sábado, 17 de junho de 2017

Cristais: Beleza pura

Cristais: Beleza pura

Poucas coisas são tão perfeitas no mundo como os cristais - as obras-primas que a natureza leva centenas de milhares de anos para produzir. Suas formas, cores e combinações parecem não ter fim

A variedade de formas, tamanhos e cores faz dos cristais um dos mais raros e belos espetáculos da natureza — especialmente quando se encontram vários de um mesmo mineral ou de minerais diversos agrupados. Componentes naturais da crosta terrestre, os minerais têm estrutura cristalina e composição química definidas. Essa estrutura nada mais é que a forma como se arranjam os átomos dos diversos elementos que formam um mineral. Por isso, ela tem influência decisiva na determinação das propriedades físicas e químicas de cada um deles.
Bons exemplos são a grafite e o diamante: ambos constituídos de carbono puro, possuem no entanto estruturas cristalinas diferentes. A primeira é um mineral comum encontrado nas rochas que se formam usualmente na parte superior da crosta terrestre; nela, os átomos de carbono se dispõem em planos de anéis de seis faces. Já o diamante, muito raro, forma-se nas profundezas da crosta, em rochas vulcânicas muito especiais, onde a pressão e a temperatura são muito altas. Por isso, seus átomos de carbono constituem uma estrutura muito mais compacta, em forma de pirâmide de quatro faces iguais. Com estruturas tão diferentes, não é de estranhar que as propriedades físicas de grafites e diamantes também sejam diferentes.
Enquanto a grafite é mole, cinzenta, opaca e leve – sua densidade é de apenas 2,1 gramas por centímetro cúbico – o diamante é incolor, duro (é o material mais duro que se conhece), transparente e denso – 3,5 g/cm3 – e provoca intensa dispersão da luz que o atravessa. Quando a estrutura cristalina dos minerais se reflete externamente nas pedras, com faces planas e simetricamente distribuídas, é chamada de cristal. A natureza leva centenas de milhares de anos para fazer um cristal. Mas a tecnologia permite fabricá-lo em laboratórios, ou mesmo em casa, em questão de um mês.
A experiência pode ser feita usando-se o sulfato de cobre, dissolvido e deixado num recipiente com água. Esta começa a evaporar lentamente. A concentração do sulfato aumenta até atingir o limite máximo de saturação à temperatura ambiente. Então, o produto começa a se depositar no fundo do recipiente já em forma sólida. Como a evaporação prossegue, os átomos de cobre, enxofre e oxigênio vão ocupando seus lugares na estrutura cristalina. Ao fim dessa alquimia, surgem no fundo do recipiente inúmeros cristaizinhos de faces externas planas, que só param de crescer quando a água se evapora por completo.
Outro processo permite fabricar um único e grande cristal. Basta pendurar por um fio um pequeno cristal de sulfato de cobre num recipiente e ele servirá como gérmen. À medida que a solução no recipiente chega ao ponto de saturação, tem início a cristalização. Sobre o cristalzinho se depositam átomos de cobre, enxofre e oxigênio e ele começa a crescer. Daí resulta um cristal grande em forma de prisma oblíquo, cuja base é um paralelogramo intensamente azul. Mas não será certamente tão belo quanto os que a natureza se esmera em produzir.
O processo natural é semelhante ao doméstico, mas as condições são muito mais severas. Por um longo período, massas enormes de magma – rochas em estado de fusão que constituem a grande parte da massa da Terra – rompem outras rochas que estão na base da crosta, provocando nelas intensa deformação e fraturas. As frações mais leves do magma – que contêm maiores quantidades de elementos químicos leves, água superaquecida a temperaturas de até 300 graus e gases – se concentram na periferia das rochas magmáticas e penetram nas fraturas das rochas adjacentes, a temperatura é mais fria. É assim que os minerais começam a se formar.
À medida que vão diminuindo, devido ao contato com as paredes mais frias das fraturas das rochas, os sais contidos na água passam a se depositar ordenadamente, formando cristais, como na experiência doméstica. Mas na natureza os recipientes são as fendas de algumas centenas de metros de comprimento que se abrem nas rochas. Com freqüência ocorrem mudanças na composição química das soluções que atravessam as fraturas; isso permite que minerais diferentes se cristalizem sobre outros já formados.
Tais soluções carregam impurezas que se alojam em pequenas quantidades na estrutura cristalina dos minerais. São elas que dão a um mesmo cristal cores diferentes ou as tonalidades tão diversas que encantam os olhos. Onde quer que sejam encontrados, os minerais apresentam a mesma estrutura cristalina. Da mesma forma, os cristais deles derivados têm a mesma simetria. O quartzo, por exemplo, cristaliza-se sempre sob a forma de prismas de base hexagonal – de seis lados – que terminam na combinação de dois cubos deformados (romboedros), assemelhados a uma pirâmide de seis faces. As proporções podem mudar, mas a simetria é invariavelmente a mesma.
Já o topázio se cristaliza sob a forma de prismas de base losangular – de quatro lados – que terminam com faces de pirâmides de diferentes inclinações. A água-marinha e a esmeralda, variedades de berilo, formam prismas hexagonais que terminam normalmente em pequenas faces de pirâmides truncadas por outra face plana perpendicular ao prisma. No caso da turmalina, os prismas que se formam têm base triangular que terminam em pirâmides. As dimensões dos cristais variam muito. Os diamantes, por exemplo, medem normalmente poucos milímetros, enquanto os cristais de quartzo freqüentemente ultrapassam 1 metro de comprimento. Existem cerca de 3 mil espécies conhecidas de minerais, e a variedade de formas, cores e combinações dos cristais deles derivados parece infinita.


