domingo, 23 de abril de 2017

Coreia do Norte detém terceiro cidadão dos Estados Unidos, diz agência Yonhap

Coreia do Norte detém terceiro cidadão dos Estados Unidos, diz agência Yonhap

domingo, 23 de abril de 2017
 


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(Reuters) - A Coreia do Norte prendeu um cidadão dos Estados Unidos na sexta-feira, informou a agência de notícias sul-coreana, elevando para três o número total de americanos detidos pelo país isolado. O homem, um coreano-americano de 50 anos identificado apenas pelo sobrenome Kim, esteve na Coreia do Norte há um mês, informou a Yonhap no domingo. Ele foi preso no Aeroporto Internacional de Pyongyang quando tentava deixar o país. O homem era ex-professor na Universidade Yanbian de Ciência e Tecnologia (YUST), informou a Yonhap, citando fontes anônimas. Um funcionário do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul disse que não estava ciente da detenção relatada. A Coreia do Norte mantém detidos dois norte-americanos. Otto Warmbier, um estudante de 22 anos, foi detido em janeiro do ano passado e condenado a 15 anos de trabalho duro por um tribunal norte-coreano ao tentar roubar uma bandeira de propaganda. Em março de 2016, o coreano-americano Kim Dong Chul, 62, foi condenado a 10 anos de trabalho duro por subversão. O missionário norte-americano Kenneth Bae foi preso em 2012 e condenado a 15 anos de trabalho duro por crimes contra o Estado. Ele foi libertado dois anos depois.
 

Coreia do Norte diz que está pronta para atacar porta-aviões dos EUA

Coreia do Norte diz que está pronta para atacar porta-aviões dos EUA

domingo, 23 de abril de 2017 10:36 BRT
 

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(Reuters) - A Coreia do Norte disse neste domingo que estava pronta para atacar um porta-aviões dos Estados Unidos para demonstrar seu poderio militar, em um momento em que dois navios da marinha japonesa se juntaram a um grupo norte-americanos para realizar exercícios no Pacífico Ocidental. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao porta-aviões USS Carl Vinson que navegue para as águas da península coreana em resposta à crescente tensão sobre os testes nucleares e de mísseis do Norte e as ameaças de atacar os Estados Unidos e seus aliados asiáticos. Os Estados Unidos não especificaram onde está o porta-aviões. O vice-presidente americano Mike Pence disse no sábado que chegaria "dentro de dias", mas não deu mais detalhes. "Nossas forças revolucionárias estão prontas para combater o porta-aviões nuclear com um único ataque", disse em um comentário o Rodong Sinmun, jornal do Partido dos Trabalhadores do Norte. O jornal comparou o porta-aviões a um "animal grosseiro" e disse que um ataque seria "um exemplo real para mostrar a força de nossos militares". O comentário foi realizado na página três do jornal, depois de um artigo de duas páginas sobre a inspeção do líder Kim Jong em uma fazenda de porcos.

sábado, 22 de abril de 2017

O OURO DO RIO XINGÚ

O OURO DO RIO XINGÚ


ESSES ALVARÁS DA MINERAÇÃO BELO SUN ERAM MEUS, DA MINHA FAMÍLIA...

Marcos Szuecs

O ouro do rio Xingu

https://www.jusbrasil.com.br/diarios/3525447/pg-40-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-07-12-1983O ouro do rio Xingu

O ouro do rio Xingu

A mineradora canadense Belo Sun quer extrair 60 toneladas do metal precioso das margens do rio e, para isso, vai investir US$ 1 bilhão. Mas os imensos riscos sociais e ambientais levantam dúvidas sobre a viabilidade do negócio no coração da Amazônia

O ouro do rio Xingu
Eldorado: a Volta Grande do Rio Xingu, onde está localizada a mina de ouro. Para Mauro Barros (detalhe), diretor-geral da Belo Sun, o projeto trará desenvolvimento para a região

