quarta-feira, 5 de abril de 2017

As Estranhas Propriedades de Alguns Minerais

As Estranhas Propriedades de Alguns Minerais





A identificação macroscópica dos minerais é feita principalmente pela observação de algumas propriedades físicas, como cor, brilho, densidade, clivagem, dureza etc.

Há, porém, algumas propriedades que só algumas poucas espécies apresentam e que são importantes para sua identificação. E também há propriedades comuns que em certas espécies apresentam valores anormais, contribuindo também para seu reconhecimento. Veremos a seguir alguns desses casos especiais.


Magnetismo
Dos minerais comuns, apenas dois, a magnetita (óxido de ferro) e a pirrotita (sulfeto de ferro e níquel), são fortemente magnéticos. Ambos são facilmente atraídos por um ímã comum, e um fragmento de magnetita maciça de uns 8 cm pode atrair pequenas peças metálica, como clips e alfinetes. A foto ao lado mostra cristais de magnetita atraídos por um pequeno ímã.


Fluorescência
Fluorescência é a propriedade que têm certas substâncias, entre elas vários minerais, de se tornarem visíveis sob a ação de uma radiação invisível. Se a luz ultravioleta, que é invisível para o ser humano, incide sobre um mineral em um ambiente escuro, esse mineral deveria permanecer oculto, pois quando enxergamos um objeto o que vemos nada mais é que a luz que incidiu sobre ele e é refletida ou então a luz que o atravessou. Mas se esse mineral for fluorescente, como a calcita, por exemplo, ele ficará iluminado e geralmente com uma cor diferente daquela que tem em luz normal.
As fotos abaixo, feitas por Denise Rippel e Paula Cadermartori com minerais do acervo do Museu de Geologia da CPRM, mostram um cristal de calcita branca em luz normal e, à direita, sob luz ultravioleta. As duas fotos seguintes mostram willemita (silicato de zinco) também em luz normal e em luz ultravioleta.


Cristal de calcita branca
Cristal de calcita branca
Cristal de calcita sob luz violeta
Cristal de calcita sob luz violeta

Silicato de zinco
Silicato de zinco
Silicato de zinco sob luz violeta
Silicato de zinco sob luz violeta


Outros minerais que podem mostrar forte fluorescência são diamante, zircão, fluorita (daí vem o nome fluorescência), opala, safira amarela e vários minerais de urânio, como autunita, uranfita, uranocircita, uranofânio, uranopilita, uranospinita etc.
É importante notar que nem todos os espécimes de um mineral fluorescente mostram o fenômeno. Há calcitas que não fluorescem, assim como em um lote de diamantes pode haver alguns que mostram fluorescência enquanto outros não. A fluorescência pode ser útil não só na identificação de um mineral, mas também na sua busca. Em uma área onde se acredita que possa haver scheelita (volframato de cálcio), por exemplo, percorrê-la à noite com uma lâmpada de luz ultravioleta é uma maneira de procurar o mineral.


Birrefringência

Calcita
Calcita
Quando a luz atravessa um mineral ela sofre um desvio em sua trajetória e uma redução em sua velocidade, uma vez que o mineral é mais denso que o ar. Isso é normal e acontece com qualquer substância. Em muitos minerais, porém, esse desvio varia conforme a direção em que a luz incide, sendo maior em uma direção que em outra.
A diferença é normalmente pequena demais para ser percebida sem instrumentos apropriados, mas na calcita ela é tão grande que as imagens vistas através de um cristal transparente desse mineral aparecem duplicadas (foto ao lado). E quando se gira o cristal uma das imagens fica fixa enquanto a outra gira ao redor dela. O zircão mostra efeito semelhante. Não é tão notável quanto na calcita, mas olhando um zircão lapidado pode-se ver que as arestas da gema aparecem duplicadas.


