terça-feira, 29 de agosto de 2017

BTG vê oportunidade em ação da Vale no curto prazo

BTG vê oportunidade em ação da Vale no curto prazo

O minério de ferro em alta no segundo semestre e a consequente desalavancagem criada pelo fluxo de caixa livre de US$ 8 bilhões será o principal tema impulsionador das ações da Vale (BOV:VALE5) no curto prazo, avalia o BTG Pactual em um relatório enviado a clientes neste domingo (27).
Com isso, estimam os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, o endividamento líquido da mineradora poderá cair a US$ 15 bilhões (sem considerar o impacto do Refis).
“Enquanto esperamos por novas atualizações sobre a sua estratégia de crescimento e diversificação, este efeito de desalavancagem irá continuar a ser o principal direcionador para o desempenho das ações no curto prazo, em nossa visão”, avaliam.
O banco calcula que os papéis negociam atualmente ao equivalente a US$ 58 dólares a tonelada, abaixo dos US$ 80 vistos no mercado à vista. Apesar desta diferença, Correa e Roure alertam que os preços no mercado parecem estar inflados e em níveis insustentáveis para usá-los como uma decisão para comprar os papéis da mineradora.
Preços caíram a partir das máximas históricas, mas continuam em níveis elevados (Fonte: Vale)
“Considerando a nossa curva de US$ 50 a US$ 55 no longo prazo e as nossas visões para os custos, não temos convicção de que esta é uma oportunidade em ‘valuation’, apesar de reconhecermos que o momento positivo de curto prazo continua favorável”, argumentam os analistas.
Ou seja, o BTG conclui que uma opção para o investidor é a de comprar as ações caso acredite na manutenção do minério de ferro acima de US$ 60 e vendê-las caso a commodity vá abaixo dos US$ 50.
“A Vale continua uma história interessante de crescimento com a nova equipe de administração e pronta para importantes mudanças em sua governança corporativa, o que irá reduzir a chance de interferência do governo dentro da companhia. Entretanto, a nossa visão cautelosa sobre a visão da direção do minério de ferro nos mantêm cautelosos – e precisamos lembrar que a mudança de US$ 1 no minério de ferro afeta o valuation em até US$ 5”, destacam.

Fonte: ADVFN

Carrefour sobe 4,3% com 5 recomendações de compra

Carrefour sobe 4,3% com 5 recomendações de compra

As ações do Carrefour (BOV:CRFB3subiram 4,3%, para R$ 16,08, ao reagirem positivamente ao início de cobertura dos seus papéis por grandes bancos. Nesta segunda-feira, Bradesco BBI, JPMorgan, Santander, Itaú BBA e Goldman Sachs recomendaram a compra das ações da varejista, que iniciaram na Bolsa em 20 de julho vendidas a R$ 15.
O Santander, que indicou um preço-alvo de R$ 19, avalia que os papéis negociam atualmente em um patamar “atrativo” e são uma “excelente alternativa de investimento”. “A rede de hipermercados é líder do segmento no país com um market share de 14,5% e apresenta uma equipe de gestores experientes no setor de varejo”, explica o analista João Mamede.
O Goldman Sachs, que projeta um preço-alvo de R$ 19,20, destaca que a empresa está bem posicionada para alavancar o crescimento estrutural do varejo de alimentos no Brasil e calcula que a ação negocia a 16,7 vezes o lucro esperado para 2018 (P/L), apesar de oferecer um crescimento de EBITDA superior (15% contra 8% entre 2017 e 2019) e um retorno sobre o capital investido de 20%.
O maior potencial para a empresa, indica o Goldman Sachs, está no crescimento do Atacadão, que é o segmento de “atacarejo” com a maior presença nacional e líder em sua área.
A administração do Carrefour, lembra a equipe de análise, mapeou o potencial para novas 165 lojas (atualmente possui 162). “Acreditamos que isso é viável, considerando o tamanho continental do Brasil, população (206 milhões, conforme dados do IBGE 2016) e o nível de urbanização (85% de acordo com dados de 2014)”, explica

