JOIA, MERCADO, TECNOLOGIA E TRADIÇÃO
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Pensar e escrever sobre design de joias na atualidade é um exercício bastante complexo. Começar falando em tendências não é o melhor caminho, mesmo que a joia seja mesclada a outros acessórios, compondo diferentes looks e ganhando cada vez mais espaço nos eventos de moda. Sem dúvida, ela será usada em toda ocasião em que estaremos vestindo algo, seja no dia-a-dia ou em eventos especiais. Porém corre-se o risco da perda de identidade, ou seja, de objeto raro e refinado, a joia passa a ser apenas mais um acessório. Muitos dizem que devemos desmistificá-la e tirá-la desse patamar de objeto inalcançável, fomentando assim o consumo, mas é aqui que quero começar o assunto.
Que a joia deixou de ser usada como talismã e passou a ser um objeto de adorno, todos já sabemos. Porém a história nos mostra que ela sempre foi usada como um tipo diferente de adorno, um adorno que “sublima” a condição de talismã e passa a desempenhar um papel de diferenciação de classes, um símbolo de status, de poder e de conquista.
Ao longo do tempo, a joia sempre foi o objeto que melhor absorveu e refletiu os revezes do comportamento social e, principalmente, econômico. Em momentos de crise, ela desempenha um papel de termômetro financeiro da época. Caso se mostre rica em matéria-prima - ocupa mais espaço em dedos, orelhas, pescoços, etc. - assinala momentos de prosperidade. Caso a joia se apresente tímida, pequena no tamanho e feita com economia de materiais, fica explícito: estamos vivendo um período de contenção ou, em alguns casos, de comedimento. Fica aqui registrado um primeiro aspecto.
Além disso, estamos vivendo uma época de transição tecnológica: o final da era analógica se dá no início da era digital e, como não poderia deixar de ser, essa tecnologia chegou ao universo da joalheria e é o assunto do momento.
Percebe-se que com a tecnologia digital, o discurso recorrente é o da possibilidade de se fazer joias com alta tecnologia e produzi-las em larga escala, otimizando e acelerando as etapas de produção, conseguindo resultados impossíveis de serem alcançados pelos métodos da joalheria tradicional. Recursos tecnológicos atuais permitem isso de fato, mas para quem vender tanta tecnologia e todo esse excedente da produção num momento de recessão econômica? Eis o segundo aspecto.
Estes dois fatores podem ser conflitantes com o momento da criação, quando o designer tem que escolher o caminho e valer-se das técnicas e tecnologias mais adequadas para apresentar ao mercado o produto certo para o público certo, no momento certo. Se a situação econômica influi nos custos da matéria-prima, nos obrigando a fazer joias “leves”, a tecnologia, por outro lado, nos impõe soluções formais pré-concebidas que, se não tomarmos cuidado, nos impulsionam a um design óbvio e repetitivo. Tirar o máximo de proveito dessas novas técnicas se torna um desafio para a criatividade.
A tecnologia está aí para estimular a criatividade ou para reduzir custos? Como designer de uma empresa, essa questão é objeto de reflexões diárias em minha rotina e apresentarei a seguir algumas soluções encontradas na tentativa de conciliar esses aspectos.
As joias com perfil de alta joalheria requerem habilidades artesanais e artísticas para atingir o ponto máximo de expressão. Além do domínio da escultura, onde a forma é compreendida e interpretada com virtuosismo, há um enorme cuidado ao empregar os materiais. Estas joias pertencem ao universo dos sonhos, da materialização da perfeição, da aura mítica que a palavra "joia" sugere. Após esse resultado, a joia passa a ter um caráter muito particular e liberta-se de quaisquer tendências ou modismos, enveredando pelos caminhos da arte.
Um pingente pode sim ser mais que um adorno. Ele contém uma mensagem que é reforçada pelo emprego das inscrições e pela precisão do desenho, algo praticamente impossível de se fazer manualmente.
Estas discussões apenas começaram. Atualmente, já convivemos com profissionais da nova geração, designers da era digital. É para eles que nosso discurso deve ser dirigido, lembrando que temos um legado de séculos de tradição joalheira, que é a base sobre a qual devem ser criados novos paradigmas.
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terça-feira, 11 de abril de 2017
JOIA, MERCADO, TECNOLOGIA E TRADIÇÃO
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Cobre opera em baixa com continuidade de realização de lucro
Cobre opera em baixa com continuidade de realização de lucro
O cobre opera em baixa nesta manhã, dando continuidade a um movimento de realização de lucros após os ganhos que exibiu em meados da semana passada. Por volta das 7h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,94%, a US$ 5.792,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio tinha baixa de 1,15%, a US$ 2,6165 por libra-peso, às 8h (de Brasília).
