sábado, 24 de junho de 2017

'Riquezas do Piauí' mostra a beleza e o potencial econômico da opala

'Riquezas do Piauí' mostra a beleza e o potencial econômico da opala

Extração da pedra movimentou mais de R$ 3 milhões na economia de Pedro II.
Apenas na Austrália e Pedro II tem as pedras com qualidade excepcional.

Do G1 PI

O capítulo da série especial "Riquezas do Piauí" exibido pelo Bom Dia Piauí mostrou a beleza e o potencial econômico da opala, pedra extraída em Pedro II, no Norte do estado. A área rica em opala na cidade corresponde a 10 km. Em 2015, a extração da pedra movimentou mais de R$ 3 milhões na economia do município. Parte desse dinheiro vem da produção de joias.

No ano passado, a cidade vendeu 400 quilos de joias com opala. As peças são produzidas de forma artesanal, mas com muito capricho. Apenas 20 % da opala produzida no mundo é nobre. Somente a Austrália e o Brasil têm essas pedras com qualidade excepcional. Os dois países disputam o mercado.
Historiadores contam que a primeira pedra preciosa surgiu em 1930 e foi achada por um  homem conhecido como Simão. Ele estava fazendo a colheita da mandioca e ficou surpreso com a luminosidade da pedra. Simão levou a pedra para Teresina para que fosse analisada. Um engenheiro confirmou que a pedra era semipreciosa.

As pedras de Pedro II são extraídas de dentro de uma serra. A terra aparentemente sem vida e sem cor é alvo de olhares atentos dos garimpeiros que estão em busca de um tesouro.

Para o garimpeiro Márcio da Silva, encontrar uma pedra de opala é muita sorte. "Ás vezes, a gente passa semanas cavando em busca da pedra. Às vezes encontramos fácil e em outras nem tanto", contou.

Se dedicar ao garimpo é um trabalho árduo, pois o garimpeiro pode se cultivar toneladas de pedras que podem não ter um grama de opala ou pode se ter mais do que se possa imaginar. Os trabalhadores peneiram aquilo que pode render e jogam fora o material que não será usado.

O garimpeiro Francisco dos Santos explica que através da água ele consegue distinguir o tipo de pedra. "A opala não se mistura com água quando está dentro do liquido, ela mostra sua qualidade e brilho”, comentou.
Opala extraída em Pedro II é o principal motor para desenvolvimento econômico (Foto: Reprodução/TV Clube)


Em dois dias de trabalho, Francisco consegue geralmente R$ 400. Ele agradece pelo trabalho porque é através dele que consegue sustentar sua família. "Não preciso trabalhar para ninguém. Eu mesmo consigo me sustentar".

Além de Francisco, outros 500 garimpeiros sustentam a família através da extração da opala

Fonte= G1

El Salvador é o primeiro país no mundo a proibir a mineração de metais

El Salvador é o primeiro país no mundo a proibir a mineração de metais


No dia 27 de abril, El Salvador tornou-se o primeiro país do mundo a proibir a mineração de metais, em um ato que ativistas consideraram um marco histórico para proteção ambiental. A lei proíbe “prospecção, exploração, extração ou processamento de minerais metálicos em El Salvador”, de acordo com o texto publicado no jornal oficial. “Isso é mais do que apenas uma novidade”, disse à AFP o presidente da Unidade Ecológica do Salvador, Mauricio Sermeno. “É uma lei necessária diante de uma indústria que, longe de trazer qualquer benefício para as comunidades, traz graves poluições para fontes de água e para o meio ambiente”.
Quando os legisladores aprovaram o projeto de lei em março, o grupo de campanha não governamental MiningWatch Canada disse que El Salvador “fez história, tornando-se o primeiro país a proibir a mineração de metais”. Alguns países latino-americanos prosperam com exportações de minerais, mas as comunidades locais reclamam de riscos ambientais causados por metais tóxicos utilizados no processo. A nova lei entrou em vigor depois de ter sido assinada pelo presidente Salvador Sanchez Ceren. El Salvador diz que protegerá as comunidades rurais pobres ameaçadas pelos projetos de mineração propostos. O país já teve disputas com poderosas empresas estrangeiras de mineração no passado.
MiningWatch disse que espera que a legislação salvadorenha sirva como exemplo para outros países da região. Este mês foram confiscados ativos de mineração de ouro pertencentes a um grupo australiano-canadense, OceanaGold, por honorários legais que a empresa devia depois de perder uma ação judicial sobre licenças de mineração. Na vizinha Guatemala, as comunidades rurais estão desafiando os projetos de mineração da Goldcorp do Canadá e de duas empresas dos EUA, Tahoe Resources e Kappes, Cassidy & Associates (KCA).
Além disso, a Nicarágua também rejeitou projetos da empresa canadense B2 Gold. Países da América Central, como Guatemala, El Salvador e Honduras, estão entre os mais pobres da região. A mineração representa uma parcela mínima das suas economias e empregos, segundo mostrou um estudo recente realizado por várias ONGs.
Traduzido e adaptado de Phys
Fonte: Climatologia Geográfica

