segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Império de Eike Batista hoje tem novos donos

Império de Eike Batista hoje tem novos donos

Três anos após a derrocada do Grupo X, o antigo império integrado de infraestrutura e commodities de Eike Batista foi loteado. Uma parte dos ativos acabou nas mãos de investidores estrangeiros, outra está em processo de transferência para os principais credores, como o fundo soberano Mubadala, de Abu Dabi, e uma parcela menor permanece com o empresário, cuja fortuna é estimada entre R$ 200 milhões e R$ 400 milhões.
Entre as companhias levadas por Eike à Bolsa, a MPX (energia) e a LLX (logística) acabaram nas mãos de grupos de fora. A primeira teve uma fatia relevante vendida à alemã E.On e foi rebatizada de Eneva. Com um passivo de R$ 2,4 bilhões, a empresa entrou em recuperação judicial em dezembro de 2014, mas encerrou o processo em junho deste ano.
Dona do Porto do Açu, a LLX teve o controle vendido à americana EIG em outubro de 2013. Ocupando uma área maior do que Manhattan, o porto era visto como a joia da coroa do império X. Ali já ocorrem embarques de minério de ferro, comercialização de combustíveis e transbordo de petróleo, além do aluguel de áreas para outros grupos. A atual Prumo Logística tenta fechar o capital, mas enfrenta questionamentos de acionistas minoritários.
Outras cinco empresas seguem em recuperação judicial. A lista inclui a antiga OGX (hoje Óleo e Gás Participações, a OGPar), a OSX (braço naval) e empresas de mineração do grupo: as controladas MMX Sudeste e MMX Corumbá e a holding MMX Mineração e Metálicos S.A. As duas últimas pediram proteção à Justiça no fim de novembro, em caráter de urgência. Ambas foram atingidas pelas dificuldades enfrentadas na MMX Sudeste, que concentra os ativos operacionais da mineradora.
Diluição
Pelo acerto anunciado no início do ano com o Mubadala, a fatia de Eike nas empresas CCX, OGX, OSX e MMX será encolhida. De acordo com fontes, entretanto, ainda restam condições remanescentes a serem cumpridas, como a solução de bloqueios de participações societárias em processos movidos por outros acionistas contra o empresário.
Sócios da EBX, os árabes tinham um crédito de US$ 2 bilhões a receber. Pelo acordo feito em março, Eike deverá ficar com 36% de fatia na MMX; 37,22% da OSX; 35,21% na CCX Carvão da Colômbia; e 0,25% na OGX. Com operações na Colômbia, a CCX fechou acordo com a Yildirim para a venda dos ativos dos projetos de mineração.
O acordo com o Mubadala englobou negócios fora da Bolsa, como a empresa de entretenimento IMX, dona da marca Rock in Rio, e a fatia de Eike na rede de fast-food Burger King. O fundo também ficou com o hotel cinco estrelas Glória, no Rio, a mineradora de ouro Minesa (antiga AUX) e 48% do Porto do Sudeste e títulos lastreados em royalties do ativo. No Hotel Glória, Eike poderá receber uma comissão dos árabes, caso encontre um investidor para tocar o projeto, dizem fontes. Procurado, o Mubadala não retornou os pedidos de entrevista.
O restaurante Mr. Lam continua nas mãos de Eike.
Réu. Eike ainda é réu em ações penais sob a acusação de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. As ações são relativas à petroleira OGX e à OSX, de construção naval.
Na semana passada, o empresário evitou a imprensa ao prestar seu primeiro depoimento à Lava Jato. Ele foi ao Ministério Público Federal (MPF) para esclarecer sobre suas relações comerciais e políticas com o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e sua mulher, Adriana Ancelmo. O MPF desconfia de um pagamento feito pela EBX ao escritório de advocacia de Adriana, no valor de R$ 1 milhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: IstoÉDinheiro

