quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cisne Trump e o Mercado

Esse tal rally do Trump, ou melhor da bolsa americana em resposta ao Trump nem foi tudo isso. Houve todo um estardalhaço e muita balburdia, mas de efetivo mesmo até agora nada. Justiça seja feita, muito cedo não tem nem como avaliar.
Mas o tal cisne negro do Trump, até agora não tem sido assim tão porrada para mercados quando analisamos numa perspectiva histórica. gráfico abaixo compara a performance do S&P após o anúncio do novo presidente até sua efetiva posse. Mr. Hoover, o cara da bolha de 29 segue na dianteira, seguido de Kennedy e Bill.
S&P 500 e as eleições
S&P 500 e as eleições
É obvio que o cisne negro e loiro deu uma bela chacoalhada e conseguiu trazer recursos de volta para os EUA. Dá uma olhada no flow pra lá desde novembro:
Fluxo de capitais nos EUA
Fluxo de capitais nos EUA
Mas daqui para frente, o cenário político perde espaço. Ao menos em tese. daqui para frente o principal driver para o mercado deve ser o desenvolvimento do treasury bond e o dólar.
Drivers para preços de ações
Drivers para preços de ações
Por lá, o que se fala é que o stock picking é o que vai mandar em 2017! Após um ano desastroso para os fundos e de muita dor de cabeça para os portfolios managers, talvez tenhamos um ano mais tranquilo. Explico: os eventos inesperados ao longo de 2016 elevaram a correlação dos ativos, fazendo com que muitos fundos de hedge entregassem um retorno muito parecido com seus benchmarkings. até por isso acendeu-se uma crítica muito ativa nos EUA sobre eles. Mas o gráfico abaixo sugere que fizeram bottom não é mesmo?
Percentual de fundos que ganham do S&P 500
Percentual de fundos que ganham do S&P 500
Mas o que de fato ele conseguiu foi puxar para cima as expectativas. Veja que o Bloomberg Economy Index atingiu o maior nível desde 2001:
Bloomberg Economy Index
Bloomberg Economy Index
Mas bicicleta que não pedala cai meu filho, portanto, toda a expectativa existente hoje com os tax cuts e estímulos fiscais de Trump puxaram as expectativas de crescimento de earnings nos EUA. logo, é bom que esse negócio dê certo porque se não, vamos ver uma baita de realização no mercado americano!
Dá uma olhada na puxada nas expectativas de earnings segundo o Credit Suisse: 
Expectativa de ganhos do Credit Suisse
Expectativa de ganhos do Credit Suisse
Mas em geral a economia americana vai bem obrigado. Apesar de alguns argumentarem que não é bem assim, Obama pegou os EUA em uma de suas maiores crises de sua história e está entregando o país em boas condições.
A média móvel dos pedidos de auxílio desemprego estão em uma mínima nunca vista desde a década de 70!
Média móvel de pedidos de seguro desemprego
Média móvel de pedidos de seguro desemprego
E o CITI Surprise Index alcançou a máxima em 2 anos. Sugerindo que economia americana segue para o alto e avante.
CITI Surprise Index
CITI Surprise Index
E o Philadelphia Index da semana passada bateu as expectativas:
Philadelphia Index
Philadelphia Index
E isso é bem importante mesmo, porque alguns dados sugerem algumas fraquezas importantes na economia americana. Tais como esse dado que mostra o declínio do business investiment. Seria Trump e os coelhos de sua cartola capazes de alterarem essa dinâmica?
Queda nos investimentos pós-Trump
Queda nos investimentos pós-Trump
Além disso, a galera do setor industrial acredita que suas políticas poderão ser capazes de mudar a perda de importância relativa do segmento industrial no PIB americano. Será mesmo?
Participação da indústria no PIB
Participação da indústria no PIB
Mas para isso tem um baita desafio. Conseguir competir com os baixos custos do trabalho no México e China.
Salário médio na indústria
Salário médio na indústria
Sobre os EUA, agora começa a hora da verdade. sobe no boato, cai no fato? Será que veremos a máxima de mercado vencendo de novo? Pelo bem do mundo seria melhor que não. Seria melhor ver os EUA crescendo e ajudando o mundo a crescer também.
Para nós emergentes, o que é importante é a questão do fluxo! Com os investidores mais seletivos e esperando as coisas se materializarem, basta não fazermos M que o $$ vem para cá.
#oremos