Sabor
O sabor de um mineral raríssimas vezes é lembrado como uma propriedade útil na sua identificação. Mas há algumas espécies em que ele é muito importante. O exemplo mais conhecido é a halita, nome mineralógico do sal que usamos na cozinha (cloreto de sódio). Nas jazidas de sal, a halita pode aparecer na forma de cristais de vários centímetros de comprimento, e não apenas como os minúsculos grãozinhos que vemos na cozinha.
Menos conhecida, mas mais notável, é a calcantita (sulfato hidratado de cobre), mineral que forma belíssimos cristais com uma forte cor azul-escura. Além de uma cor que ajuda muito na sua identificação, a calcantita tem um sabor muito marcante: ela é extremamente amarga e adstringente. Basta tocar o mineral com a ponta da língua para se sentir, por bastante tempo, o sabor desagradável que ele possui.

Calcantita
Calcantita
Sal de cozinha
Sal de cozinha




Tarnish
Chama-se de tarnish a alteração superficial que sofre a cor de um mineral pelo contato com uma substância rica em enxofre, principalmente o ar. Há vários minerais que sofrem essa alteração, mas a calcopirita e a bornita (sulfetos de cobre e ferro) são os melhores exemplos.
A calcopirita tem uma cor amarelo-latão, mas adquire por ação do enxofre cores avermelhada, azul, verde, púrpura, todas misturadas. A pirita (sulfeto de ferro) tem cor semelhante, mas não mostra tarnish. A bornita é ainda mais notável nesse aspecto. Ela tem uma cor rosada, semelhante à do cobre, mas, exposta ao ar, em poucas horas adquire superficialmente cor azul e/ou púrpura bem intensa.

Bornita
Bornita


Radioatividade

 Monazita
Monazita
Uma propriedade que não é detectável sem o uso de aparelhos apropriados é a radioatividade. Ela está presente em vários minerais, como os de urânio (uraninita, uranofânio) e de tório (torianita, torita). A monazita , quando contém tório, é radioativa também.
O aparelho mais usado em geologia para detectar e medir a radioatividade é o cintilômetro. Areias de praia que contêm monazita costumam ser radioativas nos pontos onde esse mineral se concentra.


Transmissão de Luz na Ulexita
A ulexita é um borato básico hidratado de sódio e cálcio que forma cristais aciculares extremamente finos, encontrado em regiões desérticas. É branco, incolor ou cinza.
Esse mineral tem uma propriedade única: seus finos cristais, arranjados paralelamente, funcionam como fibras ópticas. Assim, uma placa natural de ulexita transparente ou translúcida colocada sobre uma figura “puxa” a imagem dessa figura para a superfície superior da placa, como se vê na foto.
Ulexita transparente
Ulexita transparente

Cor da Alexandrita
A alexandrita é uma pedra preciosa rara e valiosa que tem uma curiosa propriedade: em luz natural ela tem cor verde, mas em luz artificial incandescente pode se mostrar vermelho-arroxeada ou amarronzada.

Foto: Editorial Planeta
Foto: Editorial Planeta


Tenebrescência
Alguns minerais, como espodumênio, tugtupita e hackmannita, podem também mudar de cor, mas em situação um pouco diferente. Eles têm uma cor em luz natural e ela muda, ainda em luz natural, se o mineral é exposto ao sol, voltando à cor original quando levado de volta para um ambiente fechado. O fenômeno é também chamado de fotocromismo reversível e é usado nas lentes de alguns óculos para sol, que ficam claras em ambiente fechado, escurecendo quando estão ao sol.


Hábito
A imagem que usualmente se tem de rochas e minerais é a de substâncias resistentes a impactos físicos, fraturas, torções etc. Embora isso seja verdade na maioria dos casos, há minerais que são extremamente frágeis.
Em mineralogia, chama-se de hábito a aparência externa do mineral, compreendendo a forma cristalina (ou combinação de formas) e as irregularidades típicas da espécie ou variedade, como estrias, por exemplo. Um mineral pode ter hábito tabular, prismático, colunar estriado, granular etc. Algumas espécies têm hábito acicular muito fino, cristalizando na forma de agulhas extremamente delicadas. Outros são asbestiformes, cristalizando como fios flexíveis.
A foto abaixo à esquerda mostra finíssimas agulhas de alunogênio, um sulfato hidratado de alumínio. A outra foto mostra o crisotilo (silicato básico de magnésio), mineral que forma fios muito delicados e flexíveis, tão flexíveis que podem ser usados para tecer roupas. Apesar de serem tão finas, essas fibras são resistentes ao fogo, de modo que se pode com elas fazer roupas à prova de fogo.
Alunogênio
Alunogênio
Crisotilo
Crisotilo

Outros minerais de hábito surpreendente são as micas. Só que, em vez de formarem delicados fios ou agulhas, elas formam finas lâminas elásticas, de modo que, com um estilete, podem ser destacadas incontáveis lâminas, por exemplo, de moscovita, a partir de um único cristal.


