domingo, 16 de abril de 2017

Conheça os ovos de Páscoa mais caros do mundo

Conheça os ovos de Páscoa mais caros do mundo






Se você acha que o chocolate anda com o preço exorbitante e que os ovos de Páscoa, tanto os dos supermercados quanto os gourmets não valem a pena, acredite, você vai ficar impressionado com a lista que temos a mostrar hoje. Isso porque você está prestes a conhecer alguns dos ovos de Páscoa mais caros que já existiram por aí.
Como você vai ver, nem todos são de chocolate. Alguns, embora ainda sejam ovos, se tratam de joias cravejadas com diamantes, rubis e outras peças preciosas que, dificilmente, um simples mortal (como nós) poderia comprar.



Tem até mesmo uma exceção em nossa lista: um coelho de Páscoa, feito de chocolate, e que custa um preço ridiculamente caro. Mas, como você vai ver, os adornos dele justificam ou, no mínimo, explicam seu valor.
Interessante, não? A gente espera que depois dessa matéria você tenha um pouquinho mais de ânimo para comprar os ovos com brinquedos para a Páscoa. Afinal, eles não custam nem a terça parte dos que você está prestes a ver.

Conheça os ovos de Páscoa mais caros do mundo:

1. Ovo Fabergé


Cravejado de diamantes, rubis, pedras preciosas e tudo mais que remete a riqueza, o Ovo Fabergé se trata, obviamente, de uma joia (que, normalmente, vem com outra joia dentro). O valor? Cerca de 5 milhões de dólares, mais de 8 milhões de reais, cada um.



Essas obras-primas existem desde 1885, quando o czar russo Alexander III resolveu presentear sua esposa de uma forma especial e encomendou a peça para o artesão Karl Fabergé.

2. Diamond Stella




Apesar de ser de chocolate, esse ovo também conta com toques de requinte e é cravejado com 100 diamantes. Mas, outras coisas também impressionam: o Diamond Stella tem 60 centímetros de altura e custa 100 mil dólares, mais de 300 mil reais.

Mas, nem só de riqueza vivem os ovos de Páscoa mais caros do mundo. Este, por exemplo, tem recheio de pêssego, damasco e bombons.

3. Coelho de Páscoa


Outra guloseima que não cabe em qualquer bolso é o coelho de Páscoa, feito na Tanzânia. Embora ele não seja exatamente um ovo, este se trata de um belíssimo presente de Páscoa.
Os olhos de diamantes do coelho, fornecidos pela grife 77 Diamonds, explicam o preço exorbitante. Além disso, o doce, que pesa 5 kg e possui 548 mil calorias, vem com três ovos de chocolate embrulhados com folha de ouro.
O coelho foi esculpido pelo ex-chefe de decoração da Harrods (uma das lojas de departamento mais luxuosas do mundo), Martin Chiffers. A peça ficou pronta em dois dias completos de trabalho.

4. Ovo de porcelana


Outros ovos de Páscoa que não são de comer, mas que todo mundo adoraria ganhar são os ovos de porcelana feitos pelo joalheiro alemão Peter Nebengaus. Eles são inteiramente decorados com rubis, safiras, esmeraldas e diamantes. Mas, claro, se você preferir uma versão mais “clean”, existem também os completamente dourados, como o da foto.
Tanto luxo e sofisticação saem pela bagatela de 20,4 mil dólares. Convertendo para real, o valor dos ovos de porcelana seria superior a 60 mil reais, cada um.
E aí, ficou impressionado? Porque a gente ficou.

Laboratório de Gemologia no IGc é um dos poucos lugares que realizam estudos nessa área no Brasil

Laboratório de Gemologia no IGc é um dos poucos lugares que realizam estudos nessa área no Brasil

gemsApesar de pouco conhecido, o estudo da gemologia, ciência que se ocupa da pesquisa sobre as propriedades, composição e estrutura de pedras preciosas, também tem espaço na Universidade. Localizado no Departamento de Mineralogia e Geotécnica do Instituto de Geociências (IGc) da USP, o Laboratório de Gemologia é um dos poucos em todo o Brasil a se dedicar à análise do tema. Segundo o professor Rainer Aloys Schultz-Güttler, responsável pelo laboratório desde 1995, “a gemologia abrange muitas áreas e ciências”. Lamenta, entretanto, que o assunto receba pouca atenção no meio acadêmico. “A gemologia precisa de uma divulgação”, diz. E é também nesse sentido que trabalha o Laboratório de Gemologia.
De acordo com Rainer, a principal forma de funcionamento do laboratório é através das aulas que ele próprio ministra. O professor conta que a disciplina optativa que oferece sobre o tema, chamada “Técnicas Gemológicas”, é composta por duas turmas, com uma média de 25 pessoas em cada. Os alunos são divididos entre estudantes de geologia e alunos especiais, que são externos à Universidade, o que, para Rainer, faz parte de sua filosofia de expansão do conhecimento.

