segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Empresa japonesa planeja processar rejeito de Serra Pelada

Empresa japonesa planeja processar rejeito de Serra Pelada
Projeto visar recuperar minérios contidos no material retirado em Serra Pelada
 
Myabras e cooperativa da região firmaram contrato que tem como objetivo recuperar ouro das pilhas de rejeitos, acumuladas durante décadas de exploração em Serra Pelada

Após a saída dos canadenses da Colossus, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), que detém os direitos minerários em Serra Pelada, famosa área mineral localizada em Curionópolis (PA), fechou um acordo recente com a japonesa Myabras (Mineração Yamato do Brasil). A companhia pretende processar o material secundário da mina, formado por lama da cava e conhecido como “montoeira”.
 
A ideia é recuperar minérios como ouro, platina e paládio contidos no material retirado durante as atividades de lavra manual, iniciadas no final da década de 70.  Segundo a Myabras, haveria 23 toneladas de minérios, incluindo ouro, em pilhas em volta do antigo garimpo de Serra Pelada. A empresa se propôs também a criar um fundo para recuperação ambiental da região e ainda gerar energia por meio de resíduos sólidos.

O governo do Pará manifestou apoio ao novo projeto, mas se mostrou preocupado com a instabilidade na direção da cooperativa. Durante a parceria com a Colussus, ex-digirentes da Coomigasp teriam desviados mais de R$ 50 milhões que deveriam ter sido distribuídos para os garimpeiros. A estimativa é que a empresa canadense, que declarou falência no início de 2014, tenha investindo R$ 450 milhões para reativar os trabalhos de lavra.

Após receber as licenças, previstas para este ano, a Myabras se comprometeu em apresentar, no prazo de trinta dias, um plano diretor de serviços e lavras para a recuperação de ouro e mercúrio em rejeitos de Serra Pelada, e em seguida, iniciar as atividades de pesquisas e desenvolvimento mineral das áreas objeto do contrato de parceria. A licença tem validade de um ano, podendo ser renovada.

Pelo contrato, a empresa arcará com todos os custos em investimentos necessários quanto às pesquisas e desenvolvimento mineral para o tratamento do material secundário, ficando a cooperativa isenta de qualquer ônus. A Myabras ficará com 49% do volume de minérios recuperado das pilhas, o restante (51%) se destinará à cooperativa.

“Formigueiro humano”
Serra Pelada, que já foi tema de filmes como “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982) e “Serra Pelada” (2013), ficou conhecida na década de 80, na chamada corrida do ouro. Com uma área de mais de 5 mil hectares, a região se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo, com mais de 40 mil garimpeiros, sendo chamada de “formigueiro humano”. Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), foram retiradas da mina mais de 30 toneladas de ouro.

Ao final de 1984, a profundidade do cratera da cava já era de quase 200 m. A partir daí, a produção de ouro passou a diminuir e em 1990 somente 600 kg de ouro foram extraídas. Esta cifra caiu para 13 kg em 1991, ano em que através de portaria ministerial, os direitos de lavra de Serra Pelada foram repassados para a Vale. A mineradora recebeu uma indenização de R$ 59 milhões do Governo, pois tinha direitos sobre as jazidas de ouro, que foram invadidas por milhares de garimpeiros.

O garimpo foi fechado em 1992 por falta de segurança. Em 2002, o governo aprovou um decreto que concedeu à Coomigasp o controle das atividades em uma área próxima a Serra Pelada. 

Garimpo (legal) aberto ao público

Garimpo (legal) aberto ao público
Parque estadual de diamantes nos EUA atrai turistas com o intuito de descobrir pedras preciosas com certificado de autenticidade

Não se trata de uma promessa de enriquecimento fácil, mas uma maneira divertida de fazer mineração de diamantes. O Parque Estadual da Cratera de Diamantes da pacata cidade de Murfreesboro, localizada em Arkansas, Estados Unidos, é o único local público do mundo que permite que os visitantes garimpem pedras preciosas e as levem para casa de forma legal.

Pode parecer estranho e até mesmo surreal. No entanto, grupos e mais grupos se dirigem todos os anos à superfície da antiga cratera vulcânica, com a finalidade de encontrar diamantes, além de outras pedras semipreciosas como jaspe, ametista e garnet.
O local surgiu há cerca de 95 milhões de anos, quando uma rachadura na crosta terrestre permitiu que magma quente escapasse, criando um duto vulcânico que trouxe diamantes para cima. Este é o oitavo maior depósito de diamantes de superfície do mundo, um campo com mais de 14,900 m2.

A notoriedade do solo do Parque Estadual da Cratera de Diamantes já havia sido descoberta pelos geólogos no século XIX, mas somente em 1906 os primeiros diamantes foram encontrados por John Wesley Huddleston, o agricultor que possuía a propriedade na época. Huddleston, que também ficou conhecido como Diamond John (ou John Diamante), vendeu a terra pelo valor de $36,000.

O parque mudou de mãos várias vezes ao longo dos anos e várias tentativas de mineração industrial foram feitas. No entanto, o local provou ser mais valioso como atração turística. Mais de 25 mil diamantes já foram encontrados na região, desde que o Estado de Arkansas comprou a terra em 1972 para transformá-la em um parque estadual.


