segunda-feira, 10 de abril de 2017

DIAMANTES FAMOSOS Parte I

DIAMANTES FAMOSOSParte I


História, perfeição e dimensão são alguns dos fatores que serviram para transformar alguns diamantes em jóias excepcionais e místicas:
  • Diamante Tiffany , 128, 5 quilates - Este célebre diamante é considerado como um amuleto para a famosa maison norte-americana. Encontrado nas minas do Cabo da Boa Esperança (atualmente Kimberley) através da prospecção da Companie Française des Mines de Diamants na forma de um octaedro de 287,42 quilates, em 1877 ou 1878, foi enviado á Paris para ser lapidado, trabalho que demandou um ano de estudos da gema. O resultado é um magnífico trabalho de lapidação com 82 facetas que destacam a cor amarela do diamante. O diamante é peça principal da jóia Bird on a Rock , criada pelo designer francês Jean Schlumberger e faz parte da Coleção Tiffany & Co.
  • Belo Sancy, 35 quilates – Menos conhecido do que o diamante Sancy, ou Grande Sancy, que se encontra no Museu do Louvre, o Belo Sancy (também chamado de Pequeno Sancy) é uma gema excepcional, por sua história. O diamante apareceu em registros, pela primeira vez, em 1595, quando o Seigneur de Sancy, Nicolas Harlay de Sancy, futuro Ministro das Finanças do rei francês Henrique IV, o coloca à venda. Em 1604 ele é finalmente comprado pela rainha Maria de Médicis por uma soma de 25.000 escudos de ouro, apesar de ter sido estimado pelo dobro deste valor. A rainha o porta na sua coroa. Em 1642, após a morte de Maria de Médicis, suas jóias são postas à venda e o Belo Sancy é comprado por Frederico-Henrique de Orange Nassau, príncipe holandês. Em 1702, a gema passa, por herança, a Frederico II de Hohenzollern, primeiro rei da Prússia. O diamante, qualificado de "belo" em razão da perfeição de sua lapidação, faz parte até hoje da família Hohenzollern , na Alemanha.
  • O Incomparável, 407,48 quilates – A gema foi encontrada na República Democrática do Congo na década de 80 do século passado. Depois de quatro anos de trabalho, os profissionais encarregados da lapidação finalmente decidiram remover as partes que continham impurezas e, assim, obter um diamante menor, mas perfeito. O Incomparável, oficialmente, é o terceiro maior diamante conhecido no mundo e pertence à companhia ZALE Corporation, dirigida pelo diamantário nova-iorquino Marvin Samuels. O maior diamante do mundo , classificado na mesma categoria de cor do Incomparável, a champagne, é o Golden Jubilee, que pesa 545,67 quilates e embeleza o cetro do rei da Tailândia.
  • O Mouna, 112,53 quilates – Este diamante, cujo nome vem de sua antiga proprietária, Mouna Ayob, é, dentre as gemas de grande talhe, um dos diamantes amarelos de cor mais intensa que existem. Sua maravilhosa coloração é de um intenso amarelo-alaranjado, foi montada em jóia pela maison Bulgari e faz parte de uma coleção privada.

DIAMANTES FAMOSOS Parte II

DIAMANTES FAMOSOSParte II



  • Olho do TigreO Olho do Tigre, 61,50 quilates – Este diamante distingue-se pela sua cor marrom - dourada que, ao refletir a luz, lembram as cores presentes nos olhos de um tigre. Descoberto no rio Vaal, perto de Kimberley – África do Sul - em 1913, seu peso bruto era de 178,50 quilates. A gema lapidada em um talhe derivado do brilhante, foi montada em jóia em forma da aigrette de um turbante, em 1934. Atualmente, faz parte de coleção privada.

  • O Banjarmasin, 40 quilates – Este diamante é um dos maiores diamantes encontrados em Bornéu. A mina onde foi encontrado pertencia ao sultão Adam de Banjarmasin e o diamante passou a fazer parte do tesouro real a partir de 1824. Após a morte do sultão, a região entrou em uma guerra civil que só terminou com a intervenção colonialista holandesa. Consequentemente, o diamante e outros tesouros reais foram confiscados e levados para Rotterdam em 1862. Atualmente, integra a coleção do Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda.

