quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Futuro da mineração nas mãos do governo e do Congresso Nacional

Futuro da mineração nas mãos do governo e do Congresso Nacional


O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) avalia que parlamentares e o governo federal têm que analisar bem as consequências socioeconômicas do aumento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) no atual momento. As mineradoras argumentam que já enxugaram seus custos para fazer frente à crise econômica, à queda dos preços internacionais dos minérios e também à morosidade burocrática do licenciamento ambiental – que paralisa projetos, novos ou em fase de renovação. A justificativa é de que as mineradoras não têm mais custos a serem cortados para compensar os impactos do aumento do royalty.
O setor mineral acredita que o melhor caminho, no momento, seria abrir ampla discussão sobre o assunto e avaliar os impactos tão negativos. “A realidade é que as empresas foram surpreendidas e se sentiram frustradas com a elevação imediata das alíquotas da Cfem por Medida Provisória – as alíquotas diferem de acordo com o minério – e, principalmente, pela mudança da base de cálculo deste royalty, que passou a ser o faturamento bruto das mineradoras, e não mais o líquido”, afirmou Clovis Torres Junior, diretor executivo e consultor geral da Vale S.A. e presidente do Conselho Diretor do Ibram.
“Foi uma decisão política do governo federal, da qual, democraticamente, discordamos”, disse o executivo durante evento com empresários e especialistas do setor mineral.
Investimentos caem
Nos últimos cinco anos, pesquisa do Ibram indica que a intenção de investimentos em mineração no Brasil mudou para pior. Em 2012, as mineradoras anunciavam investimentos de US$ 75 bilhões nos 5 anos subsequentes; em 2017, esse mesmo levantamento aponta intenção de US$ 18 bilhões para os próximos 5 anos.
“Esta variação representa fielmente como o Brasil está virando as costas para um setor estratégico para sua economia. Esses US$ 18 bilhões ainda são valores expressivos, todos oriundos de capital privado. Ainda mais porque não há financiamento público no Brasil à altura do que a indústria da mineração necessita”, disse Walter Alvarenga, diretor-presidente do Ibram.
“Isso, apesar de seu alto potencial para gerar emprego, renda, tributos e divisas com as exportações, além de estimular negócios em uma ampla cadeia produtiva”, acrescentou.
Há informações preliminares, segundo o Ibram, de projetos minerais que poderão reduzir ou até paralisar atividades em razão do forte aumento de custos. “Todas as mineradoras estão fazendo cálculos, às pressas, porque não tiveram prazo para adaptar suas estruturas a esse aumento abrupto”, disse Walter Alvarenga.
Fonte: DeFato Online


Ouro fecha em leve queda, com reunião do Fed no radar

Ouro fecha em leve queda, com reunião do Fed no radar


O contrato futuro de ouro fechou em leve queda nesta terça-feira, 19, com os investidores à espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
 Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro fechou em baixa de 0,02%, a US$ 1.310,60 por onça-troy.
 Na semana passada, os preços de ouro registraram forte queda, após atingirem o nível mais alto em mais de um ano no início deste mês, após um arrefecimento das tensões envolvendo Estados Unidos e Coreia do Norte, além de um dólar mais forte.
 Investidores e analistas aguardam pela decisão do Fed, onde sinais sobre o ritmo de aperto monetário a ser empregado nos Estados Unidos podem influenciar os preços dos metais preciosos. O Fed divulgará a decisão nesta quarta-feira, seguida por uma coletiva de imprensa da presidente da instituição, Janet Yellen. Uma divisão entre os dirigentes do Fed sobre quando aumentar as taxas de juros novamente, em meio a uma inflação mais fraca do que o esperado, impulsionou os preços do ouro nas últimas semanas.
Fonte: IstoÉ

Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio

Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio
Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio

O oxigênio, elemento químico de símbolo O, pertence ao grupo dos calcogênios (VIa) da tabela periódica. É o elemento mais abundante na crosta terrestre, na percentagem de 46,6%. Está presente na atmosfera na proporção de 21% do volume, e na água do mar na proporção de 85,7% do peso. Sua abundância cósmica é, no entanto, nitidamente inferior à de outros elementos mais leves, como o hidrogênio, o hélio e, em menor medida, o carbono e o nitrogênio.