De Minas para o mundo
Uma das mais fantásticas e importantes coleções de cristais do mundo pode ser vista no Museu Nacional de História Natural da França, em Paris. São 78 peças gigantes cuja idade varia entre 200 milhões e 1 bilhão de anos e cujo peso oscila entre 200 quilos e 4 toneladas. Têm em comum uma característica: são, todas, pedras de quartzo brasileiro. A coleção começou a ser montada em 1957, quando o comerciante de gemas Ilia Deleff, búlgaro de nascimento, esteve pela primeira vez no Brasil. Na década de 70, Deleff foi viver em Governador Valadares, Minas Gerais, onde Henri-Jean Schubnel, conservador de Mineralogia do museu francês, descobriu a preciosa coleção.
Schubnel não sossegou enquanto não convenceu o governo francês a comprar as pedras guardadas em Minas. Mas oito anos se passaram até que, em 1982, o presidente Fançois Mitterrand liberou os recursos para a transação. Não se sabe quanto a França pagou: os museus do governo jamais revelam o custo de suas aquisições. Deleff, que divide seus dias entre o Brasil e a França, diz que tentou em vão vender sua coleção a instituições brasileiras. Mas, como elas não demonstraram interesse, acabou por negociar com os franceses. Segundo ele, também museus britânicos, japoneses e americanos pretenderam comprar as pedras. O interesse se explica: a boa qualidade da cristalização e a perfeição das formas que caracterizam esses cristais não se encontram em nenhuma outra coleção.


A cura pelas pedras
Uma corrente com um pequeno cristal pendurado no pescoço ou um anel de ametista no dedo podem significar mais que meros enfeites. Os adeptos da New Age – última moda em esoterismo nos Estados Unidos – acreditam que os cristais têm poderes curativos. A papisa dessa seita é a atriz Shirley MacLaine, 53 anos. Eles recorrem às pedras para combater uma variedade de mazelas, de insônia a má digestão. Há quem ache que isso funciona. O técnico em Mineralogia Edson Roberto Endrigo, 21 anos, conta que, ao participar no ano passado de uma exposição de pedras, em Pasadena, Califórnia, teve um acesso de sinusite acompanhada de enxaqueca. Um negociante de cristais que ali estava se ofereceu para curá-lo, passando um quartzo incolor em torno dos ombros e da cabeça de Edson. “Três minutos depois, eu não sentia mais nada”, ele jura.
Os fãs da New Age incluem tanto os apreciadores dos hexagramas do I Ching ou das cartas do tarô quanto os crentes em discos voadores e nos poderes dos cristais. Os iniciados dizem que um quartzo dentro de um aquário torna os peixes mais limpos e brilhantes. Perto de um vaso, faria as plantas crescer mais depressa. Os partidários da cristaloterapia acreditam que tudo isso se explica pela transmissão de energia contida nas pedras. Como toda crendice sempre gera um próspero comércio, existem nos Estados Unidos institutos que prometem literalmente vida nova a seus pacientes por meio de cristais. É o caso de um certo Instituto de Concentração do Cristal, no Estado do Novo México, que cobra a bagatela de 1500 dólares
DIAMANTE
CRISTAL
ESMERALDA
por uma semana de “tratamento”, numa aprazível praia do Havaí.

Mais valiosos que o ouro.

