Gemas do Brasil: Tudo sobre pedras preciosas, garimpo (ouro, diamante, esmeralda, opala), feiras e cursos de Gemologia online Hotmart. Aprenda a ganhar dinheiro com gemas no país mais rico do mundo.
Saiba quem são as mulheres mais ricas da atualidade e como elas chegaram ao topo
Embora o mercado, de uma maneira geral, ainda seja fortemente dominado pelos homens, as mulheres buscam cada vez mais o seu lugar ao sol. Com isso, se antes as listas de grandes investidores e bilionários do mundo eram quase que exclusivamente dominadas por homens, já não é incomum ver mulheres ocupando posições diversas nas seleções dos mais ricos.
Seja pelo recebimento de heranças ou pela construção da própria fortuna, as mulheres mais ricas do mundo são fontes de inspiração para quem deseja chegar ao sucesso. Elas ocupam desde áreas tradicionalmente masculinas, como a exploração de recursos naturais, até áreas diversificadas, como a tecnologia.
A diversidade do Vale do Rio Tapajós foi um dos grandes responsáveis pela ocupação de Itaituba, que hoje ostenta títulos como Cidade Pepita e Província Mineral. A história de cada morador do município tem uma passagem pelo garimpo, algumas bem-sucedidas, outras nem tanto. Maria de Lourdes Linhares da Silva viveu as duas experiências. Ainda mocinha, deixou o Maranhão rumo a Itaituba para trabalhar no garimpo, onde o irmão já estava há algum tempo. Não tinha ideia do que era uma mina de extração de ouro.
Foto: Sergio Castro/Estadão
SCA9355 21/05/2014 - ITAITUBA - ECONOMIA - ESPECIAL DOMINICAL - ITAITUBA/HIDRELETRICA - Fotos beneficiamento de pó de ouro em barra em casa de compra de ouro na cidade de Itaituba, na margem do rio Tapajós(PA).FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.
Ao chegar no local, foi encaminhada para uma casa de prostituição. Por sorte, foi resgatada pelo irmão, que queria enviá-la de volta para o Maranhão. Mas Maria de Lourdes bateu o pé e encontrou uma forma de ganhar dinheiro: cozinhava, lavava e passava para os garimpeiros. Em troca recebia ouro. “Juntei 150 gramas (de ouro), fui para Manaus, comprei várias mercadorias e comecei a vender no garimpo.” Aos poucos, montou uma loja para atender os trabalhadores. “Com o dinheiro, comprei terra e casa em Itaituba”, conta ela.
Personagens como Maria de Lourdes estão espalhados por todos os cantos de Itaituba. Nem todos, no entanto, gostam de falar do garimpo. Muitos fizeram do ouro o trampolim para negócios mais sólidos. Viraram donos de empresas de aviões, comércio e restaurantes. Muitos garimpeiros, no entanto, continuam sem dinheiro e sem patrimônio. Reinvestiram tudo na exploração de ouro, sonhando em fazer uma fortuna que até hoje não veio.
Na cidade do ouro, as caminhonetes (nacionais e importadas) - sonho de consumo de muitos brasileiros - representam 30% dos automóveis e comerciais leves. Os moradores dizem que muitos não têm casa própria, mas têm uma caminhonete “traçada” (com tração nas quatro rodas). Uma Hilux 2010, por exemplo, está na casa de R$ 99 mil. Economia. Hoje a mineração e o comércio de ouro representam mais da metade da economia de Itaituba, por onde circulam entre 400 e 800 quilos do metal por mês. “Infelizmente, uma parte vem do garimpo ilegal”, afirma o presidente da Associação Nacional do Ouro (Anore), Dirceu Frederico.
Foto: Sergio Castro/Estadão
SCA9576 21/05/2014 - ITAITUBA - ECONOMIA - ESPECIAL DOMINICAL - ITAITUBA/HIDRELETRICA - Fotos beneficiamento de pó de ouro em barra em casa de compra de ouro na cidade de Itaituba, na margem do rio Tapajós(PA).FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.
