quinta-feira, 20 de abril de 2017

ENTREVISTA-Cofco estima queda de 15% na safra de café do Brasil, mas prevê salto em 2018

ENTREVISTA-Cofco estima queda de 15% na safra de café do Brasil, mas prevê salto em 2018

quinta-feira, 20 de abril de 2017 19:55 BRT
 


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Funcionário transporta sacas de 1 tonelada de grãos de café em armazém de Santos, no Brasil
10/12/2015
REUTERS/Paulo Whitaker
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Por Marcelo Teixeira SÃO PAULO (Reuters) - A produção de café do Brasil em 2017 deve cair entre 15 e 20 por cento na comparação com o ano passado, mas deverá recuperar-se fortemente em 2018 devido aos melhores cuidados com a safra, disse o diretor global de café da trading chinesa Cofco, Joseph Reiner, em entrevista à Reuters nesta quinta-feira. Reiner disse que a equipe de pesquisa da Cofco, após visitar diversas áreas produtivas no maior produtor de café do mundo, confirmou que a maior parte das fazendas produzirá menos devido ao ano de baixa no ciclo bienal das lavouras, que alterna safras maiores com menores. Os pés geralmente perdem vitalidade após grandes colheitas. "Do que a gente viu, várias regiões de arábica terão produção menor e a gente percorre bastante. Em torno de 15 a 20 por cento menos. Mais perto de 15 por cento", disse Reiner, que assumiu o cargo neste ano após 11 anos na fabricante de chocolates norte-americana Mars. O Brasil produziu uma safra recorde de café de 51,37 milhões de sacas no ano passado. A Cofco Agri está trabalhando para integrar as operações de café da Noble no Brasil após concluir a aquisição da operadora de commodities asiática, até então sua rival, em março de 2016. Com a aquisição, ela tornou-se uma das 15 maiores empresas atuantes no mercado de exportação de café do Brasil. Reiner disse que muitos produtores de café decidiram adotar a poda mais agressiva após a produção mais alta no ano passado, uma vez que já esperavam uma produção menor neste ano. Isso enfatizaria o ano de baixa em algumas regiões, mas prepararia bem as lavouras para 2018, quando os pés devem estar preparados para produzir bem. "A gente tem uma promessa de uma safra bastante volumosa para o ano que vem", disse ele, acrescentando que outro fator que apoia esses indicativos são as áreas recém-plantadas. Reiner disse que seu time observou produtores expandindo as lavouras de café, algo que a Organização Internacional de Café (OIC) também notou em seu último relatório. Essa situação de uma safra significativamente menor em 2017 e uma produção potencialmente muito maior em 2018 criará uma situação interessante no mercado, disse ele, com a oferta muito limitada no início de 2018. Reiner afirmou que as indústrias de café terão de avaliar cuidadosamente sua situação de estoques, para não ficar sem o produto quando a crise da oferta chegar, e para não ter muitos estoques quando a safra de 2018 começar. A Cofco planeja aumentar seus volumes no Brasil, embora o executivo tenha se recusado dar uma meta. "Vamos usar as ferramentas que a companhia tem, nossa força financeira, capacidade de logística, para dar um serviço melhor aos clientes. Deste modo, acredito que aumentaremos os volumes." O mercado de exportação de café no Brasil é dominado pela Cooxupé, maior cooperativa de produtores de café do mundo. Entre as cinco maiores empresas estão a operadora asiática Olam e Terra Forte e Ecom.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

