sexta-feira, 28 de abril de 2017

A esmeralda embala o sonho de alguns brasileiros

A esmeralda embala o sonho de alguns brasileiros
A pedra preciosa embala o sonho de alguns brasileiros. O trabalho exige sacrifício. Tem gente que abandona tudo para tentar vencer.

A esmeralda embala o sonho de alguns brasileiros. O trabalho exige sacrifício. Tem gente que abandona tudo para tentar vencer. Conheça a Rota das Esmeraldas, uma história que os repórteres José Raimundo e Carlitos Chagas descobriram no sertão da Bahia.

Carnaíba, município de Pindobaçu, na Bahia, é um vilarejo que atrai garimpeiros do Brasil inteiro e endereço de uma das maiores reservas do país da mais cobiçada pedra verde. É a terra das esmeraldas.

São cerca de 70 garimpos nas terras de Carnaíba. Os mais rasos têm 50 metros de profundidade. Alguns já chegaram a 300 metros.

“Esse tem 200 metros, mas ninguém despencou daqui. Tem 20 garimpeiros lá embaixo”, comenta Noel Almeida, dono de um garimpo.

A vida por um fio, um cabo de aço e um cinto de borracha. Este é o único transporte para se chegar ao esconderijo das esmeraldas. É tão profundo que não dá para ver onde acaba. São cinco minutos descendo o abismo e uma eternidade para quem não está acostumado.

Nesse estranho mundo subterrâneo, o homem desconhece o medo e se entrega ao exaustivo trabalho braçal. O sonho desses aventureiros é, num piscar de olhos, encontrar a sorte.

Já são 47 anos de exploração, e as pesquisas indicam que os garimpeiros ainda não extraíram 10% de todo o volume de esmeraldas concentrados na região. Lá embaixo, não há estudo geológico. É pela experiência que eles descobrem o caminho das pedras.

“A gente descobre que está rumo às esmeraldas quando pega um material preto, que é o cromo. Ele indica que tem esmeralda, que ela está perto”, comenta um garimpeiro.

Perto e muito arriscado – eles furam a rocha e enchem os buracos com dinamite.

“São cem detonações por dia”, calcula um garimpeiro.

Nem na hora do fogo, eles sentem medo. Ficam a 10 ou 15 metros, no máximo, do local da explosão. É assustador. A impressão é de que as galerias vão desabar.

Cerca de 50 garimpeiros já morreram em Carnaíba, mas nenhuma estatística é capaz de abalar o desejo de ficar rico de repente. Muita pedra vem abaixo. Pelas evidências, os garimpeiros estão diante de um futuro milionário.

“Não falei? Abaixo do material preto, tem esmeralda. É muita alegria. Sinal de que estou ficando rico”, comenta um garimpeiro.

Tem garimpeiro que abusa da sorte. Francisco José Campo não pode se queixar. Já achou esmeralda suficiente para nunca mais voltar ao garimpo.

“Achei que estava rico, mas voltei porque gastei tudo”, diz Francisco.

O que é lixo para uns é dinheiro para muitas famílias. No cascalho jogado fora ou nos arriscados porões das jazidas, o mundo das pedras preciosas é um labirinto de incertezas. Uma aventura que desafia a coragem do homem.

“Isso tudo é esmeralda. Dá para ganhar um dinheiro”, comenta a dona-de-casa Maria de Lourdes de Jesus. 

Ametista do Sul, a capital mundial da ametista

Ametista do Sul, a capital mundial da ametista

O fascínio pelas jóias e pedras preciosas acompanham os povos há séculos. Usadas por nobres como demonstração de poder e riqueza, às pedras também foram atribuidos poderes mágicos de proteção sendo por isso usadas em cerimoniais místicos. Tudo isso é o que atrai turistas à Rota de Gemas e Joias do estado do Rio Grande do Sul, principalmente à cidade de Ametista do Sul que é considerada a "Capital Mundial da Pedra Ametista".