O cobre está pressionado desde o fim da semana passada, quando os EUA bombardearam alvos na Síria em retaliação a um ataque químico supostamente lançado pelo regime sírio contra seus próprios cidadãos. Segundo Alastair Munro, analista da Marex Spectron, “tensões geopolíticas continuam no radar”. Ontem, por exemplo, os EUA anunciaram que estão deslocando um porta-aviões em direção à Península Coreana, após recentes testes com mísseis realizados pela Coreia do Norte.
Já o índice DXY do dólar mostra leve de tendência de alta nos negócios da manhã, o que também tende a pesar no cobre. Na tarde de hoje, investidores ficarão atentos a um discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, que poderá dar indicações de seus planos para as taxas de juros, que já foram elevadas duas vezes desde dezembro.
Entre outros metais básicos negociados na LME, o viés era majoritariamente negativo. O alumínio recuava 0,99% no horário indicado acima, a US$ 1.942,50 por tonelada, enquanto o níquel perdia 0,34%, a US$ 10.170,00 por tonelada, o estanho caía 0,12%, a US$ 20.240,00 por tonelada, e o zinco diminuía 0,20%, a US$ 2.681,50 por tonelada. Exceção, o chumbo subia 0,53%, a US$ 2.269,00 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires
Ciclone interrompe mineração e força moradores a buscar abrigo em Nova Caledônia
Ciclone interrompe mineração e força moradores a buscar abrigo em Nova Caledônia
Ventos de ciclone e chuvas fortes atingiram a Nova Caledônia nesta segunda-feira, levando os moradores do território francês do sul do oceano Pacífico a procurar abrigo e interrompendo a mineração de níquel, principal item de exportação do local. O ciclone Cook se abateu sobre a ilha principal quase ao mesmo tempo em que a maré alta, gerando ventos de até 200 km/h, derrubando coqueiros que bloquearam ruas e forçando os moradores a se abrigar em locais fechados.
“Neste momento estamos no olho da tempestade, está calmo, mas antes o vento estava forte e a chuva estava pesada”, disse David Sigal à Reuters depois de se abrigar na prefeitura de Poindimie, cerca de 50 quilômetros ao norte de onde a tempestade tocou o solo. Inundações e ondas de até 10 metros também foram previstas pelos meteorologistas.
“A ameaça à Nova Caledônia é muito séria”, alertou o serviço de meteorologia em um alerta de ciclone. O fenômeno chegou ao território na tarde desta segunda-feira (horário local) como uma tempestade de categoria 3, disse Virgil Cavarero, meteorologista da Meteo New Caledoni – menos intensa do que a destruidora Categoria 4 prevista anteriormente, que teria ficado um nível abaixo das velocidades de vento mais perigosas.
Mas as autoridades ampliaram o alerta de ciclone nesta segunda-feira, alertando os moradores de quase todo o arquipélago para que buscassem abrigo antes do anoitecer. O grupo de mineração de níquel Société Le Nickel, uma subsidiária do conglomerado francês Eramet, suspendeu as atividades em suas cinco instalações de Nova Caledônia, embora as operações de fusão de minérios continuem em ritmo reduzido na capital, Nouméa, informou a empresa em um comunicado enviado por email à Reuters.
Nova Caledônia é uma das maiores fontes mundiais de níquel, e a mineração e o processamento de metais desempenham um papel central em sua economia. Os dois outros maiores produtores de níquel da localidade, a Glencore e a Vale, não estavam disponíveis de imediato para comentar.
Fonte: Reuters
Marca Vale está presente em campanha publicitária da Bolsa de Valores de Nova York
Marca Vale está presente em campanha publicitária da Bolsa de Valores de Nova York
Em táxis e outdoors espalhados pelas ruas Time Square e West Coast, foram destacadas frases como “A Vale negocia na Bolsa de Valores: invista mais” e “Negocie: Pioneirismo”. Imagens do S11D, maior complexo minerador da história da Vale, foram usadas para representar tanto o pioneirismo como a inovação liderados pela mineradora.
“A cidade de Nova York é o centro financeiro do mundo e pela Times Square passam diariamente quase meio milhão de pessoas das mais variadas nacionalidades. Desse modo, poder compartilhar um projeto tão emblemático quanto o S11D, o melhor projeto de minério de ferro da história, um símbolo da nossa competividade e futuro da nossa empresa, é uma oportunidade única de mostrar o melhor da Vale e a capacidade de todos nós, como empregados, em Fazer Acontecer”, afirma o Diretor de Relações com Investidores da Vale, André Figueiredo.
