sábado, 16 de setembro de 2017

Garimpo em Rondônia de ouro poderia faturar até 4 bilhões de reais por ano

Os números não são exatos, porque não há controle algum. Como a filosofia do governo brasileiro coaduna com as das ONGs internacionais e com setores do Congresso, do Ministério Público Federal e do Judiciário, que não impedem que o Estado lucre com nossas riquezas, enquanto elas são contrabandeadas e enriquecem alguns poucos, o Brasil perde bilhões de reais em minérios e impostos, todos os anos. O garimpo do ouro no rio Madeira e outros rios da região, continua crescendo, mesmo na ilegalidade. Toneladas de ouro são tiradas dos rios, tanto na região de Porto Velho, onde há poucas balsas e dragas, mas ainda as há, como em áreas do recente garimpo entre Manicoré e Nova Aripuanã, a cerca de 500 quilômetros da Capital rondoniense. Ali, perto de 1.300 balsas e outras 250 dragas, tem potencial parar tirar  do Madeirão, todos os dias, algo em torno de 90 quilos de ouro. O cálculo é simples: cada balsa tiraria, em média, entre 50 e 80 gramas/dia de ouro do rio. Indo pelo menor: 1.300 balsas, vezes 50 gramas, igual a 65.000 gramas. Cada draga tiraria não menos que 100 gramas. Mais 25.000 gramas/dia. Somando-se dragas e balsas, 90 mil gramas, ou 90 quilos/dia. Com grama do ouro valendo hoje 126 reais, todos os dias só nesse garimpo, se esses cálculos fossem reais, o faturamento bruto, ficaria perto de de 11 milhões e 300 mil reais. Seriam quase 340 milhões de reais por mês; mais de 4 bilhões/ano. Quase nada vai para os cofres públicos.  O garimpo deixa muitos milionários todos os meses. Porém, muito pouco para o povo amazonense, rondoniense e brasileiro, que só perde suas riquezas, sem retorno algum.


Para se uma ideia, o Estado só recebe impostos sobre o combustível gasto em balsas e dragas. Apenas naquela região, se consume em torno de 2 milhões de litros, principalmente óleo diesel, por semana. No tanque cheio de um caminhão grande,  cabem até 400 litros de diesel. Ou seja, o consumo de uma semana no garimpo, representaria o tanque cheio de 5 mil grandes caminhões. Com o combustível custando hoje em torno de 3,10 reais por litro, só com o diesel o garimpo daquela região gasta 6 milhões e 200 mil reais por semana; 24 milhões/mês. Pode-se ver que os números são superlativos. Quase inimagináveis. Os teóricos e sonhadores não querem a legalização dos garimpos. Na vida real, nossas riquezas vão embora. E a população comum fica a ver navios. Como sempre, aliás!

MULTAS, QUEM LIGA PRA ELAS?
Ainda sobre o assunto: em março passado, fiscalização da polícia ambiental, Ibama e outros órgãos, chegou ao garimpo, que ainda era incipiente. Foram apreendidas na ocasião perto de 20 balsas; também um quilo e meio de ouro e aplicadas multas de mais de 11 milhões de reais. Claro que as multas nunca foram pagas e nunca serão. Ao invés de acabar com o garimpo na área, o que ocorreu foi totalmente o inverso: em poucas semanas, eram centenas de balsas e dezenas de dragas. Hoje, segundo uma fonte confiável, não há menos que 1.300 balsas de todos os tamanhos e pelo menos 250 dragas na área. O garimpo, cada vez maior, funciona nas proximidades e no entorno de duas unidades de conservação. A verdade é que a corrida ao ouro rola solta, de vez em quando aparece a fiscalização, mas não resolve nada. No fim das contas, o ouro abundante é levado embora e nada fica para beneficiar a população, verdadeira dona de tudo. Enquanto isso, os órgãos ambientalistas e as ONGs internacionais optaram por deixar tudo como como está. Traduzindo para a prática: nada para os cofres públicos e o contrabando correndo solto. Alguns ficarão muito ricos e os demais, todos, só perdem. Mas o discurso fútil e inútil, continua igual ao de décadas.


