sábado, 28 de janeiro de 2017

As pedras do Brasil: Opala

As pedras do Brasil: Opala

A Opala é uma das mais belas pedras preciosas encontradas no Brasil, no entanto, essa gema não é tão conhecida por aqui. Uma pena, afinal, além de valiosa, a Opala é lindíssima e o seu brilho realmente impressiona. Ela pode refletir todas as cores do espectro e chega a brilhar ainda mais do que os diamantes.
O nome “opala” é oriundo do sânscrito (upala) que, traduzido para o português, quer dizer “pedra preciosa”. E por falar em preciosidade, as Opalas de boa qualidade são tão valorizadas no mundo, que podem custar US$20.000 por quilate. Mas existem também joias de opala de excelente qualidade com um preço mais acessível.
Se você não conhece a Opala ou sabe pouco sobre ela, continue lendo o nosso artigo e confira informações preciosas acerca dessa gema!

O que é a Opala?

opala
Essa pedra preciosa é uma sílica amorfa hidratada e seu percentual de água chega a 30%. A coloração da opala pode ser uniforme e leitosa, mas, na maioria das vezes, várias tonalidades de gemas podem se misturar em uma única Opala. Isso acontece porque há uma difração da luz no interior da pedra, o que possibilita o incrível jogo de cores que ela produz.

Origem da Opala

Segundo Plínio, escritor romano, a Opala surgiu a partir da glória de várias gemas: “do suave fogo do rubi, do abastado roxo da Ametista e do verde-mar da Esmeralda”. Poetizações à parte, a Opala demora cerca de 60 milhões de anos para se formar. Mais um motivo para ser tão preciosa!

A Opala no Brasil

terra-opala
A Opala brasileira foi descoberta em Pedro II, município do Piauí, no ano de 1930, conhecida como Terra da Opala. De colonização portuguesa, a região conta com diversas cachoeiras e um rico artesanato em tecelagem.
É lá nessa cidade que está instalada a única reserva nacional de Opala nobre, que é a segunda maior do mundo. Em 1958, a pedra passou a ser exportada e começou a ser conhecida e apreciada no mundo inteiro, especialmente as pedras furta cor.
Além disso, a cidade é um bom exemplo de relações comerciais. O mercado da pedra é estruturado em torno de associações ligadas ao garimpo e à lapidação, garantindo uma mineração organizada para preservar a região e condições de trabalho justas.

Características da pedra

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A Opala é uma pedra que possui um brilho inconfundível e as suas cores mais comuns são o branco e o verde. Apesar disso, ela pode ser encontrada em muitas outras tonalidades, como cinza, laranja, vermelha, amarela, verde, magenta, azul, rosa, marrom, oliva e preto.

Significado e misticismo

A Opala possui vários significados, incluindo a fé, a plenitude, a abundância e a pureza. Na antiguidade, acreditava-se que a Opala trazia aos homens o poder da invisibilidade, afastava espíritos maus e auxiliava na visão.

A relação da Opala com as datas comemorativas

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O mês da Opala é o mês de outubro, período propício para enaltecer essa pedra inigualável. Cumpre acrescentar que ela é o símbolo de 24 anos de casamento e, nada mais oportuno do que presentear a amada, nas Bodas de Opala, com uma bela joia com essa gema, não é mesmo?


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Miss Brasil Raissa Santana vai usar vestido com 36 mil cristais no Miss Universo

Miss Brasil Raissa Santana vai usar vestido com 36 mil cristais no Miss Universo

Miss Brasil Raissa Santana está se preparando para brilhar no Miss Universo 2017, que acontece neste domingo (29). O evento acontece no Mall of Asia Arena. A brasileira vai usar vestido com 36 mil cristais, feito pelo estilista Alexandre Herchcovitch sob medida.


Os cristais são da marca Preciosa Crystal. Eles foram importados da Boêmia, da República Checa. A região é famosa por produzir preciosidades. O estilista brasileiro afirmou que, apesar do vestido ser todo coberto de pedras preciosas, “quem brilhará mais é a Raissa”. O vestido será branco, com mangas longas, gola alta e uma fenda. A peça tem objetivo de deixar suas pernas em destaque.
Herchcovitch contou ainda que pediu para ser apresentado para Raissa numa festa e se ofereceu para fazer seu vestido. A miss ficou lisonjeada e aceitou. “Alexandre criou o vestido de Gisele Bündchen para a abertura das Olimpíadas. Fiquei muito feliz em ser a sua musa também! Quando comecei a me preparar para o concurso internacional, sabia que um dos pontos chaves era o vestido de gala. Este é um momento bastante importante na competição”, disse ela.
Em poucas conversas o estilista entendeu o que ela gostaria de usar. Os dois concordaram que sua perna deveria ficar em evidência.
O Miss Brasil acontece domingo, 29 de janeiro, e será transmitido ao vivo pela Band, na TV aberta, a partir das 21h55. Na TV fechada a transmissão será feita pelo canal TNT, a partir das 22h. Para assistir online e ao vivo, a página Miss Brasi

Mina de ouro abandonada, em Apiaí, transforma-se em atração turística

Entre os objetos expostos, um antigo moinho de minérios.