O garimpo, assim como os jogos de azar, é um vício. Para muitos moradores da Vila Ressaca, uma pequena comunidade localizada às margens do Rio Xingu, no Pará, só isso explica alguém se arriscar a descer dezenas de metros em um buraco instável, preso a um cabo de aço, dia após dia, ano após ano. “Dá para ganhar muito dinheiro no garimpo”, afirma Eguinaldo Silva, o Naldo, morador da Ressaca, ex-garimpeiro e hoje piloto de lancha, ou “voadeira”. “Só que, do jeito que se ganha, se gasta.” Pelas ruas de terra da vila, enlameadas nessa época do ano por conta das chuvas constantes, as histórias dos tempos de glória dessa corrida do ouro se repetem.
No bar do Gilson, um bêbado proclama os números do negócio, em altos brados. “Hoje, quem consegue dois gramas de ouro tem sorte”, afirma o ébrio, resoluto. No posto de saúde, a recepcionista Luciene Silva confirma a derrocada da atividade. “Meu marido trazia para casa 120, 130 gramas por semana. Hoje, quando sobram duas é muito”, diz a moradora, resignada. Mata adentro, no entanto, as precárias operações mineradoras são tão comuns quanto os agrupamentos de bois a se movimentar lentamente pelas pastagens, vegetação que, há algum tempo, substituiu as densas florestas amazônicas como a paisagem predominante na região.
Acontece que o ouro rareou, mas não acabou. Ao contrário. Ele só está incorporado em rocha dura, ou sã, como dizem os geólogos, na camada logo abaixo do solo mais raso, o saprólito, inalcançável pelos métodos rudimentares dos garimpeiros. Para extraí-lo é necessário profissionalizar. O modo de vida crédulo do local, que confia a própria sorte na manipulação a mãos limpas do mercúrio, metal pesado, altamente tóxico e capaz de separar o ouro do solo, precisa dar lugar aos engenheiros e seus equipamentos pesados. É aí que entra a mineradora canadense Belo Sun.



Em 12 anos, a mina vai gerar 60 milhões de toneladas de resíduos, que serão armazenados em uma barragem
Em 12 anos, a mina vai gerar 60 milhões de toneladas de resíduos, que serão armazenados em uma barragem
Listada na bolsa de Toronto, principal praça de comércio da mineração mundial, a empresa está instalando no município de Senador José Porfírio, onde fica a Ressaca, uma operação de grande porte, que consumirá investimentos de US$ 1 bilhão. A meta é extrair 60 toneladas de ouro no período de 12 anos, o suficiente para mais do que duplicar o valor aportado e colocar a mina entre as cinco maiores do País. “É uma região com grande potencial”, afirma Mauro Barros, diretor-geral da companhia no Brasil. Os planos são de começar a produzir em 2019. Mas, para isso, a Belo Sun terá de superar disputas jurídicas e desconfianças.
Em uma área altamente desgastada pela construção da Usina de Belo Monte, a mina de ouro aparece como a nova grande ameaça ao meio ambiente a aos modos de vida ribeirinho e indígena. Os canadenses têm ao seu lado o Governo do Pará, que já autorizou a instalação, e uma lógica econômica que promete gerar milhares de empregos e milhões de reais em impostos. Os números do mercado e o histórico de projetos na região, no entanto, levantam dúvidas sobre os benefícios dessa exploração. O projeto está em fase avançada. Em fevereiro deste ano, a Belo Sun obteve a licença de instalação do empreendimento. Mas, pouco depois, a Defensoria Pública do Estado obteve uma liminar suspendendo a operação.
A alegação era de que a mineradora não colocou em prática os planos de remoção da população que será atingida pelo empreendimento, além de ter adquirido terras federais que, na verdade, haviam sido destinadas à reforma agrária, ainda nos anos 1980. Na terça-feira 21, a desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, caçou a liminar, mas condicionou o início da operação à retirada das famílias da área de influência da mina. Se conseguir superar a pendenga jurídica, a Belo Sun terá 12 anos, a partir do início da mineração, para retirar o máximo de ouro que conseguir do local.
Após esse período, ela ficará responsável por recuperar e monitorar os efeitos da sua operação por oito anos. Considerando que o projeto foi iniciado em 2010, com as atividades de prospecção e análise, serão 31 anos de trabalhos, para um faturamento estimado em mais de R$ 6 bilhões. Tudo o que envolve o projeto é polêmico. A começar pela questão ambiental. O ouro, como é de se imaginar, não é muito fácil de extrair. O processo industrial em grande escala, apesar de mais organizado, não é muito diferente do garimpo. Primeiro, cava-se o solo.



