terça-feira, 11 de abril de 2017

Estrangeiro já trouxe R$ 904 milhões para a Bovespa em três dias deste ano

Os estrangeiros compraram liquidamente na Bovespa R$ 904 milhões em ações brasileiras a mais do que venderam neste ano, até dia 4. Os dados são da BM&FBovespa e mostram uma reversão em relação aos dois meses anteriores. Em novembro, os estrangeiros tiraram da bolsa brasileira R$ 2,845 bilhões e, em dezembro, mais R$ 688 milhões, o que fez o ano passado terminar com um saldo ainda positivo de R$ 14,325 bilhões.
A entrada razoável de recursos de estrangeiros garantiu a alta do índice Bovespa, de 2,4% neste ano, mas não foi suficiente para manter a fatia de participação desses investidores no mercado. Em janeiro, os estrangeiros respondem por 49,2% dos negócios, ante 50,9% em dezembro e 52,3% na média de 2016. Quem está aparecendo neste mês são as pessoas físicas, que respondem por 18,8% do volume negociado de janeiro, ante 14,5% em dezembro e 17% na média do ano passado.
A explicação pode ser a queda no volume total negociado, de R$ 5,571 bilhões por dia neste mês, 30% abaixo dos R$ 7,950 bilhões de dezembro e 25% abaixo da média do ano passado, de R$ 7,416 bilhões.
Já os investidores institucionais respondem por 26,3% do volume deste mês, menos que os 27,5% de dezembro, mas acima da média do ano passado, de 24,9%.

Comportamento do investidor: a “dor da perda” é maior do que a “satisfação do ganho”

Uma pergunta recorrente de quem tem reservas para investir é: “qual o melhor investimento para rentabilizá-las? ”. O que ouvirá de Planejadores Financeiros como eu será: “Depende, pois, essa resposta será diferente para cada indivíduo e/ou família. ” A alocação das reservas vai depender, fundamentalmente, da fase da vida e dos objetivos do indivíduo e/ou da sua família. As reservas podem e devem ser constituídas para objetivos diferentes, como por exemplo:
(i) reservas para as emergências e os imprevistos – voltadas para o curto prazo
(ii) reservas para educação dos filhos, compra de imóvel – voltadas para o médio prazo
(iii) reservas para o pós aposentadoria – voltadas para o longo prazo.
Para cada bloco de reservas acima citadas haverá, de acordo com as condições do mercado, alocações mais adequadas e que deverão ser contempladas na montagem da carteira de investimento.
A alocação dos recursos deve considerar também o perfil do indivíduo enquanto investidor. Quando falamos de perfil do investidor, um dos tópicos mais abordados é a avaliação da tolerância ao risco. Será sobre esse tópico que iremos basicamente nos deter.
A análise de tolerância ao risco terá sentido na medida em que se tenha uma ideia mais precisa dos riscos aos quais se está exposto. Com esse enfoque, uma pergunta importante que devemos fazer é: “Até que ponto o investidor consegue entender os riscos envolvidos na análise? ”
Tolerância a perdas
A minha experiência profissional tem demonstrado que uma boa parte dos investidores, muitas vezes, não consegue ter um entendimento claro da magnitude dos riscos dos diferentes ativos e também, se esses ativos são adequados aos seus objetivos e horizonte de investimento. No entanto, quando conseguimos de alguma forma traduzir esse risco (exemplos são um bom caminho) para o conceito de perdas potenciais, a “visualização” e “concretude” do risco ficam mais claras. Portanto, o conceito que deve ser traduzido e ficar claro nas análises é a tolerância do investidor às perdas potenciais assumidas a partir dos riscos que corre.
Essa tolerância vai ser diferente de investidor para investidor e será influenciada, além da experiência e história de cada um, pelo momento da vida e pela possibilidade de assumir potenciais perdas sem prejudicar de forma expressiva os seus objetivos. Portanto, o conceito de tolerância à perda é importante porque ele vai impactar no comportamento do investidor.
Mais sensíveis a perdas que a ganhos
Quanto ao comportamento do investidor, importantes estudos relativos à tomada de decisão – especialmente os desenvolvidos pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky – têm demonstrado que os indivíduos, de uma maneira geral, são muito mais sensíveis às perdas dos que aos ganhos e esse comportamento também é encontrado, de forma particular, nos indivíduos enquanto investidores.
De acordo com esses dois estudiosos, o conceito de ganhos e perdas não está, necessariamente, vinculado ao lucro ou prejuízo da operação ou do ativo e sim à percepção de resultado positivo ou negativo em relação a um ponto de referência. No caso do investidor essa referência pode ser, por exemplo: o preço de compra do ativo ou, em muitos casos, o preço que aquele ativo atingiu no passado.
Na maior parte das vezes o investidor:
(i) vende com mais facilidade o ativo quando está ganhando. Isto significa que prefere sair do risco para evitar perder o que está ganhando – menor propensão ao risco quando está ganhando e
(ii) tem mais dificuldade de vender o ativo quando está perdendo, ampliando desta forma o risco para evitar realizar a perda – maior propensão ao risco quando está perdendo.
Esse comportamento decorre do fato de existir uma assimetria entre o sentimento de perda e de ganho: a “dor da perda” é maior do que a “satisfação do ganho”, mesmo que eles sejam da mesma magnitude.
Desconhecimento do risco
O que se constatou pelos estudos realizados é que os indivíduos são avessos às perdas e não, necessariamente ao risco. Aliás, muitas vezes, eles não têm a dimensão dos riscos que correm.
Erro ao escolher prazos das aplicações
Ainda sobre o tema risco e alocação de reservas, cabe um alertar também para os riscos que se corre pela inadequação dos ativos aos objetivos, horizonte de investimento e até ao fluxo de caixa do indivíduo.
Só para exemplificar: é relativamente comum você ver indivíduos com montantes financeiros voltados para o curto prazo alocados em produtos de previdência ou Tesouro IPCA com vencimentos longos.
Para terminar, risco não é ruim e poderá ser importante para rentabilizar as reservas, especialmente as que têm um horizonte de investimento de longo prazo. O importante é que o investidor avalie com atenção, antes de alocar as suas reservas, o quão confortável se sentirá e o quanto poderá assumir das perdas potenciais dos riscos assumidos.

Até onde pode ir a Bovespa em 2017?

Apesar de visto como “apressadinho” e caro, o Ibovespa ainda tem espaço para subir. Essa é a avaliação do BTG Pactual em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira e assinado pelos analistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira.
Segundo eles, embora o rali tenha de fato sido grande e rápido, e que ainda há um número de grandes riscos no curto prazo, “acreditamos que há espaço para mais”, conforme reportagem de Gustavo Kahil, do blog Moneytimes.
O BTG calcula que, ao se excluir a Vale e a Petrobras, o Ibovespa negocia a 12,8 vezes o múltiplo do preço sobre o lucro esperado para os próximos 12 meses. Este nível está apenas um pouco acima da média histórica, mas ainda com estimativas baixas para os lucros.
Até onde vai
O banco simulou cinco possíveis cenários para o Ibovespa levando em conta variáveis como inflação, crescimento, taxa de juros e aprovação das reformas fiscais e estruturais. As projeções colocam o índice entre 35.613, na pior estimativa, e a 100.309 pontos na melhor.
Apesar disso, Sequeira e Teixeira avaliam que o índice poderia estar hoje a um desvio padrão acima da média, o que aconteceu várias vezes no passado recente. Nesse patamar, a Bolsa estaria a 73 mil pontos. Isso a coloca a um passo do recorde de 73.516 pontos visto em 20 de maio de 2008.
“Em um cenário assumindo que as reformas constitucionais são aprovadas e a economia começa a crescer novamente, o potencial de valorização poderia ser grande. Discutir taxas de juros reais de aproximadamente 3% pode ser um pouco prematuro, mas se a Reforma da Previdência passar, o debate sobre como as taxas reais baixas pode ir para o centro do palco”, afirmam.
btg ibov

MP deve acabar com limite de estrangeiros na aviação

O presidente Michel Temer deve assinar na tarde de hoje medida provisória que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para permitir a abertura de 100% do capital das empresas aéreas brasileiras ao investimento estrangeiro, informou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
O ministro estima que a abertura vai ampliar o número de rotas nacionais e a competitividade e reduzir preços. “Queremos mais empresas operando, queremos mais competitividade, melhores preços, mais rotas, mais destinos e, consequentemente, mais turistas viajando pelo Brasil”, disse Beltrão.
A abertura de capital faz parte do Brasil + Turismo, um pacote de medidas para ampliar o turismo no país, lançado hoje pelo governo federal.
O pacote tem propostas para a desburocratização do setor, emissão de vistos eletrônicos, ampliação da malha aérea regional e abertura de 100% do capital das empresas aéreas brasileiras ao investimento estrangeiro. Com as medidas, o governo espera gerar empregos no setor de turismo.
As informações são da Agência Brasil.

Pessoas desocupadas ou subocupadas chegam a 16,4 milhões no Brasil, aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou novos indicadores do mercado de trabalho. Entre os novos indicadores, que são analisados dentro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), está a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas.
Segundo o IBGE, a população brasileira em idade de trabalhar, ou seja, acima de 14 anos, é dividida em pessoas dentro da força de trabalho e pessoas fora da força de trabalho. As pessoas dentro da força de trabalho podem estar trabalhando (pessoas ocupadas) ou desempregadas (ou seja, procuraram emprego mas não conseguiram).
Subocupação também cresce
Entre as pessoas ocupadas estão aquelas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, aquelas que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar um período maior. De acordo com o IBGE, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas chegaram a 4,8 milhões no segundo trimestre de 2016. No primeiro trimestre do ano, esse contingente era de 4,2 milhões.
Já os desocupados, ou seja, pessoas que procuraram emprego mas não conseguiram, somaram 11,6 milhões no segundo trimestre, ante os 11,1 milhões do primeiro trimestre. Juntando os dois indicadores (subocupação e desocupação) chega-se a um total de 16,4 milhões de pessoas que ou não trabalham dentro do período que gostariam ou estão desempregadas. No primeiro trimestre, esse número era de 15,3 milhões.
A taxa de subocupação e desocupação em relação ao total de pessoas na força de trabalho subiu de 15% no primeiro trimestre para 16% no segundo trimestre deste ano.
Força de trabalho potencial
Dentro do total de pessoas em idade de trabalhar (14 anos) também há aquelas que estão fora da força de trabalho. O contingente dos fora da força de trabalho é constituído por aqueles que não querem trabalhar (pessoas fora da força de trabalho potencial) e aquelas que querem trabalhar, mas não procuram emprego ou não estão disponíveis para o trabalho oferecido (pessoas na força de trabalho potencial).
As pessoas na força de trabalho potencial subiram de 5,4 milhões no primeiro trimestre de 2016 para 6,2 milhões no segundo trimestre deste ano. A taxa de pessoas nessa categoria em relação a todas que estão fora da força de trabalho cresceu de 8,4% para 9,8%.
Somando-se a desocupação, a subocupação por horas insuficientes e a força de trabalho potencial, o IBGE consegue analisar a subutilização da força de trabalho. A taxa de subutilização é conseguida somando-se os três indicadores e dividindo-se pela soma das pessoas ocupadas (incluindo as subocupadas), das pessoas desocupadas e da força de trabalho potencial. Essa taxa subiu de 19,3% para 20,9%.
A jornada média de horas trabalhadas ficou em 39,1 horas no segundo trimestre deste ano. No segundo trimestre de 2012, a jornada média era de 40,1 horas. Além disso, o IBGE verificou que 2,8% dos ocupados tinham dois ou mais trabalhos, enquanto que há quatro anos, o percentual era de 3,5%.
Trabalhadores por conta própria
Outro novo indicador da Pnad Contínua é o dos trabalhadores por conta própria com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). De acordo com o IBGE, no segundo trimestre deste ano, entre os 22,9 milhões de trabalhadores por conta própria, apenas 4,4 milhões (ou 19,3% do total) estavam registrados no CNPJ. No primeiro trimestre, eram 4,6 milhões entre 23,2 milhões (20%).
As informações são da Agência Brasil.