  • DutoitspanO Dutoitspan, ou O Diamante SeisUmSeis, 616 quilates – Esta maravilhosa gema é o maior diamante conservado bruto. O Grupo De Beers optou por não lapidá-lo, para o conservar como um tesouro de história natural. Este cristal, encontrado em abril de 1974 na mina de Dutoitspan, em Kimberley - África do Sul - possui uma bela forma octaédrica. Coleção DTC.

  • O Tavernier, 56,07 quilates – Para comemorar o século XXI, a Maison Cartier revelou este diamante ao mundo. Montada em uma jóia desenhada por Micheline Kanoui, sua aparição pública causou sensação. O Tavernier é um diamante de um tipo muito raro, chamado de "camaleão", pois sua cor muda de acordo com a qualidade da luz. De um delicado marrom-amarelado à luz artificial, adquire nuances azuladas à luz solar e ainda podem-se descobrir nele tons marrom-rosados. O nome da gema é uma homenagem ao explorador e comerciante de diamantes francês Jean-Baptiste Tavernier (1605-1689). Foi na Índia que Tavernier adquiriu o famoso Diamante Azul que fez parte das jóias da Coroa da França. Roubado em 1792, reapareceu no século XIX sob o nome de Hope, montado em jóia pela Maison Cartier. Atualmente o Hope faz parte da coleção do Instituto Smithsonian em Washington, EUA.

Chinesa ZEPC negocia entrada na hidrelétrica de Belo Monte, dizem fontes

Chinesa ZEPC negocia entrada na hidrelétrica de Belo Monte, dizem fontes


 