Ele conta que há cerca de 430 pistas de pouso no Vale do Tapajós e 600 pontos de exploração do mineral na região, considerada a maior área em extensão territorial do mundo com registro de ouro. “Ali também temos o mais antigo vulcão do mundo, o que possivelmente pode explicar a diversidade geológica que há na área, com ocorrência de ouro, diamante, ametista, ferro, manganês, entre outros”, diz Frederico.
Toda essa diversidade tem reflexos em Itaituba. Numa das ruas principais da cidade, na Travessa 13 de Maio, entre lojas de armarinho, restaurantes e hotéis, vários Distribuidores de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) e joalherias se destacam com letras garrafais anunciando a compra de “Ouro”. Num passeio pelas ruas da cidade é muito comum encontrar funcionários das lojas beneficiando o ouro ou pessoas encomendando joias exclusivas.
São dezenas de lojas, instaladas ao lado do concorrente. Algumas não seguem as regras para a compra de ouro, como a exigência de certificações para a exploração. Normalmente, essas lojas pagam mais pelo ouro do que as lojas legalizadas. “Se na bolsa o ouro está R$ 91, as lojas legalizadas compram por R$ 87,5 o grama. As demais compram por R$ 90. Esse ouro está indo para outros mercados que não é o de joias”, diz o presidente da Anore.
Frederico afirma que boa parte da exploração no Vale do Rio Tapajós é feita de forma manual, sem grandes tecnologias. Alguns usam escavadeiras hidráulicas, que melhoram a produtividade da mineração. Mas são poucas as grandes empresas que estão na região, afirma Frederico. “Nos últimos 60 anos, foram extraídos cerca de 700 toneladas de ouro do Tapajós. Podemos dizer que isso representa um terço do potencial da região. Ainda há um potencial magnífico a ser explorado.”
No fim do século XVII a produção açucareira no Brasil enfrenta uma séria crise devido à prosperidade dos engenhos açucareiros nas colônias holandesas, francesas e inglesas da América Central. Como Portugal dependia, e muito, dos impostos que eram cobrados da colônia a Coroa passou a estimular seus funcionários e demais habitantes, principalmente os do Planalto de Piratininga, atual São Paulo, a desbravar as terras ainda desconhecidas em busca de ouro e pedras preciosas.
A primeira grande descoberta deu-se nos sertões de Taubaté, em 1697, quando o então governador do Rio de Janeiro Castro Caldas anunciou a descoberta de “dezoito a vinte ribeiro de ouro da melhor qualidade” pelos paulistas. Neste mesmo ano, em janeiro, a Coroa havia enviado a Carta Régia onde prometia ajuda de custos de R$ 600.000/ano ao Governador Arthur de Sá para ajudar nas buscas pelos metais preciosos.
Iniciou-se então a primeira “corrida do ouro” da história moderna. A quantidade de gente deixando Portugal para vir ao Brasil era tanta que em 1720 D. João V criou uma lei para controlar a saída dos portugueses, como a proibição da emigração de portugueses do noroeste de Portugal, bem como autorizações especiais e passaportes para outros casos. De 300 mil habitantes em 1690, a colônia passara a cerca de 2.000.000.
Durante o século XVIII, auge do período de exploração do ouro no Brasil, diversos povoamentos foram fundados. Esta foi a medida encontrada pela Coroa para tentar acalmar um pouco o verdadeiro caos que se instalara na colônia com cidades inteiras sendo abandonadas por seus habitantes que saíam em busca de ouro nos garimpos.
Após a queda de produção do sistema de exploração aurífera de aluvião, passou a ser necessárias técnicas mais refinadas que exigiam a permanência por maior período do garimpeiro junto aos locais de exploração o que também contribuiu para o estabelecimento das vilas.
É nesse período que são fundadas as Vilas de São João Del Rei, do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, Vila Real de Sabará, de Pitanguí e Vila Rica de Ouro Preto, atual Ouro Preto, além de outras.
