domingo, 11 de junho de 2017

Mina descoberta por pinguço quando caçava tatu vira esperança para milhares de baianos

Sento Sé-BA: Mina descoberta por pinguço quando caçava tatu vira esperança para milhares de baianos

A esperança é uma pedra roxa que sai dos mais de 200 buracos escavados desde a descoberta de uma jazida de ametista no povoado de Quixaba, zona rural de Sento Sé. Quarenta dias após o acaso revelar a fortuna encravada na Serra dos Brejinhos, as covas, algumas já com 15 metros de profundidade, continuam a se multiplicar, assim como os milhares de garimpeiros profissionais, amadores e iniciantes atraídos pela expectativa de ganhar a vida no sertão baiano banhado pelas águas do São Francisco.

Transformar esperança em algo além do sonho, no entanto, demanda disposição física e força de vontade para atravessar as barreiras impostas na aridez da caatinga. Chegar é a primeira delas. A partir de Juazeiro, via BA-210, são 100 quilômetros de asfalto, outros 50 de terra e mais oito em estrada coberta de cascalho e de um material semelhante ao caulim, que mais parece talco e é encontrado em todos os acessos para a mina da Quixaba, situada na borda sul do Lago de Sobradinho.

Quando os veículos passam pelo último trecho, deixam no ar uma névoa que invade os pulmões de quem se arrisca a encará-la a pé ou de moto sem máscara. E são milhares os que enfrentam diariamente a peregrinação iniciada em 18 de abril. Naquele dia, um caçador da região se deparou acidentalmente com a jazida de ametistas no topo dos Brejinhos, parte do conjunto de serras que se entende por mais da metade do município de Sento Sé, terceiro maior da Bahia em extensão territorial.

Dali em diante, aproximadamente sete mil pessoas se deslocaram para o novo garimpo, segundo estimativas da prefeitura de Sento Sé. Parte chega ao nascer do sol e vai embora assim que finda a tarde. O restante ou dorme junto aos “serviços”, como são chamados os buracos, ou se espreme em tendas improvisadas de lona e troncos de árvores derrubadas em volta dos dois acampamentos que servem de base para a mina e de estacionamento para veículos que transportam trabalhadores, negociantes de pedras e mantimentos.

Na odisseia da ametista, há garimpeiros de todas as regiões do Brasil. A maioria, de centros com tradição no comércio de pedras preciosas como esmeralda, rutilo, águas-marinhas, turmalinas, topázios e dezenas de gemas com alto valor no mercado de joias. Caso dos municípios baianos de Campo Formoso, Pindobaçu, Caetité, Jussara e Novo Horizonte. Além, é claro, da própria Sento Sé, que enfrenta a maior crise econômica de sua história recente.

Forasteiros
Lado a lado estão caravanas de mineiros de Teófilo Otoni e Governador Valadares, igualmente numerosos na Quixaba. Goiás, Pará, Paraíba, São Paulo, Paraná, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco também estão entre os estados mais encontrados nas placas dos carros, picapes e motocicletas que lotam o pé da serra, ponto de partida para alcançar o topo da mina. Antes, é preciso vencer 1.250 metros de subida íngreme, entrecortada por blocos de pedras que se soltam no movimento das ferramentas usadas nas escavações – picaretas, pás, enxadas, marretas, ponteiras, martelos e alavancas.

Os serviços começam a aparecer logo nos primeiros metros, junto ao formigueiro humano que sobe e desce sem parar em busca da pedra, sob um calor que ultrapassa facilmente os 40 graus. Aos 33 anos, João Reis, faz parte dos que encontraram a parte mais alta da escarpa já ocupada. O jeito foi tentar a sorte onde dava. “A realidade é que tem pedra aqui, muita, mas não dá para todo mundo. O negócio é se esforçar, não desistir”, afirma Reis, que chegou na terça-feira passada, depois de uma temporada de seis meses na Serra da Carnaúba, em Pindobaçu, conhecida como a Cidade das Esmeraldas.