IBOV Renova Máxima Do Ano e Mira 73.000

IBOV Renova Máxima Do Ano e Mira 73.000


IBOV renovou máxima do ano e acima dos 66.175 projetaria teste dos 67.500 a 70.000 nas próximas semanas, podendo chegar no topo da década (ajustado pelos proventos) em 73,920. Abaixo dos 65,600 poderia realizar na direção dos suportes em 63.400 ou 62.500. O IFR está em sobrecompra e se apontar para baixo favorecerá realização.
Petrobras (SA:PETR4) está em tendência de alta e até superou 16,25, mas não fechou acima, o que projetaria 17,50 ou 18,50. Caso perca o suporte em 15,97 pode realizar para 15,57 ou 15,27. O IFR manteve sinal de alta.
Vale (SA:VALE5) segue firme na alta e renovando máximas. Acima dos 32,79 mantém projeções em 33,37 ou 36,25 por Fibonacci. O suporte imediato está em 31,56 que se perdido levaria aos 30,00 ou 28,26. O IFR está em sobrecompra e se apontar para baixo favorecerá realização

Após alta de 420% em um ano, Citi rebaixa ações da Usiminas para neutro

Após alta de 420% em um ano, Citi rebaixa ações da Usiminas para neutro

Ações e Financeiro

Após alta de 420% em um ano, Citi rebaixa ações da Usiminas para neutroApós alta de 420% em um ano, Citi rebaixa ações da Usiminas para neutro

Money Times - Após alta de 420% em um ano, Citi rebaixa ações da Usiminas (SA:USIM5) para neutro
O Citi cortou a recomendação para as ações da Usiminas de compra para neutro e aumentou o preço-alvo de R$ 4,60 para R$ 5,25. Segundo o analista Thiago Ojea, não há mais potencial de valorização suficiente para manter a recomendação de compra, principalmente depois de uma alta de 420% nos últimos 12 meses.
“Além disso, nossas estimativas de Ebitda já antecipam uma importante melhora operacional para este ano mesmo com risco de queda dos preços mundiais do aço no 2º semestre de 2017”, explica Ojea.
O banco ressalta que as ações estão negociando a 6,5 vezes o múltiplo EV/Ebitda, muito perto da média de 10 anos de 6,7 vezes. “Acreditamos que este múltiplo é justo, dadas as recentes melhorias operacionais na empresa”, diz.

A Crise financeira de 2008

A Crise financeira de 2008

A Crise financeira de 2008
A crise financeira de 2008 teve que ser enfrentada por Barack Obama, presidente dos EUA, eleito no fim de 2008 *

Um dos acontecimentos históricos de maior importância da primeira década de século XXI foi a crise financeira deflagrada em 2008. Você já deve ter ouvido falar na Crise de 1929, que é mais famosa, por ter atingido proporções imensas, levando a um colapso da economia dos Estados Unidos (episódio que ficou conhecido como a Grande Depressão Americana) e a um agravamento do sistema financeiro mundial, na época. Apesar das semelhanças, a crise de 2008 teve um impacto menor e ainda pode desencadear novos impasses no setor financeiro, nos próximos anos.
Pois bem, a crise financeira de 2008 se deu a partir de uma sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa. Instituições estas que participavam de todo complexo sistema financeiro mundial. Essa onda de falência estava relacionada ao que os economistas denominaram de “estouro de uma bolha imobiliária”. Sendo assim, é necessário entender o que aconteceu no ramo imobiliário dos EUA para que tal bolha viesse a estourar.
Ao longo da década de 1990, especialmente no governo de Bill Clinton, houve uma significativa intensificação de medidas financeiras voltadas para o setor imobiliário, que tinham por objetivo aumentar o número de proprietários, isto é, compradores de imóveis. Os bancos que concediam empréstimos para os compradores de imóveis tinha (e ainda têm) que obedecer a certos limites de concessão. Para que houvesse expansão deste limite, algumas empresas, como Fannie Mae e Freddie Mac, passaram a comprar as carteiras de crédito imobiliário dos bancos americanos. Isso implicava numa manobra financeira que liberava os bancos para emitir mais crédito aos compradores.
Como explica o economista Leandro Roque, em seu comentário “Como ocorreu a crise financeira americana”, a respeito do papel das empresas citadas acima no contexto da crise de 2008:
Tradicionalmente, quando uma pessoa pega um empréstimo para comprar um imóvel, cria-se uma dívida entre ela e o banco. Se a pessoa irá honrar sua dívida ou não, é problema do banco. No cenário americano, Freddie e Fannie fizeram com que os bancos não mais se preocupassem com nada disso, pois eles sabiam que, tão logo concedessem um empréstimo imobiliário, Fannie e Freddie estavam lá para comprar este empréstimo a um valor acima do montante concedido.”
Esse acordo entre empresas compradoras de créditos e bancos aumentaram a desregulamentação do sistema financeiro mundial, já que a economia americana está intimamente imbricada a bolsas de valores e a bancos do mundo inteiro. Isto se deu porque as pessoas que eram estimuladas a comprar imóveis por meio de crédito bancário praticamente ilimitado acabaram dando o calote – se eximindo de pagar suas dívidas – junto aos bancos, que passaram a falir em 2008. Os calotes em 2005 somavam 20 bilhões de dólares. Em 2008, os números chegaram a 170 bilhões.
A crise começou a se tornar mais grave quando o Congresso americano aprovou a liberação de 700 bilhões de dólares para socorrer o sistema financeiro. O FED, banco central americano, passou a emprestar ainda mais dinheiro para empresas que lidavam com a hipoteca de imóveis e a comprar os títulos hipotecários dos bancos que estavam falindo, configurando uma forte intervenção estatal na economia americana.
Essas medidas interventoras salvaram momentaneamente os bancos e o sistema financeiro como um todo de uma crise de caráter mais catastrófico, mas, a longo prazo, julgam alguns economistas, tais medidas podem tornar mais grave a situação e gerar um colapso no futuro.
A crise financeira de 2008 desencadeou uma série de protestos contra as especulações financeiras **
A crise financeira de 2008 desencadeou uma série de protestos contra as especulações financeiras **
Nos anos após a crise, alguns protestos contra a especulação imobiliária e financeira americana ficaram conhecidos internacionalmente. É o caso, por exemplo, do movimentoOccupy Wall Street (Ocupe “All Street”). Esse movimento se tornou notório no ano de 2011 e recebeu este nome em razão dos acampamentos que muitos jovens montaram em All Street, Nova York, onde está a Bolsa de Valores mais importante do mundo, símbolo do sistema financeiro americano.

