sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Brasil terá laboratório-fábrica em 2018

Brasil terá laboratório-fábrica em 2018


No segundo semestre de 2018, o Brasil deverá inaugurar o primeiro laboratório-fábrica de ligas de terras raras, anunciou Marco Antonio Soares Castello Branco, presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), em painel sobre o tema, realizado durante o 17º Congresso Brasileiro de Mineração, na cidade de Belo Horizonte (MG). Em 2016, a Codemig contratou a Fundação CERTI para o desenvolvimento do empreendimento, iniciativa em parceria com a CBMM, UFSC e IPT, para apoiar a estruturação de um ambiente empresarial capaz de fomentar a competência tecnológica e produtiva de diversos componentes a partir de óxido de terras raras nacionais.
Além de incentivar pesquisas acadêmicas, o laboratório-fábrica também irá formar mão de obra especializada para a produção de imãs de alta qualidade em pequenas séries. O laboratório-fábrica será construído em Lagoa Santa (MG), numa área de 4.900 m². A capacidade máxima prevista é de 93 t/dia. Para tanto, serão investidos R$ 175 milhões, sendo que a construção física está orçada em RS$ 35 milhões e outros R$ 30 milhões serão aplicados na compra de equipamentos.
Castello Branco salientou que o foco serão ímãs de conformação ideal, “que se adaptem à máquina onde irão trabalhar”. A maior aplicação deverá acontecer em refrigeração magnética, mercado que pode dar sustentação econômica ao desenvolvimento brasileiro de ímãs de alta potência. Muito embora os ativos sejam da Codemig, a operação do laboratório-fábrica ficará a cargo de um parceiro privado, “de forma a eliminar as dificuldades típicas das empresas estatais”, reforçou o presidente da Codemig.
O Painel contou com a moderação de José Luiz Amarante Araújo, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral da Secretaria de Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia. Também foram palestrantes a Professora Gisele Azimi, da Universidade de Toronto, e Clóvis Souza, diretor da CBMM.
Fonte: Brasil Mineral

Sociedade entre VALE e BHP na Samarco pode estar chegando ao fim

Sociedade entre VALE e BHP na Samarco pode estar chegando ao fim


Depois da tragédia em Mariana (MG) e há dois anos com a operação parada, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, tem dado sinais de que o fim da parceria é iminente. Em evento da Previ nesta quarta-feira, 20, no Rio, o executivo, com o cuidado de não citar nomes, disse a uma plateia de 500 pessoas que uma empresa controlada por acionistas que são concorrentes no mercado é um exemplo de “governança inviável”.
Nesse caso, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Em recente almoço com analistas, ele já havia dito que a questão da governança na Samarco “tanto poderia ser resolvida com a venda da parte da Vale para a BHP ou da BHP para a Vale”.
Em nota, Schvartsman esclareceu que o modelo de governança da Samarco pode ser inviável, mas que “já existe”. Reiterou que sua fala se referia a “novas associações” e que no caso da Samarco “ninguém pode forçar uma solução”. “Portanto, o divórcio não está perto ou longe”, reforçou. (com Mariana Durão)
Fonte: Estadão

Mineradora perde licença que autorizava pesquisas em área de Ouro Preto

Mineradora perde licença que autorizava pesquisas em área de Ouro Preto


A Kinross Brasil Mineração S.A perdeu a licença que a autorizava a fazer pesquisa mineral visando a exploração de uma possível jazida de ouro, com supressão de vegetação em Mata Atlântica, na divisa dos distritos de São Bartolomeu e Cachoeira do Campo, em de Ouro Preto, região Central do Estado.
A pesquisa que nortearia a empresa foi suspensa porque o Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) concedeu a licença sem a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contrariando a Deliberação Normativa Copam nº 174/2012 e a Lei Federal nº 3.924/1961.
A sentença também impõe obrigações ao Estado de Minas Gerais,- uma relativa aos processos de licenciamento ambiental para pesquisa minerária em áreas com características de monumentos arqueológicos ou pré-históricos, outra relativa ao Formulário de Orientação Básica Integrado sobre Licenciamento Ambiental de Pesquisas Minerárias (Fobi),- sob pena de multa de R$ 50 mil por ato praticado até o limite de R$ 500 mil.
Cabe recurso da decisão, proferida nos autos do Processo nº 0019429-37.2013.8.13.046. A sentença foi conseguida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na 2ª Vara Cível da Comarca de Ouro Preto.
Fonte: Hoje em Dia 