 
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel

Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
 
Situada na serra gaúcha, a cidade tem o privilégio geológico de possuir as maiores jazidas de ametista do mundo, geminadas nas convulsões vulcânicas ocorridas há 140 milhões de anos. Na cidade há tanta ametista, que o interior da Igreja é revestido com 40 toneladas de pedras como ametistas, citrinos e cristais. Única no mundo revestida de pedras preciosas, o efeito é encantador principalmente quando a claridade cria um efeito surpreendente sobre as pedras.

A construção da Igreja São Gabriel é uma homenagem à atividade extrativista da cidade. Doadas por garimpeiros, as pedras preciosas foram incrustadas nas paredes e utilizadas para formar imagens em torno do sacrário e decorar imagens de santos. A pia batismal é uma peça inteira em ametista e peças grandes ornamentam as imagens sagradas e os pedestais do altar.

A cidade surgiu em 1940 numa região de mata fechada e de difícil acesso. Naquela época, adentrando pela floresta muitos garimpeiros descobriram algumas pedras preciosas. Alguns anos depois, muitos imigrantes chegaram na região para trabalhar nas lavouras. Os italianos trouxeram com eles a sua tradição religiosa e fizeram um pequeno altar dedicado ao Arcanjo São Gabriel, que se tornou o padroeiro da cidade.

 
exposição da mina subterrânea

Mina subterrânea
Museu de pedras
Meteorito no Museu

O povoado cresceu e, com a abundante extração das pedras preciosas, muitos garimpeiros se interessaram pelo lugar. Em poucos anos o povoado se tornou uma cidade com muitas empresas exportadoras. O trabalho que era feito de forma artesanal e precária passou a ser feito com equipamentos, que deram origem às galerias que chegam a ter quase 800 metros de extensão.

Um dos pontos turísticos mais visitados é o Ametista Parque Museu, que dispõe das mais variadas pedras e visita a uma mina subterrânea onde os turistas podem conhecer a atividade do garimpo e como as pedras são extraídas do interior das galerias. Existem na região cerca de 100 minas licenciadas para a exploração de ametistas e ágatas.

A visita ao Museu das Pedras Preciosas permite um tour para apreciar mais de 1.500 pedras provenientes de diversas partes do mundo. Nesse museu está a ametista "mais valiosa do mundo" encontrada até hoje, um geodo com 2.5 toneladas de peso. Outra raridade do museu é um raro meteorito raro de aproximadamente 140 quilos. Segundo pesquisadores, seria fragmentos da explosão de um corpo celeste no espaço que teria caído na terra.


 



 

Nas lojas há venda de pedras, jóias e peças feitas de ametista e outras pedras. Nas oficinas pode-se descobrir como essas lindas pedras se transformam em peças exclusivas. Tradicionalmente as gemas são classificadas em pedras preciosas e semipreciosas, que depende da formação, raridade, aparência, perfeição, cor, brilho e os fenômenos no interior das pedras, tal como um fóssil.

São chamadas preciosas porque através dos tempos eram usadas nos cerimoniais e pelo alto poder, como reis, papas e bispos. Usadas desde os antigos egípcios, na antiguidade alguns governantes chegavam a pagar verdadeiras fortunas para ter ter as pedras incrustadas em suas indumentárias, em seus anéis e nas bainhas das espadas.

 
Praça de Ametista do Sul
Ametista bruta
 
 
Na praça central da cidade há uma pirâmide de vidro com o interior revestido de ametistas. O local atrai visitantes não só pela beleza de sua estrutura, mas também por aqueles que desejam sentir a energia transmitida pelos cristais. Alguns dizem que a ametista pode ser usada como um amuleto para proteger da intoxicação. No oriente é costume engastá-la na testa, acreditando-se que exerça influência positiva sobre o chakra Ajna, conhecido também por "terceiro olho".
 
