quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pego de surpresa, Planalto minimiza impacto dos inquéritos abertos por Fachin e tenta afastar a crise

Pego de surpresa, Planalto minimiza impacto dos inquéritos abertos por Fachin e tenta afastar a crise

terça-feira, 11 de abril de 2017 21:56 BRT
 


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Por Lisandra Paraguassu BRASÍLIA (Reuters) - A divulgação da abertura de inquérito contra oito ministros e dezenas de políticos, incluindo governadores, pegou de surpresa o Palácio do Planalto nesta terça-feira, que esperava uma decisão apenas na próxima semana, mas a ordem do presidente Michel Temer a seus auxiliares é evitar levar a crise para o Planalto e que cada um faça a sua própria defesa. A expectativa no Planalto era de que a decisão só fosse tomada depois do feriado de Páscoa, o que permitiria ao governo pelo menos terminar o relatório da reforma da Previdência. No entanto, o discurso agora é que os inquéritos não têm por que atrapalhar as atividades do governo porque "não há um fato novo", segundo uma fonte, e o custo da crise já estava "precificado". "O nível de preocupação continua o mesmo, as circunstâncias são as mesmas. Não há nenhum fato novo", disse a fonte palaciana. A reação do Congresso, no entanto, mostra que pode sim haver uma turbulência não planejada em um momento em que o governo tem que ceder em partes importantes da reforma porque, apesar da enorme base aliada, não teria votos para aprová-lo. Na tarde desta terça-feira, quando se previa votar o programa de ajuda aos Estados, o quórum desapareceu depois da divulgação das decisões de Fachin, que atingiram 24 dos 81 senadores e 35 dos 513 deputados, incluindo os presidentes das duas Casas - o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Fachin autorizou ainda abertura de inquérito contra três governadores e remeteu outros nove pedidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). "Não tem nenhuma novidade. O Congresso Nacional vai continuar funcionando. Não posso falar outra coisa. Não podemos esperar outra coisa. As instituições prevalecem", disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Ao chegar para mais uma reunião sobre a reforma, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também tentou minimizar o impacto. "Tenho poucos elementos para poder me manifestar sobre isso, mas eu acho que está dentro da normalidade. Não acho que atrapalha", disse. Há cerca de um mês, o presidente pessoalmente informou à imprensa que só afastaria ministros envolvidos em casos de corrupção quando fossem denunciados. Apesar do envolvimento de oito nomes do primeiro escalão, inclusive Padilha e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência -nomes muito próximos de Temer, a abertura de inquéritos não levará, neste momento, a demissões. Questionado sobre a sua inclusão nos inquéritos, Padilha afirmou que não falaria sobre o caso. "Não falo sobre esse assunto. Sobre esse assunto só falo nos autos do processo. Processo a gente fala nos autos do processo", disse. Moreira Franco afirmou, por meio de sua assessoria, que também não comentaria.
 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Descoberta de fosfato feita pela CPRM no Piauí atrai investidores

Descoberta de fosfato feita pela CPRM no Piauí atrai investidores


O Brasil importa cerca de 34% do fosfato utilizado na agricultura. E para fomentar a descoberta de novos depósitos a fim de reduzir essa dependência do insumo, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) realiza diversos estudos de minerais estratégicos. No Piauí, um estudo de recursos minerais encontrou ocorrência de rocha fosfática com teores pontuais relativamente elevados de fósforo, na localidade de Poço D’anta, município de Jacobina, sudeste do estado.
As mineralizações foram identificadas numa área de 24km², em três afloramentos, ao longo de 6,5 km de extensão. A largura das zonas aflorantes varia de 40 a 400 metros. Essa área atraiu o interesse de empresas de mineração que pretendem  pesquisa-las, para definir o tamanho da reserva e sua viabilidade econômica.A descoberta foi feita pelos geólogos Douglas Silveira e Camila Basto, durante trabalho de campo do projeto de Integração Geológica e de Recursos Minerais das Faixas Marginais da Borda Norte-Noroeste do Cráton São Francisco – Subárea Riacho do Pontal e Província Borborema, inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC3).
A descoberta foi divulgada no informe técnico lançado pela CPRM em 2015, que visa divulgar ao setor mineral informações relevantes e preliminares sobre projetos em execução pela instituição, e também no VII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (SIMEXMIN) no ano passado. “Eu e Camila Basto, como geólogos do projeto, sentimos enorme satisfação ao ver que nosso trabalho alcançou o objetivo: com resultados concretos que podem levar a uma transformação econômica significativa para a região”, avalia Douglas Silveira, pesquisador à frente do  trabalho.
Ele explica que as ocorrências, localizadas no município de Jacobina do Piauí – PI, estão inseridas na Unidade geológica Grupo Ipueirinha que possui uma extensão de aproximadamente 550 km², o que sugere possibilidades de que mais ocorrências similares possam ser identificadas na região. “Existe uma tendência de crescimento da demanda por fertilizantes visando o aumento da produção agrícola e a descoberta de novos depósitos de fosfato é estratégica para o Brasil, que ainda possui dependência externa para este insumo mineral, em especial para o Piauí que tem fortalecido a atividade agrícola na região sul do estado”, acrescenta o pesquisador.
Fonte: CPRM

