segunda-feira, 10 de abril de 2017

Ciclone interrompe mineração e força moradores a buscar abrigo em Nova Caledônia

Ciclone interrompe mineração e força moradores a buscar abrigo em Nova Caledônia


Ventos de ciclone e chuvas fortes atingiram a Nova Caledônia nesta segunda-feira, levando os moradores do território francês do sul do oceano Pacífico a procurar abrigo e interrompendo a mineração de níquel, principal item de exportação do local. O ciclone Cook se abateu sobre a ilha principal quase ao mesmo tempo em que a maré alta, gerando ventos de até 200 km/h, derrubando coqueiros que bloquearam ruas e forçando os moradores a se abrigar em locais fechados.
“Neste momento estamos no olho da tempestade, está calmo, mas antes o vento estava forte e a chuva estava pesada”, disse David Sigal à Reuters depois de se abrigar na prefeitura de Poindimie, cerca de 50 quilômetros ao norte de onde a tempestade tocou o solo. Inundações e ondas de até 10 metros também foram previstas pelos meteorologistas.
“A ameaça à Nova Caledônia é muito séria”, alertou o serviço de meteorologia em um alerta de ciclone.  O fenômeno chegou ao território na tarde desta segunda-feira (horário local) como uma tempestade de categoria 3, disse Virgil Cavarero, meteorologista da Meteo New Caledoni – menos intensa do que a destruidora Categoria 4 prevista anteriormente, que teria ficado um nível abaixo das velocidades de vento mais perigosas.
Mas as autoridades ampliaram o alerta de ciclone nesta segunda-feira, alertando os moradores de quase todo o arquipélago para que buscassem abrigo antes do anoitecer. O grupo de mineração de níquel Société Le Nickel, uma subsidiária do conglomerado francês Eramet, suspendeu as atividades em suas cinco instalações de Nova Caledônia, embora as operações de fusão de minérios continuem em ritmo reduzido na capital, Nouméa, informou a empresa em um comunicado enviado por email à Reuters.
Nova Caledônia é uma das maiores fontes mundiais de níquel, e a mineração e o processamento de metais desempenham um papel central em sua economia. Os dois outros maiores produtores de níquel da localidade, a Glencore e a Vale, não estavam disponíveis de imediato para comentar.
Fonte: Reuters


Marca Vale está presente em campanha publicitária da Bolsa de Valores de Nova York

Marca Vale está presente em campanha publicitária da Bolsa de Valores de Nova York


Em táxis e outdoors espalhados pelas ruas Time Square e West Coast, foram destacadas frases como “A Vale negocia na Bolsa de Valores: invista mais” e “Negocie: Pioneirismo”. Imagens do S11D, maior complexo minerador da história da Vale, foram usadas para representar tanto o pioneirismo como a inovação liderados pela mineradora.
“A cidade de Nova York é o centro financeiro do mundo e pela Times Square passam diariamente quase meio milhão de pessoas das mais variadas nacionalidades. Desse modo, poder compartilhar um projeto tão emblemático quanto o S11D, o melhor projeto de minério de ferro da história, um símbolo da nossa competividade e futuro da nossa empresa, é uma oportunidade única de mostrar o melhor da Vale e a capacidade de todos nós, como empregados, em Fazer Acontecer”, afirma o Diretor de Relações com Investidores da Vale, André Figueiredo.
Criada para incentivar o investimento em ações, a Exchange More busca associar o termo ‘negocie’ ao conceito de intercâmbio de ideias para atrair à NYSE grandes empresas, líderes, inovadores e ‘solucionadores’ de problemas. A proposta é chamar atenção para o mercado de ações como um espaço de troca de conhecimento, informações e inspirações.
Em seu site, a Bolsa de Valores de NY ressalta que diariamente simples trocas se transformam em algo muito maior. “Nossa comunidade com mais de 2.300 empresas ao redor do mundo vem para a NYSE para enfrentar os grandes desafios de hoje – elas têm transformado garagens em campi de tecnologia, conduzido inovações médicas voltadas para a melhoria da saúde de famílias e construído fontes de energia mais eficientes. Elas fazem isso aqui porque sabem que somos o hub onde essas ideias são trocadas e valorizadas, onde empresas recebem o combustível de que precisam para investir, criar empregos e progredir fortemente”.
“Você compartilha um pensamento com um colega, e isso se transforma em uma ideia, que evolui em um planejamento, o qual, consequentemente, dá origem a um novo produto. Você dá conselhos a um amigo, ele se baseia em suas ideias e, com isso, desenvolve novas tecnologias. Estas trocas são as ‘faíscas’ que dirigem o motor da inovação”, conclui a NYSE em seu site.
​Fonte: Vale