Pesquisa
Além de uma disciplina sobre o assunto, o Laboratório realiza ainda diversos estudos relacionados à área. Rainer explica que o Laboratório já possui projetos de pesquisa sobre quartzo, turmalina, alexandrita, entre outras pedras. Um exemplo disso é uma pesquisa que está sendo desenvolvida por Tatiana Cavallaro, aluna da pós-graduação.

Ela conta que está fazendo testes em diamantes com um espectrofotômetro, aparelho que analisa a interação luz-matéria, para descobrir a relação entre a absorção de luz e a mudança de cor nas pedras. Segundo ela, as pedras incorporam características do ambiente e esse estudo pretende “diferenciar os defeitos que causam cor nos diamantes”. Para Tatiana, sua pesquisa tem como objetivo construir um banco de espectro, de dados, que sirva de consulta dentro e fora da comunidade acadêmica.  Além disso, afirma que pretende facilitar a identificação do que é natural e sintético, “para manter uma ética dentro do comércio”.

Ao mesmo tempo, Rainer afirma que está fazendo um levantamento dos tipos de ágata no Rio Grande do Sul. Segundo o professor, entretanto, a principal função do Laboratório tem sido diferenciar as gemas naturais das gemas sintéticas, produzidas artificialmente, além de fazer análises na pedra como a sua cor, seu tamanho e sua limpeza (número de inclusões).

Estrutura
Para realizar todos esses estudos, o Laboratório conta com variados equipamentos. Entre os mais curiosos, estão o microscópio gemológico, que é diferente dos comuns, pois analisa as inclusões dentro da pedra; o refratômetro, que mede o índice de refração de cada mineral e, assim, serve para identificá-los; e o índice de cor, que diferencia as pedras pela sua coloração, particular a cada tipo.

De acordo com Rainer, porém, “a pesquisa não é só concentrada aqui no Instituto”. Além da infraestrura de outros laboratórios do IGc, como o Laboratório das Químicas e o Laboratório de Microssonda eletrônica, os pesquisadores utilizam ainda equipamentos do Instituto de Física (IF) e do Instituto de Química (IQ) da USP.

O material usado no Laboratório chega através de garimpeiros, ou, em muitos casos, o próprio Rainer compra pedras novas. Em relação às pessoas que visitam a unidade, o professor explica que “a maior parte quer ter uma opinião sobre pedras”.

Existe muito interesse dos alunos sobre o tema. Mas, ao contrário, não há tanto destaque para o assunto no Brasil como um todo. “A maioria dos pesquisadores na área de gemologia são de fora”, afirma o professor, que é um exemplo dessa situação, pois não é brasileiro, e sim, alemão. Segundo ele, deveria haver maior discussão sobre essa questão aqui no Brasil, principalmente devido à grande quantidade de material geológico que o nosso país possui.