Mais valiosos que o ouro


Quanto mais raro um material, maior seu preço. É por isso que ouro e diamante são tão valiosos. Nos laboratórios, porém, um punhado de areia vale mais que uma pedra preciosa – só porque foi transformado em fibra óptica. Agora, é a tecnologia que determina o valor de um produto.
As terras-raras (grupo de elementos químicos com propriedades metálicas), por exemplo, são mil vezes mais abundantes que a prata na crosta terrestre. Utilizadas na indústria petroquímica como catalisadores, podem custar 3 600 dólares por quilo. Também usado como catalisador, o ródio, um elemento metálico, custa a absurda quantia de 80000 dólares o quilo, duas vezes mais do que o ouro (40 000 dólares o quilo). De sua forma natural até virar combustível, o urânio aumenta de preço 200 vezes. Antes de ser processado, o quilo custa entre 17 e 53 dólares. Triturado e concentrado, passa a se chamar urânio enriquecido e custa 900 dólares o quilo. Transformado em pó e comprimido em pastilhas, que servem como combustível em usinas nucleares, o preço vai para 3 600 dólares por quilo.

5 itens muito (muito) caros e um bônus

5 itens muito (muito) caros e um bônus

À medida que você for rolando a página em direção aos primeiros números desta lista, você vai sentir seu salário parecer cada vez menor. A maioria desses produtos não pode ser comprada por nós, meros trabalhadores assalariados – e vários itens nem teriam utilidades em nossa casa. A substância mais acessível (talvez a única) da lista para nós é a bônus e, no entanto, ela é ilegal. Ficou curioso? Conheça 5 produtos que custam muito (muito) dinheiro:
5. Trítio – 30 mil dólares/ grama
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O trítio é o terceiro isótopo do hidrogênio, o mais raro dos três e o único radioativo. Sabe aquelas luzes de emergência, de sinalização de saída e até mesmo do seu relógio digital, que brilham no escuro? Pois é, só são possíveis graças ao trítio. Infelizmente, a mesma substância que pode te guiar no escurinho do cinema, também pode ser bem útil para armas nucleares, o que ajuda a explicar seu preço altíssimo.
4. Pedras preciosas – cerca de 100 mil dólares (200 mil reais)/ grama
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Várias pedras preciosas apresentam valores altos e que podem ficar ainda maiores quando um colecionador deseja muito obter determinada peça rara. Entre essas valiosas gemas, destacamos a turmalina paraíba (na foto acima), a jadeíta e a serendibite. A turmalina paraíba é considerada uma das gemas mais raras e só pode ser encontrada em cinco minas no mundo, três delas no Brasil. As pedras de cor azul vivo costumam custar cerca de 100 mil dólares por grama, mas algumas peças maiores podem custar o dobro disso. A jadeíta, o tipo mais raro e caro de jade, também se encontra na mesma faixa de preço quando a gema é considerada de alta qualidade e de cor verde forte. A serendibite, por sua vez, é uma gema rara encontrada no Sri Lanka, cujos preços podem variar muito, sendo que pedras de maior qualidade ficam em torno de 70 mil/ grama. Você deve estar se perguntando: “cadê o diamante?”. Bom, esse merece um lugar à parte na lista.
3. Diamante – de (cerca de) 20 mil a 7,2 milhões de dólares (14,4 milhões de reais, aproximadamente)/ grama
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Assim como no caso de outras gemas, o preço de um diamante varia bastante, dependendo da cor, formato, claridade e corte da pedra. Há também uma distinção entre o custo de um diamante feito sinteticamente e um natural, ainda que suas características sejam praticamente as mesmas. A gema de maior valor entre as cores mais comuns normalmente é a azul, que costuma custar entre 34 mil e 56 mil dólares por grama. Diamantes azuis naturais, por sua vez, são muito raros e podem chegar a custar 100 mil dólares o quilate (500 mil/grama). No entanto, a venda de pedras ainda mais raras, como a de gemas vermelhas, pode chegar a números muito mais exorbitantes. Foi o caso do leilão do diamante rosa de 60 quilates, chamado de “Pink Star”. A pedra foi vendida por 87,2 milhões de dólares, o que é equivalente a 7,2 milhões de dólares pagos por grama.
2. Califórnio – 27 milhões de dólares (54 milhões de reais)/ grama
Entre os elementos transurânicos – elementos químicos artificiais com número atômico maior do que o do urânio -, um dos poucos a ter aplicações práticas é o califórnio. O isótopo califórnio-252 é um dos mais utilizados, por ser um forte emissor de nêutrons, o que é útil para a inicialização de alguns reatores nucleares e também para a detecção de água, petróleo, ouro e prata. Pode também ser usado na radiografia com nêutrons e no tratamento de alguns tipos de câncer.
1. Antimatéria – estimado em 62,5 trilhões de dólares/ grama de anti-hidrogênio (cerca de 125 trilhões de reais/grama)
antimateria
A antimatéria é exatamente o que seu nome anuncia: o inverso da matéria. Ou seja, da mesma forma que a matéria é composta por átomos, formados por elétrons, prótons e nêutrons; a antimatéria se compõe de antiátomos, constituídos por antielétrons (elétrons com carga positiva), antiprótons (prótons com carga negativa) e antinêutrons (com carga nula). Em colisão, matéria e antimatéria se aniquilam uma a outra, gerando uma enorme quantidade de energia. A antimatéria é tida como uma grande promessa de combustível para viagens espaciais. No entanto, atualmente sua taxa de produção ao ano é de menos de 10 nanogramas, com a utilização de muita energia e muito, muito dinheiro.
Bônus: LSD – de 3 mil a 20 mil dólares/ grama
Entre o trítio e o LSD existem, lógico, vários materiais, como o plutônio e muitas pedras preciosas mais. No entanto, o bônus – e a surpresa – da lista fica com o alucinógeno, cujo grama é mais caro que o do ouro (cerca de $50/grama), da platina (cerca de $60/grama), do chifre de rinoceronte (cerca de $70/grama) e de muitas outras drogas. Obviamente, os preços de substâncias ilegais não são tabelados e podem variar muito de acordo com cada país e a dificuldade de acesso à substância. Na maioria dos lugares, o LSD (abreviação da palavra alemã para dietilamida de ácido lisérgico) é considerado uma droga barata; o que o traz para esta lista é o fato de seu preço, em gramas, ser alto. Isso porque um usuário desta droga só costuma ingerir, de cada vez, 0,0001 grama do ácido. Ou seja, apenas 1 grama de LSD pode oferecer 10 mil doses! Por isso, a droga famosa dos anos 60/70 – e muito utilizada até hoje -, lidera entre as substâncias recreacionais ilícitas no preço, ganhando até mesmo da famigerada “droga dos ricos”, a cocaína (que pode custar entre 100 e 300 dólares por grama).
Fontes: NASA; Mirror; Diamonds Nea; R7; Gemstones Advisor; CNN