Pouco acima, enfiado em uma cova de oito metros de profundidade, Genildo dos Santos, 45, trabalha sem parar na caçada por um veio de ametista, depois de uma aventura que começou no último dia 12, quando partiu do Rio de Janeiro para Sento Sé a bordo de uma motocicleta de 150 cilindradas. “O negócio tá andando. Já deu para tirar um dinheiro bom. Só que é dividido pra cinco”, diz, enquanto aponta para os quatro colegas, todos iniciantes, que dão suporte para o trabalho de Genildo, único garimpeiro profissional do grupo.

Nos serviços da mina, os auxiliares têm como tarefa puxar baldes de material retirado dos buracos, em geral, com até dois metros de diâmetro. Marretar pedras, transportar ferramentas, buscar comida nos acampamentos, cozinhar em fogueiras feitas com galhos e vigiar buracos também fazem parte da rotina de quem não lida diretamente com a extração de ametista.

Garimpeiras
As mulheres, que formam um contingente numeroso na Serra dos Brejinhos, são escaladas para funções que exigem concentração e paciência. A mais comum é quijilar – no jargão do garimpo, ato de separar pedras de valor da montoeira de entulhos. “Mas a gente cava, tira terra, cuida do barraco, vai lá embaixo comprar o que comer”, acrescenta Cristina Viera de Jesus.

Junto com as amigas Lucilene Oliveira da Silva e Nilza Soares, Cristina trocou a esmeralda de Campo Formoso pela aventura na Quixaba. “A vida é dura aqui, mas Deus há de compensar. Tenho fé de que a gente vai achar um bom corte de ametista para melhorar de condição, comprar uma casinha mais aprumada”, emenda, com os olhos grudados no Velho Chico que se avista do topo da mina regada pelo suor da espera.

Galego, um pinguço que virou herói

Há duas versões para a descoberta da jazida de ametista que alimenta sonhos de riqueza. Em todas elas, o personagem central é um morador de Sento Sé que perambulava pelos botecos da cidade em busca de alguém para lhe pagar bebida ou vender fiado. Antes tratado como pinguço indesejado, Galego de Edvaldo, também conhecido como Burrão, virou um tipo de herói entre os moradores pobres da cidade.


Segundo a versão mais corrente, Galego tinha como hábito caçar na Serra dos Brejinhos, prática comum na região, embora ilegal. Na manhã de 18 de abril, ele e um amigo, de prenome Valdeno, perseguiam um tatu, quando o bicho se enfiou no buraco.

Na tentativa de desentocar a presa, acabaram se deparando com o veio de ametista. Filho de ex-garimpeiro, Galego reconheceu o tesouro escondido sob a superfície rochosa. De imediato, começou a retirar os primeiros lotes com o pai, Evaldo dos Santos, e o amigo Valdeno. Tudo em silêncio, dizem os narradores do “causo”.

Dias depois, teria pedido bebida fiado em uma bodega, mas o dono recusou, alegando que ele nunca pagava. Foi então que Galego tirou um saco cheio de pedras para mostrar que, agora, teria condições de honrar a palavra. A notícia correu a cidade feito o tatu com medo dos caçadores. Em pouco tempo, já havia alcançado as praças tradicionais do garimpo.

Em conversa com o CORREIO no topo da serra, onde foi aberto o primeiro serviço de extração de ametista, Galego tem outra versão, na qual o tatu não faz parte. Nem de caçar gosta, ressalta, embora o lombo de catitu estendido para a salga na cabana dele deixe dúvidas. O herói de Sento Sé atribui a descoberta a Deus.

“Pedia que Ele desse um sinal e mostrasse pra mim um jeito de ajudar meus irmãos que passam fome e não têm dinheiro pra comer. Deus me deu essa luz e pude dividir a riqueza que está aqui com todos eles”, afirma Galego. Mas por lá pouco importa a versão verdadeira. Como diz José Lino de Oliveira, o Zé Macambira, ex-garimpeiro de 79 anos que virou vendedor de pedras, “O Senhor tinha algum plano através dele. Galego está salvando a vida de muita gente”. (Fonte: Jairo Costa Júnior/Correio24Horas)




Fonte: G1

sábado, 10 de junho de 2017

Qual a diferença entre a bomba atômica e a de hidrogênio?

Qual a diferença entre a bomba atômica e a de hidrogênio?