Existem outras lendas e crenças que envolvem ametista. Soldados nas guerras a usavam como amuleto de proteção e os caçadores acreditavam que a ametista poderia ajudá-los a capturar bestas selvagens. Uma antiga crença dizia que a ametista poderia proteger seu dono da embriaguez, da tontura e do desmaio.
 
Usada como ornamento devido à sua cor púrpura ou violeta, dizem que o nome Ametista vem do grego Methuskein. Segundo a mitologia grega, Ametista seria o nome de uma ninfa que, para ser protegida do assédio do deus Dioniso ou Baco, teria sido transformada pela deusa da castidade num cristal transparente. Desconsolado, Baco mergulhou a pedra no vinho de onde teria vindo sua coloração arroxeada. 
 
 
Baco deus do vinho
Vinícola Ametista
Cave subterrânea
Cave subterrânea
Cave subterrânea
pedras preciosas na rocha

Ametista e vinho são as principais atrações da cidade. Durante a Expopedras, os turistas lotam a cidade para apreciar as pedras preciosas, as belezas naturais da região, as videiras e vinhos.  Na zona rural próxima à cidade está a Vinícola Ametista e logo na entrada é possível ver os vinhedos. Depois de elaborados e engarrafados, os vinhos são enviados para as caves numa mina subterrânea desativada.

Quase oculta num morro, a pequena entrada quase não é percebida pelos olhares desatentos. Por toda a parte é possível observar os geodos com ametistas, de diversas cores e brilhos. Nas galerias da mina estão centenas de garrafas de vinho e barris de carvalho, que envelhecem sob a luz brilhante das pedras preciosas a cerca de 300 metros de profundidade. Além de admirar esse processo inovador, pode-se desgustar os vinhos num ambiente inesquecível...

Em 1983, garimpo em Serra Pelada rendeu quase 14 toneladas de ouro

Em 1983, garimpo em Serra Pelada rendeu quase 14 toneladas de ouro

        



Brasília - A história de Serra Pelada começa no ano de 1976, quando são descobertas amostras de ouro no sul do Pará.  No ano seguinte, a Companhia Vale do Rio Doce confirma a existência de ouro na Serra dos Carajás.  A história do maior garimpo a céu aberto do mundo é contada no livro "Serra Pelada, uma ferida aberta na selva", do jornalista Ricardo Kotscho.
Em maio de 1980, o governo federal promoveu uma intervenção na região de Serra Pelada, onde já viviam 30 mil garimpeiros.  As áreas de exploração do minério e os trabalhadores foram cadastrados pela Receita Federal.  Todo o ouro encontrado tinha de ser vendido à Caixa Econômica Federal.  A intervenção foi comandada por Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió.  Atualmente, a cidade onde está localizado o garimpo de Serra Pelada tem o nome de Curionópolis, uma homenagem ao militar que também é prefeito da cidade em segundo mandato.
Em 1981, o ouro que estava na superfície da jazida se esgotou.  O governo realizou obras para prorrogar a extração manual e em 1982 o garimpo foi reaberto.  O apogeu do garimpo ocorreu em 1983, quando chegaram a ser extraídas 13,9 toneladas de ouro.  Em 1990, foram extraídos menos de 250 quilos de ouro.
Em 1992, o governo devolveu o garimpo à Vale do Rio Doce e declarou Serra Pelada uma reserva histórica nacional, acabando definitivamente com qualquer possibilidade de garimpo legal na região.  Em setembro de 2002, o Congresso reverteu a decisão e devolveu aos garimpeiros o título sobre a cava de Serra Pelada e a área ao redor.