Investidores arrecadam grandes retornos sobre ações do Brasil em 2016

Investidores arrecadam grandes retornos sobre ações do Brasil em 2016

Foi um ano surpreendentemente grande para os investidores corajosos o suficiente para colocar dinheiro em ações brasileiras, apesar de o país ter passado de 2016 batendo a pior recessão em um século e abalado pela instabilidade política. Paradoxalmente, o ano de crise econômica, impeachment presidencial e escândalos intermináveis ​​de corrupção na maior #Economia da América Latina também foi um ano de ‘boom’ para a Bolsa de Valores de São Paulo.
O índice Ibovespa ganhou 38,9% no ano, seu primeiro ano no azul desde 2012. Isso aconteceu apesar da turbulência política causada pelo processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, um escândalo de corrupção maciça na Petrobras, economia encolhendo cerca de 3,49%, seu segundo ano de profunda recessão. O mercado pode ter obtido um impulso de confiança a partir da resolução do drama de impeachment prolongado, que terminou com a instalação de #Michel Temer no poder em agosto deste ano.
As ações da Petrobras ganharam 121,9% nesse ano. As ações da Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, aumentaram cerca de 129% e as ações da produtora de aço Gerdau subiram 189,2%. ”O mercado de ações e o real brasileiro decolaram em 2016 em comparação com outros mercados mundiais. Eu não acho que isso tem a ver com questões domésticas como a crise política ou impeachment. Isso teve um papel, mas é realmente sobre os preços das commodities, especialmente o petróleo “, disse André Perfeito, economista-chefe da consultoria Gradual Investimentos.
Isso fez com que fosse a moeda com melhor desempenho em relação ao dólar em uma cesta mundial seguida pela Gradual Investimentos. Mas a empresa alertou que a tendência poderia ser revertida em 2017.
“A projeção média para o final de 2017 é de 3,50 reais para o dólar no relatório Focus do Banco Central. E o consenso entre os analistas internacionais é que a chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria traduzir-se em um dólar mais forte devido à reação da reserva federal as suas ambições fiscais”, disse a consultoria.
Mercados podem ter respirado um suspiro de alívio quando Temer assumiu logo após o impeachment de Dilma Rousseff, terminando meses de instabilidade. Temer rapidamente lançou a austeridade como uma das reformas destinadas a recuperar a economia problemática nos trilhos.
Mas seu próprio governo foi rapidamente apanhado no escândalo da Petrobras, que derrubou vários ministros acusados ​​de terem participado na corrupção multimilionária da companhia estatal de petróleo. A investigação em curso parece constituir uma ameaça crescente para Temer. ”Há um certo otimismo com o novo governo. Mas as reformas ainda estão em uma fase muito precoce e a questão política ainda é muito delicada por causa da Operação Lava Jato”, afirmou André Perfeito.
O #Brasil parece pronto para finalmente sair da recessão em 2017. Mas ainda é um longo caminho do ‘boom’ dos mercados emergentes da década de 2000, quando investimentos foram realizados graças a um “super-ciclo de commodities” que alimentou o crescimento vertiginoso. O governo prevê que a economia cresça 0,8% em 2017. Economistas estão prevendo um crescimento de apenas 0,5%, de acordo com a última pesquisa do banco central.
Fonte: BR Blasting

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A mística e o fascínio que gemas como diamante, esmeralda, rubi e safira exercem em quase todos nós