Remoção: Antonia Melo, coordenadora da Xingu Vivo, que teve de deixar sua casa, em Altamira. Ao lado, amostras de rocha catalogadas pela Belo Sun
Remoção: Antonia Melo, coordenadora da Xingu Vivo, que teve de deixar sua casa, em Altamira. Ao lado, amostras de rocha catalogadas pela Belo Sun (Crédito:Divulgação)
A rocha, então, é triturada e transportada para a unidade de separação. Em vez do mercúrio, o elemento utilizado para retirar o metal do solo é o cianeto. Para cada tonelada de rocha cavada, obtém-se um grama de ouro. Os planos da mineradora são de criar duas “cavas”, a Ouro Verde e a da Grota Seca. A primeira localiza-se a 106 metros do Rio Xingu, a segunda, a um pouco mais: 427 metros. Ao lado delas, haverá o que se chama “pilha de estéril”, que é, basicamente, solo amontoado. Dois lagos de contenção acumularão água da chuva, para abastecer a planta de beneficiamento, onde se produz o ouro.
À esquerda da Ouro Verde ficará a barragem de rejeitos. Construída com a própria rocha extraída das cavas, a barragem receberá tudo o for retirado do solo e não referir-se a ouro ou outro metal de valor. Ao final do projeto, ela terá recebido 60 milhões de toneladas de lixo. Apenas 1.500 metros separam as águas do Xingu dessa lama. O risco é considerado alto. Caso a barragem se rompa e a lama escorra para o rio, os prejuízos são incalculáveis. A comparação inevitável é com a tragédia de Mariana, no Rio Doce.
Mas, apesar do volume ser o equivalente a um terço do que vazou em Minas Gerais, a região onde fica a mina de ouro, na chamada Volta Grande do Rio Xingu, é muito mais complexa e já está bastante prejudicada pela construção de Belo Monte. “Apesar dos danos serem altos, a chance de o rompimento acontecer é remota”, aposta Barros. “Multiplicando uma probabilidade pela outra, você tem o risco alto, mas é seguro.” Responsável por conceder a licença, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) afirma que está sendo prudente.
Em nota enviada à DINHEIRO, o órgão diz que estão sendo exigidos da mineradora “uma série de planos e programas de mitigação”. Segundo Barros, os impactos são inevitáveis. A questão é saber se os ganhos provenientes do projeto compensam suas alterações sociais e ambientais. “Na minha visão, compensam”, afirma o executivo. “Vamos trazer desenvolvimento para a região.” Esse desenvolvimento está ancorado em números, como os R$ 10 milhões anuais que o município de Senador José Porfírio, de 11 mil habitantes, terá à disposição para investir, graças aos impostos pagos pela mineradora. Ou os 600 empregos diretos, e mais de mil indiretos, que serão gerados pela operação.