Nova Bento Rodrigues ficará pronta até julho de 2019, segundo a Fundação Renova

Nova Bento Rodrigues ficará pronta até julho de 2019, segundo a Fundação Renova


O presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, afirmou que muito além das indenizações e reparações, o mais importante é manter o relacionamento. “É preciso entender a extensão do dano para cada uma das pessoas. O dano para um pescador é diferente do agricultor”, comparou. Segundo ele, a maior parte das ações refere-se a indenizações por falta de água – 450 mil. Destas, 180 mil já receberam, num total já pago estimado em torno de R$ 50 milhões.
O acidente provocou a morte de 19 pessoas e impactou a vida de pelo menos 500 mil pessoas em dois Estados: além de Minas Gerais, o vizinho Espírito Santo.  Dezenas de cidades ao longo da bacia do Rio Doce tiveram de cortar o abastecimento de água. A Samarco, que parou de operar desde então, reafirmou durante o evento no Expominas que ainda não tem uma data para retomar sua produção.
Além da reconstrução das cidades, a Fundação Renova já recuperou 190 km de estradas e iniciou a proteção e conservação de 5 mil nascentes. “O Rio Doce é o mais monitorado do Brasil”, garantiu Roberto Waack, da Renova. Numa extensão que abrange 30 cidades – 26 em Minas, quatro no Espírito Santo – há 17 trechos de monitoramento, sendo o 17º o oceano.
Presente ao debate, o secretário-adjunto do Meio Ambiente, Germano Rodrigues, chamou a atenção para o fato de além do Meio Ambiente, a Secretaria de Estado da Agricultura também tem representante nos conselhos da Fundação Renova. “Além de reparar os danos é preciso pensar no futuro, no desenvolvimento sustentável destas comunidades”, afirmou.
A fim de recuperar os danos à natureza, a estimativa é que tenham de ser plantadas 20 milhões de mudas de árvores, sendo que 1 milhão deverão ser feitos por estudantes em programas já em andamento com escolas da região.
“A tendência mundial é do aumento dos desastres naturais por conta das mudanças climáticas. Portanto, é preciso aumentar a preparação e administração destas emergências”, alertou Roberto Waack, da Fundação Renova.
Fonte: Hoje em Dia

A profecia de Nibiru, o suposto planeta que alguns grupos dizem que levará ao fim do mundo no dia 23

A profecia de Nibiru, o suposto planeta que alguns grupos dizem que levará ao fim do mundo no dia




A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet© Foto: Fornecido por BBC A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet Já existe uma nova data para o fim do mundo.
A última teoria do apocalipse afirma que um corpo celeste desconhecido, chamado Nibiru ou Planeta X, vai colidir com a Terra em 23 de setembro de 2017.
A profecia sobre Nibiru e o fim do mundo circula na internet há mais de duas décadas e ganhou força nas últimas semanas. A teoria, que combina astronomia, pesquisa científica e passagens bíblicas, já foi descartada pela Nasa em diversas ocasiões.
Inicialmente, a profecia afirmava que a catástrofe ocorreria em maio de 2003. Quando nada aconteceu, seus seguidores fizeram uma nova interpretação e a programaram para dezembro de 2012, fazendo uma conexão com um dos ciclos do calendário maia.
A mais recente previsão teria sido formulada a partir de uma teoria de David Meade, autor do livro Planet X - The 2017 Arrival ("Planeta X - 2014, a Chegada", em tradução livre para o português), que se autodescreve como "especialista em pesquisas e investigações".
Segundo ele, a nova estimativa é baseada em passagens da Bíblia e em superstições que rondam o número 33 - número de dias do intervalo entre o eclipse solar de 21 de agosto, considerado um "presságio", e a data prevista para a colisão de Nibiru.
"Jesus viveu 33 anos. O nome de Elohim, que é o nome de Deus para os judeus, foi mencionado 33 vezes [na Bíblia]. É um número muito significativo biblicamente, numerologicamente significativo. Estou falando de astronomia. Estou falando da Bíblia... e mesclando os dois", disse Meade em entrevista ao jornal americano The Washington Post.
Eclipses, como o do último 21 de agosto, eram interpretados por culturas antigas como presságio de eventos negativos© Foto: Fornecido por BBC Eclipses, como o do último 21 de agosto, eram interpretados por culturas antigas como presságio de eventos negativos

Como tudo começou

De acordo com jornal britânico The Telegraph, as teorias conspiratórias sobre a existência de Nibiru começaram em 1995, quando a americana Nancy Lieder criou o site ZetaTalk. Ela afirma ser um canal de comunicação com alienígenas, que a teriam alertado sobre a catástrofe de Nibiru.
A teoria ganhou força novamente agora com as previsões de David Meade.
"A passagem do Planeta X pode ser a maior catastrófe sobre a humanidade desde a Arca de Noé".
"Vulcões em toda a Terra vão entrar em erupção junto com múltiplos terremotos de alta magnitude, tsunamis e tempestade de meteoros", descreve Meade em seu site.

'Teoria conspiratória'

Mas essa profecia tem alguma evidência científica?
A agência espacial americana já afirmou em diversas ocasiões que o planeta Nibiru não existe e que não há fundamentos para tal crença.
"É uma teoria conspiratória de internet", garante.
Em artigo publicado em 2012 por conta do suposto apocalipse previsto para aquele ano, a agência foi contundente:
"Se o Nibiru ou Planeta X fosse real e se dirigisse à Terra, os astrônomos estariam seguindo ele há pelo menos uma década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe."
David Morrison é um dos cientistas mais críticos da Nasa e já se manifestou publicamente para desmentir a teoria de Nibiru. Em 2011, ele afirmou que chegou a receber até cinco e-mails por dia de pessoas perguntando sobre o suposto planeta.
© Foto: YouTube Morrison definiu ainda como "absurdas" as teses de que Nibiru talvez não tenha sido localizado porque está escondido atrás do Sol, ou porque só pode ser visível do Polo Sul.
Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, em janeiro, o cientista lamentou que ainda haja cerca de 2 milhões de páginas na internet sobre a suposta colisão de Nibiru com a Terra.

Fonte: BBC