Atômica Na verdade, as duas são bombas atômicas. A diferença é que cada uma delas realiza um processo diferente com os átomos para obter energia. A bomba nuclear mais simples, que costuma ser chamada só de “atômica”, arrebenta núcleos de urânio, transformando-os em átomos mais leves. Mas romper núcleos atômicos não é o mesmo que quebrar uma pedra, por exemplo. Se você martelar uma rocha, juntar os cacos e botar numa balança, vai ver que o peso de todos os fragmentos somados é igual ao da pedrona original. Já na “martelada” que a bomba dá nos átomos de urânio, o peso somado dos “cacos” vai ser um pouco menor que o original, porque o urânio perde um pouco de sua massa. Onde ela vai parar? Quem mata a charada é o físico Albert Einstein: em sua teoria da relatividade, ele ensina que qualquer tiquinho de matéria é formado por uma quantidade mastodôntica de energia. Ou seja, o urânio que some se transforma em energia pura, liberando uma força brutal.
Para dar uma idéia, a quebra de menos de 1 quilo de matéria foi o suficiente para arrasar a cidade japonesa de Hiroshima no final da Segunda Guerra Mundial, com uma força equivalente a 15 mil toneladas de dinamite. Achou muito? Pois saiba que as chamadas bombas H, de hidrogênio, são milhares de vezes mais poderosas que isso. O segredo é que, em vez de quebrar átomos, elas fundem os núcleos, juntando dois átomos de hidrogênio para formar um de hélio. Nesse processo, um pouco da massa do hidrogênio se perde e, de novo, se transforma em energia. A diferença é que a fusão arranca mais energia do bolo de átomos. Só para dar uma noção do drama, basta lembrar que a explosão recorde entre as bombas de hidrogênio foi simplesmente 5 mil vezes maior que a de Hiroshima.
Os ambientalistas não se cansam de alertar que esses explosivos podem transformar a Terra em um projeto de asteróide. “Vimos que a pequena guerra nuclear de 1945, que destruiu duas cidades, foi o suficiente. Mas o problema continua”, diz o físico Philip Morrison, um dos cientistas que criou a bomba de Hiroshima e hoje trabalha no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
Escolha nuclear Armas arrebentam ou unem átomos para gerar energia
BOMBA ATÔMICA
1. A bomba atômica que você vê ao lado é a Little Boy (“Garotinho”), que arrasou a cidade de Hiroshima, em 1945. O funcionamento da arma começa quando uma carga de explosivo convencional, como dinamite, é acionada à distância e explode
2. O choque da explosão impulsiona uma bala de urânio-235 sobre uma esfera feita do mesmo material. Esse impacto dá origem às reações de fissão, a quebra dos núcleos dos átomos que vão liberar energia
3. Com a trombada, os instáveis e pesados átomos de urânio-235 arrebentam, liberando energia e nêutrons que dão continuidade à reação. Cada átomo que se rompe solta novos nêutrons que quebram mais núcleos, num efeito em cadeia que desprende cada vez mais energia
BOMBA DE HIDROGÊNIO
1. Na bomba de hidrogênio, a espoleta utilizada não é um explosivo convencional, mas uma bomba atômica como a de Hiroshima. Novamente, o momento do estouro dessa carga é determinado por meio de um controle remoto
2. Essa explosão atinge um compartimento cheio de composto de lítio, transformando essa substância em deutério e trítio. Os átomos desses elementos são isótopos, ou seja, “parentes diretos” do hidrogênio — daí vem o nome da bomba. Todos possuem apenas um próton, mas com quantidades diferentes de nêutrons
3. Por serem bem leves e estarem submetidos a altíssima temperatura, os átomos de deutério e trítio tendem a se unir, criando um átomo de hélio mais leve que os dois anteriores somados. A massa que sobra dá origem à energia da bomba

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade no século XX, ocorrendo entre 1939 e 1945.
As operações militares envolveram 72 nações, resultaram em 45 milhões de mortes, 35 milhões de feridos e 3 milhões de desaparecidos. O custo total da Segunda Guerra Mundial chegou a 1 trilhão e 385 milhões de dólares.
O conflito foi dividido em três fases:
  • As vitórias do eixo (1939-1941);
  • O equilíbrio das forças (1941-1943);
  • A vitória dos aliados (1943-1945).
As incursões do conflito se iniciaram com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de setembro de 1939, e terminaram com a rendição do Japão em 2 de setembro de 1945.
As principais frentes de batalha eram formadas pelas nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão) e as nações Aliadas (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).