A justiça do Pará condicionou o início da operação à remoção das famílias afetadas pelo empreedimento
Impacto: como no caso de Altamira (à esq.), a população da Vila Ressaca (à dir.) terá de ser realocada para a instalação da mina – A justiça do Pará condicionou o início da operação à remoção das famílias afetadas pelo empreendimento (Crédito:Daniel Teixeira | Divulgação)
Essa lógica econômica, por outro lado, é questionável em diversos pontos. “Todo esse ouro deverá ser destinado à exportação, ficará muito pouco de imposto aqui”, afirma Écio Moraes, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). O Brasil é o 10o maior produtor de ouro do mundo, ao lado da Indonésia, com uma extração de 95 toneladas no ano passado – considerando a cotação atual do metal, de US$ 1,1 mil por onça troy, isso equivale a um faturamento de US$ 3,7 bilhões. O mercado é liderado pela China, que produziu 460 toneladas. A Austrália, segunda colocada, extraiu 271 toneladas. As cinco toneladas da Belo Sun fariam pouca diferença ao País.
O setor também não conta com uma cadeia de negócios das mais extensas. Metade do ouro extraído no mundo, o equivalente a pouco mais de 2,1 mil toneladas, se destina à produção de joias. Os demais consumidores são os investidores, que respondem por cerca de um quarto do total, os bancos centrais, e a indústria eletrônica, que comprou, no ano passado, apenas 253 toneladas. O mercado interno demanda pouco, entre 16 e 17 toneladas. A maior parte para abastecer as grandes joalherias nacionais, como H.Stern e Vivara. Elas compram, basicamente, de pequenos garimpos.
As grandes minas brasileiras, como a de Paracatu (MG), operada pela também canadense Kinross, que recentemente ampliou sua produção anual para 15 toneladas, destinam-se ao mercado externo. “O Brasil tem um grande potencial em mineração de ouro”, afirma Moraes, do IBGM. “Mas, infelizmente, a lógica por aqui ainda é a da época de colônia.” Lógica, por sinal, talvez seja a palavra mais temida na região. Há tempos que os moradores locais são reféns de racionalidades alheias, que parecem trazer pouco benefício, ou, ao contrário, condenar modelos centenários de existência ao ostracismo, em troca de ganhos econômicos duvidosos.
Maior cidade da região, com 110 mil habitantes, Altamira é um modelo perverso de como o desenvolvimento parece mais excluir do que incluir. O município foi diretamente afetado pela construção de Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, o que se reflete em seus números. De 2010 a 2014, seu PIB cresceu de R$ 842 milhões, para R$ 3,9 bilhões. A renda per capita saltou de R$ 8 mil para R$ 37 mil. Mais de 80% da população, no entanto, ganha menos de dois salários mínimos. A violência, por outro lado, explodiu. A taxa de homicídios da cidade subiu de 60,9 para 124,6 por 100 mil habitantes, entre 2010 e 2015. A remoção das pessoas em função da construção da usina teve um efeito negativo na economia local.
“Todo dia eu sofro”, afirma Maria Elena Araújo, uma das moradoras de Altamira que teve de deixar sua casa. “Antes eu morava ao lado do centro, agora preciso andar oito quilômetros.” Muitos dos RUCs, como são chamados os reassentamentos urbanos construídos pela Norte Energia para abrigar os afetados, estão longe do rio, que garantia a subsistência de boa parte dessas pessoas, que hoje se veem desocupadas. “Todos esses projetos, de Belo Monte a Carajás, estão sobre as costas do povo paraense”, afirma Antonia Melo, ativista da ONG Xingu Vivo, que defende os interesses de ribeirinhos e indígenas.
DIN1011-mina4APREENSÃO Esse risco agora paira sobre o povo da Vila Ressaca e da Vila Galo, que terão de ser removidos. Luciene Silva espera com ansiedade o momento. “É um tiro no escuro”, diz a recepcionista. O que ela gostaria era ficar perto do rio, em um lugar igual ao que mora. “Aqui é tranquilo, dá para criar os filhos soltos.” Para Marcelo Salazar, articulador da ONG Instituto Socioambiental (ISA) na região, imaginar que é possível conciliar a atividade mineradora com o modo de vida local é uma utopia. “São dois mundos que não podem existir simultaneamente. Ou é um, ou outro”, afirma Salazar.
O ISA desenvolve programas que exploram o extrativismo ambiental, de castanhas, por exemplo, com o objetivo de criar cadeias sustentáveis de negócio. É essa economia que, para Salazar, deveria estar sendo incentivada. A Belo Sun diz que entende essa realidade, e tem planos para contribuir com essa cadeia. A lógica parece correta. Mas, na prática, a história da indústria do ouro na Volta Grande do Rio Xingu vai contra esse raciocínio. A descoberta do metal por ali se deu no início do século 20. Os primeiros garimpos se instalaram na década de 1950.
Nos anos 1980 e 1990, vieram os grandes grupos, entre eles o TVX Gold, uma dos primeiros grandes empreendimentos do empresário brasileiro Eike Batista, que também naufragou. Um pouco antes, uma empresa chamada Verena Minerals passou a explorar o local. Em junho de 2010, seus acionistas se reuniram em Toronto para definir mudanças em sua estrutura acionária e rebatizar a companhia. O nome escolhido: Belo Sun. “Eu acredito que eles não vão cometer os mesmos erros de Altamira, no mesmo lugar”, afirma Luciene, exercitando a velha arte de viver da fé, talvez a maior habilidade local.
Assista ao vídeo:





https://www.jusbrasil.com.br/diarios/3525447/pg-40-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-07-12-1983



