terça-feira, 24 de janeiro de 2017

China importa mais petróleo em dezembro, mas reduz compras de minério e cobre

As importações de petróleo da China subiram na comparação anual de dezembro, mas as de minério de ferro e de cobre diminuíram, segundo dados preliminares divulgados pela Administração Geral de Alfândega do país. No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 9,6%, a 36,38 milhões de toneladas. Por outro lado, as importações de minério de ferro caíram 7,6% em dezembro ante um ano antes, a 88,95 milhões de toneladas, enquanto as de cobre recuaram 7,5%, a 490 mil toneladas.
Em 2016, as importações de petróleo bruto da China cresceram 14% ante o ano anterior, a 381,01 milhões de toneladas – o equivalente a cerca de 7,65 milhões de barris por dia -, enquanto as de minério de ferro avançaram 7,5%, a 1,02 bilhão de toneladas, e as de cobre tiveram acréscimo de 2,9%, a 4,95 milhões de toneladas. Os dados também mostraram que a China exportou 340 mil toneladas de petróleo bruto em dezembro, 36% mais que no mesmo mês de 2015. Ao longo de 2016, as exportações chinesas de petróleo atingiram 2,94 milhões de toneladas, alta de 2,6%.
Fonte: Dow Jones Newswires

Vendas de aço plano sobem 16,8% em dezembro, diz Inda

Vendas de aço plano sobem 16,8% em dezembro, diz Inda

Os distribuidores de aço plano do Brasil tiveram alta de 16,8 por cento nas vendas em dezembro sobre um ano antes, para 221 mil toneladas, informou nesta terça-feira a associação que representa cerca de um terço do consumo da liga produzida por usinas do país, Inda. Os estoques de aço plano em distribuidores eram de 900,5 mil toneladas no final de dezembro, queda de 2,1 por cento na comparação com novembro. O Inda estima alta de 15 por cento nas vendas de aço plano em janeiro.


Fonte: Reuters

Com agenda esvaziada, Bovespa renova máximas pelo bom desempenho das blue chips



O Ibovespa renovou máximas consecutivas na primeira meia hora do pregão desta segunda-feira, 23. Por volta das 10h55, o índice subia 0,51%, aos 64.843,38 pontos, amparado pelo desempenho das blue chips. Na abertura, os papéis da Petrobras eram o contraponto dessa alta, quando recuavam espelhando a cotação do petróleo no mercado internacional. No entanto, na sequência, inverteram o sinal, impulsionando a alta do Ibovespa.
Com a agenda esvaziada, os investidores voltam os olhos nesta segunda para os primeiros passos na administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Internamente, a atenção está sobre a definição de quem ficará com a relatoria dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação de um operador, os investidores podem ver como positiva a demora em torno da escolha do novo relator da Lava Jato no STF. O entendimento é que, como as delações dos executivos da Odebrecht podem envolver parlamentares da base do governo no Congresso, prejudicaria o andamento das reformas estruturais que vão na direção do equilíbrio fiscal. “Com o atraso, há mais tempo para a base votar as medidas de ajuste, de fazer as reformas”, nota o operador.
O pregão tende para o terreno positivo e, segundo analistas, tem como causas a continuidade do fluxo estrangeiro vindo para o setor bancário, e, uma vez mais, o minério de ferro puxando Vale e correlatas. O contraponto pode ser Petrobras, se os papéis voltarem a acompanhar a queda do petróleo no mercado internacional.
O minério de ferro iniciou a semana com alta de 0,9% e foi a US$ 80,8 a tonelada seca no porto de Tianjin, na China, de acordo com dados do The Steel Index. As ações da Vale sobem, não apenas pelo avanço do preço do minério nesta sessão, mas pelas expectativas de unificação de ações, diante de novo acordo de acionistas, de divulgação de um forte resultado referente ao quarto trimestre de 2016 e de distribuição de dividendos com bom crescimento relativa ao exercício deste ano. Vale ON subia 1,65%, enquanto a ação PNA tinha alta de 1,43%. Apenas em janeiro, os ganhos acumulados dos papéis rondam os 30%.
Por outro lado, também há instantes, os contratos de petróleo tipo Brent recuavam 0,96% e, WTI, caíam 1,28%, influenciados pela notícia de que os produtores de petróleo dos Estados Unidos, otimistas com a possibilidade de que os preços mais altos da commodity tenham vindo para ficar, divulgaram orçamentos de 2017 que preveem gastos dramaticamente maiores para abrir novos poços.
No plano corporativo, diz outro operador, as atenções vão para o setor bancário. “Apesar das ações estarem ‘cansadas’, o fluxo de recursos que vem de fora entra em bancos e vai segurando. Oscila durante o dia, mas as instituições bancárias têm resultado para sustentar isso”, afirma.
Fonte: IstoÉDinheiro

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Exploração mineral: por que investir em zinco?