Fonte: ADVFN

Aperte o bolso: o calote vem aí

O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade.
Os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública.
Os países que recentemente entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos, pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão.
O caso do Brasil é essencialmente diverso. Um default de nossa dívida interna implicará na falência do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family offices e afins. Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo. Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida hoje pela Venezuela.
A sociedade brasileira ainda acha que o governo nunca deu e nunca dará um calote, mas a memória é curta. Na década de 80, o default foi disfarçado, pois títulos como os da Eletrobrás, do Instituto do Açúcar e Álcool – IAA e da Superintendência Nacional de Marinha Mercante – Sunamam, entre outros, restaram insolventes, criando as famosas ‘moedas podres’.
Ainda, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, que deveria ser uma proteção ao trabalhador quando demitido, vem sendo sistematicamente confiscado ao dos últimos anos, sem qualquer contestação dos sindicatos. Sua remuneração equivale hoje a metade da taxa da caderneta de poupança, implicando, na prática, um confisco de mais de 50% de seu patrimônio nos últimos 15 anos. Mais recentemente ainda foi criado mais um confisco de 10% pelo Tesouro Nacional, aumentando para 50% o valor a ser recolhido em caso de demissões sem justa causa.
Existem também outros confiscos que nem são percebidos. Um exemplo é o “CIDE”, que foi criado para a manutenção da malha viária, mas que não teve nenhum centavo de seus recursos aplicado nos seus propósitos originários. O Imposto Sobre Operações Financeiras – IOF – é outra aberração, que impediu o crescimento do mercado de dívidas privadas e tem auxiliado na altíssima concentração no setor bancário das dívidas privadas, que já superam o limite de 92% de todo o crédito no Brasil.
Alheio às medidas governamentais, o mercado das “factorings”, hoje travestidas de Fundos de Direitos Creditórios – FIDCS , ocuparam a parte remanescente desse mercado. Agora, com o IOF, o Governo ataca mais uma vez o rendimento destes fundos, dificultando ainda mais o crescimento do mercado de crédito.
Não há mais o que se tributar e o que se confiscar. Só restará o CALOTE ou a adoção das reformas – fiscal, previdenciária, etc. – já.
Por Luiz Cezar Fernandes, Sócio da GRT Partners, Fundador dos Bancos Garantia e Pactual 

Fonte: ADVFN

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Petrobras fará reestruturação societária na BR, com aporte de R$ 6,3 bilhões

A Petrobras vai fazer uma reestruturação societária na Petrobras Distribuidora (BR). O conselho de administração aprovou operação de cisão da companhia, com separação da dívida com a Eletrobras e aporte de capital.
O primeiro passo da operação, conforme fato relevante, é um aporte de capital da Petrobras na BR de cerca de R$ 6,3 bilhões, seguido pela cisão parcial da BR. Neste caso, haverá separação dos recebíveis detidos pela BR decorrentes de Contratos de Confissão de Dívida (CCDs) com o Sistema Eletrobras com garantias reais (penhor de créditos oriundos da Conta de Desenvolvimento Energético -CDE) e dos recebíveis detidos pela BR com outras sociedades do Sistema Petrobras.
Então, a parcela cindida será incorporada pela subsidiária Downstream Participações Ltda., que depois será incorporada na Petrobras.
O fato relevante ainda explica que “o recurso gerado pela operação de aporte de capital será utilizado integralmente para o pré-pagamento de dívidas, contraídas anteriormente pela BR e garantidas pela Petrobras.”
O Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, havia antecipado na segunda-feira, 21, com fontes que a dívida da Eletrobras com a distribuidora de combustíveis poderia ser transferida para a Petrobras, de forma a viabilizar a oferta pública inicial (IPO) da BR. Essa solução permitiria que o IPO fosse realizado ainda neste ano, na próxima janela de operações, em novembro, dentro da expectativa da petroleira.
O balanço da BR de 2016 mostra que o total a receber de empresas termelétricas do Sistema Eletrobras era de R$ 6,064 bilhões, líquidos de provisões para perdas.
A reestruturação societária da BR será realizada a valor contábil com base em laudo de avaliação, sem impacto no resultado das empresas envolvidas, todas pertencentes à Petrobras, e a operação não altera de forma relevante o patrimônio líquido das companhias (Petrobras e BR).
Tais operações ainda estão sujeitas à aprovação em Assembleia Geral de Acionistas da BR e reunião de sócios da Downstream.
Fonte: Estadão

