quinta-feira, 20 de abril de 2017

O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlântico

O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlântico


Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou um crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias. Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar. A montanha também contêm minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos. A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.

Controvérsia

O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície. Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional (NOC na sigla inglesa) do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros. Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas. ”Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos”, explicou.
Debate necessário
Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial. O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho. Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele – parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech – provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais.
 ”Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar”, disse. ”Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor”, afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. “Tudo o que fazemos tem um custo”. Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.

Vantagens e desvantagens

De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério). No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração corre praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área.
Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho. Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido. Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.

Rico como a floresta tropical

Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas.
Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) – uma organização ligada às Nações Unidas – autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região.
De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava. Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas – como se fossem recifes de coral em miniatura – e fornecem habitats para outras criaturas marinhas. Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e “é muito mais dinâmica” do que imaginava.
“Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos”, disse.
“É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo”, completou.
Fonte: BBC

Produção de minério da Vale cresce 11,2% no 1º tri para 86,2 mi t

Produção de minério da Vale cresce 11,2% no 1º tri para 86,2 mi t


A produção de minério de ferro da mineradora brasileira Vale entre janeiro e março foi recorde para um primeiro trimestre, com alta de 11,2 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 86,2 milhões de toneladas, informou a companhia nesta quinta-feira. A mineradora, maior produtora global de minério de ferro, atribuiu o avanço à aceleração das atividades na mina S11D, em Canaã dos Carajás, Pará, que entrou em operação comercial neste ano, e no projeto Itabiritos, no Sistema Sudeste.
Fonte: Exame

Bovespa fecha em alta de 0,56% com ganhos da Vale e algum alívio com cena política

Bovespa fecha em alta de 0,56% com ganhos da Vale e algum alívio com cena política

quinta-feira, 20 de abril de 2017 18:02 BRT


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Por Flavia Bohone SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta quinta-feira, com as ações da Vale exercendo a principal influência positiva e com algum alívio com a cena política após a aprovação do regime de urgência para proposta de reforma trabalhista. O Ibovespa subiu 0,56 por cento, a 63.760 pontos. Na semana mais curta pelo feriado de Tiradentes na sexta-feira, o índice acumulou alta de 1,49 por cento. No melhor momento do pregão, o Ibovespa subiu mais de 1 por cento. O volume financeiro do pregão somou 6,65 bilhões de reais. Após falhar na primeira tentativa, o governo conseguiu na noite passada dar o caráter de urgência à proposta de reforma trabalhista, permitindo que a medida seja votada na Comissão Especial na terça-feira, sem esperar o fim do prazo de apresentação de emendas, e no plenário da Câmara já na quarta-feira. No exterior, Wall Street teve uma sessão positiva, com o Nasdaq fechando em máxima recorde, diante de uma rodada de sólidos balanços, reforçando o tom positivo no mercado acionário brasileiro. A alta na bolsa local, no entanto, perdeu força ao longo do dia, com investidores adotando alguma cautela antes do feriado no Brasil, mas que terá as bolsas internacionais operando normalmente. DESTAQUES - VALE PNA avançou 5,87 por cento e VALE ON teve ganhos de 5,17 por cento, após a empresa informar produção de minério de ferro recorde para o primeiro trimestre, com alta de 11,2 por cento ante o mesmo período de 2016, a 86,2 milhões de toneladas. A sessão também foi marcada por alta nos contratos futuros do minério de ferro na China. - USIMINAS PNA teve alta de 2,02 por cento, depois que a siderúrgica mineira divulgou dados fechados do primeiro trimestre, confirmando o lucro líquido de 108 milhões de reais, o primeiro resultado positivo após dez trimestres de prejuízo. - MARFRIG ON avançou 6 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, após ter avançado 9,5 por cento no melhor momento do dia. No radar estava a informação de que a empresa retomou nesta semana operações na unidade de Tangará da Serra (MT), que tinha um de três turnos em férias coletivas de 10 dias diante da fraqueza do mercado, e a melhora de recomendação para os papéis da empresa na véspera pelo Bradesco BBI, que elevou para "outperform", com preço-alvo de 8 reais. - PETROBRAS PN subiu 2,06 por cento e PETROBRAS ON teve alta de 1,57 por cento, recuperando-se da forte queda da véspera, apesar de os preços do petróleo no mercado internacional não terem conseguido manter a trajetória positiva.[O/R] - ESTÁCIO PARTICPAÇÕES ON avançou 2,39 por cento, em meio aos desdobramentos das investigações sobre o vazamento de uma troca de mensagens entre o presidente da empresa e uma advogada acerca da fusão com a KROTON, que subiu 1,57 por cento. A Estácio prestou queixa policial após investigação interna apontar fortes indícios de que o vazamento tenha sido realizado por acesso físico ao computador antigo do CEO. - BRADESCO PN perdeu 1,74 por cento e ITAÚ UNIBANCO recuou 1,46 por cento. Segundo operadores, o setor refletiu os receios com relação a uma possível delação do ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Lava Jato, após ele ter indicado estar disposto a dar informações ao juiz Sergio Moro. A preocupação vem na esteira de reportagem recente da Folha de S.Paulo informando que o ex-ministro poderia tratar de casos de corrupção envolvendo empresas do sistema financeiro. - SABESP ON caiu 5,58 por cento, no pior desempenho do Ibovespa. Segundo analistas, o papel foi prejudicado pela revisão tarifária preliminar da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que gerou receios de que o reajuste para a Sabesp possa ser menor. As ações da COPASA, que não fazem parte do Ibovespa, recuaram 20,92 por cento por cento.