IBM faz S&P 500 e Dow Jones recuar; Nasdaq avança

IBM faz S&P 500 e Dow Jones recuar; Nasdaq avança

quarta-feira, 19 de abril de 2017
 


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NOVA YORK (Reuters) - O S&P 500 e o Dow recuaram e o Nasdaq avançou nesta quarta-feira, com investidores digerindo a última rodada de balanços, enquanto a queda no preço do petróleo pesou no setor de energia. O índice Dow Jones caiu 0,58 por cento, a 20.404 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,17 por cento, a 2.338 pontos. O Nasdaq avançou 0,23 por cento, a 5.863 pontos. A ação da IBM recuou 4,9 por cento, após a empresa informar queda maior do que a esperada na receita pela primeira vez em cinco trimestres. O papel teve maior influência na queda do S&P e do Dow Jones. O setor de energia caiu 1,4 por cento, para o seu quinto recuo em seis sessões, com os preços do petróleo caindo quase 4 por cento. Os dados dos Estados Unidos mostraram alta inesperada nos estoques de gasolina e um declínio menor do que o esperado nos estoques de petróleo brutos totais, o que levou o preço do petróleo no país para baixo da marca de 52 dólares o barril pela primeira vez em duas semanas. "Certamente o petróleo tem caído por alguns dias e isso vem colocando alguma pressão ", disse Peter Jankovskis, codiretor de investimentos da OakBrook Investments LLC em Lisle, em Illinois. A ação do Morgan Stanley subiu 2 por cento após a divulgação de uma alta no lucro trimestral, compensando um fraco balanço do Goldman Sachs na terça-feira. Das 57 empresas do S&P 500 que reportaram ganhos até a manhã de quarta-feira, 75,4 por cento superaram as expectativas, segundo dados da Thomson Reuters, acima da média de 71 por cento dos últimos quatro trimestres.

Bovespa recua 1,17% por preocupação com reformas no Congresso e queda do petróleo

Bovespa recua 1,17% por preocupação com reformas no Congresso e queda do petróleo

quarta-feira, 19 de abril de 2017


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado por receios quanto ao ritmo de tramitação das reformas propostas pelo governo no Congresso Nacional e pela queda expressiva dos preços do petróleo no mercado internacional. O Ibovespa caiu 1,17 por cento, a 63.406 pontos. O giro financeiro foi de 7 bilhões de reais. O governo federal acabou cedendo à pressão da oposição e concordou em adiar para maio a votação da proposta de mudança da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, ante objetivo inicial de começar a apreciação já na próxima semana. "Hoje acabaram jogando água (no mercado) com essa história de colocar a votação da Previdência mais para frente", disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos. Na noite passada, o governo já tinha enfrentado outro revés no andamento de reformas no Congresso Nacional, ao não conseguir colocar em regime de urgência a proposta da reforma trabalhista na Câmara. Apesar da cautela política, o mercado conseguiu oscilar com variações mais contidas durante a maior parte do dia, mas uma forte queda nos preços do petróleo pesou sobre a Petrobras rumo ao fechamento dos negócios, contaminando as demais ações da bolsa. DESTAQUES - PETROBRAS PN caiu 3,55 por cento e PETROBRAS ON recuou 2,84 por cento, anulando os ganhos iniciais, conforme os preços do petróleo no mercado internacional também migraram para território negativo, em meio a dados de estoques nos Estados Unidos. No melhor momento do dia, as ações preferenciais da petroleira subiram 1,28 por cento. [O/R] - BANCO DO BRASIL ON caiu 3,65 por cento, a maior queda do Ibovespa, refletindo o clima de cautela com a cena política que abateu os negócios. O receio com o cenário político pressionou mais as ações do banco estatal do que as dos privados. BRADESCO PN recuou 1 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,88 por cento. - B3 desvalorizou-se em 1,98 por cento, após acumular ganhos de mais de 6 por cento nos dois pregões anteriores, em sessão de fraqueza no setor financeiro como um todo, com o índice do setor cedendo 1,48 por cento. - VALE PNA cedeu 0,12 por cento, com o mau humor do mercado contaminando a tentativa de recuperação vista na maior parte do pregão, e VALE ON subiu 0,23 por cento. No melhor momento do dia, as ações preferenciais subiram pouco mais de 3 por cento, após a queda de 3,86 por cento da véspera, quando analistas do Itaú BBA recomendam a compra dos papéis preferenciais da mineradora diante das quedas recentes. O preço-alvo para as ações é de 40 reais. - USIMINAS PNA fechou estável, com o tom negativo do mercado tirando os papéis do território positivo, após subirem 5,81 por cento no melhor momento do dia. Mais cedo, a empresa informou que seu lucro líquido no primeiro trimestre foi de 108 milhões de reais, no primeiro resultado positivo após dez trimestres seguidos de prejuízo. Os números fechados dos três primeiros meses do ano serão divulgados na quinta-feira. - BANCO PAN PN, que não faz parte do Ibovespa, perdeu 4,04 por cento, após subir 3,54 por cento na máxima e cair mais de 7 por cento no pior momento do dia, diante da operação da Polícia Federal para investigar suspeita de fraude na compra de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações. O banco informou que atendeu em sua sede à Polícia Federal, mas que o fato não tem relação com a gestão atual. - MAGAZINE LUIZA ON, que também não figura no Ibovespa, subiu 4,63 por cento após o Santander Brasil elevar o preço-alvo para as ações da empresa para 220 reais e reiterar recomendação de "compra". As ações da empresa lideraram a ponta positiva do índice de small caps, que fechou em baixa de 0,31 por cento.