A mística e o fascínio que gemas como diamante, esmeralda, rubi e safira exercem em quase todos nós são notórios e compreensíveis. Os gemólogos costumam lamentar, no entanto, o fato de que a maior parte dos apreciadores e consumidores de jóias tenham poucas oportunidades de conhecer e lidar com outras tantas belíssimas gemas, que não as de uso tradicional e consagrado.
Ficamos intrigados pelo fato de que gemas naturais menos conhecidas e de menor valor, mas de cor ou aspecto parecido ao de outras mais valiosas, sejam ainda pouco utilizadas como alternativas mais econômicas, principalmente em cortes e formas menos usuais, ainda que grande parte delas seja produzida regularmente em nosso país.
Porque não vemos com mais freqüência a apatita azul, de tons neon e ultra-marinho, substituindo a turmalina da Paraíba e a safira ? Ou o quartzo amarelo-mel com chatoyance ao olho-de-gato ? A iolita à tanzanita ? O diopsídio à granada tsavorita ? A safira com mudança de cor à alexandrita ? A jarina ao marfim ?
Gostaríamos de ver mais andaluzitas, morganitas, heliodoros, espessartitas, kunzitas, opalas, pedras-da-lua, berilos verdes, esfênios, peridotos e muitas outras gemas menos usuais nas grandes coleções e não restritas apenas a pequenas linhas ou a peças exclusivas de designers mais inovadores.
A aceitação e popularização de tais gemas é, evidentemente, um processo lento, mas cabe a todos os segmentos envolvidos na produção de jóias contribuir para a conscientização quanto a sua existência, sobretudo agora que a disseminação da informação pela internet criou uma nova geração de consumidores dotados de mais conhecimentos (mas não necessariamente melhores) e, portanto, mais curiosos, exigentes e ávidos por novidades.
Para tanto, faz-se necessário também que os vendedores de jóias possuam um conhecimento gemológico básico, que lhes permita melhor informar e esclarecer ao público consumidor a respeito das principais características, propriedades, particularidades e cuidados no uso e conservação dessas gemas menos comuns.
Em nossa opinião, o aumento da demanda pelas gemas alternativas elevaria seus preços, estimulando um aumento nos investimentos em prospecção e lavra, assim como o desenvolvimento de novas técnicas de tratamento para intensificação de suas cores e o aprimoramento das já existentes.
Deixando um pouco de lado as gemas naturais e nos acercando às sintéticas, nos perguntamos porque estas não vêm sendo mais amplamente utilizadas como materiais alternativos, desde que devidamente revelada a sua origem, uma vez que a obtenção de gemas de igual composição, estrutura, propriedades físicas e ópticas ao de suas equivalentes naturais, a custos bastante inferiores, é uma fabulosa conquista dos laboratórios de síntese.
Estas têm a vantagem adicional de serem produzidas em larga escala, possibilitando aos fabricantes suprir confortavelmente uma provável demanda crescente, com maior uniformidade de tamanhos, cores e pureza. Além disso, é de se esperar, a médio prazo, que o avanço tecnológico na produção de cristais sintéticos de aplicação em alta tecnologia leve a uma maior compreensão e melhoria nos métodos de síntese, trazendo para o setor joalheiro gemas sintéticas de maior tamanho e qualidade, cada vez mais parecidas com as naturais e mais difíceis de serem delas diferenciadas, no que se converterá em mais um grande desafio para os gemólogos.