Estrangeiro já trouxe R$ 904 milhões para a Bovespa em três dias deste ano

Os estrangeiros compraram liquidamente na Bovespa R$ 904 milhões em ações brasileiras a mais do que venderam neste ano, até dia 4. Os dados são da BM&FBovespa e mostram uma reversão em relação aos dois meses anteriores. Em novembro, os estrangeiros tiraram da bolsa brasileira R$ 2,845 bilhões e, em dezembro, mais R$ 688 milhões, o que fez o ano passado terminar com um saldo ainda positivo de R$ 14,325 bilhões.
A entrada razoável de recursos de estrangeiros garantiu a alta do índice Bovespa, de 2,4% neste ano, mas não foi suficiente para manter a fatia de participação desses investidores no mercado. Em janeiro, os estrangeiros respondem por 49,2% dos negócios, ante 50,9% em dezembro e 52,3% na média de 2016. Quem está aparecendo neste mês são as pessoas físicas, que respondem por 18,8% do volume negociado de janeiro, ante 14,5% em dezembro e 17% na média do ano passado.
A explicação pode ser a queda no volume total negociado, de R$ 5,571 bilhões por dia neste mês, 30% abaixo dos R$ 7,950 bilhões de dezembro e 25% abaixo da média do ano passado, de R$ 7,416 bilhões.
Já os investidores institucionais respondem por 26,3% do volume deste mês, menos que os 27,5% de dezembro, mas acima da média do ano passado, de 24,9%.

Comportamento do investidor: a “dor da perda” é maior do que a “satisfação do ganho”

