quinta-feira, 15 de junho de 2017

IMITAÇÃO DE QUARTZO ROSA

IMITAÇÃO DE QUARTZO ROSA

Quem não gosta de pedras brasileiras, bom sujeito não é. Elas enfeitam e dão um charme especial a qualquer jóia.
Hoje, vamos aprender a fazer uma imitação do quartzo rosa, uma pedra de tom suave, encontrada no Brasil, nos Estados Unidos e em Madagascar. Desde a Antiguidade, é considerada a pedra do amor e do coração. Tem função calmante também.
Material necessário:
- Cerâmica plástica nas cores branco transparente, branco perolado e rosa-choque
- Alicate de bico e lâmina de estilete
- Base de medalha
- Corrente
- Fecho e terminais
- Esmalte incolor extra brilho
- Cola adesiva instantânea
- Rolinho para amassar
Modo de fazer:
Comece a trabalhar picando as duas partes de branco separadas (tem que ficar bem picadinho).
Em seguida, comece a amassar com o rolo.
Não precisa ficar homogêneo, os veios devem aparecer. Faça uma bola e reserve.
Depois, trabalhe com a cerâmica branca transparente e a lasquinha da rosa.
Pique bem, mas amasse com as mãos.
Misture até ficar bem mesclada. Faça uma bola e reserve.
O processo é idêntico com a cerâmica branca perolada e o pedacinho de rosa choque.
Com as três massas prontas, faça três rolinhos e comece a apertar delicadamente com as mãos.
Essa técnica deve ser feita com paciência.
Aperte, quebre, aperte de novo, faça com que os veios apareçam e sejam irregulares.
Se você achou que a massa ficou muito clara, pegue um pouco do rosa, coloque aleatoriamente e aperte com a mão de novo.
Corte meio centímetro da massa, encaixe na base da medalha e comece a moldar.
O forno é usado para a secagem.
Coloque a peça dentro de uma forma no forno ainda frio, ligue e deixe 10 min.
Entreabra a porta, prenda com uma colher de pau e deixe mais 20 min.
Desligue o forno e espere esfriar.
Com a medalha fria, passe cola atrás e fixe-a na base.
Dê uma mão de esmalte para ela ficar brilhante.
Está pronta a medalha.
Passe-a pela corrente e prenda um terminal em cada ponta da seguinte maneira: abra o terminal, encaixe a corrente e feche.
Depois, encaixe o fecho em um dos terminais.

PALÁDIO O "NOVO" BRANCO


Paládio
O “Novo” Branco


Cynthia Unninayar *


Neste último ano observou-se muita conversa sobre um “novo” metal branco na joalheria – o paládio. Para ser bem precisa, ele não é exatamente “novo”, visto que este raro metal branco foi usado em coleções de jóias nos EUA que datam de mais de meio século. Mesmo assim, com algumas das maiores marcas da indústria adotando-o agora, ele tem se tornado o metal branco escolhido atualmente pelos designers.
A Mina Stillwater, berço dos mais ricos depósitos de paládio do mundo, está a apenas 35 milhas ao norte do Parque Nacional de Yellowstone, no estado de Wyoming e na fronteira sul do estado de Montana, nos EUA. Embora o paládio já seja uma parte integral de muitas aplicações, notadamente eletrônicos, conversores catalíticos, pilhas termelétricas, refinamento de óleo e na odontologia por muitos anos, só muito recentemente o seu uso na indústria joalheira começou a explodir. Frank McAllister, diretor executivo da Companhia de Mineração Stillwater (Stillwater Mining Company) explica: “esperamos que o paládio se transforme num fator significativo de crescimento na indústria joalheira. As pessoas estão cativadas por sua raridade, seu branco exuberante e seu intenso brilho. O paládio é tão raro quanto a platina e é um metal branco e brilhante, cuja densidade é perfeita para a joalharia”.
O paládio é um dos metais do grupo da platina (PGM – Platinum Group Metal). Foi identificado em 1803 por William Hyde Wollastone, que assim o chamou inspirado em Palas, companheiro de Atenas, a Deusa Grega da Arte
Possibilidades do paládio
McAllister não é o único entusiasta do uso deste metal na joalharia. Scott Kay, um dos lideres influentes na indústria e fundador de uma das marcas mais solicitadas pelas noivas nos EUA, fez toda sua linha de alta joalharia disponível em paládio, incluindo jóias nupciais (scottkay.com). “O paládio vai mudar a indústria joalheira que conhecemos agora. É um metal precioso, naturalmente branco, com propriedades tais que faz dele uma escolha natural para a joalharia”, ele explica. Quando perguntado se ele está abandonando sua famosa platina, Kay responde: “se as pessoas acham que eu estou pulando fora do barco da platina, estão enganados. Ela sempre será o meu primeiro amor, mas o paládio está marcando presença. Ele não é uma “platina de pobre”. O paládio fornece um fundo impressionante para os diamantes e outras pedras preciosas. É o sonho do joalheiro, a oportunidade do consumidor e um tesouro escondido, natural e puro”.