Minas projeta atrair bilhões em investimentos, mesmo em tempos de crise

Minas projeta atrair bilhões em investimentos, mesmo em tempos de crise

A recessão econômica não foi uma barreira para as 376 empresas nacionais e internacionais que investiram em Minas neste ano. Em recursos, os empreendimentos aplicaram R$ 1,09 bilhão no Estado, de acordo com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi). Esse total pode ser triplicado em 2017, chegando a R$ 3 bilhões, caso as animadoras perspectivas se concretizem.
Hoje em Dia recebeu esses dados, com exclusividade, pela presidente do Indi, Cristiane Amaral Serpa. Segundo ela, as projeções positivas quanto aos investimentos se baseiam, principalmente, nas prospecções em curso de empresas interessadas. A instituição realizou, recentemente, 77 visitas a empresas no exterior visando a atração de unidades para o Estado.
Cristiane explica que esse processo de visita ocorre quando as negociações já estão bastante avançadas: “A empresa tem a intenção, fez contato com a gente, possui documentos, cláusula de confidencialidade, etc”, afirma.
Aposta
Dentre os aportes esperados para o ano que vem está um que deverá gerar, sozinho, R$ 1 bilhão em investimentos. As negociações estão bastante adiantadas e, pelo o que tudo indica, o anúncio se dará no primeiro semestre de 2017. No entanto, em função de uma cláusula de confidencialidade no contrato assinado pelo Indi junto à empresa, os detalhes do empreendimento não puderam ser adiantados.
É possível saber, apenas, que a viabilização do empreendimento deverá gerar mais de mil empregos em Minas. Para se ter uma ideia do quão significativo é este número, em todo o ano de 2016, os negócios viabilizados por intermédio da instituição foram responsáveis por 1.200 novos postos de trabalho.
Incertezas
Além de ser o retorno de um trabalho do Indi que está em curso, a maior atratividade de investimentos em 2017 deverá ocorrer em decorrência do momento de incertezas nos âmbitos político e econômico vivenciado pelo Brasil.
Na análise de Cristiane Serpa, existe uma “desconfiança” quanto aos rumos do Brasil que acabam empurrando a decisão de investimento por parte do empresariado. Porém, para próximo ano, ela aposta que o país deverá passar por uma recuperação.
“Uma parte dos investimentos foram amadurecidos na medida em que o cenário vinha se construindo. Mas é um fato doméstico e internacional. As empresas esperavam para ver o que aconteceria com o país”
Cristiane Serpa 
Burocracia
A crise e a desconfiança dos agentes de mercado não são os únicos empecilhos que precisam ser vencidos na busca por novos investimentos. A burocracia também torna o país menor atrativo.
“Alguns desses impedimentos de competitividade global não são limitadores apenas de Minas Gerais, mas nacionais”, afirma Serpa. Apesar disso, o Estado tem sido atraente por questões como localização privilegiada e capital humano intelectual expressivo.
Perfis
A prospecção de investimentos realizada pelo Indi abrange os mais variados perfis. A ideia é criar uma cadeia de fornecedores robusta e atrair grupos complementares entre si, reduzindo custos de produção.
Um exemplo é o recente fechamento do protocolo de intenções com a empresa Verallia, do grupo francês Saint-Gobain, em Jacutinga, no Sul de Minas. A multinacional atua no desenvolvimento e na fabricação de embalagens de vidro e deverá ajudar na competitividade de empresas de outros setores, como o de alimentos.
Além da diversificação dos setores, o governo tem buscado atrair empresas para todas as regiões do Estado. Tradicionalmente, as áreas mais procuradas são a região metropolitana de BH, o Sul de Minas e o Triângulo. A busca agora é colocar no circuito regiões como a Norte e o Vale do Jequitinhonha.
O trabalho envolve busca de condições específicas desejadas por cada empresa, como disponibilidade de água, gás, rodovias, proximidade com cadeia de fornecedores, dentre outras.
‘Minas oferece condições concretas para as empresas’, afirma Cristiane Serpa
Como avalia o ano de 2016 em se tratando de investimentos para o Estado?
Acho que apesar de o ano ter sido complexo para o país, uma série de investimentos que estavam programados e que a gente estava buscando prospectar para o Estado conseguimos concretizar. Do ponto de vista de investimentos estratégicos, a gente encerra o ano confirmando a vinda de uma indústria de vidro de porte internacional para Minas; a primeira que teremos desse perfil e que fortalece outros tipos de indústrias. Além disso, temos também uma série de investimentos nas áreas que o governo vem trabalhando como prioritárias e que também foram confirmados como energia, biotecnologia, tecnologia da informação e comunicação. Para a gente no Indi, o ano foi positivo.
Quando falamos que é um balanço positivo, o que isso significa em números?