    Vitórias do Eixo

    A primeira fase da Segunda Guerra Mundial ocorreu com a invasão da Polônia pela Alemanha em 1939.
    Essa fase foi classificada como Sitzkrieg, que significa guerra de mentira. Na tentativa de barrar as incursões do premiê alemão Adolf Hitler (1889 - 1945), os governos de França e Grã-Bretanha impuseram bloqueios econômicos à Alemanha, mas não chegaram ao conflito direto.
    Eficaz no campo de batalha, a Alemanha realizou em 1940, uma operação em que combinou ataques terrestres, aéreos e navais para ocupar a Dinamarca. Assim, a Sitzkrieg passou a ser chamada de Blizkrieg, que significa guerra relâmpago.
    O exército alemão também tomou a Noruega como forma de salvaguardar a proteção do comércio de aço com a Suécia e marcar posição contra a Grã-Bretanha. Para tanto, foi ocupado o porto norueguês de Narvik.
    Ainda em 1940, Hitler ordenou a invasão da Holanda, o que ocorreu em maio daquele ano. A Alemanha invadiu, ainda, a Bélgica e as tropas francesas e inglesas foram cercadas em Dunquenque, uma cidade portuária francesa.
    A reação das forças francesas e inglesas não impediram que o exército alemão rompesse a linha Maginot e invadisse a França. A linha Maginot era constituída por um sistema de trincheiras na divisa com a Alemanha.
    Como resposta ao ataque, a França assinou o armistício com a Alemanha e em 14 de junho, Paris foi declarada cidade aberta.
    Dividida em duas áreas, a França viveria até 1944, o chamado governo de Vichy, sob influência nazista. Dias antes, a Itália, aliada da Alemanha, declarava guerra à França.
    Ainda em 1940, no dia 8 de agosto, a Alemanha bombardeou as cidades britânicas na Luftwaffe e o parque industrial inglês, começando a batalha contra a Grã-Bretanha, que durou até 27 de setembro.
    O exército inglês conseguiu neutralizar as forças alemãs, principalmente pelas ações da força aérea.
    Além do êxito em seu próprio território, o governo da Grã-Bretanha ordenou incursões em solo alemão, o que levou Adolf Hitler adiar os planos de invasão na chamada Operação Leão do Mar.
    A despeito do fracasso, a Alemanha ainda prosseguiu com a missão de isolar a Grã-Bretanha e, em 1941, o exército de Hitler chegou à Líbia, com objetivo de conquistar o canal de Suez.
    Esse período foi marcado pelo fracasso da Itália na África Central e a adesão ao Eixo pelos governos da Romênia, Hungria e Bulgária.
    Em maio de 1941, foram ocupadas a Iugoslávia e a Grécia, resultando no esperado isolamento da Grã-Bretanha.

    Equilíbrio de Forças

    O chamado equilíbrio das forças caracteriza a fase intermediária da Segunda Guerra Mundial, que começa em 1941, com a invasão da União Soviética pelos alemães, e termina em 1943, com a capitulação da Itália.
    A invasão da União Soviética é denominada Operação Barborosa e tinha como finalidade a conquista de Leningrado (hoje São Petersburgo), Moscou, Ucrânia e Cáucaso.
    A entrada do exército alemão ocorreu pela Ucrânia e, posteriormente, pela chegada à Leningrado.
    Quando as forças de Hitler chegaram a Moscou, em dezembro de 1941, foram contidas pela contraofensiva do Exército Vermelho.

    Primeira Guerra Mundial

    A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o resultado dos atritos permanentes provocados pelo imperialismo das grandes potências agrupadas em dois blocos: a Tríplice Aliança, formada pela Alemanha, Áustria e Itália, e a Tríplice Entente formada pela França, Inglaterra e Rússia.
    Como resultado do conflito, que envolveu 17 países,morreram 10 milhões de solados e outros 21 milhões ficaram feridos. Em consequência da guerra, 13 milhões de civis foram mortos.
    A Grande Guerra, como era denominada antes da Segunda Guerra Mundial, redesenhou o mapa político da Europa, marcou a queda do capitalismo liberal e permitiu a ascensão econômica dos Estados Unidos.
    Participaram da Primeira Guerra Mundial: Alemanha, Brasil, Áustria-Hungria, Estados Unidos, França, Império Britânico, Império Turco-Otomano, Itália, Japão, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino da Romênia, Reino da Sérvia, Rússia, Austrália e China.
    Leia também: Tríplice Aliança e Tríplice Entente.
    Primeira Guerra MundialSoldados Britânicos feridos com gás durante batalha da Primeira Guerra

