?”
O mestre espiritual respondeu: “Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.” Com um sorriso, ele prosseguiu:
“Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.”
Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.

Oito segredos para a sua felicidade financeira

Oito segredos para a sua felicidade financeira


Aqui está um artigo que lista os oito segredos da felicidade financeira. Ele começa por descrever a relação entre dinheiro e felicidade:
A psicologia do dinheiro, agora conhecido como finanças comportamentais, tem um lado positivo. Acontece que você pode usar a psicologia para aumentar a sua felicidade financeira, reduzindo o estresse do dinheiro.
Felizmente, esta fórmula psicológica é simples: estresse baixo é igual à felicidade alta. Assim, como você pode reduzir o stress? “Tente uma nova mentalidade: Pare de culpar-se, assuma responsabilidades e então tome ações positivas”. O que está acontecendo "lá fora" não é desculpa para se lamentar. Você não pode alterá-los, mas você pode controlá-los.

Veja, em seguida, a lista de oito segredos da felicidade financeira:

1. Aprenda a querer menos.
2.Seja organizado.
3. Estabeleça metas.
4. Faça plano de gastos.
5. Investir de forma sensata.
6. Proteja o que é seu.
7. Comece a falar sobre dinheiro.
8. Encontrar um trabalho que se encaixe.

Observe cada um destes itens:

1. Aprender a querer menos é o primeiro passo para gastar menos do que você ganha que é o primeiro passo para se tornar um milionário.

2. Sendo organizado torna o gerenciamento de suas finanças mais fácil, mais eficaz e menos morosa.

3. Estabeleça metas anuais como parte do processo de orçamentação.

4. Planeje suas despesas – que está dentro do chamado orçamento.

5. Três pontos necessários para investir: 1. Investir regularmente. 2. Tempo / o poder da composição. 3. Invista em fundos.

6. Sim, você precisa proteger o que é seu por ter certeza que você tem uma vontade de ter as suas necessidades cobertas.

7. A comunicação é fundamental em uma família, e isso inclui falar de dinheiro. Se não conseguir, o planejamento e ter um orçamento irá forçar você a fazer isso (que é uma coisa boa).

8. Sua carreira é seu bem mais precioso e ao administrá-lo corretamente, você pode adicionar milhões para os seus ganhos. Mas você também desfrutar do que você está fazendo. Se não, talvez uma mudança de carreira seja necessária.