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Por Reuters SÃO PAULO (Reuters) - A chinesa Zhejiang Electric Power Construction (ZEPC) tem negociado a possibilidade de adquirir ao menos uma fatia na hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que quando concluída será uma das maiores do mundo, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto. A usina do rio Xingu, que receberá cerca de 35 bilhões de reais em investimentos, tem como principais acionistas a estatal federal Eletrobras, as elétricas Neoenergia, Cemig, Light, além da mineradora Vale e os fundos de pensão Petros e Funcef. Na semana passada, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., admitiu a jornalistas que sócios de Belo Monte têm buscado interessados em comprar suas fatias na usina. Na ocasião, ele disse que a Eletrobras irá aguardar essas tratativas para decidir se adere à transação. Se a empresa chinesa estiver disposta a comprar uma participação controladora, ela teria que oferecer a mesma oferta aos demais sócios, o que poderia elevar o valor do negócio. Isso explica também por que a Eletrobras está aguardando os desdobramentos das negociações. As fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque as conversas são sigilosas, disseram que as negociações estão em andamento, mas não citaram valores. A hidrelétrica de Belo Monte já possui dez máquinas em operação, mas a conclusão total do projeto é estimada para 2019. A usina recebeu investimentos de 31,6 bilhões de reais até o final de 2016, de um total de 35,2 bilhões de reais previstos até o final da obra, segundo a Eletrobras. Uma das fontes disse que os acionistas estão insatisfeitos com as perspectivas do empreendimento, que ainda não gera lucro e ao mesmo tempo tem exigido constantes aportes de capital. Os planos de algumas empresas para sair de Belo Monte vêm também em um momento em que muitos dos acionistas passam por dificuldades financeiras ou movimentos de reestruturação. Cemig e Vale têm falado em realizar desinvestimentos para reduzir dívidas, assim como a Eletrobras, enquanto os fundos de pensão Petros e Funcef têm revisto o portfólio de ativos após perdas. Procurada, a Norte Energia, que reúne os sócios, disse que informações sobre eventual venda não passam pela companhia e devem ser tratadas junto aos acionistas. A Eletrobras disse que está preparada para exercer ou não seu direito de tag along no empreendimento, mas ressaltou que não comenta as negociações dos demais sócios. A Neoenergia afirmou que "não há nenhuma negociação em curso". Cemig, Light, Petros e Funcef não retornaram pedidos de comentário. A Vale não quis comentar. O site da ZEPC, que tem negócios em energia térmica e hidrelétrica na China e no exterior, afirma que o objetivo da empresa é "constituir-se em uma companhia de engenharia de primeira classe na China e ter certa influência internacional na engenharia elétrica e outros segmentos de infraestrutura". Não foi possível encontrar um porta-voz da ZEPC para comentar imediatamente. USINA DE PROBLEMAS A usina de Belo Monte tem acumulado problemas que ajudam a explicar o interesse de acionistas em deixar o negócio. O empreendimento é alvo de investigações da Operação Lava Jato, em que autoridades apuram um enorme escândalo de corrupção no Brasil. A usina também tem enfrentado diversas ações judiciais por impactos socioambientais. Nesta sexta-feira, a Reuters publicou que uma decisão judicial suspendeu a licença de operação da hidrelétrica. À parte essas disputas, a Norte Energia ainda viu o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) travar a liberação de 2 bilhões de reais que seriam utilizados para concluir a usina, o que tem obrigado os sócios a colocar mais dinheiro nas obras. O contrato entre Norte Energia e BNDES previa a liberação dos recursos apenas se Belo Monte conseguisse vender a um preço pré-determinado uma parte de sua energia que ainda está descontratada, o que ainda não ocorreu. Parte dos acionistas tenta obrigar a Eletrobras a comprar a energia para assim liberar os recursos do BNDES. O assunto atualmente é alvo de uma disputa em processo de arbitragem. Os chineses, por sua vez, têm demonstrado forte apetite para grandes projetos hidrelétricos e de infraestrutura pelo mundo, com os quais podem vender equipamentos e ampliar sua presença global. SANTO ANTÔNIO Outra importante usina do Brasil, a hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, também está no alvo de uma empresa chinesa, a State Power Investment Corporation (SPIC), disse uma terceira fonte à Reuters, confirmando informações que circulam no mercado. O jornal O Estado de S.Paulo publicou em fevereiro que a SPIC estaria próxima de fazer uma proposta pela usina. Na semana passada, Ferreira, da Eletrobras, disse que a usina em Rondônia, uma das maiores do Brasil, já recebeu uma oferta não vinculante e que uma proposta vinculante pode ser apresentada até abril. A SPIC entrou no Brasil em 2016, com a compra de ativos de energia eólica da australiana Pacific Hydro no país. Orçada em cerca de 20 bilhões de reais, Santo Antônio tem como acionistas a Eletrobras, além de Cemig, Odebrecht e SAAG Investimentos. A Odebrecht Energia disse que "seguem as negociações para alienação de sua participação" na usina, "com o movimento natural de entrada e saída de alguns interessados na aquisição dos ativos". "No grupo de potenciais compradores, há, entre outros interessados, companhias chinesas", adicionou. A Eletrobras disse que não comenta movimentações dos sócios. A Cemig não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A SAAG disse que não vai comentar. Não foi possível contatar imediatamente representantes da SPIC.