Governo anuncia amanhã fim do limite a capital estrangeiro nas aéreas


Governo anuncia amanhã fim do limite a capital estrangeiro nas aéreas

Por Daniel Rittner e Bruno Peres
O governo pretende anunciar amanhã, terça-feira (11), o fim do limite ao capital estrangeiro nas companhias aéreas. A iniciativa consta da medida provisória com estímulos ao setor de turismo, que deve ser assinada hoje pelo presidente Michel Temer e publicada na edição de amanhã do Diário Oficial da União (DOU).
Entre os estímulos do governo ao setor de turismo que serão anunciados amanhã está a regulamentaçaõ do "visto eletrônico" para facilitar a entrada de visitantes estrangeiros ao país. Houve uma importante vitória do Itamaraty nos bastidores das discussões.
Com apoio da Casa Civil, o Ministério do Turismo defendia o fim da reciprocidade obrigatória na exigência de vistos. A ideia era promover a isenção unilateral para turistas provenientes de quatro países — Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália — que têm alto gasto médio no Brasil e representam baixo risco migratório.
O Itamaraty se opôs com veemência e ganhou a queda de braço. A implantação do visto eletrônico começará justamente por esses quatro países, mas o documento continuará sendo obrigatório.
Uma parte da MP destina-se ao setor aéreo. O limite para o capital estrangeiro subirá de 20% para 100% e serão estabelecidos incentivos para a aviação regional. Além disso, o governo ficará autorizado a contratar diretamente a Infraero para operar e executar serviços em pequenos aeroportos do interior, o que hoje é impedido por lei.
Outro eixo da política do governo voltada para o turismo, a reestruturação da Embratur ainda passa por discussões internas. Caso o governo não encontre uma solução imediatamente para prever recursos orçamentários para a nova agência de promoção a ser criada, essa iniciativa ficará para um segundo momento.


Azul estreia na Bovespa na 3a-feira após precificar IPO de R$2 bi

Azul estreia na Bovespa na 3a-feira após precificar IPO de R$2 bi

segunda-feira, 10 de abril de 2017 21:29 BRT

         SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea Azul deve finalmente fazer sua estreia na Bovespa após ter precificado sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, concluindo com sucesso sua quarta tentativa de chegar ao pregão, numa operação que chegou a ser suspensa após vazamento de informações no mercado. Terceira maior companhia aérea do país, a Azul precificou sua oferta a 21 reais por ação, no centro da faixa estimada pelos coordenadores, de 19 a 23 reais por papel. Incluindo as oferta primária (ações novas) e secundária (de papéis detidos pelos sócios da companhia), a operação envolveu 96,2 milhões de ações, movimentando 2,02 bilhões de reais. Segundo informaram fontes do mercado à Reuters mais cedo, a demanda de investidores pela oferta superou cinco vezes o volume ofertado, considerando o preço de 21 reais por ação. Na oferta primária, cujos recursos vão para a companhia, foram vendidas 63 milhões de ações, com giro financeiro de 1,323 bilhão de reais. Já a fatia secundária movimentou 33.239.837 ações, com 698 milhões de reais. Cerca de 70 por cento das ações foram vendidas a investidores a partir de Nova York, enquanto o restante foi colocado a partir de São Paulo, disse um fonte. Sob o ticker AZUL4, a ação deve estrear no pregão da Bovespa nesta terça-feira. No pregão, a companhia vai competir com a Gol. A operação marca mais um capítulo na retomada das captações no mercado acionário brasileiro, após vários anos da fraca atividade no setor, num cenário de baixa atividade econômica e inflação alta no país. A Azul acompanha uma retomada das oferta de ações no mercado brasileiro, com os IPOs da locadora de veículos Movida e do laboratório médico Instituto Hermes Pardini, além de outras ofertas subsequentes. Outras empresas do país também podem captar no mercado de ações nos próximos meses incluindo a Log Commercial Properties, a XP Investimentos, e os braços internacionais da BRF e da JBS. FINALMENTE A estreia das ações Azul ocorre após três tentativas frustradas. A última, em junho de 2015, foi abortada, assim como das primeiras vezes, pelo cenário adverso do mercado. A previsão era de que as ações estreassem no nível 2 da Bovespa na sexta-feira, mas a operação foi suspensa um dia antes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apontando irregularidades, como divulgação de materiais de apresentação da operação na internet. Mas na sexta-feira, a CVM revogou a suspensão, após providências adotadas pela Azul e pelos bancos coordenadores, deixando o caminho livre a estreia na Bovespa. A empresa disse que pretende usar os recursos da oferta primária para liquidar ou amortizar dívidas e reforçar de capital de giro. A Azul terminou 2016 com 1,79 bilhão de reais em disponibilidade de caixa e dívida de 4 bilhões de reais. Itaú BBA, Citi, Deutsche Bank, BB Banco de Investimento, Bradesco BBI, Santander Brasil e JPMorgan atuam como coordenadores da operação. A oferta secundária tem Saleb II Founder 13, Star Sabia, WP-New Air, Azul Holding, ZDBR, Bozano, Maracatu, Morris Azul, Trip e Rio Novo Locações como vendedores. (Com reportagem adicional de Paula Arend Laier)    

