sexta-feira, 28 de abril de 2017

The Cullinan, o maior diamante descoberto pelo homem

The Cullinan, o maior diamante descoberto pelo homem





Você já pensou em descobrir um diamante de grande porte? Mesmo para mineradores e garimpeiros experientes essa experiência é rara.

No entanto, no dia 26 de janeiro de 1905, o superintendente da mina Premier, na África do Sul foi surpreendido por um brilho no meio do kimberlito a 6 metros de profundidade. Frederick Wells (foto) não acreditou. A pedra que emitia o brilho era grande demais para ser verdade.

Estava descoberto o Cullinan um diamante de 3.106 quilates que até hoje é a maior pedra não lapidada encontrada no nosso planeta.

Desde então a mina de Premier processou centenas de milhões de toneladas e nenhuma pedra do tamanho do Cullinan foi encontrada.

Na foto é possível ver que o diamante não é um octaedro perfeito e que, pelo menos, um terço dele deve ter se quebrado...

A pedra foi comprada pelo Governo do Traansvaal por 150.000 libras e doada ao Rei Edward VII em 1907.

O diamante foi cortado (essa é uma outra história) e nove pedras grandes, totalizando 1.050 quilates, foram efetivamente lapidadas. No processo todo ainda foram recuperadas 96 brilhantes menores.

As duas maiores pedras (530,2 e 317,4 quilates) encontram-se ainda hoje, na Coroa Real Britânica. 

Os diamantes do Tapajós

Os diamantes do Tapajós






O Tapajós é conhecido mundialmente por abrigar a maior província aurífera do Brasil. Foi o ouro que atraiu milhões de garimpeiros nos últimos 46 anos que, como formigas, criaram milhares de garimpos no meio da selva. Foi o ouro que atraiu as empresas de mineração que descobriram as principais jazidas da região. E foi o ouro que desenvolveu os importantes centros regionais como Itaituba.

No entanto é o diamante que está adicionando uma nova dimensão aos garimpos do Tapajós.

O diamante não é uma raridade na história da Amazônia. Importantes ocorrências de diamantes foram lavradas ao longo do tempo nos Rios Tocantins, a sul e norte de Marabá, no Xingu a leste de Altamira, e em Cachoeira Porteira as margens do Rio Mapuera.

Grandes empresas como a Rio Tinto e a De Beers investiram elevadas somas atrás das fontes primárias desse diamante.

Na década de 90 a Rio Tinto cobriu uma boa parte do Tapajós com levantamentos aerogeofísicos e com follow-ups de sedimentos de correntes visando a identificação de diamantes e dos minerais satélites de kimberlitos e lamproitos.  Os trabalhos da Rio Tinto mostraram algumas interessantes ocorrências de diamantes e a descoberta de alguns corpos kimberlíticos e lamproíticos.

Os minerais indicadores, que foram formados em grandes profundidades, dentro do campo de estabilidade do diamante, praticamente não foram descobertos.  São esses indicadores juntamente com o próprio diamante que realmente interessam ao geólogo de exploração.

 Na época a Rio Tinto considerava o fato do Tapajós estar em uma região afetada por um forte magmatismo Proterozóico, o Uatumã, como um ponto negativo. Afinal o magmatismo  poderia ter aquecido aquela região crustal inviabilizando o desenvolvimento de jazidas primárias de diamantes.

O Tapajos foi colocado em segunda prioridade e a empresa nunca mais voltou, fechando todos os principais projetos de prospecção, alguns anos depois.

Ainda na década de 90 os garimpeiros descobriram diamantes em um garimpo de ouro na Cachoeira Porteira e, mais tarde, nos sedimentos a sudeste de Itaituba. Foi quando foi explorado o primeiro garimpo de diamantes do Tapajós, o estopim das descobertas que vieram a seguir.

O que ninguém sabia é que uma boa parte dos aluviões que já estavam sendo lavrados para ouro continham, também, milhares de quilates de diamantes de altíssima qualidade.

Aos poucos alguns garimpeiros mais espertos começaram a adaptar suas obsoletas caixas (sluice boxes) para a recuperação, também, de diamantes (detalhe foto abaixo).

caixa para diamante

 A experiência foi bem sucedida e as descobertas começaram a aparecer, principalmente no interflúvio do Jamanxim e do Tapajós.

As notícias atraíram os garimpeiros do Mato Grosso, acostumados a lavras de grande volume, com equipamentos bem mais pesados do que os usados no Tapajós. Esta nova invasão trouxe, também, os experientes garimpeiros da região diamantífera de Juína, que já haviam passado por um ciclo de garimpagem de diamantes.

Não demorou para que mineradores estrangeiros, vindos de Israel, também começassem a investir na pesquisa e prospecção dos diamantes do Tapajós.