JDL e Luna Gold ofertarão C$ 15 milhões em títulos

JDL e Luna Gold ofertarão C$ 15 milhões em títulos


A JDL Gold e a Luna Gold anunciaram que, em conexão com a combinação de negócios e o financiamento de investimento privado anunciado em 1 de Fevereiro de 2017, a JDL firmaram um contrato com a Haywood Securities Inc. e a National Bank Financial Inc. (em conjunto, os “Co-Lead Underwriters”), em nome de um consórcio de subscritores (coletivamente  com os Co-Lead Underwriters, ), para um acordo de compra e colocação privada de recibos de subscrição no valor de 15 milhões de dólares canadenses.
A Companhia também concedeu aos subscritores uma opção, exercível total ou parcialmente até 48 horas antes do fechamento da oferta, para a compra de até 2,5 milhões de recibos de subscrição adicionais, no valor de 5 milhões de dólares canadenses. Além disso, devido à demanda substancial, a colocação privada de recibos de subscrição anteriormente anunciada anteriormente foi aumentada para 50 milhões de dólares canadenses.
 A JDL emitirá recibos de subscrição a um preço de C$ 2,00 por unidade e cada Recibo dará direito ao titular de receber automaticamente, no momento do fechamento da Operação, sem qualquer ação adicional por parte do detentor e sem pagamento de contraprestação adicional, uma Unidade, compreendendo uma ação ordinária da JDL e uma garantia de compra de ações ordinárias cotada pela JDL.
Cada Bônus dará direito ao titular de adquirir uma Ação Ordinária a um preço de exercício de C$ 3.00 com data de vencimento de 6 de outubro de 2021. As Ações Ordinárias e Bônus emitidos na conversão dos Recibos de Subscrição podem ser negociados pelos detentores através da TSX Venture Exchange (“TSX-V”) e não estarão sujeitas a um período de retenção legal. Uma comissão de 5% será paga aos subscritores em conexão com o negócio de compra da colocação privada.
O fechamento do financiamento está sujeito a condições usuais, incluindo a aprovação pela TSX-V. Após a conclusão da combinação de negócios e do financiamento, os recursos serão usados ​​para pagamento de dívida e para a exploração e desenvolvimento do projeto de ouro Aurizona, bem como para fins gerais de capital corporativo e de capital de giro.
A JDL e a Luna Gold firmaram um contrato de acordo para combinar seus negócios, criando uma empresa de mineração de ativos múltiplos. Nos termos do Acordo, a JDL adquirirá todas as ações em circulação da Luna Gold em troca de 1.105 ações ordinárias da JDL.
A empresa combinada pretende mudar seu nome para Trek Mining Inc. e espera ser negociada na TSX-V sob o símbolo “TREK”. A Trek terá boa posição financeira, sem débito em dinheiro, e estará fortemente posicionada para avançar para a produção em seu projeto de ouro Aurizona. O aumento do financiamento também permitirá que a Trek planeje um programa de exploração mais amplo em Aurizona, com foco em alvos prontos para a perfuração.
Fonte: Brasil Mineral