Atingida por inundações catastróficas, Houston sofrerá com mais chuvas da tempestade Harvey

Atingida por inundações catastróficas, Houston sofrerá com mais chuvas da tempestade Harvey



Vias expressas de Houston submersas devido à tempestade Harvey 27/08/2017Richard Carson
HOUSTON (Reuters) - A cidade norte-americana de Houston enfrentava nesta segunda-feira inundações históricas que vão se agravar nos próximos dias com o avanço da tempestade tropical Harvey, que elevou os rios a níveis recordes e obrigou engenheiros federais a liberarem água de reservatórios na esperança de evitar uma tragédia maior.
O Harvey se tornou o furacão mais poderoso a atingir o Texas em mais de 50 anos quando chegou ao Estado no final de sexta-feira perto de Corpus Christi, cerca de 354 quilômetros ao sul de Houston, e matou ao menos duas pessoas.
Desde então, o sistema permaneceu nos arredores do litoral texano do Golfo do México, onde se prevê que continue durante vários dias, alagando áreas com o equivalente a um ano de chuvas em apenas uma semana.
As chuvas submergiram carros e transformaram estradas em rios, e a previsão é de mais enchentes quando a tempestade retomar o caminho de Houston. O centro do Harvey estava 148 quilômetros ao sudoeste de Houston na manhã desta segunda e previsto para se curvar lentamente rumo à cidade até quarta-feira.
O pior das inundações deve ocorrer no final da quarta e na quinta-feira, segundo meteorologistas.
Escolas, aeroportos e edifícios de escritórios de Houston, lar de cerca de 2,3 milhões de habitantes, receberam ordem para fechar nesta segunda-feira, uma vez que dezenas de ruas se transformaram em rios e bairros da parte mais baixa da cidade foram cobertos por água na altura do peito.
A área metropolitana, que abriga 6,8 milhões de pessoas, também é o polo petroquímico e de refino dos EUA, que foi prejudicado pela tempestade. Diversas refinarias interromperam as operações, provavelmente por semanas.
Chuvas torrenciais também atingiram áreas a mais de 240 quilômetros de distância, avolumando rios correnteza acima e provocando uma elevação das águas que seguia para a área de Houston, onde vários rios e córregos já transbordaram.
Até o final da semana, a precipitação total pode chegar a 127 centímetros em algumas áreas litorâneas do Texas, o que é a média de chuvas de um ano inteiro, disseram meteorologistas.
O Harvey deve produzir entre 38 e 63 centímetros de chuva até sexta-feira no norte do litoral do Texas e seguir para o sudoeste da Louisiana, alertou o Centro Nacional de Furacões.
Mais de 30 mil pessoas devem ser instaladas temporariamente em abrigos, disse Brock Long, chefe da Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos (Fema).
O Centro de Convenções George Brown, que está localizado no centro de Houston e até a noite passada abrigava mil pessoas, já conta com cerca de 2.500, e mais pessoas continuam a chegar.
A cidade de Dallas, 386 quilômetros ao norte de Houston, também está montando um “mega abrigo” em seu centro de convenções para acolher 5 mil pessoas, informou a cidade em um comunicado.
O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA disse nesta segunda-feira que está liberando água de dois reservatórios próximos a Houston para evitar um impacto ainda maior caso os reservatórios acumulem um nível de água sem controle.
As autoridades também ordenaram que mais de 50 mil pessoas deixassem partes do condado de Fort Bend, cerca de 55 quilômetros a sudoeste de Houston, porque se prevê que o rio Brazos deve se elevar à altura recorde de 18 metros nesta semana, cerca de 5 metros acima de seu nível máximo já registrado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja ir ao Texas na terça-feira para avaliar os danos da tempestade, anunciou uma porta-voz da Casa Branca no domingo. Nesta segunda-feira Trump aprovou uma declaração de emergência na Louisiana.
Todas as instalações portuárias de Houston estão fechadas nesta segunda-feira por causa da ameaça climática, informou uma porta-voz do porto.
Reportagem adicional de Brian Thevenot, em Rockport; Kevin Drawbaugh, Valerie Volcovici e Jeff Mason, em Washington; Chris Michaud e Dion Rabouin, em Nova York; Erwin Seba, Marianna Parraga, Nick Oxford e Ernest Scheyder, em Houston

Fonte: Reuters