Garimpo é a denominação que se dá para uma exploração, mineração ou extração, manual ou mecanizada

Garimpo é a denominação que se dá para uma exploração, mineração ou extração, manual ou mecanizada, de substâncias minerais como o ouro, diamantes ou outros tipos de minérios.
Esta exploração de minérios, geralmente valiosos, por meios mecânicos, pneumáticos, manuais e/ou animais, é muitas vezes feita sem nenhum planejamento e com a utilização de técnicas consideradas predatórias ao meio ambiente. A atividade do garimpo pode ser desenvolvida a céu aberto nos aluviões ou rochas mineralizadas aflorantes, ou ainda em galerias escavadas na rocha. Se não for refeito o meio ambiente o garimpo é uma atividade predatória ao meio.
Desvio de rio provocado por garimpo ilegal
O maior problema da atividade garimpeira na extração de ouro, é a utilização do mercúrio para possibilitar a amálgama com o ouro, de forma a recuperá-lo nas calhas de lavação do minério. Tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado durante a queima da amálgama, para a separação do ouro são altamente prejudiciais à vida. Alguns insetos metabolizam o mercúrio metálico em dimetilmercúrio, o qual é altamente tóxico para os seres vivos. Como esses insetos fazem parte da cadeia alimentar, o mercúrio orgânico acaba por ser ingerido pelo ser humano. O mercúrio vaporizado, ao ser inalado também é altamente tóxico. As maiores sequelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora, e se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados, sem cérebro, etc.
O garimpo é uma atividade de extração mineral existente já há muito tempo no mundo. Os primeiros sinais dessa atividade datam do século XV, com os europeus que partiam em busca de novas terras para conquistar suas riquezas minerais. No Brasil, os garimpos começaram a despontar com maior destaque no século XVIII
  com as campanhas em busca de ouro e diamantes no estado de Minas Gerais.
Para melhor entendimento, o garimpo é uma forma de extrair riquezas minerais (pedras preciosas e semipreciosas são mais comuns) utilizando-se, na maioria das vezes, de poucos recursos, baixo investimento, equipamentos simples e ferramentas rústicas. Segundo a legislação brasileira vigente sobre mineração, a atividade garimpeira é considerada uma forma legal de extração de riquezas minerais desde que atenda a determinadas regras e obrigações. É facultado a qualquer brasileiro ou cooperativa de garimpeiros que esteja regularizado no Departamento Nacional de Produção Mineral órgão no país que controla e fiscaliza todas as atividades de mineração.