Algumas opalas 

Opala
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  Você cava o buraco e dá uma olhada lá pra dentro. O que você vê parece saído de um filme de sci-fi (malfeito) dos anos 50:
485343 474086139319102 1136965089 n Opala, o mineral que não é um cristal.    Curiosidades
Será o cocô fossilizado de um unicórnio?
Não. Trata-se da Opala. Curiosamente, esse mineralóide, como é chamado, só é encontrado com qualidade em dois lugares do mundo: Austrália e… Piauí! Isso mesmo, aqui no Brasil, na cidade de Pedro II está uma das maiores e mais importantes jazidas de Opala (claro que existem outras jazidas e Opala no mundo, sobretudo na África) da Terra.
Segundo a wikipedia:
O mineralóide Opala é sílica amorfa hidratada. Neste material, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos. Tem a fratura conchoidal, brilho vítreo, dureza na escala de Mohs de 5,5-6,6, gravidade específica 2,1-2,3, e uma cor altamente variável. A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum. O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores. As veias de opala que mostram jogo de cores são frequentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável. As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diversos nomes; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um bilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Menilite (marrom ou cinza) e hialite, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus. A palavra opala vem do sânscrito upala, do grego opallos e do latim opalus, significando “pedra preciosa.” A opala é um dos minerais que podem formar fósseis, por substituição. Os fósseis resultantes, embora possam não ser especialmente valiosos do ponto de vista científico, atraem colecionadores por sua beleza. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geléia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica. Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade; sob ampliação, as áreas com diferentes cores são arranjadas em forma de “pele de lagarto” ou padrão “chicken wire”. As opalas sintéticas são distinguidas das naturais mais pela falta de fluorescência sob luz UV. São também geralmente de densidade mais baixa e frequentemente mais porosas. Dois notáveis produtores do opala sintética são as companhias Kyocera e Inamori do Japão. A maioria das opalas chamadas sintéticas, entretanto, são denominadas mais corretamente de imitações, porque contêm substâncias não encontradas na opala natural (por exemplo, estabilizadores plásticos). As opalas Gilson vistas frequentemente em jóias vintage são, na realidade, um vidro laminado. fonte
Dá uma olhada na beleza desse material sensacional:
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Esta é uma amostra de opala assim que é escavada numa jazida Australiana.
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Então as amostras são ensacadas em estado bruto e enviadas para lavagem e posterior lapidação. É aqui que a verdadeira  ”mágica” acontece. 