Mina de ouro abandonada, em Apiaí, transforma-se em atração turística

Proposta de pesquisador do Instituto Geológico transforma área degradada em atração turística, gerando renda para a comunidade.

Uma antiga mina de ouro, desativada em 1942, constituía para o Município de Apiaí um passivo ambiental que oferecia graves riscos à população, especialmente por se localizar próximo à área urbana. Mesmo a sua transformação em área de utilidade pública, em 1998, não amenizou o problema, pois a prefeitura local não dispunha de recursos para desapropriá-la.
Esta história, que tinha todos os ingredientes para ser mais um exemplo de descaso, começou a caminhar para um final feliz, em 2002, quando o geólogo Hélio Shimada, do Instituto Geológico, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, propôs à Prefeitura de Apiaí o aproveitamento turístico da mina, seguindo o exemplo de experiências de sucesso em outros países. O geólogo citou, ainda, o exemplo do Parque das Pedreiras, em Curitiba, no Paraná, reconhecido internacionalmente como exemplo de recuperação ambiental de áreas degradadas.
Com o apoio do prefeito Emilson Couras da Silva, que ocupava o mesmo cargo na época, foi negociada a aquisição da área, em 2003, pela Camargo Corrêa Cimentos que a doou para a prefeitura. “Assim se iniciou a efetiva implantação do Parque Natural Municipal do Morro do Ouro, com uma área de 540 hectares”, explica Shimada.
O objetivo era a transformação de um passivo ambiental em opção de renda, explorando principalmente o ecoturismo, criando a oportunidade para jovens atuarem como monitores, devidamente treinados pela prefeitura. Além disso, o projeto visava à preservação da área de mananciais da cidade formada pelo conjunto de drenagens do Morro do Ouro.
Hoje, após a implantação de uma infraestrutura que inclui trilhas de caminhadas e um centro de informações, a antiga mina constitui um importante atrativo turístico, tendo recebido cerca de 6.500 visitantes em 2007. O parque promove, ainda, atividades de educação ambiental e recebe, para fins didáticos, estudantes de Geologia da Universidade Estadual Paulista – UNESP, de Rio Claro, que têm no local a oportunidade de desenvolver estudos de iniciação científica.
Segundo Shimada citando dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, o Morro do Ouro apresenta minérios de ouro em forma de veios de quartzo cortando os xistos, contendo sulfetos de ferro e cobre, e limoníticos, formado por quartzito enriquecido com óxidos de ferro. O ouro está contido nas estruturas cristalinas dos sulfetos metálicos que, quando oxidados, apresentam o metal na forma livre, em partículas de dimensões variadas.
A implantação do parque temático, ainda em andamento, demandou a criação de um grupo de trabalho com profissionais de diversas especialidades, que procedeu ao levantamento e análise de informações técnicas e históricas. A elaboração e execução do projeto envolveram não somente a seleção e preparação das galerias para a visitação, mas o resgate dos processos de extração para serem expostos ao público, por meio de painéis, maquetes, fotos e textos.
Assim, o visitante poderá, além de percorrer com segurança as galerias e as dez trilhas existentes, apreciar as amostras geológicas e biológicas, e adquirir artigos como fotos, cartões postais, pôsteres e outros.