Dureza

Gipsita
Gipsita
A mesma ideia que a maioria das pessoas tem com relação à resistência física dos minerais e rochas as leva a pensar que minerais são substâncias difíceis de riscar. Nem sempre.
A dureza dos minerais é medida com uma escala que vai de 1,0 (dureza mais baixa) a 10,0 (dureza máxima), a Escala de Mohs. Dureza 10,0 é a do diamante, que risca qualquer substância e só é riscado por outro diamante. Mas dureza 1,0 tem, por exemplo, o talco (sim, o talco, um silicato básico de magnésio, é um mineral), que pode ser riscado até mesmo com a unha. A gipsita, um sulfato hidratado de cálcio, tem dureza maior (2,0), mas também pode ser riscada com a unha. As pedras preciosas é que têm dureza elevada - normalmente acima de 7,0 -, sem o que seu uso em um anel, por exemplo, seria inviável.

Balança comercial tem superávit de US$ 7,14 bilhões em março

Balança comercial tem superávit de US$ 7,14 bilhões em março


A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 7,145 bilhões em março. Trata-se do melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do governo, em 1989. O saldo positivo supera o recorde de março do ano passado, quando a balança ficou positiva em US$ 4,431 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No primeiro trimestre deste ano, a balança acumula superávit de US$ 14,424 bilhões.
A balança comercial tem superávit quando as exportações – que são vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior – superam as importações – que são as compras do país também no exterior. Em março, as exportações brasileiras ficaram em US$ 20, 085 bilhões, superando os US$ 12,940 bilhões em importações. As exportações cresceram 20,1% em relação a março do ano passado, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Ante fevereiro deste ano, a alta foi de 1,6%. As importações, por sua vez, cresceram 7,1% na comparação com março do ano passado e recuaram 7,2% em relação a fevereiro deste ano, também segundo o critério da média diária.
Fonte: Administradores

Bovespa avança com ações de mineradoras e siderúrgicas acompanhando alta das commodities

Bovespa avança com ações de mineradoras e siderúrgicas acompanhando alta das commodities

quarta-feira, 5 de abril de 2017 10:55 BRT


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa avançava nesta quarta-feira, favorecido por papéis ligados a commodities, com destaque para as ações de mineradoras e siderúrgicas, além de Petrobras, em sessão marcada por agenda relevante nos Estados Unidos. Às 10:51, o Ibovespa subia 0,25 por cento, a 65.935 pontos, ensaiando a terceira alta consecutiva. O volume financeiro no pregão somava 888 milhões de reais. Do exterior, números de emprego no setor privado norte-americano, mostrando sinalização positiva sobre a maior economia do mundo, ocupavam as atenções antes da divulgação da ata da última decisão de juros do banco central dos EUA. DESTAQUES - VALE PNA subia de 1,79 por cento e VALE ON valorizava-se 1,14 por cento, em sessão de alta dos preços das commodities metálicas no exterior, o que também beneficiava papéis de siderúrgicas no Brasil, com CSN subindo 1,51 por cento. - PETROBRAS PN subia 1,62 por cento e PETROBRAS ON avançava 1,36 por cento, na esteira dos ganhos do petróleo. Também repercutiam anúncios na véspera ligados à venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS). - LOJAS RENNER ON subia 1,76 por cento, tendo como pano de fundo a melhora na recomendação dos papéis para "compra" pelo Bank Of America Merrill Lynch. Os analistas veem a melhoria da confiança do consumidor sendo capaz de impulsionar um crescimento mais forte das vendas, entre outros fatores. - FIBRIA ON recuava 1,52 por cento, na ponta negativa do Ibovespa, em sessão negativa para o setor de papel e celulose, após ganhos fortes na véspera. - GOL PN, que não está no Ibovespa, avançava 5,09 por cento, após dados operacionais divulgados na véspera mostrando, entre outros pontos, que a margem operacional (Ebit) do primeiro trimestre deve ter ficado entre 12 e 12,5 por cento, ante 8,3 por cento no mesmo período do ano passado. (Por Paula Arend Laier)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Rara turmalina paraíba só é encontrada em cinco minas em todo o planeta, três delas no Brasil

Pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada no interior do estado



RIO - De um azul profundo, com brilho próprio, a turmalina paraíba é hoje considerada a pedra mais rara do mundo. Descoberta na década de 1980 no estado do Nordeste que lhe dá nome, a gema é encontrada em apenas cinco minas ao redor do planeta; três delas no Brasil, de onde saem os exemplares mais valiosos. A produção, entretanto, é muito escassa, quase extinta, tornando-a cada vez mais cara e cobiçada. As principais joalherias do país têm algumas peças com a pedra preciosa, guardadas a sete chaves, e o valor de uma dessas exclusivas joias pode chegar a R$ 3 milhões. O país produz ainda outras pedras raras, como o topázio imperial, exclusivo de Ouro Preto, e as esmeraldas verdes.
Mesmo que não sejam mais caras que os diamantes, as gemas raras conferem exclusividade às joias e a quem as usa. Para calcular a qualidade de uma pedra preciosa, especialistas usam o critério dos quatro Cs, adaptado da língua inglesa: lapidação (cut), pureza (clarity), quilate (carat) e, o mais importante, cor (color). Para além disso, a raridade de uma gema e o design exclusivo de uma joia podem fazer o seu preço se multiplicar rapidamente.
A produção da turmalina paraíba é cada vez mais escassa, meros 20 mil quilates por ano, contra 480 milhões dos diamantes.
— Se hoje existem sete bilhões de pessoas no mundo, são sete bilhões que querem ter um diamante — diz o relações-públicas da joalheria H.Stern, Christian Hallot. — Não é o caso da turmalina paraíba, que pouca gente conhece, justamente por ser muito rara, difícil de encontrar. Se tivesse a mesma demanda, seu preço iria para a estratosfera, para uma outra galáxia.
A pedra recebeu o brasileiríssimo nome porque foi encontrada pela primeira vez no distrito de São José da Batalha, no interior da Paraíba. O país é rico em turmalinas verdes, mas ninguém nunca tinha visto aquela pedra de azul tão intenso que logo foi chamada de azul neon. Houve quem chegasse a pensar que se tratava de uma falsificação. Para sanar as dúvidas, em 1989 a gema foi enviada para o Instituto de Gemologia da América, nos Estados Unidos, o maior laboratório de pedras do mundo. E a resposta foi surpreendente: tratava-se de uma nova pedra, nunca antes vista.
Nos anos 1990 foram achadas outras duas minas na mesma região, mas, desta vez, do outro lado da divisa, no Rio Grande do Norte. Por fim, duas minas foram descobertas na África, uma em Moçambique, outra na Nigéria.
O fator determinante para se afirmar que se tratava de uma pedra até então desconhecida foi a sua composição química. A turmalina paraíba contém cobre, que lhe confere o tom de azul intenso e o brilho único. A mesma composição incomum foi registrada nas pedras africanas.