Estimativa é de que ainda existam pelo menos 500 toneladas de ouro

10:44 Irene Lôbo Repórter da Agência Brasil
Brasília - No início dos anos 80, pesquisa da Companhia Vale do Rio Doce, que tem a concessão para explorar minério na região próxima a Serra Pelada, estimou que havia uma jazida de 799 toneladas de ouro nas galerias subterrâneas de Serra Pelada.  Segundo o presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada (Singasp), Raimundo Benigno, descontada a quantidade já retirada durante os tempos de garimpo manual, a estimativa é de que ainda existam pelo menos 500 toneladas do minério em Serra Pelada.
Mas o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) não sabe estimar com precisão a quantidade de ouro existente nos cerca de 370 hectares da área que será destinada aos garimpeiros.  "Um velho ditado de Minas Gerais diz que mineração e eleição, só depois da apuração.  Existe ouro naquela região, mas a quantidade e o quanto poderá ser extraído para distribuição só poderá ser afirmado depois da pesquisa e da lavra", diz Cláudio Scliar, secretário-adjunto de Geologia do Ministério de Minas e Energia.
"A cobiça das mineradoras é muito grande", afirma Benigno.  Antes mesmo de receber do governo a concessão para a exploração do garimpo, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros (Coomigasp) assinou, em junho de 2004, um contrato com a empresa norte-americana Phoenix Gems para a exploração do ouro remanescente do garimpo.
Em troca, a empresa ofereceu aos garimpeiros 40% de todo o ouro que fosse encontrado, mais US$ 40 milhões a título de empréstimo e US$ 200 milhões de doação, assim que a cooperativa obtivesse do DNPM a concessão dos direitos minerais da área.
O governo federal nunca reconheceu oficialmente o acordo.  "Ninguém – nem pessoa física, nem empresa, nem cooperativa – pode fazer negócio com um bem mineral que não lhe pertença.  A cooperativa só poderá fazer qualquer tipo de transação após ter a regularização do direito minerário", afirma o secretário-adjunto Cláudio Scliar.
O Singasp também rejeitou o acordo, alegando que a proposta da Phoenix Gems não contemplava todos os garimpeiros que teriam direitos sobre a região.  "Quando a esmola é grande, o santo tem que desconfiar.  Se uma empresa vem oferecer US$ 200 milhões (R$ 484 milhões) de doação, é porque tem ouro demais em Serra Pelada para cobrir essa doação.  Nós desconfiamos desse processo", afirma o presidente do sindicato, Raimundo Benigno.
Entretanto, ele não descarta a possibilidade de ser feito um novo acordo com a empresa norte-americana.  "Se a Phoenix Gems quiser se apresentar nesse processo tem que fazer outra licitação e outra proposta para que os garimpeiros decidam em assembléia", afirma.

Garimpeiros devem se recadastrar nos postos oficiais de 15 cidades

10:30 Irene Lôbo Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada (Singasp), Raimundo Benigno, diz temer que muitos garimpeiros tenham dificuldades para apresentar os documentos que comprovam a presença deles em Serra Pelada nos anos 80.  "A grande dificuldade que hoje nós estamos encontrando é que desde 1984 esses garimpeiros perderam, extraviaram documentos e há dificuldade para localizá-los e apresentar os documentos de comprovação", afirma.
Desde o início da semana, os garimpeiros iniciaram o processo de regularização para que voltem a exercer a mineração em Serra Pelada, no sudeste do Pará.  O processo inclui a readequação dos ex-associados da Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coogar) à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).
Segundo o Ministério de Minas e Energia, um dos responsáveis pela readequação, os garimpeiros poderão comprovar sua vinculação à Coogar por meio de uma listagem de associados que estará disponível em cada um dos postos oficiais e mediante a apresentação da carteirinha da cooperativa.
Em caso de falecimento do ex-associado, a sucessão terá de ser comprovada por meio de atestado de óbito, certidão de casamento, de nascimento ou comprovação de união estável.  Os casos que não se incluem nessas condições, como a perda de documentos, serão analisados pela comissão Coomigasp/Singasp e por observadores do governo federal.  Serão consideradas provas testemunhais, além dos documentos que comprovem a antiga filiação à Coogar.
Até o dia 10 de setembro, o governo deverá divulgar a lista consolidada dos ex-associados da Coogar a serem incorporados à Coomigasp.  Os casos pendentes serão solucionados até 26 de setembro.
Os postos onde os garimpeiros podem regularizar sua situação na Coomigasp estão em 15 municípios: Araguatins e Palmas (TO), Boa Viagem (CE), Itaiutaba e Novo Repartimento (PA) e Santa Inês e São Luís (MA).  Esses locais funcionarão até o dia 26 de junho.  Também há postos em Serra Pelada e Marabá (PA), Araguaína (TO), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Presidente Dutra e Imperatriz (MA) e Teresina (PI).  Nessas cidades, o recadastramento poderá ser feito até 24 de julho.  Os postos funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Os atuais associados da Coomigasp não precisam fazer a readequação.  Os demais devem pagar uma taxa de R$10 para se associar à cooperativa.  O ministério lembra que só serão aceitas as inscrições feitas em postos oficiais.  Outras informações podem ser obtidas nos endereços eletrônico www.mme.gov.br, do ministério, ou www.dnpm.gov.br, do Departamento Nacional de Produção Mineral.