ALGUNS CÉLEBRES DIAMANTES BRASILEIROS Descobertos no século XX

ALGUNS CÉLEBRES DIAMANTES BRASILEIROS
Descobertos no século XX



É muito provável que os exemplares descritos neste artigo, cuja existência tornou-se pública, constituam apenas uma parte dos espécimes de vulto que tenham, de fato, sido encontrados no século XX, pois, à medida que as condições de segurança e econômicas se deterioraram no país, cada vez menos se soube de eventuais descobertas de grandes diamantes.
Logo no início do século, em 1906, foi encontrado aquele que é considerado o terceiro maior diamante de qualidade gemológica já descoberto em nosso país, o denominado Goyás. Ao que consta, a gema pesava 600 quilates, foi lavrada no Rio Veríssimo, Município de Catalão, no estado homônimo, sendo sua história e paradeiro atual desconhecidos.
O maior diamante de qualidade gemológica encontrado no Brasil e, provavelmente, o oitavo maior jamais descoberto no mundo, é o denominado Presidente Vargas, que originalmente possuía 726,60 quilates e forma plana. Ele foi achado em 1938 no leito do Rio Santo Antônio do Bonito, região de Coromandel, no Triângulo Mineiro, e vendido no ano seguinte para o joalheiro novaiorquino Harry Winston, por US$600 mil. Esta pedra foi lapidada em 23 gemas, das quais 8 possuem corte esmeralda. A maior delas, pesando 48,26 quilates, foi mais tarde relapidada para 44,17 quilates e adotou o nome de Vargas, o mesmo da gema bruta.
1- Diamante Presidente Vargas
(computação gráfica de Jaime Barbosa, sob supervisão de Iran F. Machado)
Além do Presidente Vargas, a região de Coromandel produziu, entre 1935 e 1965, mais oito diamantes com mais de 200 quilates, cada, e outros 16 com mais de 100 quilates. Ademais, o exemplar anônimo que ocupa a segunda posição no ranking brasileiro, com 602 quilates (1994), e os que detém da quarta à sexta posição, isto é, o Darcy Vargas, com 460 quilates (1939), o Presidente Dutra, com 407,68 quilates (1949) e o Coromandel IV, com 400,65 quilates (1940) foram todos encontrados nesta região.
Em 1986, um exemplar de alta qualidade com 164 quilates foi encontrado no município de Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, e recebeu o nome de Princesa do Carmo. No ano seguinte, um pequeno diamante vermelho pesando 0,95 ct, proveniente de uma localidade brasileira não identificada, estabeleceu o atual recorde de mais valiosa substância mineral jamais alcançado, ao ser arrematado em um leilão pela quantia de US$880 mil, o que correspondeu ao astronômico valor unitário de US$926 mil por quilate. Esta pedra e outras duas de cores algo semelhantes foram adquiridas por um colecionador de Montana (EUA) de um lapidário brasileiro, em 1956.
Nos anos de 1989 e 1990, foram noticiados os achados de dois grandes diamantes de boa qualidade na região de Juína, Mato Grosso, sendo o primeiro, de 232 quilates, descoberto no ribeirão Mutum, e o segundo, de 213 quilates, encontrado no leito do rio Cinta Larga.
Outro diamante descoberto no Brasil, que recentemente adquiriu notoriedade, é o denominado Moussaieff Vermelho, um dos 4 únicos desta cor sem qualquer tom modificador, cuja existência é pública. Até 1997, ele possuía mais que o dobro do peso de qualquer outro diamante vermelho lapidado já graduado pelo Instituto Norte-Americano de Gemologia (GIA). A gema foi adquirida de um fazendeiro brasileiro nos anos 90 e possuía, originalmente, 13,90 ct. Em seu estado atual, possui 5,11 ct, mede 11.02 x 10,57 x 6,06 mm e foi lapidada em estilo brilhante modificado e forma triangular arredondada pela empresa William Goldberg Diamond Corp., de Nova York.
2- Diamante Moussaieff Vermelho
Fotografia de Chip Clark (Smithsonian Institution, EUA)
Fontes:
Barbosa, O.: O Diamante no Brasil: Histórico, Ocorrência, Prospecção e Lavra (CPRM, 1991)
Bruton, E.: Diamonds