Wall St sobe com resultados de empresas; Nasdaq atinge patamar recorde

Wall St sobe com resultados de empresas; Nasdaq atinge patamar recorde

quinta-feira, 20 de abril de 2017 19:05 BRT
 


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Placa de Wall Street do lado de fora da Bolsa de Valores de Nova York em Manhattan, nos Estados Unidos
28/12/2016
REUTERS/Andrew Kelly
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NOVA YORK (Reuters) - O mercado acionário dos Estados Unidos subiu nesta quinta-feira, com o Nasdaq fechando em um patamar recorde, depois de uma rodada de sólidos balanços liderados pela American Express. O papel da empresa de cartões de crédito fechou com alta de 5,9 por cento respondendo pelo principal impulso no Dow Jones, depois de relatar na quarta-feira uma queda menor do que o esperado no lucro trimestral. O índice Dow Jones subiu 0,85 por cento, a 20.578 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,76 por cento, a 2.355 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,92 por cento, a 5.916 pontos. A CSX Corp, que teve alta de 5,6 por cento, registrou um dos melhores desempenhos do S&P 500 depois que a companhia ferroviária informou lucro líquido trimestral melhor do que o esperado, impulsionado pelo aumento dos volumes de frete, e disse que planeja cortar custos e aumentar a lucratividade. "Você precisa de um catalisador (no mercado de ações) para subir e a única coisa que me parece lógica e pode guiar mercado são os resultados. E até agora, está ok", disse Phil Blancato, CEO da Ladenberg Thalmann Asset Management. Os principais índices dos EUA recuaram por duas semanas seguidas, caindo de níveis recordes, enquanto temores sobre a capacidade do presidente Donald Trump de entregar suas promessas pró-crescimento levantaram alguma preocupação com relação aos preços das ações. A tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, bem como as próximas eleições presidenciais francesas, também serviram para aumentar a cautela dos investidores. Pesquisas recentes mostraram que o centrista Emmanuel Macron continuava na liderança de uma corrida francesa com quatro candidatos competitivos e que está próxima do final. De acordo com dados da Thomson Reuters, cerca de 75 por cento das 82 empresas do S&P 500 que reportaram resultados até esta quinta-feira à tarde superaram as expectativas, acima da média de 71 por cento dos últimos quatro trimestres.

ENTREVISTA-Cofco estima queda de 15% na safra de café do Brasil, mas prevê salto em 2018

ENTREVISTA-Cofco estima queda de 15% na safra de café do Brasil, mas prevê salto em 2018

quinta-feira, 20 de abril de 2017 19:55 BRT
 


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Funcionário transporta sacas de 1 tonelada de grãos de café em armazém de Santos, no Brasil
10/12/2015
REUTERS/Paulo Whitaker
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Por Marcelo Teixeira SÃO PAULO (Reuters) - A produção de café do Brasil em 2017 deve cair entre 15 e 20 por cento na comparação com o ano passado, mas deverá recuperar-se fortemente em 2018 devido aos melhores cuidados com a safra, disse o diretor global de café da trading chinesa Cofco, Joseph Reiner, em entrevista à Reuters nesta quinta-feira. Reiner disse que a equipe de pesquisa da Cofco, após visitar diversas áreas produtivas no maior produtor de café do mundo, confirmou que a maior parte das fazendas produzirá menos devido ao ano de baixa no ciclo bienal das lavouras, que alterna safras maiores com menores. Os pés geralmente perdem vitalidade após grandes colheitas. "Do que a gente viu, várias regiões de arábica terão produção menor e a gente percorre bastante. Em torno de 15 a 20 por cento menos. Mais perto de 15 por cento", disse Reiner, que assumiu o cargo neste ano após 11 anos na fabricante de chocolates norte-americana Mars. O Brasil produziu uma safra recorde de café de 51,37 milhões de sacas no ano passado. A Cofco Agri está trabalhando para integrar as operações de café da Noble no Brasil após concluir a aquisição da operadora de commodities asiática, até então sua rival, em março de 2016. Com a aquisição, ela tornou-se uma das 15 maiores empresas atuantes no mercado de exportação de café do Brasil. Reiner disse que muitos produtores de café decidiram adotar a poda mais agressiva após a produção mais alta no ano passado, uma vez que já esperavam uma produção menor neste ano. Isso enfatizaria o ano de baixa em algumas regiões, mas prepararia bem as lavouras para 2018, quando os pés devem estar preparados para produzir bem. "A gente tem uma promessa de uma safra bastante volumosa para o ano que vem", disse ele, acrescentando que outro fator que apoia esses indicativos são as áreas recém-plantadas. Reiner disse que seu time observou produtores expandindo as lavouras de café, algo que a Organização Internacional de Café (OIC) também notou em seu último relatório. Essa situação de uma safra significativamente menor em 2017 e uma produção potencialmente muito maior em 2018 criará uma situação interessante no mercado, disse ele, com a oferta muito limitada no início de 2018. Reiner afirmou que as indústrias de café terão de avaliar cuidadosamente sua situação de estoques, para não ficar sem o produto quando a crise da oferta chegar, e para não ter muitos estoques quando a safra de 2018 começar. A Cofco planeja aumentar seus volumes no Brasil, embora o executivo tenha se recusado dar uma meta. "Vamos usar as ferramentas que a companhia tem, nossa força financeira, capacidade de logística, para dar um serviço melhor aos clientes. Deste modo, acredito que aumentaremos os volumes." O mercado de exportação de café no Brasil é dominado pela Cooxupé, maior cooperativa de produtores de café do mundo. Entre as cinco maiores empresas estão a operadora asiática Olam e Terra Forte e Ecom.