Durante muito tempo o ar foi considerado um elemento químico e só ao final do século XVIII reconheceu-se que ele era na verdade uma mistura, cujo constituinte ativo é atualmente chamado oxigênio. Coube ao químico francês Antoine Lavoisier mostrar que a combustão, a calcinação dos metais e a respiração são fenômenos relacionados entre si, pois são todos processos de combinação com o oxigênio.

Propriedades físicas e químicasNa baixa atmosfera e à temperatura ambiente, o oxigênio está presente principalmente na forma de moléculas diatômicas (O2), que constituem um gás incolor, inodoro e insípido, essencial para os organismos vivos. Apresenta densidade levemente superior à do ar e seus átomos são relativamente pequenos, pois possuem somente oito elétrons (partículas elementares de carga negativa).

O oxigênio natural consiste numa mistura de três isótopos estáveis: o oxigênio 16 (99,759%), o oxigênio 17 (0,037%) e o oxigênio 18 (0,204%). Pouco solúvel em água, forma bolhas que se desprendem facilmente por simples agitação. À temperatura ambiente, a molécula de oxigênio é relativamente inerte, mas na presença de substâncias catalisadoras ou ao ser aquecida, reage com a maioria dos elementos para formar vários compostos.


Oxigênio Descoberta e métodos de obtençãoEmbora o químico sueco Carl Wilhelm Scheele tenha conseguido preparar uma amostra de oxigênio em 1772, atribui-se tradicionalmente seu descobrimento ao britânico Joseph Priestley, que sintetizou o gás em 1774 e publicou antes de Scheele o resultado de suas experiências. O trabalho de Priestley, aperfeiçoado depois por Lavoisier (que criou o nome oxigênio), se baseava no aquecimento de óxido de mercúrio, que produzia um gás puro, perfeitamente respirável, consumido por completo em novas combustões.

Esse método, também aplicado aos óxidos de prata e de bário e a certa variedade de sais, produz oxigênio de grande pureza, ainda que em pequenas quantidades. Outra fonte comum de síntese do oxigênio em laboratório é a decomposição da água oxigenada. Na indústria, são mais utilizadas a eletrólise da água, que resulta na separação de seus dois elementos constituintes, hidrogênio e oxigênio; e a destilação fracionada do ar líquido. O primeiro processo consiste em submeter à ação de corrente elétrica uma cuba eletrolítica cheia de água, à qual se adicionou uma substância condutora, como o ácido sulfúrico ou a soda cáustica. A destilação fracionada do ar líquido, processo de maior rentabilidade econômica para aplicação em grande escala, se baseia na diferença existente entre os pontos de ebulição do nitrogênio e do oxigênio, componentes mais abundantes na mistura.

Variedades alotrópicas O oxigênio apresenta-se habitualmente na forma de moléculas diatômicas, mas se altera sob a ação de fortes descargas elétricas ou na presença de substâncias ionizadas que tenham perdido parte de sua carga eletrônica ou capturado partículas do ambiente. Produz-se dessa maneira uma variedade alotrópica chamada ozônio, de molécula O3. Essa substância, empregada industrialmente como descolorante, esterilizador de líquidos e depurador de ambientes, está presente nas altas camadas da atmosfera. Desempenha papel fundamental na manutenção da vida sobre a Terra ao proteger o planeta da radiação ultravioleta do Sol.

Compostos oxigenadosA combinação do oxigênio com outros elementos forma óxidos, cuja reação com a água produz oxiácidos e bases. A combinação de ácidos e bases produz por sua vez sais oxigenados, dos quais existem numerosas famílias e variedades, presentes na natureza na maioria dos fenômenos geológicos. Inúmeras substâncias orgânicas, como álcoois, éteres, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos e ésteres, também possuem átomos de oxigênio em sua estrutura.

Processos de oxidação A reação espontânea de qualquer substância com o oxigênio é denominada oxidação (termo que também designa qualquer processo no qual uma substância perde elétrons). Quando a reação é imediata e produz calor e luz, chama-se combustão. São exemplos de processos de oxidação a corrosão do ferro e a putrefação da madeira, que formam óxidos de ferro e de carbono, respectivamente. A queima da madeira gera os mesmos produtos de sua putrefação: dióxido de carbono e água. Os fenômenos de combustão podem ser espontâneos e, em substâncias como o carvão betuminoso, provocar incêndios em virtude da reação instantânea entre oxigênio, carbono e hidrogênio.

