terça-feira, 4 de abril de 2017

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada no interior do estado



RIO - De um azul profundo, com brilho próprio, a turmalina paraíba é hoje considerada a pedra mais rara do mundo. Descoberta na década de 1980 no estado do Nordeste que lhe dá nome, a gema é encontrada em apenas cinco minas ao redor do planeta; três delas no Brasil, de onde saem os exemplares mais valiosos. A produção, entretanto, é muito escassa, quase extinta, tornando-a cada vez mais cara e cobiçada. As principais joalherias do país têm algumas peças com a pedra preciosa, guardadas a sete chaves, e o valor de uma dessas exclusivas joias pode chegar a R$ 3 milhões. O país produz ainda outras pedras raras, como o topázio imperial, exclusivo de Ouro Preto, e as esmeraldas verdes.
Mesmo que não sejam mais caras que os diamantes, as gemas raras conferem exclusividade às joias e a quem as usa. Para calcular a qualidade de uma pedra preciosa, especialistas usam o critério dos quatro Cs, adaptado da língua inglesa: lapidação (cut), pureza (clarity), quilate (carat) e, o mais importante, cor (color). Para além disso, a raridade de uma gema e o design exclusivo de uma joia podem fazer o seu preço se multiplicar rapidamente.
A produção da turmalina paraíba é cada vez mais escassa, meros 20 mil quilates por ano, contra 480 milhões dos diamantes.
— Se hoje existem sete bilhões de pessoas no mundo, são sete bilhões que querem ter um diamante — diz o relações-públicas da joalheria H.Stern, Christian Hallot. — Não é o caso da turmalina paraíba, que pouca gente conhece, justamente por ser muito rara, difícil de encontrar. Se tivesse a mesma demanda, seu preço iria para a estratosfera, para uma outra galáxia.
A pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada pela primeira vez no distrito de São José da Batalha, no interior da Paraíba. O país é rico em turmalinas verdes, mas ninguém nunca tinha visto aquela pedra de azul tão intenso que logo foi chamada de azul neon. Houve quem chegasse a pensar que se tratava de uma falsificação. Para sanar as dúvidas, em 1989 a gema foi enviada para o Instituto de Gemologia da América, nos Estados Unidos, o maior laboratório de pedras do mundo. E a resposta foi surpreendente: tratava-se de uma nova pedra, nunca antes vista.
Nos anos 1990 foram achadas outras duas minas na mesma região, mas, desta vez, do outro lado da divisa, no Rio Grande do Norte. Por fim, duas minas foram descobertas na África, uma em Moçambique, outra na Nigéria.
O fator determinante para se afirmar que se tratava de uma pedra até então desconhecida foi a sua composição química. A turmalina paraíba contém cobre, que lhe confere o tom de azul intenso e o brilho único. A mesma composição incomum foi registrada nas pedras africanas.


— As outras turmalinas não têm cobre — explica Jurgen Schnellrath, do Laboratório de Gemologia do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) da UFRJ. — E é por conta dessa substância que ela parece emitir luz.
De início, os brasileiros não teriam dado muita atenção à nova descoberta.
— Na realidade, eles não deram a menor importância àquela pedra azul que resplandecia como um brilhante — conta Laja Zylberman, presidente da joalheria Sara. — Mas os japoneses ficaram fascinados com as gemas e começaram a comprar e revender na Ásia, fazendo com que alcançassem preços inacreditáveis.
Como são muito raras, os joalheiros não costumam partir as pedras, mas sim trabalhar com elas mais ou menos no formato em que aparecem. Isso faz com que seja difícil, por exemplo, fazer brincos, o que requer pedras bastante parecidas. A lapidação, no entanto, é fundamental para intensificar o brilho da pedra.
— A pedra é facetada em ângulos determinados de forma que a luz possa penetrar nela e voltar aos olhos com a maior beleza possível — explica o geólogo Daniel Sauer, presidente da joalheira Amsterdam Sauer. — A lapidação aprimora cor e brilho, tira da pedra seu melhor potencial.
Outra pedra brasileira rara é a esmeralda. Buscadas desde os tempos dos bandeirantes (que, na realidade, acharam turmalinas verdes), as esmeraldas somente começaram a ser encontradas em solo nacional na década de 1960.
— O fascínio que pedras dessas cores exercem se explica porque o azul é um tom ligado à água, ao céu; e o verde se relaciona às plantas, à vida — acredita Sauer. — São cores muito próximas do ser humano.
E, embora as esmeraldas brasileiras não sejam tão valiosas quanto às da Colômbia, o país tem potencial, analisam os especialistas.
— O Brasil demorou 440 anos para achar esmeraldas, mas hoje é um dos solos mais promissores para essas gemas de alta qualidade. Já foram achadas pedras verde-azuladas, o tom colombiano — conta Hallot.
Embora não tão precioso quanto a turmalina paraíba, o topázio imperial é bastante raro. Sua produção se restringe a Ouro Preto. Das profundezas da terra, a pedra surge nas mais variadas cores, como amarelo, rosa e cereja. Outra gema bastante exclusiva, embora não tão valiosa, é a chamada opala de fogo em tons alaranjados, que vão do laranja ao vermelho. Elas são mais comuns no México, mas começam a ser encontradas aqui também, no Nordeste.
— Diferentes das opalas comuns, mais leitosas, essas são muito translúcidas — explica a designer de joias Yrys Albuquerque.