Exploração mineral: por que investir em zinco?






Você sabia que o zinco teve uma das melhores performances entre os metais básicos nos últimos anos?

A curva de preços deste metal é crescente, praticamente sem inflexão, o que torna o zinco um dos mais interessantes metais do momento.

O que está por trás dessas altas contínuas?

Faz tempo que os exploradores minerais deixaram de prospectar os sulfetos de zinco. Na realidade o último boom de exploração ocorreu na década de 70 quando quase todas as empresas, a maioria majors, faziam grandes campanhas de sedimentos de corrente e de levantamentos aerogeofísicos.

Foi a última corrida aos metais básicos, rapidamente substituída pela do ouro, diamantes e do minério de ferro.

Os esforços de quase 50 anos atrás resultaram em inúmeras grandes descobertas minerais e, em apenas uma década, a oferta de zinco cresceu, os preços estabilizaram e o mundo voltou a normalidade.

Hoje estamos vendo a ponta do iceberg de uma nova realidade.

Muitas minas, algumas gigantescas como Century e Lisheen, foram fechadas. A exaustão de dezenas de jazimentos se somam aos cortes em custos de produções marginais o que terminou por colocar o zinco, de novo, entre as commodities muito valorizadas.

Hoje o preço do metal atinge US$2.765/t, quase 100% maior do que no início de 2016 (veja o gráfico).

O crescimento mundial aliado a uma produção menor e novos fechamentos de minas, faz do zinco uma aposta segura para os próximos anos.
Este metal, cuja produção anual está prevista para 13,2 milhões de toneladas em 2017, terá um desempenho superior ao cobre e ao chumbo.

É hora de tirar o martelo do armário e começar as campanhas de prospecção!

Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

Mineração: as melhores apostas de 2016

Mineração: as melhores apostas de 2016






Quem apostou, em 2016, na mineração sabe que o ano foi difícil.

Os preços das commodities caíram, em média 25%. Os ratings das grandes empresas desabaram assim como o valor de mercado da maioria.

Era para ser um “annus “horribilis”, mas para algumas mineradoras 2016 foi um ano surpreendente.

As mineradoras de ouro, , como predito pelo Portal do Geólogo pouco sofreram em 2016, afinal o ouro subiu 26% no ano, irrigando os cofres de muitas delas com novos dólares.

Foi o caso da sul-africana Harmony Gold que somente em 2016 subiu extraordinários 380%.

A Harmony já é uma das dez maiores mineradoras de ouro do mundo.

Do outro lado do espectro a Golden Star, uma junior da mineração com um valor de mercado de $375 milhões, subiu 466% nestas últimas 52 semanas. Um desempenho alimentado por um All-in sustaining costs (AISC) de $1.185 e pelas produções de suas maiores minas, Wassa e Prestea na África.

Retornos extraordinários acima de 200% em 2016 ocorreram com as canadenses Iamgold e B2Gold e Brazil Resources.

Até a gigante Barrick Gold, com um valor de mercado de US$25 bilhões e uma megaprodução de ouro, que supera 5 milhões de onças, teve um retorno de 195% no ano de 2016.

Nada mal para quem investiu no “vil” metal no período.

(como a Barrick reverteu)


Mas 2016 foi bom, também, para as verdadeiras gigantes como a Vale, Glencore, Rio e BHP.

A Vale, que um dia já foi a segunda maior mineradora do planeta, hoje foi ultrapassada até pela Glencore. Mas, mesmo assim a nossa mineradora conseguiu recuperar, um pouco do seu orgulho e valor de mercado. Este voltou a subir em 2016, atingindo US$51,2 bilhões.

Infelizmente esse market cap é quase a metade do valor da Rio Tinto (US$95,3 Bilhões) e menos da metade do valor atual da BHP (US$106,2 bilhões), a maior mineradora do mundo.

Apesar do distanciamento das suas grandes concorrentes, a Vale teve um desempenho incrível em 2016, com suas ações subindo mais de 320%.
Já o mesmo não aconteceu com a Rio Tinto, que teve um desempenho bom, mas não extraordinário, subindo 116%, algo similar ao que ocorreu com a BHP (148%). Já a Glencore, com um valor de mercado de US$56,5 bilhões, foi outra megamineradora com uma performance excelente em 2016.

Ela subiu 293% no ano.

Em suma o ano de 2016, mesmo começando “mal das pernas” acabou sendo, simplesmente excelente, para a indústria da mineração, em especial para as commodities metálicas que, em média, deram retornos acima de 200% para os investidores...

Quem apostou lucrou!

Já aqui no Brasil, sufocados pelas crises e pela corrupção nós perdemos mais essa oportunidade e vimos a fuga dos investidores e o fechamento dos projetos.



Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo