sábado, 4 de fevereiro de 2017

Morre Jules Sauer, fundador da joalheria Amsterdam Sauer


Aos 95 anos, ele deixa dois filhos

Uma das maiores autoridades em gemologia e alta joalheria do Brasil e do mundo, Jules Sauer era membro do Círculo de Honra do Gemological Institute of America(GIA), autoridade máxima em análise, certificação e conhecimento de pedras preciosas. Ele também era Cidadão Honorário de cidades como Belo Horizonte, Teófilo Otoni e Governador Valadares (MG), São Paulo e Rio de Janeiro.
Filho de pais judeus e nascido em 1921, na região da Alsácia, na França, Jules Sauer vivia na Bélgica quando teve de fugir da perseguição aos judeus em 1939. Ele pedalou mais de 1.500 quilômetros em sua bicicleta até a Espanha, onde foi detido, sem documentos, pela polícia. Conseguiu escapar e seguiu para Portugal, onde embarcou para o Brasil.
Aqui, começou a dar aulas de francês e conseguiu um emprego no negócio de pedras preciosas do irmão de um aluno, em Minas Gerais. Quase dois anos após ter deixado a Bélgica, já era dono da própria empresa.
Na década de 1950, o empresário comprou 43% da água-marinha mais famosa do país, batizada de Martha Rocha, inspirado nos olhos azuis da Miss Brasil. A pedra pesava 36,5 quilos e suas gemas lapidadas foram parar em joias que correram o mundo.
Em 1963, Jules interrompeu suas férias em família na Bahia para ver de perto as pedras verdes que garimpeiros tinham encontrado na região de Salininha, a leste do Rio São Francisco. Eram as primeiras esmeraldas encontradas no país. A partir daí, a Amsterdam Sauer tornou-se expert em esmeraldas brasileiras e colombianas na América do Sul.
Como joalheiro, ficou famoso por manter, ao máximo, o tamanho natural da gema bruta, com um design que não ofuscasse a pedra.
A primeira loja da marca foi inaugurada no térreo do Edifício Chopin, ao lado do Hotel Copacabana Palace, em 1956. E está lá até hoje. Em 1966, Jules Sauer conquistou seu primeiro prêmio Diamond International Awards, a consagração máxima da joalheria internacional, por conta do anel Constellation.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Governo concede licença para Belo Sun extrair ouro na região do Xingu

Governo concede licença para Belo Sun 

Projeto mineral deve funcionar por 12 anos na região do Xingu.
Estado espera arrecadar R$ 60 milhões com royalties minerais.

Do G1 PA
Empreendimento Belo Sun pode causar danos irreparáveis a comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem na região da volta grande do Xingu, no Pará. (Foto: Reprodução/TV Liberal)Empreendimento Belo Sun teve licença concedida pela Semas (Foto: Reprodução/TV Liberal)
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do governo do Pará conceceu nesta quinta-feira (2) a licença de instalação para a empresa canadense Belo Sun extrair ouro por 12 anos no município de Senador José Porfírio, na região do Xingu.  A empresa já possui Licença Prévia (LP) aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e expedida pela Semas em 2014.
Segundo o governo do Pará, foram três anos de análises para a liberação desta licença. A expectativa é que o projeto gere 2.100 empregos diretos na fase de implantação, e 526 na fase de operação.O projeto da mineradora Belo Sun é polêmico. Especialistas acreditam que ele pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, e a defensoria pública do estado chegou a pedir a suspensão de sua licença.
Ao longo dos 12 anos, a empresa deve pagar mais de R$ 60 milhões em royalties de mineração para o estado - quase R$ 5 milhões por ano. O valor pago em impostos deve ser ainda maior: cerca de R$ 130 milhões para o país, estado e município durante o período de instalação, e depois R$ 55 milhões por ano.
Condições para a licença
Uma das exigências para a emissão da licença foi que a economia paraense fosse beneficiada pelo projeto, por isso a produção de ouro no Xingu deve ser realizada no estado. A empresa se comprometeu a instalar uma refinaria, verticalizando a produção.
Para a liberação da licença, a Secretaria exigiu mudanças no projeto, impedindo a captação de água do rio Xingu e exigindo o monitoramento da qualidade do ar, nível de ruído, vibração e gerenciamento de resíduos, além da recuperação das áreas degradadas.
A Semas também solicitou que a empresa elaborasse estudos para garantir a segurança das comunidades indígenas da região, que vivem entre 12 e 16 km de distância do garimpo. De acordo com a legislação, a distância mínima entre um garimpo e uma aldeia deve ser de 10 km.