Projeto-modelo

Para Shimada, o sucesso da experiência do Parque Natural Municipal do Morro do Ouro poderá estimular iniciativas semelhantes em todo o país, onde existem muitas minas desativadas, subterrâneas e a céu aberto, com potencial de aproveitamento turístico. O próprio pesquisador do Instituto Geológico avalia que as antigas minas de chumbo e prata da região, algumas das quais nos domínios do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR possuem um potencial turístico-didático.
Poderiam compor um interessante “Circuito das Minas do Alto Ribeira”. “Por se encontrarem em região economicamente carente, poderiam ser transformadas em atrativos turísticos complementares aos naturais, como as já conhecidas cavernas e, ao mesmo tempo, exerceriam importante função educacional a respeito do aproveitamento de recursos naturais não renováveis e suas relações com o meio ambiente”, afirma.
O geólogo cita vários exemplos em outros países, onde esses sítios ganham utilização alternativa, adquirindo uma nova função social e econômica. Shimada se entusiasma ao falar da Mine Land Osarizawa, em Kazuno, na Província de Akita, no Japão, que teve a oportunidade de conhecer pessoalmente. “A mina de minério de cobre e ouro funcionou durante 1.200 anos, encerrando suas atividades em 1978, sendo transformada em atração turística, recebendo mais de mil visitantes por dia, com faturamento superior a US$ 5 milhões por ano, somente com a venda de ingressos”, salientou.
São 700 km lineares de galerias subterrâneas, das quais 1.700 m foram preparados para visitação, com iluminação especial, passarelas, corrimões e até escadas rolantes para garantir conforto e segurança aos visitantes. Estes recebem gravadores com fones de ouvido na entrada, por meio dos quais ouvem a narração do histórico da mina durante a visita. Painéis ilustram o funcionamento da mina em seus vários períodos.
Todas as atividades da mina são simuladas por meio de bonecos de dimensões humanas, alguns dos quais possuem sensores de presença, movimentando-se com a aproximação dos visitantes. No final do circuito, os visitantes sobem uma escada rolante e desembocam numa grande loja de “souvenirs”. Um museu com a maquete da mina, seu histórico, seu funcionamento e amostras de minério e outras rochas da mina, além de restaurantes e lanchonetes, completa o pólo turístico.
Outros exemplos citados são as galerias de antigas minas subterrâneas de sal, em países do Leste europeu, que têm sido utilizadas em terapias de moléstias respiratórias. No Brasil, Shimada cita os exemplos de Mariana, MG, onde a antiga mina de ouro da Passagem recebe visitação turística intensa, e de Curitiba, PR, que criou o Parque das Pedreiras, que abriga o Espaço Cultural Paulo Leminski e a Ópera de Arame, que recebem milhares de visitantes todos os anos, inclusive do Exterior.

Desativação da mina

Os relatos históricos revelam que o potencial aurífero da localidade é conhecido desde os tempos coloniais, possivelmente desde 1675, quando bandeirantes fundaram a Villa de Apiahy e abriram lavras a céu aberto para a extração de minérios secundários, resultantes do intemperismo do minério primário e sua desagregação, que proporcionaram a liberação, transporte e deposição das partículas de ouro.
A exploração intensiva da área começou em 1885, quando a empresa Resende & Cia. encomendou pesquisas que apontaram a viabilidade econômica da propriedade do Morro do Ouro. Várias tentativas de exploração da mina não surtiram os efeitos esperados, até que, em 1922, David Carlos MacKnight e seus sócios adquiriram as propriedades do Morro do Ouro e Água Limpa, abrindo 1.600 m de galerias e recuperando 6,5 kg de ouro por meio de amalgamação até o ano de 1924. O metal recuperado tinha 76% de ouro e 24% de prata.
Em 1939, a mina e seus imóveis foram arrendados à Cia. de Mineração de Apiaí, com participação de capital japonês, pelo prazo de 15 anos com opção para outros 15. No prazo de um ano, foram abertos 2.500 m de galerias, de onde foram retiradas cerca de 10.000 t de minério com um teor médio de 5 g/t. Segundo registros do CPRM, as reservas da jazida foram estimadas em 100.000 toneladas de minério. O tratamento do minério consistia em britagem, moagem e recuperação do ouro grosso por amalgamação com mercúrio. O ouro fino era recuperado por cianetação, onde o metal era dissolvido em solução de cianeto de sódio e, após filtragem, recuperado por precipitação com adição de zinco. Trata-se de processo ainda muito utilizado nos dias atuais.
Mas, em 1942, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a mina foi paralisada por força do Decreto Lei nº 4.166, que determinou o confisco dos bens dos súditos do Eixo Alemanha-Itália-Japão. Em 1945, foi determinada a liquidação extrajudicial da empresa, mas em 1960 a União reconheceu que os legítimos donos da empresa não eram súditos do Eixo, devolvendo o remanescente do empreendimento à Cia. de Mineração de Apiaí.
Porém, a longa paralisação havia provocado o colapso no sistema subterrâneo de galerias, inviabilizando o reinício da lavra conforme o plano original. Somando-se a isso, as condições desfavoráveis do mercado do ouro na época levaram a empresa a abandonar o empreendimento.

Berílio: um metal do futuro

Berílio: um metal do futuro






Berílio é um desses metais que todos sabem que existe, mas poucos sabem quais são os seus usos.