MME propõe conjunto de medidas para revitalizar a Mineração Brasileira

MME propõe conjunto de medidas para revitalizar a Mineração Brasileira


Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria nº 128 do Ministério de Minas e Energia (MME). O objetivo é a criação de mecanismos que viabilizem a atração de novos investimentos para o setor mineral.
Leia o texto na íntegra:
DOU Nº 68 DE 7/4/2017 (SEXTA-FEIRA) – SEÇÃO 1
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 128, DE 30 DE MARÇO DE 2017 – PÁGINA 32
O MINISTRO DE ESTADO DE MINAS E ENERGIA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição, tendo em vista o disposto no art. 54 do Decreto-lei nº 227, de 27 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração), no art. 120 do Decreto 62.934, de 2 de abril de 1968, no Decreto nº 84.404, de 24 de fevereiro de 1984, o que consta do Processo nº 48000.001769/2016-47, e considerando a importância de se criar mecanismos para viabilizar a atração de novos investimentos para o setor mineral;
- que, para viabilizar a proposta apresentada à Presidência da República de extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados – RENCA, que será realizada por meio de Decreto, será necessário desonerar as áreas objetos de requerimentos apresentados e pendentes de decisão ou títulos eventualmente outorgados sem amparo na legislação pertinente; e
- que a extinção da RENCA viabilizará o acesso ao potencial mineral existente na Região e estimulará o desenvolvimento econômico dos Estados envolvidos, resolve:
Art. 1º - Os títulos minerários (autorizações de pesquisa, concessões de lavra, permissões de lavra garimpeira e registros de licença) regularmente outorgados em áreas situadas dentro da Reserva Nacional de Cobre e Associados – RENCA permanecem em vigor e sujeitam-se às condições gerais estabelecidas no Decreto-lei n° 227, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração).
Art. 2º - Os requerimentos de títulos minerários que objetivem áreas situadas dentro da RENCA, pendentes de decisão, protocolizados antes da entrada em vigor do Decreto nº 89.404, de 24 de fevereiro de 1984, serão analisados pela autoridade competente.
Art. 3° - Os requerimentos de títulos minerários que objetivem área situada dentro da RENCA, pendentes de decisão, protocolizados no período de vigência do Decreto n° 89.404, de 1984, serão indeferidos pela autoridade competente.
Art. 4° - Os processos objetos de indeferimento de requerimento pela autoridade competente serão sobrestados até que sobrevenha a publicação do Decreto de Extinção da RENCA, com as respectivas áreas sendo colocadas em disponibilidade para fins de pesquisa pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM.
§ 1° - A disponibilidade de que trata este artigo far-se-á com observância ao disposto no art. 26 do Decreto-lei n° 227, de 1967 (Código de Mineração), com a redação dada pela Lei n° 9.314, de 14 de novembro de 1996.
§ 2° - Na aplicação do disposto neste artigo, o DNPM, com apoio técnico da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, procederá à divisão das áreas em módulos, a serem colocados em disponibilidade para pesquisa separadamente ou em grupos.
Art. 5° - Permanecem em vigor os títulos minerários eventualmente outorgados à CPRM, observado o disposto no Decreto-Lei n° 227, de 1967 (Código de Mineração).
Art. 6º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

FERNANDO COELHO FILHO
Fonte: Profissionais do Texto