Criada para incentivar o investimento em ações, a Exchange More busca associar o termo ‘negocie’ ao conceito de intercâmbio de ideias para atrair à NYSE grandes empresas, líderes, inovadores e ‘solucionadores’ de problemas. A proposta é chamar atenção para o mercado de ações como um espaço de troca de conhecimento, informações e inspirações.
Em seu site, a Bolsa de Valores de NY ressalta que diariamente simples trocas se transformam em algo muito maior. “Nossa comunidade com mais de 2.300 empresas ao redor do mundo vem para a NYSE para enfrentar os grandes desafios de hoje – elas têm transformado garagens em campi de tecnologia, conduzido inovações médicas voltadas para a melhoria da saúde de famílias e construído fontes de energia mais eficientes. Elas fazem isso aqui porque sabem que somos o hub onde essas ideias são trocadas e valorizadas, onde empresas recebem o combustível de que precisam para investir, criar empregos e progredir fortemente”.
“Você compartilha um pensamento com um colega, e isso se transforma em uma ideia, que evolui em um planejamento, o qual, consequentemente, dá origem a um novo produto. Você dá conselhos a um amigo, ele se baseia em suas ideias e, com isso, desenvolve novas tecnologias. Estas trocas são as ‘faíscas’ que dirigem o motor da inovação”, conclui a NYSE em seu site.
Fonte: Vale
Governo anuncia amanhã fim do limite a capital estrangeiro nas aéreas
Governo anuncia amanhã fim do limite a capital estrangeiro nas aéreas
Por Daniel Rittner e Bruno Peres
O governo pretende anunciar amanhã, terça-feira (11), o fim do limite ao capital estrangeiro nas companhias aéreas. A iniciativa consta da medida provisória com estímulos ao setor de turismo, que deve ser assinada hoje pelo presidente Michel Temer e publicada na edição de amanhã do Diário Oficial da União (DOU).
Entre os estímulos do governo ao setor de turismo que serão anunciados amanhã está a regulamentaçaõ do "visto eletrônico" para facilitar a entrada de visitantes estrangeiros ao país. Houve uma importante vitória do Itamaraty nos bastidores das discussões.
Com apoio da Casa Civil, o Ministério do Turismo defendia o fim da reciprocidade obrigatória na exigência de vistos. A ideia era promover a isenção unilateral para turistas provenientes de quatro países — Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália — que têm alto gasto médio no Brasil e representam baixo risco migratório.
O Itamaraty se opôs com veemência e ganhou a queda de braço. A implantação do visto eletrônico começará justamente por esses quatro países, mas o documento continuará sendo obrigatório.
Uma parte da MP destina-se ao setor aéreo. O limite para o capital estrangeiro subirá de 20% para 100% e serão estabelecidos incentivos para a aviação regional. Além disso, o governo ficará autorizado a contratar diretamente a Infraero para operar e executar serviços em pequenos aeroportos do interior, o que hoje é impedido por lei.
Outro eixo da política do governo voltada para o turismo, a reestruturação da Embratur ainda passa por discussões internas. Caso o governo não encontre uma solução imediatamente para prever recursos orçamentários para a nova agência de promoção a ser criada, essa iniciativa ficará para um segundo momento.
Entre os estímulos do governo ao setor de turismo que serão anunciados amanhã está a regulamentaçaõ do "visto eletrônico" para facilitar a entrada de visitantes estrangeiros ao país. Houve uma importante vitória do Itamaraty nos bastidores das discussões.
Com apoio da Casa Civil, o Ministério do Turismo defendia o fim da reciprocidade obrigatória na exigência de vistos. A ideia era promover a isenção unilateral para turistas provenientes de quatro países — Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália — que têm alto gasto médio no Brasil e representam baixo risco migratório.
O Itamaraty se opôs com veemência e ganhou a queda de braço. A implantação do visto eletrônico começará justamente por esses quatro países, mas o documento continuará sendo obrigatório.
Uma parte da MP destina-se ao setor aéreo. O limite para o capital estrangeiro subirá de 20% para 100% e serão estabelecidos incentivos para a aviação regional. Além disso, o governo ficará autorizado a contratar diretamente a Infraero para operar e executar serviços em pequenos aeroportos do interior, o que hoje é impedido por lei.
Outro eixo da política do governo voltada para o turismo, a reestruturação da Embratur ainda passa por discussões internas. Caso o governo não encontre uma solução imediatamente para prever recursos orçamentários para a nova agência de promoção a ser criada, essa iniciativa ficará para um segundo momento.
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