terça-feira, 11 de abril de 2017

Para onde vai a ação da Vale agora?

Para onde vai a ação da Vale agora?


Após subir forte por vários meses com a valorização expressiva dos preços do minério de ferro, as ações da Vale agora devem entrar em um período de acomodação, avalia o BTG Pactual (SA:BBTG11) em um relatório assinado por Leonardo Correa e Caio Ribeiro. Segundo eles, o principal motivo para tal perspectiva é a expectativa de correção do minério de ferro, hoje no patamar de US$ 80 a tonelada.
Correa e Ribeiro avaliam que, ao arrumar a casa, a mineradora conseguiu extrair o máximo do ambiente positivo para a commodity. “Nos últimos anos, o progresso da Vale tem sido louvável sob vários ângulos: reduzindo os custos de caixa, queda da alavancagem (de 3,5 vezes para os atuais 2,1 vezes), desinvestimento de ativos não essenciais, potenciais aprimoramentos na governança corporativa, entre outros”, ressaltam.
Iniciativas
Muito disso, ressaltam, foi realizado durante um período desafiador para o minério de ferro, com os preços corrigindo para US$ 40 a tonelada em 2015. “Mas, como sempre, a China salvou o dia, e os preços minério de ferro mais do que duplicaram a partir dos US$ 40. Consequentemente, a ação de beta elevado da Vale subiu e, neste ponto, a vemos em um ponto balanceado entre risco e retorno”, explicam.
Contudo, o BTG reitera que embora o mercado tenha claramente subestimado a força do minério de ferro nos últimos seis meses, a visão é de que os preços estão deixando o pico, o que significa um perigo para a companhia. “Há ainda, contudo, algum valor a ser extraído da desalavancagem. Entretanto, neste ponto com os riscos de o minério de ferro corrigindo, não achamos que seja convincente para entrar agora”, dizem.
O BTG ajustou a estimativa de preço para a curva do minério de ferro de US$ 52,5 para US$ 68 a tonelada em 2017, de US$ 50 a US$ 55 em 2018 e a US$ 50 a partir de 2019. A recomendação aos papéis continua neutra, mas o preço-alvo foi elevado de US$ 9 para US$ 10. A estimativa é produzida para as ADRs da Vale em Nova York e correspondem às ações VALE5 (SA:VALE5) na Bovespa.
Fonte: Money Times

Contrato futuro de minério de ferro fecha firme; setor permanece sob pressão

Contrato futuro de minério de ferro fecha firme; setor permanece sob pressão


Os contratos futuros de minério de ferro na China ficaram mais firmes nesta terça-feira, mas permaneceram sob pressão devido à preocupação de que a demanda esteja desacelerando no maior mercado mundial de materiais industriais. ”A tendência ainda é que o aço e o minério de ferro se enfraqueçam nas próximas semanas”, disse um operador ativo na Bolsa de Futuros de Xangai. “Há muito aço e minério de ferro sendo produzido, demais.”
O minério de ferro para entrega em setembro na Bolsa de Dalian fechou com alta de 0,2 por cento a 524,50 iuanes (76 dólares) a tonelada. Na sexta-feira o contrato caiu até seu limite de 8 por cento. O minério de ferro para entrega imediata na China caiu 0,44 por cento, para 74,38 dólares a tonelada, bem abaixo da máxima de 2017 de 94,86 dólares alcançada em fevereiro. O contrato do vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 1,3 por cento, a 2.982 iuanes (432 dólares) por tonelada.
Fonte: Reuters

Ministro confirma abertura de 100% do capital de companhias aéreas a estrangeiros

Ministro confirma abertura de 100% do capital de companhias aéreas a estrangeiros


(11.04.2017 13:30)
© Reuters.  Ministro confirma abertura de 100% do capital de companhias aéreas a estrangeiros© Reuters. Ministro confirma abertura de 100% do capital de companhias aéreas a estrangeiros

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro do Turismo confirmou nesta terça-feira que o governo federal vai permitir a abertura de 100 por cento do capital das companhias aéreas a estrangeiros, segundo plano para estimular o setor a ampliar a oferta de voos no país.
A Reuters antecipou a informação na véspera, relatando que o governo federal irá editar nesta terça-feira medida provisória para liberar a participação de investidores internacionais em companhias áreas do país, dentro de um pacote de medidas de incentivo ao turismo no Brasil, que inclui também ações de apoio à aviação regional.
"Com a abertura para o capital estrangeiro, nosso objetivo é aumentar a competitividade entre as empresas e, consequentemente, reduzir preços e oferecer mais rotas e mais destinos", disse o ministro do Turismo, Marx Beltrão, durante anúncio do pacote, nesta manhã.
As ações do setor aéreo brasileiro avançavam, com Gol e a estreante Azul mostrando valorização de 6,4 por cento cada.
Segundo apurado pela Reuters, o pacote de medidas de incentivo reúne a regulamentação de vários temas, incluindo a aviação regional. O governo chegou a um desenho em que serão dados subsídios a empresas que se candidatarem a iniciar voos em trajetos considerados importantes, mas pouco lucrativos, como algumas áreas da Amazônia Legal.
O governo planeja um processo seletivo de empresas que se candidatem a operar nessas regiões e o subsídio será então calculado pelo governo de acordo com a região e o tempo de contrato, disse uma fonte do Palácio do Planalto.
(Por Alberto Alerigi Jr. e Lisandra Paraguassu)