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É após a lapidação que o material passa a ser vendido para os artistas que farão jóias com ele.
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Algumas opalas 


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Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que Opalas foram criadas.
Talvez isso explique porque o nome Opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as Opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria. Quando as Opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais.
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Graças ao boato, a opala australiana não apareceu no mercado mundial até 1890. Ninguém comprava porque acreditaram nos boatos.
Por muito tempo ninguém sabia porque as opalas da Austrália eram tão lindas. Na década de 1960 uma equipe de cientistas australianos analisaram as amostras de Opalas com um microscópio eletrônico. Eles descobriram que pequenas esferas de gel de sílica produziam interferência na passagem da luz, causando as incríveis refrações, que são responsáveis ??pelo jogo fantástico de cores dentro do material.
Em outras palavras, como a opala é formada de sílica, ela deixa a luz atravessar, e é essa entrada de luz e consequente divisão dela em micro-prismas, que dá às Opalas sua cor.
Entre as diversas formas de opala existente, (há as mais transparentes, as leitosas, as esverdeadas, é uma quantidade enorme de variações) estão as Opalas negras.
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A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da Opala.
Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de Opala negra.
A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.
Por sua inacreditável variação visual e beleza, as opalas são muito usadas para a produção de jóias. Algumas opalas de jazidas no México, chamadas Opalas de fogo,  são tão sensacionais que lembram até rubis:
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Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.
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PS= Você quer ficar rico? Então conheça PEDROII PIAUÍ, e compre opalas nobres baratas para revender, ou arrume um lugar para garimpar as próprias opalas...

Por que o grafite conduz a corrente elétrica e o diamante não?

Por que o grafite conduz a corrente elétrica e o diamante não?

          
Por que o grafite conduz a corrente elétrica e o diamante não?
O grafite conduz eletricidade em razão do arranjo espacial de seus átomos
O diamante e o grafite são variedades alotrópicas naturais do elemento químico carbono. Porém, esses dois materiais possuem características e propriedades distintas, conforme se pode ver na tabela a seguir:
Propriedades do grafite e do diamante
Observe que uma das diferenças mais destacadas entre o grafite e o diamante é o fato de o grafite conduzir corrente elétrica – e até ser usado como eletrodo em algumas reações de oxirredução, como em eletrólises – e o diamante não. Já no que diz respeito à condução térmica, ocorre o contrário.
Como eles podem ser tão diferentes se ambos são feitos somente de carbono? E o que explica o fato de o grafite conduzir corrente elétrica e o diamante não, sendo que ele conduz calor?
A resposta está no tipo de ligação existente entre os carbonos e no arranjo cristalino dos átomos no espaço.
No caso do grafite, os átomos de carbono formam anéis hexagonais contidos num mesmo espaço plano, formando lâminas que se mantêm juntas por forças de atração mútua. Essas lâminas se sobrepõem umas às outras, permitindo uma espécie de deslizamento ou deslocamento dos planos. Isso explica por que o grafite possui pouca dureza, pois essa propriedade facilita o desgaste do sólido. Em virtude dessa propriedade, o grafite é usado como lubrificante em engrenagens e rolamentos. Veja a seguir a sua estrutura:
Estrutura espacial do grafite
Observe os anéis hexagonais formados. Neles está a resposta de por que o grafite conduz eletricidade: nos anéis hexagonais existem duplas ligações, ou ligações pi (π), conjugadas, que permitem a migração dos elétrons. Além disso, os carbonos assumem uma hibridização sp2 (plana), formando, como já dito, folhas superpostas como "colmeias", isto é, que estão paralelas; e ligações em planos diferentes, que são mais fracas, permitindo a movimentação de elétrons entre os planos, ou seja, ocorre a transferência da eletricidade.
Já no caso do diamante, cada átomo de carbono está ligado a outros quatro átomos desse mesmo elemento químico, não contidos em um mesmo plano:
Estrutura espacial do diamante
Observe que o diamante não possui ligações duplas, mas os seus carbonos possuem hibridização sp3 (tetraédrica), portanto seus cristais são arranjos desses tetraedros, cuja conformação atômica dificulta o trânsito dos elétrons de modo linear e, portanto, torna o diamante um mau condutor de eletricidade.
Outro ponto é que, visto que o diamante tem uma estrutura com poucas falhas e muito bem "amarrada", por assim dizer, ele conduz a energia cinética – expressa pelo calor – com uma velocidade muito alta; por isso, ele é um bom condutor térmico e mau condutor elétrico.