A ORIGEM DAS CORES NATURAIS EM DIAMANTES 1ª Parte

A ORIGEM DAS CORES NATURAIS
EM DIAMANTES
1ª Parte: amarelo e marrom


O senso comum associa o diamante a mais completa ausência de cor, o que é compreensível, uma vez que os incolores a amarelados, conhecidos como diamantes da Série Cape, são os mais comuns na natureza, ao lado dos marrons. No entanto, sabemos que este mineral pode ocorrer naturalmente em praticamente todos os matizes e tons, incluindo os azuis, verdes, rosas, púrpuras, vermelhos, violetas, alaranjados e amarelos que, ao possuírem uma nuança suficientemente forte, são conhecidos como diamantes com cores de fantasia (fancy).
Devemos ter em mente que qualquer diamante com cor de fantasia é uma gema rara pois, embora não hajam estatísticas consistentes, os especialistas estimam que existam aproximadamente 10.000 diamantes de cores regulares para cada diamante deste tipo.
As causas de cor em diamantes são ainda objeto de intensa investigação científica, sendo várias delas ainda não inteiramente compreendidas. Ao contrário das gemas coradas, cuja principal causa de cor é a presença de metais de transição, que podem fazer parte da própria composição do mineral ou estarem presentes como impurezas, nenhuma das causas de cor em diamantes pode ser diretamente transposta a outras gemas. Ademais, é comum que a origem da cor se deva a mais de um mecanismo, de modo que exista um matiz predominante e um ou mais componentes modificadores.
A cor amarela, a mais comum juntamente com a marrom, está associada principalmente à presença de traços de nitrogênio, dispersos como impurezas na rede cristalina do diamante. Geralmente, este elemento ocorre em teores baixíssimos, da ordem de ppms (partes por milhão), o que significa que basta haver uma diminuta proporção de átomos de nitrogênio compartilhando elétrons com átomos de carbono para que ocorra a absorção da luz nas regiões do verde, azul e violeta do espectro visível e se dê lugar à cor amarela. No entanto, ao contrário do que se poderia supor, a saturação do amarelo não está diretamente relacionada à concentração de átomos de nitrogênio no exemplar, o que se constata pelo menor conteúdo de nitrogênio existente em pedras de cor amarela intensa ou “canário”(cor de fantasia), se comparado ao teor deste elemento encontrado em diamantes apenas levemente amarelados, pertencentes à Série Cape.
Embora menos cobiçados, os diamantes de cor marrom estão entre os primeiros a terem sido utilizados em jóias, havendo relatos de anéis com diamantes desta cor usados pelos romanos desde o Século I da Era Cristã. Atualmente, a cor marrom costuma ser designada como “champagne”, se presente em tons claros a médios ou “cognac”, em tons mais escuros. Esta cor não é uniformemente distribuída, mas concentra-se em finas lâminas paralelas sobre uma matéria cristalina quase incolor e deve-se a um centro de cor ainda desconhecido, originado pela deformação da estrutura cristalina, embora possam haver outras causas menos freqüentes. Nos últimos anos, os diamantes marrons esverdeados, cuja cor é comercialmente conhecida pelo termo “oliva” também têm se tornado mais populares em joalheria.
Por serem menos valorizados, parte dos diamantes marrons pode ser submetida a tratamento para remoção da cor, de modo a torná-los incolores ou quase incolores, mediante a reconfiguração de sua estrutura atômica. Para tanto, utiliza-se um processo a altas pressões e temperaturas, denominado GE-POL, cujo nome faz referência às empresas General Eletric Co. e Pegasus Overseas Ltd., que tiveram a primazia de, respectivamente, realizar o tratamento e distribuir as gemas tratadas. Este tipo de tratamento tem se disseminado rapidamente, tendo em vista a alta proporção de diamantes desta cor que chegou ao mercado proveniente de Argyle (Austrália) desde finais dos anos 80 e sua detecção se faz somente por meio de técnicas que não pertencem ao escopo das disponíveis em laboratórios gemológicos standard.
Fonte: Joia br

A ORIGEM DAS CORES NATURAIS EM DIAMANTES 2ª Parte


A ORIGEM DAS CORES NATURAIS
EM DIAMANTES
2ª Parte: azuis, róseos, vermelhos e purpúreos