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas.
A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha, onde estas turmalinas, da espécie elbaíta, ocorrem na forma de pequenos cristais irregulares em diques de pegmatitos decompostos, encaixados em quartzitos da Formação Equador, de Idade Proterozóica, associadas com quartzo, feldspato alterado, lepidolita, schorlo (turmalina preta) e óxidos de nióbio e tântalo, ou bem em depósitos secundários relacionados.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”(ou fluorescentes), azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Estes matizes azuis e verdes estão intimamente relacionados à presença do elemento cobre, presente em teores de até 2,38 % CuO, bem como a vários processos complexos envolvendo íons Fe2+ e Fe3+ e às transferências de carga de Fe2+ para Ti4+ e Mn2+ para Ti4+. Os matizes violetas avermelhados e violetas, por sua vez, devem-se aos teores anômalos de manganês. Uma considerável parte dos exemplares apresenta zoneamento de cor, conseqüência da mudança na composição química à medida que a turmalina se cristalizou.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de Tucson, nos EUA, teve início a escalada de preços desta variedade de turmalina, que passaram de umas poucas centenas de dólares por quilate a mais de US$2.000/ct, em questão de apenas 4 dias. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais. A máxima produção da Mina da Batalha ocorreu entre os anos de 1989 e 1991 e, a partir de 1992, passou a ser esporádica e limitada, agravada pela disputa por sua propriedade legal e por seus direitos minerários.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte.
Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas (Mina Mulungu com até 0,78 % CuO e Mina Alto dos Quinhos com até 0,69 % CuO) de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha. A valorização desta variedade de turmalina tem sido tão grande que, nos últimos anos, exemplares azuis a azuis esverdeados de excelente qualidade, com mais de 3 ct, chegam a alcançar cotações que superam os US$20.000/ct, no Japão.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico, a temperaturas entre 350 oC e 550 oC. O procedimento consiste, inicialmente, em selecionar os espécimes a serem tratados cuidadosamente, para evitar que a exposição ao calor danifique-os, especialmente aqueles com inclusões líquidas e fraturas pré-existentes. Em seguida, as gemas são colocadas sob pó de alumínio ou areia, no interior de uma estufa, em atmosfera oxidante. A temperatura ideal é alcançada, geralmente, após 2 horas e meia de aquecimento gradativo e, então, mantida por um período de cerca de 4 horas, sendo as gemas depois resfriadas a uma taxa de aproximadamente 50 oC por hora. As cores resultantes são a cobiçada azul-neon, a partir da azul esverdeada ou da azul violeta, e a verde esmeralda, a partir da púrpura avermelhada. Além do tratamento térmico, parte das turmalinas da Paraíba é submetida ao preenchimento de fissuras com óleo para minimizar a visibilidade das que alcancem a superfície.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF), um ensaio analítico não disponível em laboratórios gemológicos standard. No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”, sobre o qual trataremos no artigo do próximo mês.

Índices norte-americanos fecham em ligeira alta com ajuda do setor de energia

Índices norte-americanos fecham em ligeira alta com ajuda do setor de energia

segunda-feira, 10 de abril de 2017 18:24 BRT
 


NOVA YORK (Reuters) - Os índices acionários dos Estados Unidos fecharam com ligeira alta após uma sessão volátil nesta segunda-feira, uma vez que ganhos nas ações de energia compensaram perdas nas ações financeiras antes de relatórios trimestrais de lucros corporativos que serão divulgados nesta semana. O índice Dow Jones subiu 0,01 por cento, a 20.658 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,07 por cento a 2.357 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,05 por cento, a 5.880 pontos. Tensões geopolíticas contribuíram para a volatilidade. O Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse no domingo que os ataques militares contra a Síria pelo suposto uso de armas químicas eram um alerta a outros países, incluindo à Coreia do Norte, de que uma resposta é provável se eles representarem perigo. Com as negociações lentas no início de uma semana mais curta por conta do feriado, o volume foi o menor do ano até agora. O índice de energia do S&P, com alta de 0,8 por cento, foi o setor de melhor desempenho no dia do S&P 500, acompanhando os ganhos nos preços do petróleo. Investidores se prepararam para o início dos relatórios trimestrais de lucro, com estimativas de que o lucro de companhias do S&P 500 subiu 10,1 por cento nos três primeiros meses do ano. (Por Caroline Valetkevich; reportagem adicional de Yashaswini Swamynathan)