— As outras turmalinas não têm cobre — explica Jurgen Schnellrath, do Laboratório de Gemologia do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) da UFRJ. — E é por conta dessa substância que ela parece emitir luz.
De início, os brasileiros não teriam dado muita atenção à nova descoberta.
— Na realidade, eles não deram a menor importância àquela pedra azul que resplandecia como um brilhante — conta Laja Zylberman, presidente da joalheria Sara. — Mas os japoneses ficaram fascinados com as gemas e começaram a comprar e revender na Ásia, fazendo com que alcançassem preços inacreditáveis.
Como são muito raras, os joalheiros não costumam partir as pedras, mas sim trabalhar com elas mais ou menos no formato em que aparecem. Isso faz com que seja difícil, por exemplo, fazer brincos, o que requer pedras bastante parecidas. A lapidação, no entanto, é fundamental para intensificar o brilho da pedra.
— A pedra é facetada em ângulos determinados de forma que a luz possa penetrar nela e voltar aos olhos com a maior beleza possível — explica o geólogo Daniel Sauer, presidente da joalheira Amsterdam Sauer. — A lapidação aprimora cor e brilho, tira da pedra seu melhor potencial.
Outra pedra brasileira rara é a esmeralda. Buscadas desde os tempos dos bandeirantes (que, na realidade, acharam turmalinas verdes), as esmeraldas somente começaram a ser encontradas em solo nacional na década de 1960.
— O fascínio que pedras dessas cores exercem se explica porque o azul é um tom ligado à água, ao céu; e o verde se relaciona às plantas, à vida — acredita Sauer. — São cores muito próximas do ser humano.
E, embora as esmeraldas brasileiras não sejam tão valiosas quanto às da Colômbia, o país tem potencial, analisam os especialistas.
— O Brasil demorou 440 anos para achar esmeraldas, mas hoje é um dos solos mais promissores para essas gemas de alta qualidade. Já foram achadas pedras verde-azuladas, o tom colombiano — conta Hallot.
Embora não tão precioso quanto a turmalina paraíba, o topázio imperial é bastante raro. Sua produção se restringe a Ouro Preto. Das profundezas da terra, a pedra surge nas mais variadas cores, como amarelo, rosa e cereja. Outra gema bastante exclusiva, embora não tão valiosa, é a chamada opala de fogo em tons alaranjados, que vão do laranja ao vermelho. Elas são mais comuns no México, mas começam a ser encontradas aqui também, no Nordeste.
— Diferentes das opalas comuns, mais leitosas, essas são muito translúcidas — explica a designer de joias Yrys Albuquerque.

Petrobras vê interesse muito grande da Exxon no pré-sal, diz CEO


Petrobras vê interesse muito grande da Exxon no pré-sal, diz CEO

terça-feira, 4 de abril de 2017 19:49 BRT


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SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Exxon Mobil, maior petroleira de capital aberto do mundo, apresentou interesse em explorar áreas no pré-sal do Brasil, mas não há nenhuma negociação concreta entre a companhia e a Petrobras para uma parceria estratégica, disse nesta terça-feira o presidente da estatal brasileira, Pedro Parente. A fala do executivo foi feita após o The Wall Street Journal informar mais cedo que a Exxon e Petrobras estão negociando parcerias, de acordo com informações de pessoas próximas do assunto. "Sob o ponto de vista de trabalhos com vistas a se ter parceria estratégica, nós não temos nada de concreto com Exxon, mas certamente houve por parte deles uma manifestação de interesse muito grande na exploração do pré-sal brasileiro", disse Parente, que falou brevemente com jornalistas após evento em São Paulo. No início da noite, a estatal divulgou nota afirmando que "não há negociações em andamento para parcerias com a empresa norte-amerciana Exxon Mobil". Segundo o jornal norte-americano, os termos de negociação da Exxon, a única grande petroleira do mundo sem uma atuação significativa no Brasil, ainda precisam ser concluídos. As negociações para parcerias com a Petrobras também incluiriam potenciais compras de fatias nos blocos petrolíferos que o governo brasileiro vai leiloar este ano, de acordo com o jornal. Uma parceria com a Exxon poderia dar mais fôlego para a Petrobras, uma das companhias de petróleo mais endividadas do mundo, realizar investimentos no pré-sal, que tem sido o foco de suas atividades. A gestão de Pedro Parente na Petrobras tem privilegiado parcerias com grandes petroleiras globais. Em dezembro, a estatal assinou coma francesa total acordos avaliados em 2,2 bilhões de dólares. No ano passado, a Petrobras também vendeu fatia de 66 por cento no bloco BM-S-8, onde está a área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil, em negócio também bilionário. (Por Laís Martins)