USP Online

A esmeralda

A esmeralda

A esmeralda é uma gema sobre a qual se podem escrever páginas e páginas, ou falar horas a fio. Seja por sua história milenar, seja pelo seu grande valor como gema, ou ainda por suas características gemológicas, que incluem sofisticados processos de síntese e de tratamento, ela ocupa merecidamente lugar de destaque no estudo das pedras preciosas.
Pelas limitações desse espaço, porém, apresentamos apenas algumas de suas caracte-rísticas mais marcantes, que não podem ser ignoradas por quem aprecia as gemas ou a esmeralda em particular.
Como a água-marinha e o heliodoro, a esmeralda é uma variedade do mineral chamado berilo.  Ela tem cor verde, em tom médio a escuro, devida à presença principalmente de cromo. Segundo o Gemological Institute of América (GIA), a esmeralda deve ter pelo menos 0,1% de óxido de cromo (Cr2O3), do contrário será simplesmente berilo verde. Este é o caso de certos berilos brasileiros cuja cor verde se deve ao vanádio.
No estado bruto, forma cristais prismáticos, hexagonais, translúcidos a transparentes, de brilho vítreo. Tem dureza 7,5 a 8,0 e densidade relativa 2,70.
O cromo, que lhe dá cor verde, entra na composição do berilo substituindo o alumínio. Isso enfraquece a estrutura cristalina do mineral, o que explica as abundantes fraturas, características da esmeralda, que impedem que se consigam gemas perfeitamente límpidas, a não ser muito pequenas, com uns poucos quilates.
É usualmente encontrada em rochas como micaxistos e pegmatitos e apresenta freqüentemente inclusões de mica, pirita (carvão), tremolita, cloreto de sódio, calcita ou ainda água ou gás carbônico. A presença de inclusões de pirita, mica, gás ou água é indício seguro de que a esmeralda é natural e não sintética. O estudo dessas inclusões é muito importante, pois permite, não apenas determinar se a gema é natural, mas também, muitas vezes, de que país ela provém.
O filtro de Chelsea, um dos equipamentos usados para identificação de esmeralda. Mostra que esta gema, vista através dele, fica vermelha, o que só ocorre com poucas pedras preciosas verdes (por ex. demantóide e zircão). Se a cor vermelha for muito viva, trata-se de esmeralda sintética.
A esmeralda é geralmente lapidada em um tipo facetado próprio, chamado de lapidação esmeralda, cuja mesa é retangular ou quadrada, com os cantos cortados. Pode ser lapidada também em cabuchão e pêra.
Essa gema já era comercializada 2.000 anos antes de Cristo, na Babilônia (atual Iraque), mas foi rara até à época do Renascimento, quando se descobriram as jazidas sul-americanas. Entre as esmeraldas que se tornaram famosas, estão a “Kakovin”, a “Imperador Jehangir”, a “Hooker” e a “Devonshire”.
Os principais produtores são a Colômbia, Zâmbia, Zimbábue, Tanzânia, Madagascar e Brasil. As primeiras minas de esmeralda surgiram no Egito, mas já não há produção nesse país. O Brasil tomou-se, na década de 1980, importante produtor, com a sua produção concentrada em Goiás (Santa Teresinha de Goiás) e na Bahia (Carnaíba) e Salinha (Sr.Arpad Szuecs proprietário do alvará). Em Minas Gerais (Santana dos Ferros), também há esmeralda.
A lapidação é feita no Rio de Janeiro e em São Paulo, principalmente. É um trabalho quase exclusivamente manual, usando-se mecanização apenas para as gemas mais pobres.
A esmeralda é um dos três minerais-gema mais valiosos (os outros são o rubi e o diamante), em razão de sua cor, principalmente. As gemas de melhor qualidade (excelente ou ex-tra), com 5 a 8 ct, podem valer até US$ 5.600 por quilate. Gemas de mesmo peso com qualida-de média variam de US$ 100 a US$ 580/ct.
Em decorrência do seu alto valor, a esmeralda vem sendo sintetizada e imitada há bastante tempo. Em caráter comercial, a produção começou em 1940 nos EUA (Califórnia), com Carrol F. Chatham, mas a primeira vez que foi sintetizada foi em 1935, na Alemanha, pela I.G. FarberIndustrie. Até hoje, EUA e Alemanha são os principais produtores. Ao contrário do que acontece com outros minerais, toda a produção de pedras sintéticas destina-se à joalheria.
A esmeralda pode ser confundida com turmalina verde, dioptásio, demantóide, diopsídio, hiddenita, grossulária, uvarovita e peridoto.
Ela costuma ser lavada com ácidos para remover impurezas localizadas nas fraturas que se ligam ao exterior e, a seguir, imersa em óleos ou resinas, visando a avivar sua beleza natu-ral.  Nunca se deve usar ultra-som para essa limpeza.

Papa Francisco implora pela Síria em tradicional mensagem de Páscoa

Papa Francisco implora pela Síria em tradicional mensagem de Páscoa


O papa Francisco pediu pela paz na Síria e no Oriente Médio durante a tradicional bênção "Urbi et Orbi", em meio às celebrações de Páscoa na praça São Pedro, no Vaticano, diante de dezenas de milhares de fiéis, neste domingo (16).
Durante a celebração, o pontífice lembrou do conflito sírio e implorou para que Deus "conceda a paz para o Oriente Médio e ajude aqueles que estão trabalhando ativamente para trazer alívio e conforto para a população civil na Síria, a vítima de uma guerra que continua a semear o terror e a morte".
O religioso também chamou de "desprezível" a explosão de um carro-bomba próximo a um comboio de 75 ônibus que evacuariam civis de uma área rebelde para uma controlada pelo governo sírio. O ataque deixou ao menos 112 mortos.
Argentino, o pontífice também lembrou-se do próprio continente ao orar para Deus "sustentar os esforços daqueles que, especialmente na América Latina, estão comprometidos com o bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, que em alguns casos são reprimidas com violência".
Antes da bênção, o papa celebrou a missa de Páscoa cercado por um forte aparato de segurança. Pela manhã, toda a vizinhança em torno da Basílica de São Pedro foi isolada e foram criados pontos de acesso, onde as pessoas passavam por um detector de metais antes de entrar.
Neste ano, a Páscoa é festejada por católicos e ortodoxos no mesmo dia.

sábado, 15 de abril de 2017

ESMERALDAS DA CARNAÍBA- BAHIA


ESMERALDAS DA CARNAÍBA- BAHIA


Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens. Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário.
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.

Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo. Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel.
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto. Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança.
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.