Turmalina Paraíba, uma das gemas mais caras do mundo, pode estar se transferindo para a África






Por Pedro Jacobi 
 


Talvez você, como muitos, já deve ter se perguntado, em algum momento de sua vida - afinal, o que é essa tal de Turmalina Paraíba e por que ela é uma das gemas mais caras do mundo?

A resposta, é lógico, está na sua raridade e beleza. Uma das características dessa gema é a sua cor brilhante, vívida, quase um neon que só é salientada após a lapidação.

Do ponto de vista técnico ela é uma variedade cuprífera de elbaíta, uma variedade de turmalina cuja fórmula é Na(Li,Al)3Al6B3.Si6O27(OH,F)4. O nome Paraíba vem da primeira localidade onde essa turmalina foi descoberta.
Segundo a lenda a turmalina Paraíba foi descoberta por Heitor Dimas Barbosa em 1981. Heitor passou anos escavando um pegmatito próximo da Vila S. José da Batalha, acreditando que debaixo do morro chamado Paraíba existia algo diferente.
Somente em 1989, Heitor conseguiu o primeiro lote de pedras de qualidade. As cores eram extraordinárias nunca vistas antes em nenhuma outra turmalina: estava descoberta uma das gemas mais preciosas do mundo.
As cores são variadas, mas a clássica é o azul neon cor gerada pelo conteúdo de cobre do manganês na estrutura cristalina da turmalina.

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As brasileiras clássicas com seus tons de azulAcima Turmalinas Paraíba vindas da África com diversas colorações

A cor e seu brilho extraordinário são realçados após a lapidação e pelo aquecimento. O aquecimento da turmalina é feito para que a cor alcance o seus tons mais vívidos, a sua principal característica.
As Turmalinas Paraíba brasileiras são raras e, geralmente, pequenas. As estatísticas mostram que são necessárias 2.000 toneladas de material para produzir 40 quilates. O que é pior, aa minas brasileiras já estão praticamente exauridas.

O preço do quilate varia de acordo com a cor, tamanho, transparência, ausência de inclusões e lapidação. Em geral é comum ver preços acima de US$10.000 por quilate em pedras de bom tamanho.

No entanto uma nova descoberta está fazendo as Paraíbas mudarem de continente...

A Paraíba na África:

Mais recentemente, em 2001, foram descobertas turmalinas “Paraíba”na Nigéria e em Moçambique. Essas novas descobertas geraram muitas polêmicas sobre o termo Paraíba. Os gemólogos estavam propensos a chamar a gema de Elbaíta Cuprífera. Mas em 2006 foi decidido que todas as turmalinas tipo elbaita com cobre deveriam ser chamadas de Turmalinas Paraíba ou tipo Paraíba.
As turmalinas vindas da África não podem ser diferenciadas das brasileiras. Somente com estudos químicos foi possível identificar a “digital química” destas turmalinas que realmente tem alguns elementos traços um pouco diferentes.
O que, no entanto, preocupa é que as Paraíbas africanas são muito maiores do que as brasileiras e podem ser produzidas em maiores quantidades o que vai acabar afetando os preços do quilate. Aqui é raro uma Turmalina Paraíba com mais de cinco quilates enquanto que na África estão surgindo várias acima de dez quilates sendo que é de Moçambique a maior Paraíba lapidada do mundo (foto).

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Uma Turmalina Paraíba rara com 14,2 quilates de Moçambique57,19 quilates de Moçambique é a maior Turmalina Paraíba lapidada
do mundo e pode valer mais de 25 milhões de dólares.