Muitos diamantes encontrados no Parque Estadual do Arkansas (EUA) foram catalogados pela Sociedade Americana de Pedras Preciosas
 
Como garimpar
Uma vez por mês o solo de onde são feitas as buscas por diamante passa por um processo de aração, o que contribui para que mais diamantes subam para a superfície da terra a fim de facilitar a busca. De acordo com os dirigentes do parque, não são necessárias ferramentas para escavar a terra, já que os visitantes podem encontrar as pedras na superfície apenas caminhando ao redor dos montes arados.

Contudo, a maioria dos “caçadores” prefere cavar o solo. O parque permite que os visitantes tragam as suas próprias ferramentas  e ainda oferece a opção de aluguel ou compra. Entretanto, não é permitido o uso de veículos elétricos ou movidos a motor para transporte de equipamentos dentro ou fora da área.

Segundo o parque, procurar por diamantes depende de quanto tempo o caçador dispõe, além das condições do clima. Existem três métodos para achar as pedras. A primeira consiste em andar em todas as direções dos montes com os olhos atentos, preferencialmente, quando tenha acabado de cair alguma chuva forte.

Outra opção é a que a maioria dos visitantes prefere: cavar cerca de 15 cm abaixo e usar uma tela para peneirar o solo. O terceiro método envolve um trabalho árduo e certa experiência, já que necessita uma escavação mais profunda, repetição de processos e classificação de cascalhos. Tudo para encontrar rejeitos das usinas comerciais de exploração do início do século passado.

Diamantes famosos
Entre os fabulosos achados do local estão o “Strawn-Wagner”, o mais perfeito diamante já catalogado pela Sociedade Americana de Pedras Preciosas e em exposição permanente no centro de visitantes do parque. Pesando 1,09 quilates (3,03 em estado bruto), a joia foi desenterrada pela residente Shirley Strawn e foi avaliada em US$ 37.000 depois de lapidada.

O maior diamante já encontrado na América também foi encontrado na cratera. Apelidado de “Tio Sam”, a pedra tinha 40,23 quilates (12,42 quilates após ser lapidado). Outra pedra rara encontrada no mesmo terreno foi o “Estrela do Arkansas”, com 15,33 quilates.

Até a primeira-dama Hilary Clinton usou um dos diamantes da região com o intuito de representar o estado durante as duas posses do presidente Bill Clinton na Casa Branca. A pedra conhecida como Kahn Canary pesava 4,25 quilates e foi emprestada por um amigo do presidente. O parque funciona o ano inteiro, exceto no Dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo. Adultos pagam US$ 8 e crianças a partir de 6 anos US$ 5.

Os dez maiores diamantes encontrados desde 1972
Nome
Origem
Quilates
Ranking
Cor
Ano
W.W. Johnson
Texas
16.37
Branco
1975
C. Blankenship
Louisiana
8.82
Branco
1981
B. Gilbertson
Colorado
8.66
Branco
2011
B. Lamle
Oklahoma
8.61
Marrom
1978
K. Connell
Illinois
7.95
Branco
1986
M. Dickinson/C. Stevens
Louisiana
7.28
Amarelo
1998
T. Dunn
Missouri
6.75
Marrom
1975
R. Cooper
Arkansas
6.72
Marrom
1997
Kinney III/Walker/Elterman/Higley
Michigan
6.67
Amarelo
2011
D. Roden
Texas
6.35
10º
Marrom
2006

 

Rubi


Rubi

O Rubi, a segunda gema mais dura depois do Diamante, deve seu nome à sua cor vermelha (do latim "rubeus"). Gemas grandes são mais raras que Diamantes de mesmo tamanho. Sua coloração nem sempre é homogênea, apresentando freqüentemente manchas. Apresenta-se em diversos tons de vermelho, desde o mais procurado vermelho puro, conhecido como "sangue de pombo", passando por misturas que mostram tons azulados, roxo, laranja ou marrom. Na Europa medieval, acreditava-se que o Rubi garantia saúde, riqueza, sabedoria e sucesso no amor. Pode ser encontrado no Afeganistão, Quênia, Madagascar, Mianmar, Sri Lanka, Tanzânia e principalmente Tailândia.

Ametista

Ametista

A Ametista, encontrada nas cores violeta, vermelho e violeta pálido é a pedra mais apreciada do grupo do quartzo. Lendas gregas e a sua cor vinho-púrpura, a associavam a Baco, o rei do vinho. 
A princípio era usada somente pela nobreza e o clero, mas com o passar do tempo foi tornando-se cada vez mais acessível e apesar de sua abundância, nunca perdeu seu valor e nunca saiu de moda.
A ela são atribuídas forças sobrenaturais de sorte, estabilidade, proteção de feitiços e nostalgia.
Acreditava-se que ela despertava a inteligência e trazia paz de espírito a quem a usasse. É facilmente encontrada em qualquer tamanho e formato. O Brasil é um dos maiores produtores de Ametista, sendo principalmente encontrada nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Pará.

Água Marinha

Água Marinha

O nome é graças a sua cor, que parece a cor do mar (do latim água marinha). Os marinheiros na antiguidade a levavam em suas viagens para proteção e a jogavam no mar para satisfazer a ira de Poseidon, o deus dos mares. O gosto pela Água Marinha mudou consideravelmente através dos anos. A variedade verde-mar foi por muito tempo a mais valorizada. Os consumidores de hoje, no entanto, procuram mais por variedades que mostrem tons de azul mais escuros, em tons mais saturados. A maior água marinha com qualidade para lapidação foi encontrada no estado de Minas Gerais pesando 110,5 kg. O Brasil é um dos maiores produtores dessa gema.Família do berilo.