Fonte: Jornal do ouro



A HISTÓRIA DA SERRA PELADA- OURO

Em abril de 1980, 15 mil homens se aglomeravam no interior do Pará, a 115 quilômetros do município de Marabá, tentando arrancar da terra um futuro tranquilo. Tinham sido contagiados pela febre do ouro de Serra Pelada, descoberto dois meses antes. Dos mais diferentes pontos do país, partia gente para o Eldorado amazônico com que sonhara, no século XVI, o espanhol Gonçalo Pizarro.
Poucos ficaram de fato ricos. Mas, enquanto a febre durou, dinheiro não foi problema em Serra Pelada e gastavam-se quantias exorbitantes apenas por diversão. O governo também foi contaminado pela enfermidade e anunciou que o ouro de Serra Pelada, o maior garimpo do mundo, poderia ser usado para amortizar parte da dívida externa brasileira.
Havia, no entanto, outras doenças grassando entre os garimpeiros, como malária e meningite, e o meio ambiente sofria danos irreversíveis por causa do mercúrio utilizado na extração do ouro. O Eldorado era um ajuntamento desordenado, e, até a intervenção do governo, não contava com nenhuma infraestrutura.
O novo eldorado brasileiro ganhou as manchetes dos jornais. Na edição do GLOBO que foi às bancas no dia 27 de dezembro de 1980, o título principal destacava: "Serra Pelada é a maior reserva de ouro do mundo". Levantamento da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), entregue ao presidente João Figueiredo, mostrava que Serra Pelada, em Carajás, tinha cerca de quatro mil toneladas de ouro, superando a reserva de Mununtal, na hoje extinta União Soviética.
Com o passar dos anos, mais e mais pessoas chegaram à região, e estima-se que, no auge da produção de ouro (88 toneladas anuais), eram 85 mil os garimpeiros no enorme buraco que se formou. Finalmente, em 1986, o governo anunciou que a lavra manual cessaria, no ano seguinte, e empresas passariam a explorar mecanicamente a jazida.
A interdição oficial só veio em 1990, mas alguns insistiram em permanecer no "garimpinho", uma área próxima ao buraco de 500 metros de comprimento por 200 de largura, que se enchera de água após os garimpeiros terem atingido um lençol freático. Estima-se que o buraco – tombado como patrimônio cultural no Governo Collor – ainda guarde 400 toneladas de ouro.

1980. A massa humana em Serra Pelada: garimpo de ouro no Pará chegou a ter 85 mil trabalhadores
1980. A massa humana em Serra Pelada: garimpo de ouro no Pará chegou a ter 85 mil trabalhadores Sergio Marques / Agência O

Fonte: Veja
PEPITA DE OURO

O OURO, TEORES ETC...

Este metal é explorado pelo homem há cerca de 6.000 anos, não somente por seu aspecto estético, mas também por suas inigualáveis características, como a elevada resistência ao desgaste e o fato de não oxidar-se. O ouro, em seu estado natural, é extremamente maleável, daí o fato de que sua utilização em joalheria se faz com a adição de determinadas porcentagens de ligas.
O teor do ouro contido numa liga é expresso em quilates, isto é, uma fração de ouro expressa em 24 partes. Assim, uma liga de ouro de 18 quilates (também designada 750) contém 18 partes de ouro, sendo as 6 partes restantes constituídas pelos outros metais que compõem a liga. A adição de cobre, prata e outros elementos em diferentes combinações e proporções faz com que a liga correspondente adquira distintas cores e teores.
Valor do ouro
A ascensão do ouro foi significante para estabilizar a economia global, ditando que cada nação deveria limitar sua moeda corrente emitida à quantia de ouro que continha em reserva. A Grã Bretanha foi a primeira a adotar esse padrão em 1821, seguida em meados de 1870 pelo resto da Europa. O sistema permaneceu desse jeito até o fim da Primeira Guerra Mundial. Depois da guerra, foi permitido a outros países manter reservas de moedas correntes ao invés do ouro. No meio do século 20, o dólar americano já tinha substituído o ouro no comércio internacional.
Ouro Branco
Por motivos óbvios, durante os anos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) houve poucas inovações técnicas no mundo das joias, salvo pela introdução do ouro branco que foi usado como alternativa a outros metais preciosos mais caros, sobretudo devido à restrição do uso da platina. Adicionavam-se outros metais ao ouro puro para mudar sua cor: o ouro branco tinha certa quantidade de prata ou paládio, e o ouro rosa levava cobre.
Fonte: BBC

