terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Medidas de Trump podem ser positivas para a indústria de mineração, diz Deloitte

Medidas de Trump podem ser positivas para a indústria de mineração, diz Deloitte

As políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são positivas para a indústria global de mineração, segundo o chefe da equipe global de mineração da Deloitte, Phil Hopwood. “Se alguém vai impulsionar os gastos em infraestrutura, isso só vai ser positivo para o setor de mineração”, disse Hopwood, em uma conferência da indústria em Cape Town, na África do Sul.
O zinco, o cobre, o minério de ferro, o chumbo, o níquel e o carvão poderiam se beneficiar, disse. Hopwood também disse que não acha que outras políticas de Trump irão reduzir a transparência no setor. “Os investidores querem divulgação. A transparência não vai acabar em breve”, afirmou.


Fonte: Dow Jones Newswires

Estrangeiros reativarão mina da MMX até meados deste ano

Estrangeiros reativarão mina da MMX até meados deste ano

Há dois anos, afetada pela crise que se alastrou pelo grupo empresarial de Eike Batista, a MMX Sudeste decretou recuperação judicial e vendeu a mina do Ipê, localizada na divisa de Brumadinho, Igarapé e São Joaquim de Bicas, na região metropolitana. Os novos donos – a holandesa Trafigura e a Mubadala, dos Emirados Árabes – já preparam a retomada das operações. A previsão é de que a mina volte a funcionar em meados deste ano, e os preparativos para as contratações trazem ânimo para a região, com a expectativa de 200 empregos diretos.
Só no ano passado, Brumadinho, que tem 40 mil habitantes, registrou 2.508 demissões. Diante desse cenário, o secretário municipal de Ação Social de Brumadinho, Valcir Carlos Martins, está confiante na ativação da economia. “Quando as atividades forem retomadas, toda a cidade vai se movimentar com comércio e serviços. Para cada emprego, outros dois devem ser gerados.”
As contratações já começaram. “Assim que soubemos que a mina seria reaberta, procuramos a Mineração Morro do Ipê e conseguimos fechar uma parceria para garantir que pelo menos 70 empregos fossem destinados a moradores de Brumadinho. Chegamos a encaminhar 525 currículos, e 90 entrevistas já foram feitas. O Sine, que estava parado há muito tempo, tem encaminhado cerca de três pessoas por dia”, comemora.
A Mineração Morro do Ipê não informou a data de reinauguração. Mas as prefeituras de Brumadinho e Igarapé e o presidente da MMX, Ricardo Werneck, confirmaram. “Tudo está andando em um ritmo bastante interessante, o que indica que a mina voltará a funcionar no primeiro semestre”, diz Werneck. A mina faz parte do complexo Serra Azul, adquirido pela MMX em 2007. Segundo o presidente da MMX, a produção atingiu o pico em 2012. “Nessa época, a produção era de 6 milhões de toneladas de minério de ferro e tínhamos mais de mil pessoas trabalhando”, lembra.
Em 2012, Eike Batista conseguiu licença para expansão. A promessa era quadruplicar a capacidade de produção e alcançar 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A promessa animou os comerciantes e os prestadores de serviços, que se empolgaram e investiram para crescer junto com a mina. Mas, em vez de crescimento, ficaram as contas para pagar.
Com a crise na petroleira OGX, em 2013, os bancos fecharam as portas para o grupo EBX. Em 2014, a mina foi embargada pelo Ministério Público Estadual. Para piorar, o preço do minério despencou, e a MMX Sudeste decidiu parar as atividades. Para conseguir dinheiro e pagar os credores, a saída foi colocar os ativos à venda.
A mina foi vendida por R$ 70 milhões. Outros R$ 70 milhões serão pagos em royalties. Alguns credores aceitaram receber participação na sociedade como parte do pagamento. E tem ainda fazendas e terminais de carga à venda. “Isso tudo dá pouco mais de 30% do valor total da dívida, que é de R$ 675 milhões. O restante foi perdoado pelos credores”, explica Werneck.
Fonte: OTEMPO