    Causas da Primeira Guerra Mundial

    Foram vários os fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial. Desde o final do século XIX o mundo vivia em tensão. O extraordinário crescimento industrial tornaram o conflito inevitável a medida que acirravam os choques de interesse econômico e político entre as potências industrializadas.
    O expansionismo alemão e sua transformação na maior potência industrial da Europa fizeram brotar contra ela uma enorme rivalidade principalmente na França, Inglaterra e Rússia.
    O antigermanismo francês se desenvolveu como consequência da Guerra Franco-Prussiana, quando a derrotada França foi obrigada a entregar aos alemães as regiões de Alsácia e Lorena, esta rica em minério de ferro. A rivalidade russo-germânica foi causada pela pretensão alemã de construir uma estrada de ferro ligando Berlim a Bagdá, rica em petróleo, além de passar por regiões onde os russos pretendiam aumentar sua influência.
    O antigermanismo inglês se explica pela concorrência industrial alemã. Às vésperas da guerra os produtos alemães concorriam em mercados que eram dominados pela Inglaterra.
    A rede de alianças era uma bomba armada pronta para explodir. Em 1908 a Áustria anunciou a anexação da Bósnia-Herzegovina, contrariando os interesses sérvios e russos. No dia 28 de junho de 1914, um estudante bósnio assassinou o herdeiro do trono austríaco Francisco Fernando e sua esposa, em Sarajevo, capital da Bósnia. Esse duplo assassinato foi o pretexto para a explosão da Primeira Guerra Mundial que durou até 11 de novembro de 1918.

    Fases da Primeira Guerra Mundial

    No começo do conflito, as forças se equilibravam, em número de soldados, diferentes eram os equipamentos e os recursos. A Entente não tinha canhão de longo alcance, mas dominava os mares, graças ao poderio inglês. Os tanques de guerra, os encouraçados, os submarinos, os obuses de grosso calibre e a aviação, entre outras inovações tecnológicas da época, constituíram artefatos bélicos de grande poder de destruição.
    Com artilharia pesada e 78 divisões os alemães passaram pela Bélgica, violando a neutralidade, venceram os franceses na fronteira e rumaram para Paris. O governo francês transferiu-se para Bordeaux e na Batalha de Marne, conteve os alemães, que recuaram.
    Depois, franceses e alemães firmaram posições cavando trincheira ao longo de toda a frente ocidental. Protegidos por arame farpado, os exércitos se enterravam em trincheira, onde a lama, o frio, os ratos e o tifo mataram tanto quanto as metralhadoras e canhões.
    Em 1917, os Estados Unidos que se mantivera fora da guerra, apesar de emprestar capitais e vender armas aos países da Entente, principalmente à Inglaterra, entra no conflito. Declarou guerra à Alemanha, por temer seu poderio imperialista e industrial.
    Primeira Guerra MundialOs Estados Unidos saíram fortalecidos da Primeira Guerra
    Nesse mesmo ano a Rússia, saiu do conflito, motivada pela Revolução de 1917, que derrubou o czar e implantou o regime socialista. Em abril de 1917, os alemães afundaram no canal da Mancha o navio mercante brasileiro Paraná. Em represália, o Brasil rompe relações com os agressores. Em outubro, outro navio brasileiro, o Macau, é atacado. No final de 1917, desembarca na Europa uma equipe médica e soldados para auxiliar a Entente.
    Embora a Alemanha continuasse sofrendo sucessivas derrotas, seus aliados tivessem se rendido, o governo alemão continuava na guerra. Esfomeado e cansado, o povo alemão se revoltou e os soldados e operários forçaram o kaiser (imperador) a abdicar.
    Formou-se um governo provisório e foi proclamada a República de Weimar. No dia 11 de novembro de 1918 o novo governo assinou a rendição alemã. A Primeira Guerra chegava ao fim, mas a paz geral só foi firmada em 1919, com a assinatura do Tratado de Versalhes.
    A reação aos efeitos do tratado estão entre as principais consequências da Primeira Guerra Mundial e que, em 1939, pouco mais de 20 anos depois, provocaram a Segunda Guerra Mundial.