AS ESMERALDAS E OS GARIMPOS NO BRASIL E NO MUNDO

Mais nobre variedade do mineral berilo, notabiliza-se pela luminosa cor verde-grama, devida aos elementos cromo e vanádio, bem como por sua relativa fragilidade e elevada dureza. Seu nome deriva do sânscritosamârakae deste ao gregosmaragdos.
A esmeralda já era explorada pelos egípcios por volta de dois mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Mar Vermelho. Famosas desde a Antiguidade eram também as esmeraldas das minas egípcias de Zabarahque ornavam Cleópatra.
Quimicamente, a esmeralda se constitui de silicato de berílio e alumínio e, em estado bruto, apresenta a forma de um prisma hexagonal.
Em raros casos é inteiramente límpida, apresentando um cenário de inclusões conhecido como jardim das esmeraldas. Procuradas desde a chegada dos portugueses ao Brasil, sobretudo pelas expedições dos bandeirantes ao interior do país nos séculos XVI e XVII, as fontes de esmeraldas de aproveitamento econômico foram encontradas em nosso país somente no século XX.

Os mais belos espécimes de esmeralda do mundo procedem da Colômbia, onde são extraídas de rochas xistosas nas famosas minas de Muzo, Coscuez e Chivor.
Na África, há importantes países produtores, destacando-se principalmente a Zâmbia, 2º produtor mundial, o Zimbabwe e Madagascar.
O Brasil é atualmente o terceiro produtor mundial e as gemas provêm dos Estados de Minas Gerais (Garimpo de Capoeirana, em Nova Era; e Minas deBelmont e Piteiras, em Itabira); Goiás (localidades de Santa Terezinha e Porangaru), Bahia (localidades de Carnaíba e Socotó) e Tocantins.
Historicamente, o tratamento empregado com mais frequência em esmeraldas é o preenchimento de fraturas com óleos ou resinas naturais, com a finalidade de torná-las menos perceptíveis. Atualmente, as resinas artificiais, sobretudo o produto Opticon, têm substituído os tradicionais óleos e resinas naturais.
Esmeraldas obtidas por síntese são comercializadas desde 1956, empregando-se dois diferentes métodos. Elas se diferenciam das esmeraldas naturais principalmente pelas inclusões e/ou estruturas de crescimento.
Fonte: BBC

Jade é um termo genérico utilizado para designar duas espécies minerais, a jadeíta e a nefrita

Jade é um termo genérico utilizado para designar duas espécies minerais, a jadeíta e a nefrita. Geralmente, estes minerais ocorrem na forma opaca, embora eventualmente haja exemplares translúcidos.
Empregado pelos chineses há milhares de anos, o jade tem importância cultural, reputação e apreciação quase inescrutáveis no Oriente. Todo o material utilizado pelos chineses na forma de entalhes até o século XIII trata-se de nefrita, sendo que a jadeíta, oriunda da antiga Birmânia, passou a ter aplicação apenas mais tarde, principalmente a partir do século XVIII.
Na América Central, a jadeíta já era utilizada pela Civilização pré-colombiana Maia e pelos povos Olmecas que habitavam a planície costeira do Golfo do México, uma vez que uma de suas principais fontes, histórica e atual, é a Guatemala.

Embora a cor verde seja a mais característica e valorizada na jadeíta, esta ocorre numa ampla gama de matizes, entre eles branco, lavanda, preto, alaranjado e castanho, geralmente mosqueados. Possui brilho reluzente a oleoso.
A nefrita apresenta uma estrutura fibrosa e possui quase sempre a cor verde-espinafre, embora possa ocorrer também nos matizes branco, preto e amarelado.
A jadeíta de melhor qualidade é comercialmente denominada “imperial”; vai de translúcida a semi-transparente, e possui uma cor verde esmeralda vívida e brilhante. Este material é considerado o padrão de excelência a partir do qual são classificados todos os demais jades, incluindo a nefrita.
Fonte: Joia br
Jade