Ibovespa fecha estável e mantém os 58 mil pontos; dólar e juros longos sobem


Ibovespa fecha estável e mantém os 58 mil pontos; dólar e juros longos sobem

 
bolsas
Depois de um dia alternando pequenas altas e baixas, o Índice Bovespa fechou estável, aos 58.298 pontos, com R$ 7,587 bilhões negociados, ligeiramente acima da média do ano, de R$ 7 bilhões por dia. Na semana, o índice subiu 1,1%, acumulando no mês 1,73% e, no ano, 34,49%.
A alta é sustentada em boa parte pelos investidores locais, já que os estrangeiros retiraram R$ 575 milhões da Bovespa este mês até dia 10. A participação dos estrangeiros no volume financeiro negociado caiu este mês, para 51,5%, ante 53,4% na média do ano. Já as pessoas físicas aumentaram para 20,7% em agosto, ante 16,5% no ano.
O mercado brasileiro resistiu à tendência de queda das bolsas na Europa e nos EUA, em meio a dados negativos das economias americana e chinesa, e repercutiu o resultado da Petrobras de ontem à noite. O dólar fechou em alta, de 1,4%, aos R$ 3,185 para venda no mercado comercial, contrariando a tendência do mercado internacional, de queda da moeda americana. Já os juros futuros caíram nos prazos mais curtos e subiram nos mais longos.
No Brasil, o IBC-Br mostrou ligeira recuperação da atividade econômica em julho, segundo dados do Banco Central (BC). Já o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reafirmou em discurso durante seminário em São Paulo que o BC vai fazer a inflação cair para 4,5% no ano que vem e justificou o aumento de intervenções no câmbio.
Bancos e Petrobras ajudaram a segurar o índice. O papel preferencial (PN, sem voto) do Itaú Unibanco, maior peso no indicador, ganhou 0,76%, seguido de Bradesco PN, com 0,14% e Banco do Brasil ON (papel ordinário, com voto), 2,81%. A unit (recibo de ações) do Santander teve alta de apenas 0,05%. Estudo da Economatica mostrou que a rentabilidade dos principais bancos do país é a mais baixa em 10 anos e o Deutsche acredita que os lucros bateram no piso e podem se recuperar.
Petrobras ganha e perde
Petrobras teve alta de 1,68% no papel ON e queda de 0,83% na PN, depois de apresentar lucro de R$ 370 milhões no segundo trimestre, 30% inferior ao do mesmo período do ano passado. Apesar disso, o mercado recebeu bem o fato de ser o primeiro lucro após três trimestres de prejuízos. O banco suíço UBS e a corretora Ativa recomendaram compra da ação, enquanto o BB Investimentos indicou manter o papel.
Já a Vale fechou em queda de 2,44% o papel ON e de 1,97% o PNA, repercutindo dados ruins da economia da China, apesar de o minério de ferro ter fechado em alta de 1,70%.
Americanas lidera altas e BR Malls, as quedas
As maiores altas do Ibovespa foram de Lojas Americanas PN, 4,64%, Natura ON, 3,94%, Pão de Açúcar PN, 3,78%, BB e BR Foods ON, 1,70%. Já as maiores quedas eram de BR Malls ON, 5,35%, Estácio Participações ON, 4,62%, Braskem PNA, 3,36% e Localiza ON, 2,99%.
Dados fracos na China e nos EUA
No mercado internacional, o petróleo abriu em queda, com os dados mais fracos da economia chinesa, relativos à produção industrial e ao varejo, mas depois se recuperou diante de indicadores também abaixo do esperado dos EUA, que enfraqueceram o dólar e valorizaram a commodity. As vendas no varejo de julho nos EUA ficaram estáveis em relação ao mês anterior e, excluindo automóveis, caíram 0,3%. A expectativa de analistas era de alta, de 0,5% no índice geral.
Outro indicador, os preços ao produtor (PPI) nos EUA, caíram 0,4% em julho, a maior queda desde setembro de 2015, para uma expectativa de alta de 0,1%. Sem alimentos e combustíveis, a queda foi de 0,3%. Os dados indicam menor força da recuperação da economia dos EUA, o que pode afetar o restante do mundo. O dólar caiu em relação ao euro e ao iene e os juros dos papéis de 10 anos recuaram, para 1,492% ao ano, -0,068 ponto percentual.
Bolsas caem na Europa e Estados Unidos
Com isso, as bolsas na Europa fecharam em queda com o índice Stoxx 50 recuando 0,13%. Apenas o Financial Times, de Londres, contrariou a tendência, fechando com alta de 0,02%, enquanto o DAX, de Frankfurt, perdeu 0,27%, o CAC, de Paris, 0,08% e o Ibex, de Madri, 0,04%.
Nos EUA, o Índice Dow Jones recuou 0,20%, enquanto o Standard & Poor’s 500 perdeu 0,08%. O Nasdaq ganhou, 0,09%. As baixas foram modestas e os mercados acionários americanos continuam nos maiores níveis da história. As bolsas americanas bateram recordes de pontos ontem, todas as três, coisa que não acontecia desde 1999, segundo o The Wall Street Journal, um sinal de que há espaço para alguma realização de lucros.
Petróleo reage a declarações de ministro saudita e dólar
O petróleo manteve a alta pelo segundo dia, depois de iniciar o dia em baixa. A recuperação foi ajudada pelo dólar mais fraco e pelas declarações  do ministro da Energia saudita Kahalid al-Falih, que disse que a Arábia Saudita pode trabalhar com outros países produtores para estabilizar os preços.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) marcou uma reunião extraordinária em setembro para discutir a produção na Argélia, mas analistas lembram que todas as tentativas anteriores de reduzir o volume vendido fracassaram e lembram que a própria Arábia Saudita bateu recordes de produção no mês passado.
O barril do tipo WTI subiu 2,30% em Nova York, para US$ 44,49, e o do tipo Brent, 2,02% em Londres, para US$ 46,97 o barril. O ouro perdeu força ao longo do dia e caiu 0,21%.
Juros longos sobem no Brasil
As taxas de juros projetadas pelo mercado futuro de DI caíram no curto prazo, com o contrato para janeiro de 2017 indicando 13,960%, ante 13,965% ao ano ontem. Para janeiro de 2018, a projeção subiu para 12,66%, ante 12,64% ontem e, para janeiro de 2019, ficou estável em 12,10%. Já para 2021, a projeção subiu para 11,91% ao ano, ante 11,90% ontem.
Dólar sobe com swap e Temer
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve mais um dia de alta, contrariando a tendência do mercado internacional e reagindo ao aumento da oferta diária de leilões de swap reverso do Banco Central de US$ 500 milhões para US$ 750 milhões. A moeda reagiu às declarações do presidente interino, Michel Temer, ao Valor Econômico, afirmando que a queda da moeda americana preocupa por afetar os exportadores. Mas, segundo o especialista em câmbio da Wagner Investimentos, José Raymundo Faria Júnior, a tendência do dólar vai continuar sendo de queda se o BC não reduzir logo a taxa de juros.
O dólar comercial fechou em alta de 1,4%, vendido a R$ 3,185. Já o dólar turismo, das viagens e do varejo, subiu 1,22% para R$ 3,31 para venda.