Porém, a Coroa, que já impusera o imposto do Quinto quando do começo das explorações, onde exigia que um quinto de tudo que fosse extraído seria dela por direito, ainda resolvera completar a carga tributária com mais impostos gerando uma série de insatisfações (incluindo a Inconfidência Mineira, que teve na exploração da metrópole um de seus principais motivos).
A exploração do ouro no Brasil teve grande importância porque deslocou o eixo político-econômico da colônia para região sul-sudeste, com o estabelecimento da capital no Rio de Janeiro. Outro fator importante foi a ocupação das regiões Brasil adentro e não apenas no litoral como se fazia até então. A exploração aurífera possibilitou ainda, um enorme crescimento demográfico e o estabelecimento de um comércio/mercado interno, uma vez que os produtos da colônia não eram mais apenas para exportação como ocorria com o açúcar e o tabaco do nordeste e fez com que surgisse a necessidade de uma produção de alimentos interna que pudesse suprir as necessidades dos novos habitantes. Ainda um último aspecto importante da explosão demográfica provocada pelo período de exploração do ouro no Brasil colônia, foi a questão do desenvolvimento de uma classe média composta por artesãos, artistas, poetas e intelectuais que contribuíram para o grande desenvolvimento cultural do Brasil naquela época.
A Região Sudeste do Brasil é formada por 4 unidades da Federação:
Espírito Santo – Vitória (ES)
Minas Gerais – Belo Horizonte (MG)
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo – São Paulo (SP)
Essa região possui uma área de aproximadamente 924.511,3 km² e com uma população com cerca de 86.400.000 habitantes, o que resulta em uma densidade demográfica de 93 habitantes por km², sendo a maior do país, a região mais povoada.
Mapa da região Sudeste.
O relevo do Sudeste é composto da planície litorânea atlântica, principalmente os estados de Espírito Santo e Rio de Janeiro, Minas Gerais é o único estado dessa região que não possui litoral. São Paulo tem sua maior parte sobre os planaltos, mas possui uma região litorânea com muita influência histórica, a região da baixada santista.
A maior parte da vegetação dessa região é formada pela Mata Atlântica, uma vegetação tropical, com espécies de alto porte devido o alto índice de umidade, mas pouco se resta dessa vegetação, sendo a mais devastada no Brasil, seus remanescentes encontram-se em unidades de conservação. Assim como a diversidade de flora, a fauna da Mata Atlântica é diversa. Em algumas áreas de Minas Gerais encontram-se vegetações de cerrado, com aparência de vegetação morta na época seca, mas voltam as tonalidades verdes com a chuva.
O Sudeste possui importantes cursos d’água de bacias hidrográficas, como a nascente do rio São Francisco localizada em Minas Gerais, o rio Tietê em São Paulo que deságua na bacia do Paraná, assim como a maior parte do Estado de São Paulo. A bacia do Atlântico Sudeste é a única que integra apenas estados dessa região, que ocorre principalmente nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O clima dessa região é em maior parte Tropical, que se divide em tropical úmido nas áreas litorâneas e nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, e tropical de altitude em São Paulo e Minas Gerais. O Estado de São Paulo é cortado pelo trópico de Capricórnio, o que faz com que uma parte mais ao sul do estado sofra influência do clima subtropical.
A Economia da Região Sudeste é a maior do país, com maior desenvolvimento desde a época colonial, já que era voltada a exploração de ouro no estado de Minas Gerais, exploração do pau-brasil na Mata Atlântica nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, após isso a época da plantação de café em São Paulo, e a chegada de indústrias com ao plano de expansão econômica por volta de 1950, que se instalaram no sudeste. É nessa região que se encontram os maiores polos industriais do país, com isso apresenta o maior PIB do Brasil, e possui as duas maiores regiões metropolitanas com São Paulo e Rio de Janeiro, que formam uma megalópole.
Com o alto desenvolvimento econômico nessa região ela foi motivo de migrações de pessoas de todo o país em busca de melhores condições de vida, formando uma grande mistura cultural no sudeste. E atualmente muitos dos migrantes estão voltando as suas regiões de origem, formando uma migração de retorno.
