sábado, 8 de abril de 2017

A Região Sudeste do Brasil é formada por 4 unidades da Federação

A Região Sudeste do Brasil é formada por 4 unidades da Federação:
  • Espírito Santo – Vitória (ES)
  • Minas Gerais – Belo Horizonte (MG)
  • Rio de Janeiro – Rio de Janeiro (RJ)
  • São Paulo – São Paulo (SP)
Essa região possui uma área de aproximadamente 924.511,3 km² e com uma população com cerca de 86.400.000 habitantes, o que resulta em uma densidade demográfica de 93 habitantes por km², sendo a maior do país, a região mais povoada.

Mapa da região Sudeste.
Mapa da região Sudeste.
O relevo do Sudeste é composto da planície litorânea atlântica, principalmente os estados de Espírito Santo e Rio de Janeiro, Minas Gerais é o único estado dessa região que não possui litoral. São Paulo tem sua maior parte sobre os planaltos, mas possui uma região litorânea com muita influência histórica, a região da baixada santista.
A maior parte da vegetação dessa região é formada pela Mata Atlântica, uma vegetação tropical, com espécies de alto porte devido o alto índice de umidade, mas pouco se resta dessa vegetação, sendo a mais devastada no Brasil, seus remanescentes encontram-se em unidades de conservação. Assim como a diversidade de flora, a fauna da Mata Atlântica é diversa. Em algumas áreas de Minas Gerais encontram-se vegetações de cerrado, com aparência de vegetação morta na época seca, mas voltam as tonalidades verdes com a chuva.
O Sudeste possui importantes cursos d’água de bacias hidrográficas, como a nascente do rio São Francisco localizada em Minas Gerais, o rio Tietê em São Paulo que deságua na bacia do Paraná, assim como a maior parte do Estado de São Paulo. A bacia do Atlântico Sudeste é a única que integra apenas estados dessa região, que ocorre principalmente nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O clima dessa região é em maior parte Tropical, que se divide em tropical úmido nas áreas litorâneas e nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, e tropical de altitude em São Paulo e Minas Gerais. O Estado de São Paulo é cortado pelo trópico de Capricórnio, o que faz com que uma parte mais ao sul do estado sofra influência do clima subtropical.
A Economia da Região Sudeste é a maior do país, com maior desenvolvimento desde a época colonial, já que era voltada a exploração de ouro no estado de Minas Gerais, exploração do pau-brasil na Mata Atlântica nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, após isso a época da plantação de café em São Paulo, e a chegada de indústrias com ao plano de expansão econômica por volta de 1950, que se instalaram no sudeste. É nessa região que se encontram os maiores polos industriais do país, com isso apresenta o maior PIB do Brasil, e possui as duas maiores regiões metropolitanas com São Paulo e Rio de Janeiro, que formam uma megalópole.
Com o alto desenvolvimento econômico nessa região ela foi motivo de migrações de pessoas de todo o país em busca de melhores condições de vida, formando uma grande mistura cultural no sudeste. E atualmente muitos dos migrantes estão voltando as suas regiões de origem, formando uma migração de retorno.

Zona Franca de Manaus

A Zona Franca de Manaus é uma iniciativa do governo brasileiro que objetiva estimular o desenvolvimento socioeconômico em Manaus e na Amazônia Ocidental. É o principal modelo de desenvolvimento e responsável pelo aumento da balança comercial brasileira e atração de migrantes na região.
polo-industrial-manausA Zona abrange três polos econômicos: comercial, industrial e agropecuário. Sendo o polo industrial de Manaus a principal sustentação e abrange 600 indústrias de alta tecnologia e gerou milhares de empregos diretos e indiretos. Seus produtos industriais são aparelhos celulares, de áudio e vídeo, televisores, motocicletas e vários outros.