Via Láctea

Via Láctea

A Via Láctea é a galáxia de formato espiral em que o Sistema Solar está localizado. Ela é composta principalmente por estrelas, poeiras e gases.

Via Láctea 
Representação da Via Láctea, que possui formato espiral
Após diversas observações e análises, chegou-se à conclusão de que os astros e demais elementos do Universo não se encontram distribuídos de forma homogênea no espaço, mas estão agrupados em gigantescos sistemas compostos por poeira, gases, bilhões de estrelas e astros menores (como planetas, cometas, meteoros etc.). Esses sistemas são chamados de galáxias e encontram-se divididos em diversos sistemas planetários.
Via Láctea, galáxia de formato espiral em que se localiza o Sistema Solar e, consequentemente, o planeta Terra, é composta por cerca de 200 milhões de estrelas, que se encontram separadas entre si por milhares de quilômetros (dez anos-luz); grãos de poeira, compostos principalmente por um núcleo de metais pesados (grafite, silicatos de alumínio, ferro e magnésio) envolvidos por uma camada de gelo; e gases, constituídos principalmente por moléculas de hidrogênio.
Se observarmos o céu em uma área com pouca luz, nuvens e poluição, é possível visualizar uma faixa esbranquiçada composta por milhões de estrelas. Essa faixa de estrelas é a parte visível da Via Láctea. Graças ao seu aspecto esbranquiçado, ela foi batizada como “estrada de leite” ou “via láctea” pelos romanos.
Conjunto de estrelas que formam a Via Láctea
Conjunto de estrelas que formam a Via Láctea
Essa parte visível da Via Láctea faz parte do disco que forma essa galáxia, possui um diâmetro de 100 mil anos-luz e é composta por “braços” constituídos por bilhões de estrelas jovens, gases e poeira, que, por estarem em rotação, dão o formato espiral à Via Láctea. Além do disco, a estrutura da galáxia é composta pelo Bojo e o Halo. O Bojo é uma área de formato circular que se encontra no centro da galáxia e é formado principalmente por estrelas mais velhas e que possuem coloração avermelhada. Já o Halo, estrutura circular que envolve toda a galáxia, é formado por estrelas dispersas e aglomerados de estrelas bastante antigas.
Diferentemente do que se pensava anteriormente, o Sistema Solar não ocupa o centro da galáxia. Estando a cerca de 20 000 anos-luz do centro da galáxia, no braço de Orionte ou grupo local, o sol realiza um movimento de rotação em torno do centro da galáxia, demorando cerca de 220 anos-luz para concluir sua órbita.
O estudo da Via Láctea não é uma tarefa fácil, pois, como estamos dentro da galáxia e ainda não temos a tecnologia necessária para explorá-la, ainda é muito difícil realizar estudos com grande precisão. Além disso, existem muitas nuvens de poeira e gás que absorvem a luz visível, dificultando ainda mais a observação de diversas áreas da Galáxia. Assim, ainda existem muitas dúvidas em relação ao surgimento, composição e desenvolvimento da galáxia, e muito do que se considera saber da Via Láctea vem da observação e comparação com outras galáxias.