Petrobras vê interesse muito grande da Exxon no pré-sal, diz CEO


Petrobras vê interesse muito grande da Exxon no pré-sal, diz CEO

terça-feira, 4 de abril de 2017 19:49 BRT


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SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Exxon Mobil, maior petroleira de capital aberto do mundo, apresentou interesse em explorar áreas no pré-sal do Brasil, mas não há nenhuma negociação concreta entre a companhia e a Petrobras para uma parceria estratégica, disse nesta terça-feira o presidente da estatal brasileira, Pedro Parente. A fala do executivo foi feita após o The Wall Street Journal informar mais cedo que a Exxon e Petrobras estão negociando parcerias, de acordo com informações de pessoas próximas do assunto. "Sob o ponto de vista de trabalhos com vistas a se ter parceria estratégica, nós não temos nada de concreto com Exxon, mas certamente houve por parte deles uma manifestação de interesse muito grande na exploração do pré-sal brasileiro", disse Parente, que falou brevemente com jornalistas após evento em São Paulo. No início da noite, a estatal divulgou nota afirmando que "não há negociações em andamento para parcerias com a empresa norte-amerciana Exxon Mobil". Segundo o jornal norte-americano, os termos de negociação da Exxon, a única grande petroleira do mundo sem uma atuação significativa no Brasil, ainda precisam ser concluídos. As negociações para parcerias com a Petrobras também incluiriam potenciais compras de fatias nos blocos petrolíferos que o governo brasileiro vai leiloar este ano, de acordo com o jornal. Uma parceria com a Exxon poderia dar mais fôlego para a Petrobras, uma das companhias de petróleo mais endividadas do mundo, realizar investimentos no pré-sal, que tem sido o foco de suas atividades. A gestão de Pedro Parente na Petrobras tem privilegiado parcerias com grandes petroleiras globais. Em dezembro, a estatal assinou coma francesa total acordos avaliados em 2,2 bilhões de dólares. No ano passado, a Petrobras também vendeu fatia de 66 por cento no bloco BM-S-8, onde está a área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil, em negócio também bilionário. (Por Laís Martins)

Homologação de cerca 5 mil adesões a PDV da Caixa deve sair até o fim de abril

Homologação de cerca 5 mil adesões a PDV da Caixa deve sair até o fim de abril

terça-feira, 4 de abril de 2017 19:53 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - A homologação das adesões ao programa de desligamento voluntário (PDV) lançado pela Caixa Econômica Federal deve ser concluído até o fim de abril, confirmou o banco nesta terça-feira. De acordo com a assessoria de imprensa do banco estatal, esse é o prazo estimado para que homologação das cerca de 5 mil adesões registradas sejam finalizadas. Até lá, funcionários que manifestaram interesse em participar podem desistir. De todo modo, mesmo que todos as adesões sejam homologadas, elas representarão cerca de metade do que previa o comando do banco quando lançou o programa. Os incentivos para adesão ao PDV incluem até 10 salários extras e manutenção do plano de saúde por pelo menos um ano. Na semana passada, ao comentar os resultados do banco de 2016, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, disse que a previsão era de economizar cerca de 1 bilhão de reais após aproximadamente 5 mil empregados terem aderido ao programa. (Por Aluísio Alves)