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos
Consultoria prevê diminuição da oferta e aumento da demanda por diamantes nos próximos anos
 
 
Com redução da oferta em função do fechamento das minas, há previsão de aumento de demanda em até 4%
 
 
A Bain & Company, uma consultoria de negócios, lançou a quinta edição do Relatório Anual da Indústria de Diamantes, que estima que a demanda por diamantes crescerá de 3% a 4% nos próximos 15 anos. A oferta, por sua vez, deve cair de 1% a 2% entre 2015 e 2030, em função da exaustão das minas existentes e do crescimento baixo das linhas de produção, fazendo com que o gap entre oferta e procura aumente a partir de 2019. China, Índia e Estados Unidos devem continuar sendo os principais consumidores de joias com diamantes.
 
No entanto, o mesmo estudo revelou uma queda de 25% nos preços a partir da segunda metade de 2014, consequência, principalmente, de uma desaceleração da economia chinesa.

Dentre os destaques do relatório, desenvolvido em parceria com o Centro Mundial de Diamantes da Antuérpia, há a possibilidade dos preços se recuperarem em um período de até dois anos. “Trata-se de um tempo de recuperação mais rápido do que o enfrentado pelas empresas em anos passados, entretanto não é um período breve a ponto de as empresas envolvidas não precisarem reviver seus modelos de negócios”, afirma Olya Linde, sócia da Bain e responsável pelo desenvolvimento do estudo.

“A queda na demanda chinesa por joias com diamantes em 2014 ocasionou a redução na compra de pedras brutas e polidas em 2015. Consequentemente, os varejistas do segmento reduziram seus pedidos, gerando aumento de estoque e a redução de 12% e 23% nos preços de diamantes polidos e brutos, respectivamente, desde maio de 2014, e de 8% e 15%, se considerados apenas os nove primeiros meses de 2015” ressalta Olya.

Entre 2001 e 2009, período que compreende a crise do subprime nos Estados Unidos, os preços dos diamantes levaram entre 18 a 24 meses para se recuperarem. Segundo os autores dos estudos, a situação atual, com fatores macroeconômicos positivos, é decididamente diferente. Os preços tendem a se recuperar mais rápido desta vez. “Prevemos uma recuperação rápida nos preços do segmento, entre um ou dois anos, contando que as empresas do segmento monitorem de perto seus estoques para não os deixar crescer demais”, comenta a especialista.

Os principais players do mercado de diamantes continuam sendo a China e a Índia, que juntos detêm cerca de 80% do mercado de corte e polimento de diamantes. Em contrapartida, o market share de players do continente africano, com Namíbia, África do Sul e Botsuana tem caído drasticamente, uma vez que esses países têm apresentado dificuldades para se tornarem competitivos dos pontos de vista de mão de obra e de tecnologia. Já Bélgica, Israel e os Estados Unidos, cujos mercados se caracterizam pelas pedras de alta qualidade, apresentaram declínio na receita obtida com a comercialização de diamantes polidos em decorrência da concorrência com as pedras indianas – atualmente, a Índia corta e pole mais de 40% dos diamantes com mais de um quilate, com padrão de qualidade similar ao dos mercados desenvolvidos.

Produção
No primeiro semestre de 2015, a produção global de diamantes cresceu 7% em relação ao mesmo período de 2014, em grande parte devido ao aumento da produção pela Alrosa e Rio Tinto. No entanto, os preços caíram significativamente no mesmo período, entre 20% e 27%.

O s cinco principais produtores foram responsáveis por mais de 70% da produção mundial, em volume – Desses, De Beers, Alrosa e Dominion foram responsáveis por cerca de 90% das vendas de US$ 1,2 bilhão de diamantes brutos em 2015.