Setor de mineração se entusiasma com promessas de Trump

Setor de mineração se entusiasma com promessas de Trump


Quando Donald Trump venceu a eleição para presidente dos Estados Unidos, em novembro, foi um momento animador para Ivan Glasenberg. O diretor-presidente da Glencore PLC, uma das maiores mineradoras e trading de commodities do mundo, acredita que o programa de US$ 1 trilhão em investimentos em infraestrutura proposto por Trump poderia impulsionar os preços dos minerais que a empresa suíça extrai e negocia, de acordo com pessoas a par do assunto.
O entusiasmo com a proposta de Trump é amplamente compartilhado no setor mundial de mineração, segundo entrevistas feitas esta semana pelo The Wall Street Journal com mais de uma dezena de executivos e especialistas durante o evento Investindo nas Minas Africanas Indaba, o principal do setor no mundo. O governo Trump foi um tema constante no evento, alimentando discussões políticas em painéis e conversas em geral.
As ações das empresas de mineração subiram bastante desde a eleição de Trump. Tanto o portfólio do BlackRock World Mining Trust, da gestora de fundos BlackRock Inc., um dos maiores detentores de ações do setor, quanto o Índice S&P de Metais e Mineração, acumulam alta superior a 20% desde a eleição. Isso comparado com o ganho de 9,4% da Média Industrial Dow Jones.
As metas de gastos de Trump, assim como seus planos de reduzir as regulações impostas sobre recursos emissores de carbono, como o carvão, podem beneficiar a indústria global, dizem executivos de mineradoras. “Para mim, as políticas [de Trump] soam amigáveis para a mineração”, diz Neal Froneman, diretor-presidente da Sibanye Gold Ltd., mineradora sul-africana. Sibanye fez a sua primeira incursão nos EUA depois da eleição de Trump, anunciando planos para comprar a mineradora americana de platina e paládio Stillwater Mining Co. por US$ 2,2 bilhões. O negócio começou a andar após a eleição de Trump, segundo Froneman.
Os planos de Trump de gastar US$ 1 trilhão em estradas, pontes, aeroportos e outras obras de infraestrutura ainda não se materializaram em uma legislação. Os gastos em infraestrutura têm sido mais apoiados pelos Democratas do que pelos Republicanos no poder e é parte de uma vasta e complicada agenda que inclui uma reforma fiscal e uma possível revogação do “Affordable Care Act”, a lei de saúde criada por Barack Obama que ficou conhecida como “Obamacare”.
“À media que o presidente continua avançando sua agenda de “Comprar nos EUA, contratar nos EUA”, que inclui investimentos significativos em infraestrutura, vamos continuar a ver resultados”, disse a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Lindsay Walters.
Durante a campanha, Trump disse ser é “a última aposta dos mineradores”. O plano de Trump para o setor define que sua meta é “maximizar o uso dos recursos americanos” e ressuscitar “a indústria de carvão americana, que vem sendo prejudica há muito tempo”.
As perspectivas para os mineradores de carvão dos EUA foram reduzidas drasticamente ao longo dos últimos anos, à medida que o gás natural, abundante e barato, foi substituindo o carvão como principal opção energética no país.
De forma mas ampla, as mineradoras também foram afetadas pela queda nos preços das commodities em 2015, com a desaceleração da China. Os preços subiram no ano passado e executivos presentes no evento na África do Sul disseram esperar que os preços permaneçam estáveis no curto prazo.
Há razões que vão além da vitória de Trump para o atual otimismo no setor de mineração, assim como para a alta das ações dessas empresas. O mais importante é o estímulo do governo chinês, que tem ampliado a demanda no maior mercado consumidor de commodities. Somente o apoio de Trump não basta para colocar a indústria mineradora de volta nos trilhos. Nos EUA, a dificuldade que o setor de carvão tem enfrentado para se manter competitivo vai além das regulações ambientais que o novo governo pretende amenizar.
Mas alguns executivos dizem que Trump pode acabar prejudicando, não ajudando o setor. Eles temem o impulso protecionista de Trump, incluindo as ameaças de elevar os impostos de produtos importados da China e outros lugares. Tais medidas podem desencadear guerras comerciais, reduzindo o crescimento e a demanda por recursos naturais, de acordo com os executivos.
Mark Cutifani, diretor-presidente da mineradora britânica Anglo American PLC, diz que o governo Trump precisa ser mais claro sobre suas políticas e metas comerciais. “Até o momento, a mensagem está confusa”, diz ele. Seu conselho para Trump: “Não pressione o mundo em direção ao protecionismo.” Outra preocupação é com relação ao dólar. Um aumento no crescimento da economia dos EUA poderia valorizar a moeda americana, que é usada para definir o preço da maioria das commodities mundo afora. Um dólar forte geralmente pressiona a demanda dessas commodities para baixo e prejudica as mineradoras.
Um aumento nos impostos de importação nos EUA provavelmente teria implicações fortes nos preços das commodities no mundo todo e poderia fazer que o dólar disparasse mais de 10% em relação a outras moedas, segundo Robert Ryan, vice-presidente da firma canadense de dados financeiros BCA Research.
Algumas mineradoras de ouro, especialmente, estão preocupadas. Quando o dólar sobe, a cotação do ouro geralmente cai. “Toda a sua política parece ser voltada para dentro, direcionada para fortalecer os EUA”, o que poderia pressionar a valorização do dólar, diz Mark Bristow, diretor-presidente da Randgold Resources, mineradora de ouro africana.
Outros dizem que as incertezas com relação às políticas de Trump poderiam ser benéficas para o ouro. “Tudo o que precisamos é um bom tweet todo fim de semana” para manter os preços do ouro em alta, diz Srinivasan Venkatakrishnan, diretor-presidente da AngloGold Ashanti Ltd., da África do Sul, referindo-se ao prolífico uso do Twitter pelo presidente americano para abordar uma ampla gama de tópicos — geralmente adotando uma linguagem contundente.
“A incerteza geralmente ajuda a alimentar o preço do ouro”, acrescenta Venkatakrishnan.
Fonte: WSJ