O paládio já era usado na alta joalharia há mais de 60 anos,
como mostrado nas capas de um catálogo de 1940
(imagens por cortesia de Amber and Elichai Fowler)

Tom McLaughlin, designer, joalheiro e co-proprietário da Lennon's Jewelers of Clay, em Nova York, concorda. Após ter usado o paládio, ele “apaixonou-se pelo metal”, assim como os seus clientes. Ele acrescenta: “através do meu desenho e fabricação personalizados, achei o paládio um metal extremamente fácil de trabalhar, com muitas vantagens, incluindo o custo. É naturalmente branco, hipoalergênico, muito maleável e responde bem ao polimento. Tensão nas garras e quebra são virtualmente eliminados, também.” McLaughlin acredita que o futuro do metal é brilhante e que “ocupará seu próprio lugar na indústria”.  
Anel em paládio, diamante azul e turmalina azul - by Tom McLaughlin
(Foto: Mark B. Mann, Mann Design Group, Inc.).
A designer, joalheira e varejista Brenda Warburton, co-proprietária da Ann Arbor e da Austin & Warburton (austinandwarburton.com) relata que “a aceitação do cliente pelas nossas peças em paládio tem sido maravilhosa. Quando apresentado como um metal branco diferente e não como um substituto pobre da platina, o consumidor consegue apreciar o paládio pelos seus próprios atributos, incluindo sua melhor habilidade de reter polimento. Embora nunca vá substituir a platina, ele agora é parte do arsenal de metais para o mercado nupcial atual.” 

Bracelete em paládio, safira e diamante - by Brenda Warburton
(Foto: Mark B. Mann, Mann Design Group, Inc.).

DESENHO DE JÓIAS: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UM ANEL

DESENHO DE JÓIAS
Representação gráfica de um anel


Patrícia Peixe *



A representação gráfica de uma peça torna-se importante quando necessitamos que alguém visualize nossa criação. Muitas vezes esta etapa é necessária, mesmo para um autor de jóias.
O desenho de uma jóia é diferente do conceito de design de uma peça. O design engloba estudo de mercado e público alvo, ergonomia, custos, tendências e a forma propriamente dita, cujo desenho irá representar.  O desenho, por sua vez, é apenas a representação gráfica da jóia.
Existem diferentes técnicas de perspectiva que permitem uma melhor visualização de detalhes, sendo que para cada tipo de peça devemos utilizar uma técnica diferente. Neste passo-a-passo demonstrarei como reproduzir graficamente um anel quadrado.



Você pode fazer vários outros desenhos de anéis, em cima deste sugerido; basta seguir a mesma seqüência, alterando os detalhes de altura, espessura, curvatura, inserção de pedras, garras e tudo que sua imaginação permitir, até que fique satisfeito com o resultado.
Por vezes, faz-se necessário uma visualização em escala e vistas ortogonais da peça em questão. Este é o desenho técnico, necessário quando precisamos terceirizar a confecção da peça. Veja o exemplo abaixo:

Estas são dicas úteis para representar alguma idéia para seu cliente ou mesmo para que algum outro ourives confeccione a peça ou parte dela para você. Desta maneira evitamos falhas de comunicação e conseqüentes erros na peça pronta, desgastes e atrasos.
* passo-a-passo cedido por Biane Motta, designer de jóias, professora, coordenadora de cursos e sócia-diretora do Espaço Mix Escola de Joalheria e Design.

DESENHO DE JÓIAS

DESENHO DE JÓIAS
Técnica para coloração de gema


Patrícia Peixe *



Na representação gráfica artística de uma jóia, a coloração do metal e de suas gemas é muito importante para uma boa visualização da peça.
Existem várias técnicas para coloração de gemas. Escolhi a técnica da pintura com lápis aquarelado em papel vegetal por achar que proporciona um ótimo efeito de acabamento.
Detalhes são muito importantes para diferenciar uma gema de outra, por isso a gema tratada aqui será uma turquesa, onde ensinarei como colorir e traçar os seus veios característicos. O tipo de cravação também deve ser definido e representado; darei uma dica de como representar uma cravação inglesa.
Neste passo-a-passo descrevo como colorir uma turquesa em lapidação cabochon:
PASSO-A-PASSO