Vale registrou vendas de US$3,8 bi em ativos não essenciais em 2016, diz diretor

Vale registrou vendas de US$3,8 bi em ativos não essenciais em 2016, diz diretor

A mineradora Vale anunciou a venda de 3,8 bilhões de dólares em ativos não essenciais em 2016, somando cerca de 15 bilhões de dólares de desinvestimentos desde 2011, enquanto busca focar seus esforços em negócios essenciais, afirmou nesta quinta-feira o diretor de Relações com Investidores da empresa, André Figueiredo.
O movimento, além da busca por redução de custos e aumento da eficiência, segundo Figueiredo, foi um dos responsáveis pela valorização das ações da Vale no mercado financeiro ao longo do ano passado.


Fonte: Reuters

“Fome” de commodities faz China aumentar em 74,3% compra de produtos brasileiros em janeiro

“Fome” de commodities faz China aumentar em 74,3% compra de produtos brasileiros em janeiro

 Principal parceiro comercial do Brasil, a China começou o ano de 2017 com um forte aumento de 74,3% nas importações de produtos brasileiros no mês de janeiro, consolidando-se ainda mais como o destino número um dos produtos embarcados pelo Brasil para o exterior. O segundo país de destino das vendas externas brasileiras, os Estados Unidos, aumentaram em 18,5% a compra de produtos exportados pelas empresas nacionais.
De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em janeiro, as exportações para a China totalizaram US$ 3,027 bilhões, uma expressiva alta de 74,3% comparativamente com US$ 1,391 bilhão embarcados para o gigante asiático no mesmo período do ano passado.
O aumento significativo deveu-se ao forte apetite chinês por produtos como petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão, celulose, carne de frango, açúcar em bruto, minério de manganês, carne bovina, ferro-ligas, óleo de soja em bruto e polímeros plásticos. No período, os Estados Unidos, segundo maior importador de produtos brasileiros, foram o destino final de bens no valor de US$ 1,828 bilhão, com uma elevação de 18,5% comparativamente com US$ 1,402 bilhão importado em janeiro do ano passado.
Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações para o mercado americano foram petróleo em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, etanol, óleos combustíveis, celulose, minério de ferro, partes de motores/turbinas para aviação, gasolina, automóveis de passageiros, couros e peles, suco de laranja congelado e pneumáticos.
Em termos de países, segundo o MDIC, os cinco principais compradores de produtos brasileiros  foram 1) China (US$ 3,27 bilhão), 2) Estados Unidos (US$ 1,828 bilhão), 3) Argentina (US$ 1,036 bilhão), 4) Países Baixos (US$ 681 milhões) e 5) Índia (US$ 417 milhões).


Fonte: Comex do Brasil

Futuros do aço e do minério de ferro despencam na China

Futuros do aço e do minério de ferro despencam na China

Os contratos futuros do aço e do minério de ferro negociados na China registraram queda acentuada nesta sexta-feira, após o banco central do país elevar inesperadamente as taxas de juros de curto prazo, assustando os mercados no primeiro dia depois de uma semana de feriados pelo Ano Novo Lunar.
Embora as altas dos juros tenham sido modestas, elas reforçam as visões de que as autoridades chinesas têm a intenção de conter a saída de capital e também os riscos ao sistema financeiro desencadeados por anos de estímulo alimentado pela dívida. Além de commodities, incluindo cobre e borracha, investidores chineses também venderam ações.
O contrato do vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 6,8 por cento, a 3.133 iuanes (453 dólares) a tonelada. O minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 5,4 por cento, a 611,50 iuanes por tonelada. A negociação no mercado físico foi lenta, com participantes ainda em “modo de férias”, disse um operador de Xangai.
Fonte: Reuters