Serra Pelada volta a ser esperança para 43 mil garimpeiros

10:03 Irene Lôbo Repórter da Agência Brasil
Brasília - Serra Pelada, que no início dos anos 80 foi considerada o maior garimpo a céu aberto do mundo, voltará em breve a ser uma promessa de emprego para mais de 43 mil garimpeiros.  Desde segunda-feira (23), os garimpeiros do Norte, Nordeste e do Centro-Oeste que ainda querem explorara a área iniciaram o recadastramento, nos postos instalados em 15 cidades, para voltarem a exercer a mineração em Serra Pelada.
O recadastramento, denominado de readequação pelos técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME), atingirá cerca de 43 mil garimpeiros que trabalharam em Serra Pelada e pertenciam à Coogar (Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada), a primeira cooperativa da região.  Nos próximos 60 dias, eles deverão se associar à Coomigasp (Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros), entidade que, segundo o ministério, detém os direitos minerários na região, ou seja, a permissão para explorar o garimpo.
O sonho dos garimpeiros de reativar Serra Pelada se deve a um acordo entre o governo federal, o Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada (Singasp) e a Coomigasp.  E a condição exigida pelo governo para que isso ocorra é que todos os ex-garimpeiros da região sejam integrados à cooperativa.  Após essa etapa, eles receberão do governo a autorização para explorar 370 hectares que incluem a cava, buraco onde é feita a escavação para a procura do outro, e a área ao redor.
Segundo o secretário-adjunto de Geologia do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, a estimativa é que o alvará cedendo o direito de mineração à cooperativa saia em novembro.  "Há mais de 20 anos existe uma necessidade muito grande de se resolver em definitivo a situação de Serra Pelada.  São milhares de garimpeiros que trabalharam na região e se sentem espoliados por não terem reconhecido o seu direito sobre a área.  Desde que assumimos o ministério, temos o objetivo de responder a essa demanda social que existe na região", explicou Scliar.
Uma outra exigência do governo é que, ao contrário do que ocorreu na década de 80, desta vez a extração de ouro só poderá ser feita por uma empresa de mineração por meio de lavra mecanizada.  Segundo o ministério, o buraco do extinto garimpo é hoje ocupado por um lago do tamanho de três campos de futebol, com 500 metros de diâmetro e 300 de profundidade.  A área, portanto, não serve mais para a mineração manual.
De acordo com Scliar, após obter a autorização para voltar a explorar Serra Pelada, a Coomigasp poderá arrendar o local ou negociar com alguma empresa o direito de exploração da área.  O presidente do Singasp, Raimundo Benigno, diz que os garimpeiros vão aguardar as propostas.  Se nenhuma delas agradar, eles pretendem usar um financiamento da Caixa Econômica Federal para comprar máquinas e industrializar o garimpo.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Vale tem maior lucro trimestral desde 2013 com aumento da produção de minério