Desenhe duas circunferências, uma dentro da outra, conforme a figura ao lado. Escolha um lápis aquarelado de cor azul claro ou turquesa e risque sobre um plástico com textura (DICA: Pode ser uma capa “L” de plástico transparente texturizado). Misture um pouco de água sobre a cor riscada com um pincel. Passe a tinta preparada, deixando a área de luz livre.
Com o pincel úmido, espalhe a tinta formando um degradê. Espere secar. Com um lápis preto, risque o plástico texturizado, até formar uma pequena quantidade de pó. Com um esfuminho espalhe este pó de lápis preto na parte externa inferior da circunferência, para fazer a sombra. Repare no sombreado da figura ao lado.
Com um pincel e guache preto desenhe os veios da gema conforme mostra a figura ao lado. Seu desenho de gema cabochon está pronto, mas será necessário praticar até que o esfumaçado fique uniforme e natural.
Para representar uma cravação inglesa você deve fazer uma outra circunferência em volta do desenho da turquesa. Raspe o lápis amarelo ouro no plástico texturizado, misture pouca água e pinte a espessura do metal com esta mistura.
Para fazer a luz na parte superior do metal utilize o lápis amarelo limão, também fazendo a mistura com água. Espere secar e faça o sombreado raspando o lápis marrom e aplicando com esfuminho.
Reforce os contornos com lapiseira 0.3. Com o guache branco e um pincel, aplique um fino feixe de luz por cima da parte iluminada da pedra. Atenção: É muito importante que as partes iluminadas do metal e da pedra estejam na mesma direção e o sombreado da peça no lado oposto a elas.
Seguindo este passo-a-passo você pode pintar inúmeras outras gemas em lapidação cabochon, apenas modificando as cores e formatos. Observar e treinar muito é importantíssimo para aproximar seu desenho cada vez mais de um resultado satisfatório!

PEDRAS NEGRAS

PEDRAS NEGRAS

Patrícia Peixe *



Às vezes ficamos em dúvida a respeito de que pedras usar quando criamos uma peça!
Quando visualizamos mentalmente uma peça com uma gema de cor negra, não necessariamente já escolhemos qual será utilizada. As gemas negras comercialmente encontradas com mais facilidade são a turmalina, o ônix e a ágata tingida. Assim, quando formos confeccionar uma jóia, saberemos mais objetivamente o que usar.
Vamos falar um pouco sobre estas gemas para que não haja confusão (pelo fato de serem parecidas) na hora da compra. Desta maneira, também teremos mais segurança na venda de nossas peças, podendo esclarecer dúvidas dos clientes quanto à nomenclatura, cores e grupos de minerais a que pertencem.
A turmalina pode ser encontrada em quase todas as cores do arco-íris. Podemos até encontrar mais de uma cor num mesmo cristal, o que chamamos de turmalina bicolor. Dependendo de sua coloração, as turmalinas ganham nomes característicos. Por exemplo, a rubelita é a turmalina que varia do tom rosa ao vermelho. Uma variedade muito famosa é a turmalina melancia, que tem esse nome por ser parecida com uma fatia da fruta, pois seu interior possui as cores rosa e verde. A acroíta também é de grupo da turmalina, muito rara, incolor ou quase incolor. A indicolita é a de cor azul. Dravita é a de cor amarelo-castanho e castanho-escuro. E temos a turmalina negra, que pode ser também chamada de schorl.
O ônix possui uma combinação de cor negra e branca em camadas. Pertence ao grupo das calcedônias - quartzos microcristalinos - que inclui também a ágata, dendrita, calcedônia, crisoprásio, jaspe, cornalina, heliotrópio e sardonix. O ônix todo negro, que encontramos comumente, é na verdade uma calcedônia ou ágata, que por sua vez é tingida para chegar à tonalidade forte do preto.
As cores mais comuns da ágata são marrom, vermelho, branco e cinza azulada. As cores muito vivas são resultado de um tratamento específico para o tingimento, que varia de acordo com o resultado desejado.
No mercado, também há a pedra preta reconstituída, feita com restos de turmalina, ônix ou ágata.

Com essas dicas, poderemos estar mais familiarizados com os termos corretos. Quem for usá-las também para fins terapêuticos, pode estar auxiliando o sistema endócrino com a turmalina e alívio de pontos de tensão. Já a ágata é utilizada para males que atingem a pele, o sistema digestivo, dores de cabeça e intoxicação. O ônix favorece a auto-estima e a tomada de decisões, é considerado um amuleto.