Uma pergunta recorrente de quem tem reservas para investir é: “qual o melhor investimento para rentabilizá-las? ”. O que ouvirá de Planejadores Financeiros como eu será: “Depende, pois, essa resposta será diferente para cada indivíduo e/ou família. ” A alocação das reservas vai depender, fundamentalmente, da fase da vida e dos objetivos do indivíduo e/ou da sua família. As reservas podem e devem ser constituídas para objetivos diferentes, como por exemplo:
(i) reservas para as emergências e os imprevistos – voltadas para o curto prazo
(ii) reservas para educação dos filhos, compra de imóvel – voltadas para o médio prazo
(iii) reservas para o pós aposentadoria – voltadas para o longo prazo.
Para cada bloco de reservas acima citadas haverá, de acordo com as condições do mercado, alocações mais adequadas e que deverão ser contempladas na montagem da carteira de investimento.
A alocação dos recursos deve considerar também o perfil do indivíduo enquanto investidor. Quando falamos de perfil do investidor, um dos tópicos mais abordados é a avaliação da tolerância ao risco. Será sobre esse tópico que iremos basicamente nos deter.
A análise de tolerância ao risco terá sentido na medida em que se tenha uma ideia mais precisa dos riscos aos quais se está exposto. Com esse enfoque, uma pergunta importante que devemos fazer é: “Até que ponto o investidor consegue entender os riscos envolvidos na análise? ”
Tolerância a perdas
A minha experiência profissional tem demonstrado que uma boa parte dos investidores, muitas vezes, não consegue ter um entendimento claro da magnitude dos riscos dos diferentes ativos e também, se esses ativos são adequados aos seus objetivos e horizonte de investimento. No entanto, quando conseguimos de alguma forma traduzir esse risco (exemplos são um bom caminho) para o conceito de perdas potenciais, a “visualização” e “concretude” do risco ficam mais claras. Portanto, o conceito que deve ser traduzido e ficar claro nas análises é a tolerância do investidor às perdas potenciais assumidas a partir dos riscos que corre.
Essa tolerância vai ser diferente de investidor para investidor e será influenciada, além da experiência e história de cada um, pelo momento da vida e pela possibilidade de assumir potenciais perdas sem prejudicar de forma expressiva os seus objetivos. Portanto, o conceito de tolerância à perda é importante porque ele vai impactar no comportamento do investidor.
Mais sensíveis a perdas que a ganhos
Quanto ao comportamento do investidor, importantes estudos relativos à tomada de decisão – especialmente os desenvolvidos pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky – têm demonstrado que os indivíduos, de uma maneira geral, são muito mais sensíveis às perdas dos que aos ganhos e esse comportamento também é encontrado, de forma particular, nos indivíduos enquanto investidores.
De acordo com esses dois estudiosos, o conceito de ganhos e perdas não está, necessariamente, vinculado ao lucro ou prejuízo da operação ou do ativo e sim à percepção de resultado positivo ou negativo em relação a um ponto de referência. No caso do investidor essa referência pode ser, por exemplo: o preço de compra do ativo ou, em muitos casos, o preço que aquele ativo atingiu no passado.
Na maior parte das vezes o investidor:
(i) vende com mais facilidade o ativo quando está ganhando. Isto significa que prefere sair do risco para evitar perder o que está ganhando – menor propensão ao risco quando está ganhando e
(ii) tem mais dificuldade de vender o ativo quando está perdendo, ampliando desta forma o risco para evitar realizar a perda – maior propensão ao risco quando está perdendo.
Esse comportamento decorre do fato de existir uma assimetria entre o sentimento de perda e de ganho: a “dor da perda” é maior do que a “satisfação do ganho”, mesmo que eles sejam da mesma magnitude.
Desconhecimento do risco
O que se constatou pelos estudos realizados é que os indivíduos são avessos às perdas e não, necessariamente ao risco. Aliás, muitas vezes, eles não têm a dimensão dos riscos que correm.
Erro ao escolher prazos das aplicações
Ainda sobre o tema risco e alocação de reservas, cabe um alertar também para os riscos que se corre pela inadequação dos ativos aos objetivos, horizonte de investimento e até ao fluxo de caixa do indivíduo.
Só para exemplificar: é relativamente comum você ver indivíduos com montantes financeiros voltados para o curto prazo alocados em produtos de previdência ou Tesouro IPCA com vencimentos longos.
Para terminar, risco não é ruim e poderá ser importante para rentabilizar as reservas, especialmente as que têm um horizonte de investimento de longo prazo. O importante é que o investidor avalie com atenção, antes de alocar as suas reservas, o quão confortável se sentirá e o quanto poderá assumir das perdas potenciais dos riscos assumidos.

Até onde pode ir a Bovespa em 2017?

Apesar de visto como “apressadinho” e caro, o Ibovespa ainda tem espaço para subir. Essa é a avaliação do BTG Pactual em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira e assinado pelos analistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira.
Segundo eles, embora o rali tenha de fato sido grande e rápido, e que ainda há um número de grandes riscos no curto prazo, “acreditamos que há espaço para mais”, conforme reportagem de Gustavo Kahil, do blog Moneytimes.
O BTG calcula que, ao se excluir a Vale e a Petrobras, o Ibovespa negocia a 12,8 vezes o múltiplo do preço sobre o lucro esperado para os próximos 12 meses. Este nível está apenas um pouco acima da média histórica, mas ainda com estimativas baixas para os lucros.
Até onde vai
O banco simulou cinco possíveis cenários para o Ibovespa levando em conta variáveis como inflação, crescimento, taxa de juros e aprovação das reformas fiscais e estruturais. As projeções colocam o índice entre 35.613, na pior estimativa, e a 100.309 pontos na melhor.
Apesar disso, Sequeira e Teixeira avaliam que o índice poderia estar hoje a um desvio padrão acima da média, o que aconteceu várias vezes no passado recente. Nesse patamar, a Bolsa estaria a 73 mil pontos. Isso a coloca a um passo do recorde de 73.516 pontos visto em 20 de maio de 2008.
“Em um cenário assumindo que as reformas constitucionais são aprovadas e a economia começa a crescer novamente, o potencial de valorização poderia ser grande. Discutir taxas de juros reais de aproximadamente 3% pode ser um pouco prematuro, mas se a Reforma da Previdência passar, o debate sobre como as taxas reais baixas pode ir para o centro do palco”, afirmam.
btg ibov