Definição Pública

O Código de Mineração, Decreto-Lei N° 227/67 em seu artigo 70, considera a garimpagem como:
"O trabalho individual de quem utiliza instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, na extração de pedras preciosas, semipreciosas e minerais metálicos ou não metálicos, valiosos, em depósitos de eluvião ou aluvião, nos álveos de cursos d'água ou nas margens reservadas, bem como nos depósitos secundários ou chapadas (grupiaras), vertentes e altos de morros, depósitos esses genericamente denominados garimpos".

Origem do nome

Monumento aos garimpeiros em Boa Vista (Roraima)
A denominação - garimpeiro - veio de um vocábulo pejorativo - Grimpeiro.
Os grimpeiros subiam as grimpas no passado, fugindo ao fisco. Eram os grimpeiros, mais tarde garimpeiros. O nome hoje não tem mais o sentido pejorativo. É o nome de homens arrojados que lutam na extração de pedras preciosas, ou de ouro, nos terrenos de aluvião ou quebrando cascalhos para a busca de metais preciosos.
O garimpeiro muda a fisionomia da paisagem em que trabalha, por causa dos desmontes. A técnica extrativa ainda é muito primária. Muitos garimpeiros são explorados. Pagam taxas altas. Quando não tem ferramentas nem capital recorrem ao meia-praça, pessoa que financia e fica com 50% do que é encontrado. Existe também o sistema de sujeição: picuá-preso, a pessoa que faz o empréstimo tem o direito da "primeira vista", de escolher o que quiser e pagar o preço que impuser.
Faiscação: é o termo usado na procura de ouro nos cursos d'água ou nas areias que faiscam à luz do sol, nos bicames (calhas) de madeira, que trazem na água as areias auríferas para os decantadores.
Os instrumentos usados são: batéias, pás, bicames, peneiras, canoas pequenas, agitadores, etc.

De onde surgiu o papo de que devemos tomar 8 copos de água por dia?

Quem nunca ouviu aquela história de que devemos tomar oito copos de água por dia para manter os nossos corpos hidratados? Pois o pessoal do The Verge resolveu averiguar de onde saiu essa quantidade — e eles descobriram algumas coisas interessantes. Segundo explicaram em um vídeo divulgado na fanpage do site no Facebook, parece que esse papo se popularizou graças a um estudo sobre nutrição realizado em 1945.
Essa pesquisa sugere que o consumo diário para adultos deveria ser de 2,5 litros — e esclarece que a maior parte dessa quantidade é obtida através da água contida nos alimentos que preparamos. Afinal, é possível encontrá-la em praticamente todas as comidas (e bebidas, claro!), o que significa que, embora seja recomendado beber o líquido com frequência, ele não é a única coisa que nos mantém hidratados.

Glub, glub

Segundo o pessoal do The Verge, a verdade é que é bastante difícil estabelecer quanta água, exatamente, uma pessoa precisa beber por dia para se manter saudável. Isso porque uma porção de fatores afeta o consumo necessário para cada um de nós, como a altura, o peso, o local onde vivemos e trabalhamos, as atividades físicas que realizamos e até mesmo o que comemos durante o dia.

Mas, então, como o papo dos oito copos se tornou tão popular? O pessoal do The Verge argumenta que, provavelmente, é porque esse número é fácil de lembrar! Simples assim. Além disso, no vídeo eles explicam que é difícil discutir contra esse número específico quando existem tantas informações conflitantes por aí sobre a desidratação.
Um exemplo que o The Verge usou para ilustrar isso foi um estudo realizado nos EUA no qual os pesquisadores se basearam na osmolaridade urinária — isto é, na concentração de partículas dissolvidas no xixi — para determinar que mais da metade das crianças do país não recebia uma hidratação inadequada.

Então, diversos portais de notícias divulgaram essa informação — algo que seria bastante preocupante se fosse verdade! Acontece que a osmolaridade urinária nada mais é do que uma forma de medir a concentração de partículas na urina e raramente é usada para determinar se uma pessoa está realmente desidratada ou não.
Por sorte, o nosso próprio organismo nos dá pistas sobre quando estamos precisando nos hidratar. Entre os sintomas mais comuns estão a coloração da nossa urina (mais escura do que o normal), sede (evidentemente), dor de cabeça, tontura, boca e olhos secos etc. Portanto, se você notar qualquer dessas coisas ou, ainda, se se sentir cansado ou fraco em um ambiente quente e se suar demais, tome um copão de água! Em outras palavras, em vez de se basear em um número específico, preste atenção no que o seu organismo está dizendo.