A aliança da celebridade americana Kim Kardashian, com seu raro diamante, avaliada entre US$ 7 a 8 milhões

A rocha entre as ondas

A rocha entre as ondas

Escondida, mística e encantadora, a ilha grega de Monemvasia ainda oferece surpresas


A parte mais baixa da cidade-ilha de Monemvasia é o domínio de animais malhados e listrados. Dezenas de gatos de rua caminham pelos becos de pedra e deslizam pelas escadarias estreitas entre as casas.
O aroma de queijo saganaki frito e ervas frescas vem das tabernas diante das quais os felinos se reúnem na esperança de arranjar o que comer. Às vezes, um turista lhes joga um pedaço, sorrindo ao ver como são graciosos, enquanto garçons gentis deixam que os restos caiam no chão. Mas só Soula Kastanias vai ali especialmente para alimentá-los.
Monemvasia fica na extremidade sul da Península do Peloponeso, na Grécia. Depois de percorrer o zigue-zague interminável das estradas ladeadas de pedras nas montanhas e por fim chegar lá, é fácil se apaixonar por essa rocha mística no mar. Os moradores a chamam de Kastro (a fortaleza). Durante 1.400 anos, suas muralhas cercaram uma cidade inteira que, em diversos momentos da História, rechaçou ataques de normandos, árabes, otomanos e francos, e defendeu a importante rota marítima entre Veneza e Constantinopla.
Durante séculos, esse foi um povoado bem-sucedido. O nome Monemvasia vem do grego e significa “entrada única”. Os comerciantes começaram a ir à cidade ainda no século 12. Carregavam vinho e azeite de oliva nos navios atracados no porto de Monemvasia antes de zarpar para a Europa Ocidental.
Hoje, hordas de gatos descansam pelo chão onde, antigamente, os habitantes da fortaleza dispunham seus canhões. “Venham, meninos, venham!”, Soula os chama, enquanto espalha pelas quinas das casas a ração levada num saco debaixo do braço. Com 45 anos, trabalha numa entidade de bem-estar animal que cuida de cães e gatos feridos e de rua na região da Lacônia, onde fica Monemvasia.
Em seu refúgio de animais, 10 minutos ao norte do centro da cidade, ela e seus ajudantes cuidam de mais de 600 cães sem dono. Ainda não pode abrigar os gatos; não tem dinheiro nem espaço para isso. Na Grécia, o bem-estar animal fica a cargo, principalmente, de voluntários particulares. Mas Soula adora o que faz.
“É diferente aqui, tão pacífico e romântico...”, diz ela, falando da cidade-fortaleza. Sempre que pode, Soula prefere atravessar caminhando a ponte de 400 metros que liga Monemvasia à aldeia de Gefyra, no continente. Quando está com preguiça, ela pega o ônibus que vai e vem a cada 10 minutos. Soula consegue ver a rocha de sua varanda em Gefyra: “Parece sempre diferente, depende de que ângulo se olha.”
Depois de terminar a ronda dos gatos, ela adora subir até o restaurante Matoula, onde pode sentir o vento soprar no cabelo louro, e pedir um prato de meze (tira-gostos) e uma taça de vinho branco. O Matoula é o restaurante mais antigo de Monemvasia; foi aberto pela avó de Venetia Abertos, a atual proprietária. Do terraço, os fregueses veem o mar, uns 100 metros abaixo deste que é apenas um entre os mais de dez restaurantes e cafés da ilha.
Quem tiver medo de altura não deve visitar a cidade alta. Só há um caminho estreito que leva à antiga cidadela, empoleirada 300 metros acima do nível do mar, no alto platô de Monemvasia. Na Idade Média, havia ali um milharal e cisternas para coletar e armazenar água. Isso bastava para sustentar cerca de 30 pessoas durante um cerco prolongado – e alguns teimosos continuaram a plantar ali até 100 anos atrás. Hoje, apenas um punhado de pessoas ainda mora nessa formação rochosa.
A cidade medieval é tão encantadora que o continente parece bastante insípido em comparação. Mas só à primeira vista. A região da Lacônia tem seu justo quinhão de tesouros ocultos, como a Caverna de Kastania, a uma hora de carro ao sul de Monemvasia. De acordo com a mitologia grega, a caverna era o lar de Hades, o deus do mundo subterrâneo. Ela também oferece uma rica colheita aos entomólogos: suas profundezas cheias de estalagmites e estalactites são habitadas por dolicópodes, insetos cavernícolas de antenas compridas, parecidos com grilos e completamente cegos e surdos.
O viajante mais animado gostará das encostas íngremes de pedra calcária e da rede de trilhas sinalizadas na área de escaladas de Cabo Maleas-Zobolo. Com suas remotas cavernas de estalagmites, fendas profundas nas rochas e praias de areia por perto para descansar depois de um duro dia de subidas, sem dúvida há muita variedade na região próxima a Monemvasia.
Mas são bem poucas as ocasiões em que Soula se aventura tão longe. “Nas tardes de domingo, gosto de levar um de meus sete cães para caminhar”, diz ela. Eles passam horas alegres perambulando pelo campo mediterrâneo atrás da casa, com seus limoeiros e laranjeiras e os rebanhos de cabras. Se ainda houver tempo, ela vai até o porto de Gefyra. Lá, no Café Colonis, talvez compre um biscoito de amêndoa em forma de meia-lua e polvilhado de açúcar, chamado amygdalota, e pare num lugar ensolarado no porto pesqueiro para sentar-se e comer. A região é famosa por esses biscoitos, que os donos do Colonis exportam até para a Austrália, segundo Soula.
Naqueles dias quentes de verão em que a temperatura chega a quase 40°C, Kastanias tem uma última recomendação: um mergulho refrescante no mar. Há várias escadas no litoral rochoso de Monemvasia para descer até a água, e é possível contornar a nado os 2 km da rocha.
“Mas não se assuste se encontrar uma tartaruga”, diz Soula. “Elas estão por toda parte!”