O responsável pela idealização e articulação da criação da Zona Franca de Manaus foi o deputado federal Francisco Pereira da Silva ao propor a Lei Nº 3.173, aprovada no dia de 06 de junho de 1957 . Esta lei dava a Manaus, capital da Amazônia, um caráter de Porto Franco ou Porto Livre, que criava uma zona para armazenar ou depositar qualquer produto amazônico e instalava portos na cidade.
Contudo, a lei que impulsionaria a Zona Franca foi o Decreto Lei Nº 288/1967, que estabeleceu incentivos fiscais para criação de polo industrial, comercial e agropecuário numa área de 10 mil km², na cidade de Manaus. Este incentivo atraiu empresas multinacionais que se instalaram na região condicionando o início da industrialização de base. Este decreto ainda criou a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que é uma autarquia e funciona como agência promotora de investimento para assegurar o desenvolvimento regional.
No contexto econômico da proposta de criação da Zona Franca, o Brasil apresentava uma industrialização concentrada na região sudeste e a ideia era estimular e promover uma integração produtiva e social da Amazônia. Outra proposta era atrair contingente populacional, pois a região apresentava um vazio demográfico. E ainda, havia a necessidade de ocupar a região para assegurar a soberania do território amazônico.
A princípio a ZFM se limitava apenas a Manaus, e depois, com o Decreto Lei Nº 358/1968, estendeu os benefícios fiscais para a Amazônia Ocidental, isto é, para as demais regiões da Amazônia e para os Estados do Acre, da Rondônia e de Roraima.
São identificadas 4 fases diferentes da postura da ZFM. A primeira fase ocorre entre os anos 1967 e 1975, e remonta apenas ao estímulo de importações de bens e da formação de um mercado interno na região, concentrado apenas no comércio. Neste momento inicia a atividade industrial de base na região.
Entre 1975 e 1990 ocorre a segunda fase. Neste momento inicia-se a adoção de medidas para promover a indústria nacional através do estabelecimento de limite anual de importação, medida protecionista que supostamente incentivaria a compra de insumos dentro do país. No final de 1990, o polo industrial de Manaus registrou a geração de 80 mil empregos e faturou em torno de U$ 8,4 bilhões de dólares.
Na terceira fase, entre 1991 e 1996, com a abertura da economia brasileira e da eliminação do limite anual de produtos importados, o governo brasileiro passou a estimular a melhoria da qualidade e produtividade dos produtos manauenses para concorrer com os produtos importados. Assim, incentivou pesquisas de desenvolvimento e criou institutos para testar a qualidade e produtividade da indústria brasileira como o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO)
A quarta fase, de 1996 a 2002, é marcada por uma política nacional de adaptação ao mercado globalizado com estímulo à exportação dos produtos do polo industrial. No ano de 1996 a venda do mercado externo da região chegou a U$ 140 milhões de dólares e em 2005 atingiu U$ 2 bilhões de dólares. Nesta fase é construído um polo de bioindústrias.
Atualmente, a ZFM mantém sua política de estímulo à exportação e de pesquisa para melhorar eficiência produtiva e capacidade tecnológica e concentrando sua ação no setor de informática.
O prazo de vigência da Zona Franca de Manaus expirará em 2023, segundo a Emenda Constitucional nº 42/2003.

Serra Pelada

Serra Pelada é uma região localizada no município de Curionópolis, no sul do estado do Pará, distante cerca de 35 km da sede do município. A Serra Pelada foi considerada o maior garimpo a céu aberto do mundo, quando, na década de 1980, foi invadida por milhares de garimpeiros em busca de ouro.
Antes da chegada dos garimpeiros, o local onde está situada a Serra Pelada era, na verdade, um córrego estreito aos pés de um morro de uma fazenda chamada de Três Barras. O nome “Serra Pelada” foi emprestado de uma serra ao lado, cuja característica era a falta de árvores.

Não se sabe ao certo quando, ou quem espalhou o boato de que naquele local o ouro brotava no fundo e nas margens do córrego, e que dali eram extraídos quilos, ou mesmo toneladas de ouro. Milhares de garimpeiros chegaram à região. Calcula-se que a população envolvida direta ou indiretamente no garimpo foi maior do que 30 mil pessoas. De maio a novembro de 1980 foram retirados aproximadamente 7 toneladas de ouro. No fim do ano de 1981, já haviam sido retiradas do garimpo mais de 10 toneladas de ouro. No fim de dois anos, o estreito riacho já havia se transformado em um buraco de 100 metros de profundidade, do tamanho do estádio do Maracanã.
Devido à grande concentração de pessoas e a falta de infraestrutura na região, em maio de 1980 foi enviado o interventor federal Sebastião Rodrigues de Moura, o “major Curió”. Foi ele o responsável pela organização dentro e nos arredores do garimpo.
As condições de trabalho eram extremamente precárias. Quanto maior a profundidade do garimpo, maior o perigo de acidentes com garimpeiros. Os desmoronamentos eram frequentes. As escadas improvisadas e danificadas; os perigosos barrancos que se formaram e a inalação de poeira rica em monóxido de ferro tiraram a vida de muitos garimpeiros.
Em 1984, a profundidade do garimpo chegou a quase 200 metros. Nessa época, já não havia tanto ouro para ser extraído, sendo que a produção passou a diminuir ano após ano. Em 1990 foram extraídos do garimpo apenas 600 quilos de ouro. No ano seguinte, o direito de extrair o ouro foi devolvido para a Companhia Vale do Rio Doce, pois esta possuía os direitos de explorar a Serra Pelada, originalmente. Além disso, a Companhia recebeu uma indenização do Governo Federal, por ter tido seu direito de exploração da jazida prejudicada pela invasão dos garimpeiros.