Dando prosseguimento ao tema iniciado no artigo anterior, neste abordaremos a origem das cores naturais azul, rosa, vermelha e púrpura em diamantes.
Rosa, Vermelha e Púrpura

O final dos anos 80 marcou o início de uma nova era no que se refere aos diamantes coloridos, tendo em vista a grande produção de pedras róseas e amarelas amarronzadas, muito adequadas a pavês, provenientes da Jazida de Argyle, na Austrália, o que despertou a atenção não apenas dos colecionadores e connoisseurs, como também do público em geral.
Acredita-se que esses belos e raros tons róseos, encontrados também no Brasil (Triângulo Mineiro), Índia, Tanzânia, Indonésia (Bornéu) e África do Sul não se devam à presença de quaisquer impurezas, senão a centros de cor algo similares aos que produzem a cor marrom, isto é, defeitos na rede cristalina do diamante que afetam a absorção seletiva da luz na região do espectro visível e lhe conferem tais cores. Raramente, os diamantes ocorrem na cor rósea pura, mas com componentes modificadores, sobretudo marrons, purpúreos e alaranjados.
Nos últimos vinte anos, o fornecimento regular de diamantes róseos, amparado por um vigoroso marketing, propiciou o desenvolvimento de um mercado bem estruturado e de tal forma importante que, em meados da década de 90, o Instituto Norte-Americano de Gemologia (GIA) viu-se compelido a propor um sistema específico para a classificação de cor de diamantes róseos lapidados, com metodologia e termos próprios.
Sob o ponto de vista científico, os diamantes vermelhos, extremamente raros, nada mais são que róseos muito intensos, portanto, sua causa de cor é, evidentemente, a mesma destes. Usualmente, eles apresentam um componente modificador da cor e os poucos exemplares que realmente merecem tal denominação são provenientes da Austrália, Brasil e Bornéu. Os purpúreos puros também são raríssimos e a maioria dos que são descritos como detentores desta cor são, na verdade, róseos purpúreos.
Os diamantes róseos, vermelhos e purpúreos têm em comum o fato de suas cores não serem uniformemente distribuídas, mas concentrarem-se em planos paralelos sobre uma matéria cristalina quase incolor, tal como acontece com os marrons. Além disso, eles apresentam semelhanças em seus espectros de absorção, com uma ampla banda centrada a 550 nanômetros (unidade de medida dos comprimentos das ondas luminosas, de abreviatura nm), cuja intensidade aumenta nos exemplares mais corados. Adicionalmente, os purpúreos e vermelhos apresentam uma banda de absorção em 390 nm, dificilmente visível nos róseos.
Azul
Os diamantes azuis, muito raros e valorizados, fazem parte do imaginário dos colecionadores e um deles, denominado Hope, é, provavelmente, a mais conhecida gema jamais encontrada. Ele foi descoberto na Índia e acredita-se que seja parte do famoso Tavernier Azul, roubado durante a Revolução Francesa. Este diamante teria sido relapidado para o peso atual de 45,52 quilates e está exposto no Instituto Smithsonian, em Washington (EUA), desde 1958. Historicamente, a mais importante fonte de diamantes azuis é a África do Sul, onde ocorria principalmente na mina Premier, havendo ainda ocorrências esporádicas na Índia, Brasil e Indonésia.
A imensa maioria dos diamantes azuis apresenta tons claros e é do tipo IIB, cuja coloração está associada à presença de impurezas de boro, que os torna semi-condutores de eletricidade. Quanto maior a concentração deste elemento, mais intenso o azul; como o boro é muito mais escasso em diamantes que um elemento como o nitrogênio, por exemplo, as pedras azuis são muito mais raras que as amarelas. Normalmente, os diamantes de matiz azul possuem um componente modificador cinza, que deprecia seu valor.
A distinção entre os diamantes azuis de cor natural do tipo IIB e os azuis esverdeados intensos obtidos por irradiação baseia-se na referida propriedade de semi-condutividade elétrica, uma vez que os irradiados normalmente não apresentam qualquer traço de boro. Outro método útil para distinção requer o apoio de uma técnica analítica avançada e consiste em submetê-lo a um ensaio de espectrocopia de infra-vermelho.
Recentemente, surgiram no mercado pequenas quantidades de diamantes azuis e róseos, cujas cores foram induzidas por tratamento pelo método GE-POL, a altas pressões e temperaturas, a partir de pedras originalmente marrons de um determinado tipo. Atualmente, obtêm-se diamantes de cor azul por síntese, usualmente com pesos de até 1 ct e fosforescência mais intensa e de mais longa duração que a apresentada pelos naturais de cor equivalente.
Fonte: Joia br