    Albert Einstein

    O físico teórico e matemático alemão Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, e morreu em 1955 em Nova Jersey, EUA.
    Ganhador do prêmio Nobel de Física, em 1929, está entre os cientistas mais icônicos, influentes e admirados da história da humanidade.
    Seus estudos contribuíram para a visão moderna da realidade da Física. Suas teorias ainda são consideradas o modelo que mais se enquadra à compreensão do universo em grande escala.
    Por elas, é possível a compreensão da interação entre espaço, tempo e gravidade.
    Albert EinsteinAlbert Einstein é o cientista mais icônico do século 20
    O feito mais conhecido na cultura popular é a Teoria da Relatividade, que por meio da equação E = mc2 demonstra a equivalência entre massa e energia.
    A teoria da relatividade geral, acompanhada da mecânica quântica, é uma dos alicerces da Física moderna.
    As contribuições à física teórica é que fizeram com que Einstein recebesse o Prêmio Nobel de Física, em especial pela descoberta do efeito fotoelétrico.
    Este foi considerado fundamental para a evolução da teoria quântica. Seu trabalho foi de importância singular para o desenvolvimento da energia atômica.

    Biografia

    Albert Einstein e nasceu em 14 de maro de 1879, em Ulm, no estado alemão de Württemberg. De família judia, tinha uma irmã dois anos mais jovem, Maja. Hermann Einstein, seu pai, era proprietário de uma fábrica de equipamentos elétricos. A mãe, Pauline, era dona de casa.
    Os estudos primários ocorreram na escola Luitpold Gymnasium, em Munique, onde Einstein enfrentou uma série de desafios.
    Com dificuldades para falar, também demorou para aprender a ler e suas atenções se voltavam para a música clássica. Aos seis anos já tocava violino, hábito que manteve até próximo à morte.
    No início da adolescência, começa demonstrar interesse pela Física, e escreve "A Investigação do Éter em Campos Magnéticos".
    Permaneceu por anos com familiares em Munique após seu pai perder o negócio e ser obrigado a mudar com a família para Milão, na Itália, em 1890.
    Embora tenha permanecido em Munique para a continuidade dos estudos, Einstein fracassou na escola.
    Conseguiu ser admitido na Escola Politécnica Federal da Suíça, em Zurique, demonstrando notável facilidade para a matemática. Renunciou à cidadania alemã e tornou-se um cidadão suíço no início do século 19.
    Em Zurique, Einstein conheceu Milena Maric, sua futura esposa, com quem teve três filhos. Após graduar-se encontrou dificuldades para conseguir uma colocação profissional. Na vida pessoal, as complicações vinham da família de Milena, que o rejeitava.
    O casal teve uma filha em 1902, Lieserl, cujo destino permanece um mistério. A menina teria sido dada em adoção ou foi criada pelos parentes da mulher do cientista, o que nunca foi esclarecido.
    No mesmo ano, Einstein encontrou trabalho em um escritório de patentes na Suíça e em 1903 casou-se com Milena. Os dois tiveram ainda Hans e Edward.
    O casamento terminou em divórcio em 1919. No mesmo ano, Einstein casa-se com Elsa Löwenthals (1836 - 1936), que era sua prima.
    Para a mãe dos filhos deixou a promessa de repassar os rendimentos de um futuro Prêmio Nobel.

    Ano Milagroso

    Paralelo aos trabalhos na empresa de patentes, Einstein persistiu nos estudos sobre o princípio da relatividade.
    Em 1905 teve quatro de seus trabalhos publicados na Annalen der Physik, uma das mais importante e influentes revistas de Física da época.
    Esse movimento é chamado de o "ano milagroso" para o cientista.