Frentes se mobilizam contra pacote do governo Sartori

Frentes se mobilizam contra pacote do governo Sartori


A menção da venda de ativos estaduais, presente no projeto de recuperação fiscal apresentado pelo governo federal, e a inclusão de estatais no pacote de reestruturação em votação na Assembleia Legislativa mobilizaram servidores e deputados a criar frentes parlamentares para levar para a sociedade a defesa que fazem da importância em manter estes trabalhos vinculados ao Estado.
Já no final do ano passado, a partir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 259/2016, que retira a obrigatoriedade de plebiscito para a privatização ou federalização das companhias Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Riograndense de Mineração (CRM) e de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás), entidades de classe se mobilizaram junto a deputados para a criação das frentes. Duas delas – em defesa da CEEE, presidida por Ciro Simoni, e da Sulgás, liderada por Juliana Brizola (PDT) – foram reinstaladas no mês de março.
Com lucro de R$ 130 milhões em 2016, sendo R$ 66 milhões repassados ao caixa único do Estado, a Sulgás busca os deputados para contrapor o discurso que eles atribuem ao governo contra a estatal. “Dizem que no futuro o governo não teria dinheiro para aportar na Sulgás. Mas o governo nunca precisou aportar recursos, e a tendência é continuar dando lucro”, afirma o presidente da Associação dos Funcionários da Sulgás (Assulgás), Neimar Blank. Mantendo diálogo com os deputados desde junho de 2015, quando, pela primeira vez, o Piratini sinalizou com a venda da companhia de gás, Blank acredita que as estatais contam hoje com o apoio de 27 parlamentares que votariam contrários à PEC – o texto precisa de 33 votos em dois turnos para ser aprovada.
São necessários 23 votos contrários para barrar a proposta. O Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS), que representa servidores lotados nas três companhias, tem se mobilizado todas as semanas para comparecer à Assembleia Legislativa em dias de sessão deliberativa. “Além disso, temos 52 moções em defesa dessas estatais, aprovadas em Câmaras Municipais, inclusive com apoio de partidos da base, do próprio PMDB”, informa Diego Oliz, diretor de negociações coletivas do Senge-RS. “Estamos mostrando que não só o Estado, mas também as cidades perdem recursos com a venda dessas empresas”, completa.
A Câmara de Porto Alegre também se posicionou sobre o tema, aprovando ontem a instalação da Frente Parlamentar em defesa da CEEE, Banrisul, Corsan, Companhia Riograndense de Mineração e Sulgás, proposta pelo vereador Airto Ferronato (PSB). O Banrisul também é tema de frente instalada na Assembleia, a partir de proposta do deputado Zé Nunes (PT), que deve entregar hoje ofício solicitando audiência com o governador José Ivo Sartori (PMDB). Em Brasília, o deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT) está coletando assinaturas para a instalação de uma frente similar na Câmara dos Deputados.

Cobre opera em baixa, com liquidez comprometida por China

Cobre opera em baixa, com liquidez comprometida por China


Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, com a liquidez ainda comprometida por um feriado na China e investidores aguardando indicadores dos EUA e outros eventos relevantes. Por volta das 7h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,10%, a US$ 5.752,00 por tonelada.
Na Comex, divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio tinha ligeira baixa de 0,06%, a US$ 2,6020 por libra-peso, às 8h34 (de Brasília). Dados fracos de manufatura publicados ontem nos EUA geraram especulação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá não cumprir a previsão de aumentar juros três vezes ao longo do ano. Amanhã, o Fed divulga a ata da reunião de política monetária de março, quando seus juros foram elevados em 0,25 ponto porcentual.
Há expectativa também para a reunião dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, a partir de quinta-feira, na Flórida. Já na sexta-feira, sai o relatório de emprego dos EUA, que tem forte influência nas decisões do Fed. Os negócios nos mercados de metais básicos continuam reduzidos em meio a um feriado de dois dias na China, que manteve os mercados locais fechados ontem e hoje.
Na Indonésia, a Freeport-McMoRan garantiu uma licença especial de exportação de oito meses para sua mina de Grasberg, interrompendo temporariamente um longo impasse com o governo do país. Enquanto isso, no Peru, funcionários da Southern Copper decidiram entrar em greve a partir do dia 10 de abril.
Entre outros metais básicos na LME, porém, os ganhos eram generalizados. No horário citado acima, o alumínio para entrega em três meses tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 1.948,50 por tonelada, enquanto o chumbo avançava 0,04%, a US$ 2.287,50 por tonelada, o zinco ganhava 0,54%, a US$ 2.720,50 por tonelada, o níquel subia 0,25%, a US$ 9.845,00 por tonelada, e o pouco negociado estanho mostrava alta de 0,22%, a US$ 20.080,00 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires