sexta-feira, 14 de abril de 2017

Quão poderosa é a 'mãe de todas as bombas' que os EUA lançaram contra o Estado Islâmico?

Quão poderosa é a 'mãe de todas as bombas' que os EUA lançaram contra o Estado Islâmico?

'Mãe de todas as bombas' durante testeDireito de imagem AFP
Image caption Moab é a arma mais poderosa depois das bombas atômicas
Seu nome oficial é GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, mas é mais fácil se lembrar da sigla em inglês, MOAB, que também inspira seu apelido famoso: "Mother of all Bombs", ou seja, "a mãe de todas as bombas".
Ela faz parte do arsenal dos Estados Unidos e seu poder explosivo só perde para uma bomba nuclear, como as usadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Nesta quinta-feira, uma MOAB foi lançada pelos militares dos EUA em uma operação de combate ao grupo autodenominado Estado islâmico (EI) no Afeganistão, informou o secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer.
O ataque ocorreu às 19h32 (horário local) - o alvo era um "sistema de túneis e cavernas" que os EUA dizem ser usados pelos extremistas em Nangarhar, no leste do Afeganistão.
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Vídeo mostra poder de destruição de 'mãe de todas as bombas' usada por EUA contra EI

Vídeo mostra poder de destruição de 'mãe de todas as bombas' usada por EUA contra EI
"Os Estados Unidos estão numa séria luta contra o Estado Islâmico. Para derrotar o grupo, devemos negar-lhes espaço operacional - foi o que fizemos", disse Spicer diante de jornalistas na Casa Branca.

Poderosa

A MOAB é uma bomba de 9,8 toneladas, o que é equivalente à potência de 11 toneladas de TNT e a torna a arma mais poderosa depois das bombas de reação nuclear.
No entanto, está muito longe de causar o tipo de destruição provocado por bombas atômicas como a que os Estados Unidos jogaram na cidade japonesa de Hiroshima em 1945.
Ela foi testada pela primeira vez em 2003, na Flórida, enquanto os EUA realizavam operações no Iraque e no Afeganistão em decorrência dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Moab em cima de caminhão antes de ser transportadaDireito de imagem AFP/FORÇA AÉREA DOS EUA
Image caption A bomba foi testada pela primeira vez em 2003 na Flórida
Até então, ela nunca tinha sido usada em combate, explica o repórter de defesa da BBC, Jonathan Marcus.
"É uma arma enorme, guiada por GPS. O seu efeito principal é uma enorme explosão numa área imensa", diz.
A bomba tem um comprimento de nove metros e geralmente é carregada por um avião Hércules MC-130, que a libera com a ajuda de um paraquedas. O GPS serve de guia até o alvo.
A arma foi desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA, e é "uma versão maior das armas usadas durante a Guerra do Vietnã", afirma Marcus.

'A munição adequada'

"Estamos muito orgulhosos dos nossos militares. Foi um evento de sucesso", disse, em um breve comunicado, o presidente dos EUA, Donald Trump.
Nas primeiras horas após o lançamento da MOAB no leste do Afeganistão, ainda não se sabia se ela tinha causado mortes ou e qual era nível de destruição no terreno.
"As forças americanas tomaram todas as precauções para evitar baixas civis com este ataque", informou um comunicado do Comando de Operações dos EUA no Afeganistão.
O ataque foi realizado na mesma região onde um soldado americano morreu na semana passada.
O general John Nicholson, comandante das forças americanas no país, disse que as baixas do Estado Islâmico têm aumentado, levando os jihadistas a aumentarem o uso de explosivos caseiros, bunkers e túneis.
"Esta é a munição adequada para reduzir esses obstáculos e manter a dinâmica da nossa ofensiva", concluiu Nicholson.

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Toby Melville/Reuters
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong


    Um diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido pelo valor recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong, nesta terça-feira (4).
    A compra do "Estrela Rosa" foi feita pela joalheria local Chow Tai Fook, após uma guerra de lances de cinco minutos pelo telefone entre três participantes.
    A peça– a maior, mais vívida e internamente mais perfeita já classificada pelo Instituto Gemólogico da América, de acordo com a Sotheby's– determinou "um novo recorde para qualquer diamante ou joia em leilão", segundo a casa de leilões.
    A joia já havia ido a leilão anteriormente, em novembro de 2013, mas não foi vendida. Na ocasião, a pedra preciosa alcançou um lance recorde de US$ 83 milhões, mas o comprador não conseguiu pagar.
    Desta vez, segundo Patti Wong, presidente da Sotheby's na Ásia, os três participantes haviam sido verificados previamente para a venda.
    "Todos os três participantes têm um longo relacionamento com a companhia e nós estávamos muito, muito confiantes de que todos tinham a capacidade financeira e, claro, o comprador definitivamente tinha a capacidade financeira", disse Wong. "Nós não estamos nem um pouco preocupados".

    Empresas usam sisal, conchas e pedras preciosas em joias e ganham o exterior

    O artesanato de tempos passados se transforma em cadeia produtiva estruturada. A necessidade de qualificar a extração e o manejo de insumos típicos do Brasil cresce com o interesse de mercados externos e se torna um negócio rentável devido à desvalorização do real diante do dólar e do euro.
    Esses insumos são, por exemplo, pedras preciosas, conchas e materiais de origem vegetal como fibra de coco, capim dourado etc. "São produtos que carregam o apelo do exclusivo, de valores regionais, que têm muita aderência lá fora", diz Gustavo Carrer, do Sebrae-SP.
    O setor de bijuterias e pedras preciosas do Brasil tem um mercado forte nos EUA, na Alemanha e na China. O segmento gera 8.400 empregos formais aqui, segundo o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos).
    "Todo o nosso trabalho é artesanal, nossos fornecedores têm certificação 'ecofriendly' [amigo da natureza], com indicação da procedência", diz Paula Santos, 44, sócia da empresa Mãos da Terra, de São José do Rio Preto (a 438 quilômetros de São Paulo), que exporta para 12 países.
    Segundo a empresária, são produzidas 1.400 bijuterias por mês, e 14% de tudo é vendido no mercado externo. A Inglaterra é o maior cliente. Pedras, sementes e fibras são selecionadas por produtores rurais do Rio Grande do Sul e do Amazonas.
    Renato Costa/Folhapress
    Anel de ouro com casca de coco brilhante do joalheiro Antonio Henrique, de Brasília
    Anel de ouro com casca de coco brilhante do joalheiro Antonio Henrique, de Brasília
    As menos nobres, como a ágata, são compradas pela Mãos da Terra por R$ 24 a unidade. Ônix, quartzo rosa e amazonita custam, em média, R$ 70. O metro do material de origem vegetal que imita o couro é encontrado por R$ 3. Já o sisal certificado é cotado a R$ 8 o metro. E a empresa vende um colar de amazonita com fio folheado a ouro a R$ 800 para o consumidor final.
    A maior dificuldade da empresa é garantir o estoque de peças o ano todo. "Passamos por safras e entressafras, a oferta dos produtos varia muito", afirma Paula Santos. O joalheiro Antonio Henrique, 40, planeja exportar.
    Sua empresa, que fica em Brasília e está no ramo há dez anos, começou misturando fios de coco tucum com ouro para fabricar colares e anéis. O insumo da vez é a concha de um pequeno caramujo fornecido pelos índios krahô, do Tocantins, combinada com ouro e brilhantes.
    O exotismo desperta interesse, mas traz um problema. "A produção dos caramujos na aldeia é muito lenta, cada coleção não passa de 20 peças", diz Henrique. Além da sede em Brasília, o negócio tem um ponto de venda na vila de Trancoso (BA). O valor de uma joia varia de R$ 3.000 a R$ 7.000. "É um setor que exige bastante persistência. Quem consome é um público mais despojado", afirma o empresário.
    Caso leve seu projeto adiante, Henrique terá pela frente um longo processo. De acordo com Diego Coelho, especialista em negócios internacionais da ESPM, elaborar um plano de ação e entender a dinâmica de mercados externos são passos complexos.
    "É uma ação com retorno a longo prazo. Só o planejamento de uma inserção internacional leva entre três e cinco anos", diz Coelho.
    Segundo Juliana Borges, do Sebrae, o empreendedor do ramo não pode se contentar só com o apelo regional e uma história bonita da origem dos produtos, o que pode deixar o trabalho caricato. "O desafio do empreendedor é apostar em um design cada vez mais contemporâneo. O folclórico demais traz uma ideia muito restrita e pode até desvalorizar o que é vendido", afirma Borges.
    COMO EXPORTAR?
    Ter um selo de produção sustentável no Brasil não isenta o empreendedor da necessidade de um novo certificado para exportação. Produtos de origem orgânica podem cair em exigências sanitárias impostas por outros países.
    "É preciso conhecer cada mercado e se adequar. Já houve casos em que o empreendedor só soube das normas do país de destino ao tentar desembarcar sua carga, que foi incinerada no porto estrangeiro", afirma Diego Coelho, especialista em negócios internacionais da ESPM.
    A disponibilidade da matéria-prima também deve ser observada –pode ser um gargalo para quem quer trabalhar com produtos de origem natural.
    Divulgação
    Mobiliário de quarto infantil feito com madeira de reflorestamento da empresa Viscondesconde, de SP
    Mobiliário de quarto infantil feito com madeira de reflorestamento da empresa Viscondesconde, de SP
    A empresária Maria Fernanda Principe pesquisou muito até achar, em São Paulo e no Paraná, fornecedores de madeira de reflorestamento para o ano inteiro. Ela é dona da Viscondesconde, fábrica paulistana de móveis infantis. "Queríamos madeira resistente, certificada e com menos manchas." Na loja, uma cama com mezanino custa R$ 9.000.
    Depois de achar o fornecedor, o passo seguinte é gerir o estoque, diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP. "Só assim a comercialização do portfólio de produtos será garantida o ano todo."
    -
    A PESO DE OURO
    Dados do mercado de pedras brasileiras
    1.254 kg
    foi o total de pedras lapidadas exportadas para a União Europeia em 2016
    1.450
    são os fabricantes de bijuterias no país
    8.395
    é o número de empregos formais gerados no setor de bijuterias

    BRDE financia R$ 31,5 milhões para a Mina do Seival

    BRDE financia R$ 31,5 milhões para a Mina do Seival


    O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Seival Sul Mineração celebrarão nesta quarta-feira (12) contrato de financiamento, no valor de R$ 31,5 milhões, de um investimento total de R$ 86,3 milhões, para implantação da unidade de extração e beneficiamento de carvão da Mina do Seival, em Candiota (RS).  A Seival Sul tem participação acionária da Copelmi Mineração (70%), que detém 80% do mercado privado de carvão industrial do país, e da Eneva (30%).
    Durante a fase de operação, a Mina do Seival, com capacidade de produção de 2,8 milhões de toneladas/ano, criará cerca de 217 empregos diretos ao longo de 25 anos, no mínimo, gerando também arrecadação de tributos em uma região deprimida economicamente do Estado. O Rio Grande do Sul possui cerca de 90% das reservas de carvão do Brasil e, em Candiota, se encontra a maior jazida do país, que corresponde a 38% das reservas nacionais.
    O minério explorado na Mina do Seival será destinado à operação da Usina Termelétrica Pampa Sul I, de propriedade da Engie Brasil Energia (antiga Tractebel), que terá capacidade de 340 MW e início da operação comercial previsto para janeiro de 2019. No pico da obra da Usina, serão gerados 1.800 empregos diretos. As termelétricas fornecem segurança e estabilidade ao sistema elétrico nacional, pois independem de condições climáticas para gerar energia. Das opções de insumos existentes, o carvão é o de menor custo e de maior abundância atualmente.
    Fonte: Amanhã

    Lucro líquido acima de R$ 8 milhões em 2016

    Lucro líquido acima de R$ 8 milhões em 2016


    A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), registrou desempenho positivo, apesar do ano difícil e dos efeitos negativos que atingiram o setor mineral em 2016. Os preços das commodities internacionais permaneceram em baixa, acumulando variação negativa em relação a 2015. Isto fez com que a CBPM suspendesse a produção na mina de níquel de Itagibá temporariamente. A minha é arrendada pela CBPM e operada pela Mirabela Mineração.
    Apesar dos percalços, a gestão equilibrada e alocação criteriosa dos recursos financeiros fizeram com que a CBPM registrasse lucro líquido superior a R$ 8 milhões, o que representou 18,1% da receita líquida, que ficou em R$ 44,3 milhões. O resultado financeiro do exercício de 2016 é mais que o dobro do exercício de 2015 que foi o montante de R$ 3,5 milhões.
    Fonte: Brasil Mineral