Aplicações São inúmeras as aplicações do oxigênio na indústria. Vários tipos de maçaricos -- como os oxiacetilênicos, produtores de feixes de grande conteúdo energético, que soldam ou seccionam metais; os oxídricos, que fabricam delicados dispositivos de quartzo e platina; e os de gás, úteis no tratamento de vidros -- permitem a realização de tarefas específicas de soldadura nas indústrias de base e de construção. O oxigênio líquido, misturado a outros combustíveis, é utilizado como explosivo.

Certos trabalhos que exigem a permanência do homem em ambientes hostis demandam o transporte do oxigênio necessário à respiração. Submarinos, aviões, naves espaciais e prospecções minerais e geológicas a grandes profundidades são abastecidos com tanques e bombas de oxigênio quando não é possível empregar dispositivos de injeção de ar a partir do exterior. Nos centros médicos é comum a administração de oxigênio a pacientes asmáticos ou com problemas pulmonares. Também é aconselhável em processos de envenenamento, nos quais é preciso acelerar os mecanismos de oxigenação do sangue.

Fonte: UOL

Água-Marinha

Água-Marinha, Pedra preciosa
Água-Marinha, Pedra SemipreciosaA pedra preciosa denominada água-marinha é, como a esmeralda, a morganita e o heliodoro, uma variedade de berilo (silicato de berílio), cuja fórmula química é Be3Al2(SiO3)6. O peso específico dessa substância é 1,58 e sua dureza vai de 7 a 7,5 numa escala em que a dureza máxima, só alcançada pelo brilhante, é dez. O sistema de cristalização da água-marinha é hexagonal e forma prismas quase cilíndricos, mais límpidos e maiores do que as esmeraldas. Seu colorido é azul, verde-azulado ou verde-mar.

Uma água-marinha de forma globular ocupa o ponto central da coroa dos soberanos do Reino Unido, e outras gemas do mesmo tipo integram coleções milionárias em todo o mundo.

O Brasil é o maior exportador de águas-marinhas. As jazidas brasileiras, especialmente as do vale do rio Jequitinhonha, produzem pedras de ótima qualidade. Dois dos maiores cristais de que se tem notícia foram encontrados em 1955, no estado de Minas Gerais. O Marta Rocha, originário de Teófilo Otoni, pesou 33,92kg e a pedra batizada Lúcia, proveniente da lavra de Garajaú, alcançou 61kg de peso. Outros produtores importantes são a Rússia, Madagascar, Sri Lanka, Índia e Estados Unidos. As maiores coleções são as do Museu Geológico de Londres e a da Smithsonian Institution, em Washington.

Fonte: Joia br

Alabastro

Alabastro
#Alabastro

O primeiro tipo de alabastro apresenta partículas finas e coloração branca, com uma série de veios de tonalidades suaves. Sua utilização como matéria-prima para objetos ornamentais é limitada pela baixa dureza. Os principais depósitos desse mineral estão localizados na Itália e no Reino Unido.

Muito apreciado pelos gregos e romanos, o alabastro vem sendo utilizado, ao longo dos séculos, como material para esculturas e vasos ornamentais, e também na decoração de palácios e igrejas.

Alabastro é um mineral que apresenta duas composições distintas. Uma delas, correspondente a uma variedade de gesso (sulfato de cálcio), é pouco compacta e pode ser facilmente riscada pela unha. A outra, mais dura, é de natureza calcária (carbonato de cálcio) e está presente em diversas formações geológicas.

A variedade calcária, conhecida como alabastro oriental, é muito apreciada por seu aspecto translúcido e pela presença de numerosos veios de tonalidades vivas. Foi muito utilizada na antiguidade, tanto no Egito como na Índia. Na Inglaterra medieval, desenvolveu-se uma importante escola de escultores, que exportaram estátuas, relevos, altares e vasos para toda a Europa.

Retábulos e objetos ornamentais de alabastro são encontrados na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, e no Victoria and Albert Museum, em Londres.

Fonte: Joia br