Vale tem maior lucro trimestral desde 2013 com aumento da produção de minério

quinta-feira, 27 de abril de 2017 09:33 BRT



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Mina Ferro Carajás, da Vale, em Parauapebas, no Pará. 29/05/2012 REUTERS/Lunae Parracho
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Por Marta Nogueira RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora brasileira Vale registrou lucro líquido de 7,891 bilhões de reais entre janeiro e março, melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2013, com alta de 25 por cento ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quinta-feira. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e recuperação dos preços do minério de ferro, sua principal commodity, e ocorreu apesar do impacto negativo do menor volume de vendas sazonal. A Vale, maior produtora global de minério de ferro, registrou recordes de produção para um primeiro trimestre de 86,2 milhões de toneladas de minério de ferro, com um recorde produção no Sistema Norte, de 36 milhões de toneladas. Também teve recorde para produção trimestral de carvão em Moçambique de 2,4 milhões de toneladas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu para 13,523 bilhões de reais, alta de 82,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o quarto trimestre, no entanto, o Ebitda caiu 13,4 por cento, com o impacto das menores vendas. Além do efeito da sazonalidade, a Vale anunciou na semana passada que as vendas de minério deveriam ser mais fracas que os embarques registrados no primeiro trimestre por uma estratégia da companhia de aumentar estoques no exterior, apesar de ter reportado um recorde de produção para o período. Os preços mais altos, por outro lado, tiveram um impacto positivo de 2,1 bilhões de reais. As margens de Ebitda foram de 50,6 por cento no primeiro trimestre, em linha com as margens no quarto trimestre. A receita líquida da companhia somou 26,742 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 30 por cento ante o mesmo período de 2016. Na comparação com o quarto trimestre, houve uma queda de 12,8 por cento na receita, impactada negativamente pelo menor volume sazonal de vendas de Ferrosos e paradas para manutenções programadas e interrupções operacionais no segmento de Metais Básicos. O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, afirmou em um vídeo na internet que a empresa iniciou o ano "em grande estilo", embalada pela inauguração do projeto de minério de ferro S11D, em Canaã dos Carajás, no Pará, o maior de sua história, que entrou em operação comercial neste ano. "O lucro líquido de 7,9 bilhões de reais foi o melhor resultado da empresa desde 2013, ficamos muito orgulhosos com essa recuperação da companhia após vários anos", disse Siani. O fluxo de caixa livre da empresa foi de 7,388 bilhões de reais no primeiro trimestre. O caixa gerado pelas operações foi de 12,770 bilhões de reais apesar do aumento dos estoques de minério para apoiar a estratégia de blendagem e do pagamento de remuneração variável no período. O efeito líquido de caixa com a venda e aquisição de ativos e investimentos totalizou 2,413 bilhões de reais, devido, principalmente, à conclusão da venda de parte da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala para a japonesa Mitsui. Siani destacou que, com os resultados do primeiro trimestre, a empresa conseguiu reduzir a dívida de forma substancial para 22,8 bilhões de dólares ante 25 bilhões de dólares no fim de 2016, com uma posição de caixa de 6,793 bilhões de dólares no fim de março. "O que mostra que a companhia está em trajetória de desalavancagem e, nos próximos trimestres, com aumentos sucessivos da produção em todas as linhas de negócios, vamos atingir resultados ainda melhores", afirmou. Os investimentos totalizaram 1,113 bilhão de dólares no primeiro trimestre, sendo 587 milhões de dólares na execução de projetos e 526 milhões de dólares na manutenção das operações existentes. "O projeto S11D continuou seu ramp-up bem sucedido, avançando de acordo com o esperado", disse a empresa em seu balanço de resultados. O progresso físico na duplicação da ferrovia que escoa a produção da mina chegou a 66 por cento, com 367 km duplicados até março de 2017. O lucro líquido da Vale em dólares foi de 2,49 bilhões, abaixo da estimativa média de analistas, de 3,325 bilhões de dólares, publicada no Thomson Reuters Eikon. O resultado, contudo, superou as expectativas da média dos analistas apurada pela reportagem da Reuters, de 2,43 bilhões de dólares.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Comandante diz que EUA precisam fortalecer defesa contra mísseis da Coreia do Norte