Os berilos são a principal fonte do metal. Esses belos minerais hexagonais são originados nos pegmatitos de Minas Gerais e são amostras fundamentais em coleções de minerais. (foto).

Por ser muito leve, não magnético e maleável o berílio (Be) é usado em várias ligas, principalmente com alumínio e cobre que são usadas em várias aplicações. À medida que os avanços tecnológicos se acentuam mais aplicações para o berílio foram descobertas, aumentando exponencialmente o interesse da indústria.

Hoje o metal já é considerado um produto estratégico usado na telefonia celular, mísseis, indústria aeroespacial e reatores nucleares.

Apesar de sermos um dos maiores produtores de berilo, uma das principais fontes do berílio, não temos nenhuma planta de processamento do metal no Brasil. As principais estão nos Estados Unidos, Cazaquistão e China.

A Rússia deverá ser o mais novo membro deste clube e se prepara para produzir o metal, que vale US$500.000 por tonelada, no Siberian Chemical Combine.

Os russos já iniciaram um investimento cujo Capex deverá superar os US$40 milhões. Eles esperam produzir ainda em 2020.

As reservas mundiais de berilo e bertrandita ainda são especulativas.

Esses minerais são mais abundantes no Brasil, Madagascar, Rússia e Estados Unidos. Segundo cálculos altamente inferidos os recursos atingem 400.000t.

Que tal achar uma nova jazida de berilo no Brasil? As minas de esmeraldas talvez ainda tenham um grande volume de esmeralda (variedade de berilo) sem valor econômico, rejeitada, que pode interessar a compradores... 

Pedras preciosas e muito ouro em Santa Rita?



Pedras preciosas e muito ouro em Santa Rita?


Uma obra rara sobre os “tesouros, cidades pré-históricas e minas abandonadas do Brasil” traz importantes relatos sobre a nossa região. O livro intitulado “Minas e Minérios do Brasil”, escrito por Tanus Jorge Bastani, foi lançado em 1957, é um apanhado das riquezas naturais brasileiras e descreve os diversos minerais encontrados no país. O mais interessante foi perceber que Santa Rita do Sapucaí foi citada como um antigo local de garimpo do ouro, além de enumerar uma série de pedras preciosas, gemas diamantinas e outros minérios encontrados, tanto às margens do rio e dos córregos, quanto nas montanhas. Veja, a seguir, um trecho da obra:
“Santa Rita do Sapucaí foi, primitivamente, o arraial da Boa Vista e, mais tarde, passou a se denominar Santa Rita do Vintém. Isto porque, no leito de um córrego, hoje conhecido por Vintém, os escravos extraíam o ouro e vendiam as pepitas por vintém. O rio, do mesmo nome, banha este fértil município, considerado um dos primeiros de sua região. Não somente no Sapucaí, como nos córregos do Vintém, do Mosquito e outros, se encontram o ouro aluvial, pedras preciosas e raras gemas diamantinas. Nos distritos de Careaçu e São Sebastião da Bela Vista e, ainda, na serra do Mata Cachorro ou Bela Vista, ocorrem o ouro, quartzo, mica, ferro, bauxita, calcário, fontes de águas termais, minério uranífero e outros minerais inexplorados.”
O Rio Sapucaí também mereceu atenção do pesquisador. Confira, a seguir, a sua descrição:
“Sapucaí: Lendário rio, natural da Serra da Mantiqueira, afluente do Rio Grande. Seu curso atravessa uma região prodigiosa do estado de Minas Gerais, cuja zona é conhecida por “Vale do Rio Sapucaí” ou “Vale do Sapucaí”. Uma memória histórica publicada em 1883, de autoria de F.E. de Azevedo e J.H Costard, assim se refere a essa zona: “Pelo lado mineral, existem, no referido vale, diversos terrenos em que se encontra o ferro, ocupando o primeiro lugar o de São Carlos de Jacuí (atual Jacuí) e outros abundantes em ouro, sendo os mais notáveis os de Campanha e Pouso Alegre. Há também, nessa região, cristais de rocha, mármores, pedras calcárias, chumbo, mercúrio, excelente argila para o fabrico de materiais de construção, etc. Finalmente, encontram-se ali diversas fontes de águas medicinais”.
O território banhado pelo rio Sapucaí é um farto reino mineral, pois as ocorrências demonstram a existência de jazidas de minerais, destacando-se os uraníferos, radioativos galenas, calcários, bauxita, cassiterita, ouro, quartzo e outros mais, ainda inexplorados.”