    Teoria da Relatividade

    Os artigos tratavam do"efeito fotoelétrico", "movimento browniano", a "teoria da relatividade especial" e, por último, a equação "E = mc2".
    Dez anos depois, em 1915, Einstein consegue completar a "teoria geral da relatividade", o que considera o ponto mais importante de seu trabalho.
    Da teoria da relatividade geral amplia a pesquisa de Isaac Newton (1643-1727) sobre a teoria da gravitação universal. Assim, ele permitiu explicações mais precisas sobre as órbitas planetárias ao redor do Sol.
    Os estudos de Einstein foram confirmados em observações e medições dos astrônomos ingleses Frank Dyson e Arthur Eddington em 1919. A confirmação, ocorreu durante um eclipse solar.
    Cem anos após ter sugerido a existência de ondas gravitacionais, essas ondulações foram detectadas em setembro de 2015.

    Prêmio Nobel

    O Prêmio Nobel foi concedido em 1921, mas somente no ano seguinte entregue a físico por conta dos estudos sobre o efeito fotoelétrico.
    Os organizadores do Nobel questionavam as pesquisas sobre a Teoria da Relatividade, mas foi esse o tema do discurso de Einstein ao receber o prêmio.
    Einstein, ao desenvolver sua teoria geral da relatividade, questionava o pensamento científico da época de que o universo era estático.
    A teoria propõe que o universo está em constante expansão e consegue prever a velocidade com que as galáxias se distanciam entre si.
    A partir disso é possível conhecer a velocidade com que o universo se expande. Os primeiros estudos a comprovar a eficácia da Teoria da Relatividade foram conduzidos pelo astrônomo Edwin Hubble (1889 - 1953), em 1930.
    Enquanto ganhava o mais alto reconhecimento como cientista e viajava pelo mundo, Einstein analisa os efeitos da Primeira Guerra Mundial sobre a Alemanha. Ela estava empobrecida, violenta e cada vez mais influenciada por Adolf Hitler (1889 - 1945).

    Bomba Atômica

    Assumiu em 1933 uma cadeira no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, New Jersey, onde permaneceu até o fim da vida.
    Em solo norte-americano trabalhou com outros cientistas que também deixaram a Alemanha temendo as ameaças nazistas.
    Seu trabalho recebeu atenção especial após 1939, quando em companhia do físico Leo Szilard (1898-1964) encaminhou uma carta para o presidente Franklin Roosevelt (1882-1945).
    Na carta, eles alertavam sobre a possibilidade de os nazistas desenvolverem uma bomba atômica.
    Por esse motivo, acreditava, os Estados Unidos deveriam antecipar-se nas pesquisas nucleares.
    Dessa maneira nasceu a motivação para o financiamento do Projeto Manhattan, por onde foram desenvolvidas as primeiras bombas nucleares. O projeto era operado em conjunto pelos EUA, Canadá e Inglaterra.
    Einstein recebeu autorização para residência permanente nos EUA em 1935. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) trabalhou no sistema de armamentos das bases da Marinha norte-americana.
    O cientista também fez doações aos militares dos EUA de milhões arrecadados em leilões de seus manuscritos.

    Pacifista e Ativista Contra o Racismo

    Após o bombardeio de Hiroshima (1945), Einstein passou a defender a restrição do uso de bombas nucleares em guerras. Com o amigo Szilard fundou em 1947 o Comitê de Emergência de Cientistas Atômicos.
    Saiba mais sobre a Bomba de Hiroshima.
    Foi nesse período que também passou a trabalhar pelos direitos civis dos afro-americanos em uma associação à perseguição sofrida pelos judeus na Europa por Hitler.
    Einstein classificou o racismo como uma doença durante discurso proferido em 1946, na Universidade Lincoln, na Inglaterra.

    Legado

    Einstein não interrompeu seus estudos. Assim, ao fim da Segunda Guerra Mundial permaneceu no trabalho da "Teoria do Campo Unificado" e em especificidades da Teoria da Relatividade.
    Elas levariam à existência de buracos de minhoca (buracos-negros), viagens no tempo e a criação do universo.
    Morreu em 18 de abril de 1955 de um aneurisma sofrido no dia anterior. Chegou ser socorrido, mas recusou-se a qualquer intervenção cirúrgica.
    O cérebro do cientista foi retirado pelo patologista Thomas Stoltz Harvey (1912-2007) e permanece no laboratório da Universidade de Princeton, onde já foi alvo de diversos estudos.
    Frase:
    Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.
    Albert Einstein