Comandante diz que EUA precisam fortalecer defesa contra mísseis da Coreia do Norte

quarta-feira, 26 de abril de 2017
 


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Comandante Harry Harris fala no Congresso dos EUA
26/4/2017     REUTERS/Yuri Gripas
1 de 1Versão na íntegra
Por Phil Stewart e David Brunnstrom WASHINGTON (Reuters) - O principal comandante dos Estados Unidos no Pacífico disse ao Congresso nesta terça-feira que os EUA podem ter que fortalecer suas defesas contra mísseis, em especial no Havaí, dado a crescente ameaça dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte. Pouco antes de o Senado norte-americano inteiro receber instruções de alto nível sobre a Coreia do Norte na Casa Branca, o almirante Harry Harris disse acreditar que as ameaças de Pyongyang contra os EUA precisam ser levadas a sério. A ameaça crescente do programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte é talvez o desafio de segurança mais sério enfrentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ele prometeu evitar que a Coreia do Norte consiga atingir os EUA com um míssil nuclear. Harris disse a parlamentares que o sistema de defesa de mísseis Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) estará operacional “nos próximos dias”. Ele disse que as defesas no Havaí são suficientes por ora, mas podem um dia ficar sobrecarregadas, e sugeriu estudar a implementação de novos radares na área, assim como interceptadores para derrubar quaisquer mísseis norte-coreanos em curso. “Não compartilho de sua confiança de que a Coreia do Norte não irá atacar a Coreia do Sul, ou o Japão, ou os Estados Unidos... assim que tiver a capacidade”, disse Harris a um parlamentar. Washington e Pyongyang aumentaram alertas entre si nas semanas recentes em meio a preocupações de que Pyongyang possa conduzir em breve um sexto teste de bomba nuclear. Washington havia dito que todas as opções estão na mesa, incluindo ataques militares, mas autoridades destacaram que o foco atual são as sanções elevadas contra a Coreia do Norte, que devem ser discutidas na sexta-feira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) presidido pelo secretário de Defesa dos EUA, Rex Tillerson. Na reunião na Casa Branca com os senadores, o governo dos EUA afirmou que a estratégia de Trump sobre a Coreia do Norte visa pressionar Pyongyang a desmantelar seus programas de mísseis nucleares e balísticos ao impor sanções, e que Washington está aberto a negociações. "Os Estados Unidos buscam estabilidade e a desnuclearização pacífica da península coreana. Continuamos abertos às negociações para alcançar esse objetivo. Porém, continuamos preparados para nos defender e a nossos aliados", informou um comunicado, emitido pelo secretário de Estado Rex Tillerson, o secretário de Defesa Jim Mattis e o diretor de Inteligência Nacional Dan Coats. As afirmações de Harris foram os mais recentes lembretes de um crescente alarme norte-americano sobre a Coreia do Norte. O país ainda precisa testar um míssil capaz de alcançar os EUA, mas especialistas dizem que a capacidade pode ser alcançada em algum momento após 2020. Autoridades norte-americanas alertaram que um conflito com a Coreia do Norte teria um efeito devastador na Coreia do Sul, aliada dos EUA, e em tropas norte-americanas na região, um ponto que Pyongyang destacou com um grande exercício na terça-feira para marcar a fundação de seu Exército. Harris reconheceu que retaliação norte-coreana a quaisquer ataques norte-americanos podem causar mortes na Coreia do Sul, mas acrescentou que há o risco “de muitos mais coreanos e japoneses e americanos morrerem caso a Coreia do Norte alcance seu objetivo nuclear e faça o que (o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Um) disse que irá fazer”. A Coreia do Norte prometeu atacar os EUA e seus aliados asiáticos ao primeiro sinal de qualquer ataque contra seu território.