Está formado o quadro atual.

Com esse contingente o Tapajós passou a produzir, além do ouro, milhares de quilates de diamantes (oficiais) por semana que aguçam a cobiça de muitos atraindo um grande número de garimpeiros e mais mineradores estrangeiros.

Estima-se que existam, hoje, mais de 2.000 PCs, retroescavadeiras de grande porte, que fazem o trabalho de dúzias de garimpeiros em poucos minutos. A remoção de terra e escavações, geralmente manuais, passaram a ser feitas por equipamentos cada vez maiores.

Os grandes rios como o Tapajós estão sendo invadidos por gigantescas balsas de sucção, de 18 polegadas, verdadeiros monstros que sugam milhões de metros cúbicos de sedimentos ricos em ouro e diamantes do fundo dos rios.

Essas balsas (foto) são fabricadas em Rondônia e usam motores de 400HP, chegando a custar R$1.200.000 cada. Algumas já foram adaptadas com caixas para a retenção dos diamantes (foto). Estes gigantescos equipamentos só podem ser utilizados em áreas realmente ricas, pois tem um custo operacional muito elevado, acima de 50 gramas de ouro equivalente por dia.

A invasão dos grandes equipamentos demonstra, na prática, a riqueza dos aluviões que estão sendo lavrados.

Será que agora serão descobertas as primeiras jazidas primárias de diamantes no Tapajós?

Segundo o conhecimento geológico atual a região não tem grande potencial para jazimentos primários. Ainda falta um cráton antigo, estável e frio como os que existem em praticamente todas as regiões onde os kimberlitos ricos são encontrados.

Um outro ponto que endossa essa hipótese negativa é a quase ausência de diamantes de baixa qualidade.

 A grande maioria dos diamantes do Tapajós é de qualidade gema: uma boa notícia para os mineradores.

 Isso indica que os diamantes foram transportados por grandes distâncias. Ao longo deste transporte as pedras de qualidade inferiores, mais frágeis, se quebram e praticamente, desaparecem. É essa a explicação para a excelente qualidade dos diamantes da costa da Namíbia, que foram transportados pelo rio Orange por centenas a milhares de quilômetros. Talvez seja por isso que não são encontrados os frágeis minerais satélites tão comuns nas proximidades de kimberlitos.

Com ou sem fontes primárias próximas os diamantes do Tapajós já fazem parte da história da região. Eles deverão mudar, mais ainda, o perfil dos mineradores e até da própria comunidade.

Em breve veremos a instalação de grandes washing plants equipadas com equipamentos de alta recuperação como os sortex. Esse será o momento em que o profissionalismo tomará conta e que o diamante começará,
realmente , a ser recuperado no Tapajós.

Enquanto isso, em Itaituba, motivado pela produção de diamantes, um vereador local já prega que todos os diamantes devem ser lapidados localmente antes de saírem do Tapajós...Realmente, o diamante veio para mudar.

Foto caixa para diamantes – cortesia A. Lestra

Após 30 anos, extração de ouro pode voltar à Amazônia

Após 30 anos, extração de ouro pode voltar à Amazônia

Participação, Direitos e Cidadania

Após 30 anos, extração de ouro pode voltar à Amazônia


27de abril de 2017
Depois de 30 anos fechada à atividade de mineração, uma imensa área da Amazônia rica em ouro será concedida à iniciativa privada. Por meio de uma portaria publicada na edição de 7 de abril do Diário Oficial da União, o Ministério das Minas e Energia abriu caminho para extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) criada em 1984, ainda durante a ditadura militar. A expectativa do governo é leiloar áreas no fim do ano.
Apesar de ter cobre no nome, a reserva, localizada entre os estados do Amapá e do Pará, é rica sobretudo em ouro, mas também em tântalo, minério de ferro, níquel, manganês e outros. Não há informações sobre o tamanho dos depósitos. Mas a avaliação do Ministério é que a área poderá se tornar algo de relevância mundial.
“Acreditamos que nessa área possa ser desenvolvido um projeto ímpar no mundo, com uma gigantesca atratividade para ouro”, disse Vicente Lôbo, secretário de Geologia e Mineração do Ministério. Victor Bicca, diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão do ministério, vai além e diz que vê a possibilidade de que a área possa ser tão representativa quanto é Carajás para o minério de ferro. A Renca tem 46 mil quilômetros quadrados.
Antes da criação da reserva, havia 171 requerimentos de pesquisa; depois da sua criação, 482. O governo vai indeferir os pedidos feitos depois de 1984 e as áreas serão tornadas disponíveis para concessão. Mas os títulos concedidos antes dessa data serão analisados pelo DNPM e podem vir a ser outorgados. Antes de criar a Renca, o governo havia concedido 25 autorizações de pesquisa e duas concessões de lavra.
Maurício Torres, pesquisador e professor da Universidade Federal do Oeste do Pará alerta para os riscos de eventuais grandes operações de mineração na região. “Mineração é atividade impactante e serão necessários muitos estudos para que os impactos nesse caso possam ser mensurados”.
Marcelo Marceliono, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes, do Ministério do Meio Ambiente, avalia que em princípio não há conflito de interesse da mineração na Renca ao lado de unidades de proteção. “Tudo terá de passar por licenciamento ambiental, os impactos serão verificados e as medidas, definidas”.