São 376 investimentos. Estamos falando de R$ 1,09 bilhão e de uma geração de 1.200 empregos em diferentes fases. Tem alguns de implantação imediata como um centro de distribuição. Mas outros não são entradas neste ano, vão acontecer no próximo ano e subsequentemente. De um jeito ou de outro, a vinda do investimento já é positiva porque a construção de site, terraplenagem, por exemplo, geram emprego indireto.
Quais regiões recebem mais investimentos? Conseguimos mapear?
A gente consegue. Como é prioridade do governo trabalhar com diferentes territórios, a gente tem procurado investimentos que possam ir além dos territórios tradicionais como Sul de Minas, Triângulo Mineiro, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, que têm uma tendência natural a atrair investimentos pela proximidade com os grandes centros. Mas conseguimos investimentos também para o Norte de Minas, estamos na iminência de fechar um investimento no Jequitinhonha. Houve uma capilaridade se beneficiando de incentivos da região da Sudene, por exemplo, e outros por uma questão mercadológica mesmo.
E qual o perfil das novas empresas? São de quais setores e portes?
Estamos falando de grandes empreendimentos. Os segmentos são variados pensando nos setores estratégicos que o governo tem buscado que permitam transversalidade. Temos empresas de médio e grande portes que são líderes nacionais ou globais.
No governo estadual anterior tinha uma política de não entrar em guerra fiscal. Já o Rio de Janeiro, por exemplo, sempre foi mais agressivo. Qual a postura adotada por Minas?
O Rio de Janeiro é agressivo e a situação está se provando não ser suficiente. O Rio teve que suspender incentivos que deu a uma série de empresas e várias dessas indústrias estão nos procurando. O que foi oferecido pelas empresas em Minas no governo anterior e nesse são condições concretas de realização e execução. São distintas as necessidades das empresas. A de vidro que assinou o protocolo tem necessidade de gás. Têm outras que é de localização. Outras, água. As necessidades são inúmeras.
Até que ponto que o estado de calamidade financeira trava o desenvolvimento de Minas?
A declaração é muito recente. A gente não teve ainda nenhum investidor ou empresa que questionou a capacidade do Estado de continuar desenvolvendo os negócios. Mas posso dizer que, dentre as várias ações que fizemos internacionalmente, visitamos 77 empresas estrangeiras. Há uma preocupação sobre o Brasil e não sobre estados. Mas como o Brasil está e como vai conseguir superar o momento. A gente enfrenta muito mais uma desconfiança ou discordância do país do que com relação a Minas.
E o que faz com que as empresas continuem a buscar o país?
O que é um diferencial concreto que temos em Minas Gerais, e acho que é um ponto que faz com que as empresas continuem investindo no país apesar do momento complexo que a gente vive, é o fato de o Brasil ter um mercado formidável, uma localização central e ter um capital intelectual muito expressivo.
Com a crise, aumenta a busca de vocês pelo mercado estrangeiro? Quais mercados vocês mais tem focado?
Temos atuação de fortalecimento da empresa já instalada em Minas seja brasileira ou estrangeira. Temos buscado dar competitividade para essas empresas com formação de uma cadeia de fornecedores e capacidade de internacionalizar e ter parceiros externos, diversificar o mercado e aumentar a capacidade de competição global. A segunda linha é de atração de investimento que se dá junto a empresas brasileiras que não estão instaladas em Minas, mas principalmente de empresa internacionais que queiram vir. Em 2015 fizemos atuação forte na Itália, em virtude do volume de empresas italianas instaladas aqui e pensando nos setores que a gente chama de transversais. Esse ano fizemos ação concreta na China, Reino Unido e Holanda.
Por causa da crise vocês estão mais agressivos na prospecção? E quais os desafios que esse cenário impõe?
O desafio é realmente o de buscar consolidar os investimentos de forma mais direta e concreta possível. Não podemos ter investimentos que não se realizem. Estamos buscando investimentos com maior probabilidade de manutenção do cronograma e instalação concreta. Um segundo ponto de desafio é a diversificação dos investimentos. Que eles não sejam pura e simplesmente com os tradicionais como mineração, alimentos, mas que possam ser também de tecnologia ou em áreas meio, como embalagens.
Em quanto tempo é possível reverter o quadro de desindustrialização do Estado?
Todos os setores neste ano sofreram queda. Do ponto de vista da desindustrialização, o que buscamos trabalhar é a requalificação da indústria. Dentro da própria estrutura de uma indústria como a mineração, o Indi tem discutido alternativas de melhorias. A tecnologia e inovação dentro da indústria. A gente aposta muito no conhecimento produzido aqui. Temos universidades importantes e uma área de tecnologia da inovação com startups e empresas.
Fonte: EM