Estresse: Causas e Prevenção

Estresse: Causas e Prevenção

O estresse é uma reação a diversos estímulos físicos, mentais ou emocionais. Certas situações fazem o nível de tensão ficar muito elevado ou prolongado.  
O estresse pode constituir um desafio estimulante. Apesar de algumas pessoas apresentarem bom desempenho sob estresse, a maioria consegue suportar situações de tensão só até certo ponto, a partir do qual podem começar a ter problemas físicos.
Os níveis dos hormônios do estresse caem, normalmente, logo que o estresse passa e podemos relaxar. Mas esses níveis podem continuar altos se a situação causadora de estresse se mantiver ou surgir com frequência, ou se em geral reagimos intensamente a qualquer tipo de estresse, ainda que de menor importância.
Cerca de 75% das doenças estão relacionadas com o estresse. Entre elas estão hipertensão, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (derrames), depressão, ansiedade, síndromes da fadiga crônica e do cólon irritável, distúrbios digestivos, obesidade, enxaquecas e alguns problemas respiratórios.
Longos períodos sob estresse perturbam o sistema imunológico, tornando-nos mais propensos a infecções, câncer e doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca células do organismo. São exemplos a artrite reumatoide, o lúpus, as doenças da tireoide e certos tipos de anemia e de problemas de fertilidade. Fumar, comer demais e outras formas de dependência estão muitas vezes relacionados com o estresse.

Causas do estresse

São causas comuns de estresse prolongado:
  • Morte de pessoa muito chegada
  • Problemas nas relações afetivas
  • Preocupações monetárias
  • Desemprego
  • Má gestão do tempo
  • Descanso e lazer insuficientes
  • Tédio
  • Doença

Prevenção para o estresse

Nem sempre é possível evitar as situações que causam estresse, mas podemos alterar as nossas reações aos estímulos. Aprendendo estratégias de controle do estresse, podemos tentar utilizá-las quando necessário.
Isso permite que os níveis de hormônios do estresse baixem e ajuda-nos a enfrentar sem muita angústia o que a vida vai trazendo. Muitos fatores influem na nossa resposta ao estresse, como idade, sexo, educação, experiência, personalidade, expectativas e saúde.