A Zona Franca de Manaus é uma iniciativa do governo brasileiro que objetiva estimular o desenvolvimento socioeconômico em Manaus e na Amazônia Ocidental. É o principal modelo de desenvolvimento e responsável pelo aumento da balança comercial brasileira e atração de migrantes na região. A Zona abrange três polos econômicos: comercial, industrial e agropecuário. Sendo o polo industrial de Manaus a principal sustentação e abrange 600 indústrias de alta tecnologia e gerou milhares de empregos diretos e indiretos. Seus produtos industriais são aparelhos celulares, de áudio e vídeo, televisores, motocicletas e vários outros.
O responsável pela idealização e articulação da criação da Zona Franca de Manaus foi o deputado federal Francisco Pereira da Silva ao propor a Lei Nº 3.173, aprovada no dia de 06 de junho de 1957 . Esta lei dava a Manaus, capital da Amazônia, um caráter de Porto Franco ou Porto Livre, que criava uma zona para armazenar ou depositar qualquer produto amazônico e instalava portos na cidade.
Contudo, a lei que impulsionaria a Zona Franca foi o Decreto Lei Nº 288/1967, que estabeleceu incentivos fiscais para criação de polo industrial, comercial e agropecuário numa área de 10 mil km², na cidade de Manaus. Este incentivo atraiu empresas multinacionais que se instalaram na região condicionando o início da industrialização de base. Este decreto ainda criou a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que é uma autarquia e funciona como agência promotora de investimento para assegurar o desenvolvimento regional.
No contexto econômico da proposta de criação da Zona Franca, o Brasil apresentava uma industrialização concentrada na região sudeste e a ideia era estimular e promover uma integração produtiva e social da Amazônia. Outra proposta era atrair contingente populacional, pois a região apresentava um vazio demográfico. E ainda, havia a necessidade de ocupar a região para assegurar a soberania do território amazônico.
A princípio a ZFM se limitava apenas a Manaus, e depois, com o Decreto Lei Nº 358/1968, estendeu os benefícios fiscais para a Amazônia Ocidental, isto é, para as demais regiões da Amazônia e para os Estados do Acre, da Rondônia e de Roraima.
São identificadas 4 fases diferentes da postura da ZFM. A primeira fase ocorre entre os anos 1967 e 1975, e remonta apenas ao estímulo de importações de bens e da formação de um mercado interno na região, concentrado apenas no comércio. Neste momento inicia a atividade industrial de base na região.
Entre 1975 e 1990 ocorre a segunda fase. Neste momento inicia-se a adoção de medidas para promover a indústria nacional através do estabelecimento de limite anual de importação, medida protecionista que supostamente incentivaria a compra de insumos dentro do país. No final de 1990, o polo industrial de Manaus registrou a geração de 80 mil empregos e faturou em torno de U$ 8,4 bilhões de dólares.
Na terceira fase, entre 1991 e 1996, com a abertura da economia brasileira e da eliminação do limite anual de produtos importados, o governo brasileiro passou a estimular a melhoria da qualidade e produtividade dos produtos manauenses para concorrer com os produtos importados. Assim, incentivou pesquisas de desenvolvimento e criou institutos para testar a qualidade e produtividade da indústria brasileira como o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO)
A quarta fase, de 1996 a 2002, é marcada por uma política nacional de adaptação ao mercado globalizado com estímulo à exportação dos produtos do polo industrial. No ano de 1996 a venda do mercado externo da região chegou a U$ 140 milhões de dólares e em 2005 atingiu U$ 2 bilhões de dólares. Nesta fase é construído um polo de bioindústrias.
Atualmente, a ZFM mantém sua política de estímulo à exportação e de pesquisa para melhorar eficiência produtiva e capacidade tecnológica e concentrando sua ação no setor de informática.
O prazo de vigência da Zona Franca de Manaus expirará em 2023, segundo a Emenda Constitucional nº 42/2003.