Berílio

O metal alcalino terroso berílio é um elemento químico pertencente a família 2A da tabela periódica e símbolo Be, possui massa atômica de 9,01218 gmol-1, número atômico 4, sua configuração eletrônica 1s2, 2s2, coloração branco acinzentado, é duro, quebradiço e leve mas seu ponto  de fusão e ebulição são elevados P.E.=1278°C e P.E.=3000°C.
Descoberto por Vauquelin em 1798, após suas pesquisas com minério berilo e esmeralda, onde constatou a presença de um elemento, que só foi isolado em 1828 por Wöhler e Bussy, independentemente, por uma reação em meio alcalino e aquecido. O berílio recebe este nome em virtude do minério o qual foi isolado, porém Vauquelin ao observar o metal, nomeou-o de glucínio, porque seus compostos apresentaram sabor doce em função de conferir um caráter ácido à solução, porém berílio foi o nome mais adequado. Apesar de doces, os compostos deste elemento são extremamente tóxicos e venenosos, podendo causar doenças ao longo dos anos ou levar a óbito.


Quimicamente o berílio é medianamente reativo, não reage com água nas CNTP, necessitando ser aquecida, mesmo sendo divalente o berílio, assemelha-se muito ao alumínio e aos metais alcalino-terrosos em suas propriedades. É utilizado em ligas com o rádio como emissor de nêutrons, e como componente na fabricação do bronze, na fabricação de armas e foguetes e usado nos reatores nucleares por sua capacidade de adsorver e refletir os nêutrons no momento, da fissão nuclear do urânio.
Chadwik descobriu os nêutrons em 1932 através da liga de Ra-Be, o que levou Fermi a criar o primeiro reator nuclear de que se te notícia. O berílio está presente em águas-marinhas, esmeraldas e obviamente no berilo, são minérios de elevado preço comercial tido como jóias, a esmeralda é mais importante e mais conhecida, sua coloração verde é apresentada por possuir 2% de cromo em sua composição. A fórmula molecular da esmeralda e do berilo é a mesma, Be3Al2(SiO3)6 (Silicato de alumínio e berílio). O metal é tóxico em função de provocar o deslocamento do magnésio enzimático.

Minerais da Escala de Dureza de Mohs

A Escala de Dureza de Mohs estabelece uma classificação para um número de dez minerais em relação à dificuldade que este impõe a ser riscado, ou à retirada de partículas de sua superfície. Essa escala foi elaborada pelo mineralogista Friedrich Mohs, em 1812, a partir de dez minerais diferentes presentes na crosta terrestre. Mohs estabeleceu valores de 1 a 10, atribuindo o número um para o mineral menos duro e o número 10 para o mineral mais duro. Assim, quanto mais acima na escala estiver o mineral, maior será a sua capacidade de riscar outros minerais e menor será a sua capacidade de se deixar riscar pelos mesmos, ou seja, quanto mais acima estiver o mineral maior será a sua dureza.
A Escala de Dureza de Mohs é mostrada na tabela abaixo, juntamente com a fórmula molecular do mineral correspondente.

CLASSIFICAÇÃO
MINERAL
FÓRMULA MOLECULAR
1
Talco
Mg3Si4O10(OH)2
2
Gipsita
CaSO4·2H2O
3
Calcita
CaCO3
4
Fluorita
CaF2
5
Apatita
Ca5(PO4)3(OH-,Cl-,F-)
6
Feldspato
KAlSi3O8
7
Quartzo
SiO2
8
Topázio
Al2SiO4(OH-,F-)2
9
Coríndon
Al2O3
10
Diamante
C
Escala de Dureza de Mohs, com Fórmulas Moleculares dos minerais.
Com relação ao talco, o mineral natural de menor dureza, trata-se de um mineral filossilicato, que cristaliza em um sistema monoclínico, sendo esta cristalização muito rara. Possui coloração variável do branco ao cinzento, sendo também encontrado em outras colorações. “Por se tratar de um produto natural e sem tratamento químico, não oferece riscos desde que sejam respeitadas as normas de transporte, manuseio, conservação, armazenamento e descarte do produto. Este produto não tem prazo de validade definido, desde que armazenado adequadamente. As especificações dos tipos de embalagens são: embalagem de papel valvulado com 2 ou 3 folhas, confeccionando em papel Kraft natural”1.
Com relação ao diamante, o mineral de mais alta dureza, trata-se de uma das formas alotrópicas do carbono. Cristaliza normalmente em uma estrutura cúbica e pode ser obtido industrialmente, em um processo de alto custo. Devido à sua elevada dureza (aproximadamente 1500 vezes mais duro do que o talco) é utilizado como material abrasivo. “O diamante possui uma estrutura extremamente unida e com ligações fortes, na qual, cada um dos átomos está unido a outro por ligações covalentes poderosas e altamente direcionadas a quatro carbonos vizinhos, dispostos nos vértices de um tetraedro regular (com orbitais híbridos do tipo sp3)”2. O diamante pode ser convertido em grafite, sob baixas pressões, sob temperaturas de aproximadamente 1500°C e atmosfera inerte.
Dessa forma, qualquer outro mineral natural poderá ser encaixado na Escala de Dureza de Mohs, sendo mais duro do que o talco e menos duro do que o diamante.