Alexandrita a história dessa pedra.

Alexandrita a história dessa pedra.


A alexandrita é uma variedade gemológica de crisoberilo. Tem brilho vítreo, graxo, transparente, de cor verde à luz solar, e vermelha à luz artificial. Sua substância corante é o cromo. Traço branco. Fratura concóide, frágil, clivagem perfeita. Encontra-se em placers.

À luz do dia: verde amarelada, amarronzada, acinzentada ou azulada. E à luz incandescente: vermelha alaranjada, amarronzada ou arroxeada. Existe a variedade alexandrita olho-de-gato, a qual é muito rara.

História

Ela foi encontrada a primeira vez em 1833, pelo explorador sueco Nils Nordenskiöld, nos montes Urais (Federação Russa). Como naquele dia, Alexander Nicolajevitch, o futuro czar Alexandre II, completava doze anos de idade, foi dado à gema o nome de alexandrita!
Nordenskiöld percebeu que o mineral tinha uma curiosa propriedade: mostrava cor verde sob luz natural, mas vermelha quando visto sob luz incandescente. Isso foi uma notável coincidência porque vermelho e verde eram justamente as cores do exército do czar. Por isso, a alexandrita passou a ser um símbolo nacional da Rússia.

Durante muito tempo, a Rússia foi o único produtor dessa variedade de crisoberilo. Mas, suas reservas esgotaram-se e entre 1960 e 1980 o Sri Lanka passou a ser o produtor mais importante.

A maior alexandrita lapidada que se conhece, com 65 quilates, foi encontrada justamente no Sri Lanka, mas hoje está no Museu de História Natural de Washington (EUA). Ainda no Sri Lanka, encontrou-se uma alexandrita que pesou, no estado bruto, 375 g.

Entre 1970 e 1980, o Brasil também passou a produzir alexandrita, na Bahia, Espírito Santo e principalmente Minas Gerais. Neste estado, a alexandrita era extraída inicialmente no município de Malacacheta.

Em 1986, porém, descobriu-se grande quantidade dessa gema em Hematita, município de Antônio Dias, com o que os demais garimpos foram praticamente abandonados. A jazida de Hematita levou o Brasil à condição de maior produtor mundial!

Desde 1970, produz-se alexandrita sintética, e há também, no mercado, imitações feitas com espinélio sintético ao qual se adicionou óxido de vanádio.

Deve-se ter cuidado ao comprar alexandrita porque essas imitações são vendidas sob nomes que enganam o consumidor como alexandrina, alexandrita sintética ou simplesmente alexandrita...

Abaixo, série “Pedras Brasileiras” emitida em 22/01/1998, cujos três selos com valor facial de R$0,22 cada, mostram: Alexandrita, Crisoberilo (olho-de-gato) e Indicolita. RHM: C-2069/C-2071. Scott: 2660/2662. Michel: 2805/2807.

Fórmula – A 12 (Br O4) Aluminato de Berilo. D: 8,5. DR: 3,7.

Localidades – Sri Lanka, Urais, Brasil, Zimbábue.

SERRA DA CARNAÍBA – DESCOBERTA DE NOVO GARIMPO

SERRA DA CARNAÍBA – DESCOBERTA DE NOVO GARIMPO

SERRA DA CARNAÍBA – DESCOBERTA DE NOVO GARIMPO NA FLOR DA TERRA GERA ESPERANÇA DE DIAS MELHORES


Esta semana o Sr.Paulo Valadares ao intensificar a limpeza de uma área na Serra de Carnaíba   com uma retroscavadeira  com objetivo de encanar água para sua residência,teve uma excelente surpresa ao perceber que na flor da terra brotava esmeraldas junto com o material que a maquina por ora retirava.Desta forma  gera uma nova perspectiva para abertura de uma nova frente de trabalho com objetivo de retirar as pedras tão preciosas do subsolo e gerar um fonte de renda para todos os moradores desta localidade.Carnaiba hoje vive um clima de animosidade e esperança com este novo garimpo.