segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Derrota do Facebook é golpe duro a fundadores do Vale do Silício

Derrota do Facebook é golpe duro a fundadores do Vale do Silício

Quando o Facebook tentou seguir o exemplo das empresas de tecnologia e ter mais controle nas mãos do fundadores, os acionistas rejeitaram o plano

São Francisco/Nova York – O Vale do Silício passou mais de uma década encontrando formas de entregar mais controle aos fundadores das empresas. Quando o Facebook tentou seguir o exemplo, os acionistas rejeitaram o plano.
O Google começou com uma oferta pública inicial em 2004 que entregou aos cofundadores Larry Page e Sergey Brin direitos de voto muito maiores do que os garantidos por suas participações econômicas na gigante de pesquisa. Groupon, Zynga e Facebook também fizeram o mesmo e neste ano a Snap vendeu ações sem nenhum direito a voto.
Em todos os casos os investidores aceitaram, comprando o argumento de que os fundadores precisavam de controle para poder executar suas visões de longo prazo. Às vezes os acionistas entravam com processo e invariavelmente perdiam.
Em 2015, o Facebook dobrou a aposta com a proposta de uma nova classe de ações para consolidar para sempre o poder do cofundador Mark Zuckerberg na gigante das redes sociais, mesmo que ele vendesse quase todas as suas ações. Os acionistas entraram com processo novamente e desta vez ganharam. O Facebook cancelou seus planos na sexta-feira, poucos dias antes da data prevista para o julgamento de uma ação coletiva que contestava o plano.
“Este é realmente o fim para as empresas atuais que tentam adotar uma classe de ações sem direito a voto”, disse Ken Bertsch, diretor-executivo do Council of Institutional Investors, um grupo sem fins lucrativos que defende uma governança corporativa forte.
Existem outros sinais de mudança de postura. Nas esferas política e regulatória há um novo esforço para controlar as empresas do ramo de internet dos EUA, que cresceram e se transformaram nas corporações públicas mais valiosas do mundo nos últimos anos.
Nos mercados de capitais, a S&P Global recentemente proibiu empresas com múltiplas classes de ações de participarem de seus principais índices nos EUA — excluindo a Snap, embora o Facebook tenha sido isentado. E a FTSE Russell, uma unidade da London Stock Exchange Group, anunciou uma lista de mais de 30 empresas que seriam banidas de seus índices a menos que aumentassem a porcentagem de direitos de voto concedidas aos investidores públicos. A MSCI, outra importante provedora de índices, também se posicionou recentemente contra esse tipo de estrutura.
“Quando são criadas essas classes especiais de ações que não estão alinhadas com os interesses econômicos dos acionistas, alguns chamam de governança corporativa ruim”, disse George Maris, gerente de portfólio da Janus Capital. “Trata-se essencialmente de ter seu próprio bolo e também comê-lo. Você quer o dinheiro de outra pessoa, mas essa classe não é o que os acionistas querem.”
E apesar de as provedoras de índice terem poder, porque centenas de bilhões de dólares são investidos contra suas referências, não está claro se sua postura fraca sobre as estruturas de múltiplas classes é suficiente para dissuadir um fundador que deseja manter o controle.“Se a S&P e os índices disseram que não incluirão a ação, então uma empresa como o Facebook diria ’tudo bem, então não nos coloque no índice’ — é uma questão de quem tem mais força”, disse Matt Maley, estrategista de ações da Miller Tabak.

Fonte: Bloomberg

Ibovespa cai 1,3% com ameaças da Coreia de Norte, que vê “declaração de guerra” dos EUA

Os mercados voltaram a apresentar forte aversão ao risco hoje após o governo da Coreia do Norte afirmar que vê como “declarações de guerra” as ameaças do presidente americano Donald Trump de destruir o país caso Kim Jong Un ataque algum dos aliados dos EUA. O ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Yong Ho, afirmou que o país pode derrubar aviões americanos no espaço aéreo internacional como parte de seu direito de autodefesa garantido pelas Nações Unidas. “Como os Estados Unidos declararam guerra, mesmo que seus aviões estratégicos não cruzem nossa fronteira, nós vamos exercer nossos direitos de autodefessa incluindo derrubar esses aviões a qualquer momento”, afirmou.
Aviões dos Estados Unidos e da Coreia do Sul fizeram exercícios recentemente na fronteira com a Coreia do Norte, lançando bombas em alvos fictícios, como forma de intimidar o governo de Kim Jong Un.
A escalada das ameaças fez as bolsas do mundo inteiro perderam força. Na Europa, o Índice Euro Stoxx 50 recuou 0,10% e o Financial Times, de Londres, 0,13%. O CAC, de Paris, perdeu 0,27%, o Ibex, 0,86%, enquanto o DAX subiu 0,02%.
Nos EUA, o Dow Jones perde 0,33%, o Standard & Poor’s 500, 0,38% e o Nasdaq, 1,21%. O dólar subiu diante de outras moedas e os juros nos EUA caíram 0,03 pontos, para 2,218% ao ano nos papéis de 10 anos, e o ouro subiu 0,9%.
No mercado brasileiro, o Índice Bovespa está em queda de 1,24%, para 74.452 pontos, puxado pelas ações da Vale, que perdem 2,82%, e pelos papéis das siderúrgicas Usiminas PNA, com -10,11% e Gerdau Metalúrgica PN, -5,25%. Estácio Participações cai 4,46%, Cyrela ON, 3,98% e B3 ON, 2,64%. Estão em alta os papéis da Rumo ON, com 2,77%, Qualicorp ON, 2,61%, Petrobras ON, 0,45% e Petrobras PN, 0,51%.
O dólar também está em alta em relação ao real, de 0,73%, para R$ 3,153 para venda no mercado comercial, acompanhando o exterior.
Fonte: Exame

Adolescente encontra diamante de 7,44 quilates em parque nos EUA

Adolescente encontra diamante de 7,44 quilates em parque nos EUA

Menino de 14 anos encontrou o sétimo maior diamante da história do parque no Arkansas.


Por: Redação/G1

Menino de 14 anos encontrou o sétimo maior diamante da história do parque no Arkansas. Menino de 14 anos encontrou o sétimo maior diamante da história do parque no Arkansas.
Um adolescente do Arkansas, nos EUA, encontrou um diamante de 7,44 quilates durante uma visita a um parque de seu estado.
Kalel Langford, de 14 anos, esteve com seus pais no último sábado  no Parque Estadual Cratera dos Diamantes, que cobra US$ 10 de turistas que querem tentar a sorte e procurar a pedra preciosa.
Menos de meia hora depois de chegar, ele encontrou no chão uma pedra marrom e brilhante, misturada a outras rochas. Kalel o pai ficaram em dúvida se era diamante por causa da cor, mas resolveram levar aos funcionários do local. Foi quando descobriram que tinham encontrado o sétimo maior diamante da história do parque.
O garoto batizou a pedra de "diamante do Super-Homem", seu herói favorito. Ele disse que planeja guardá-lo como um souvenir de sua viagem.
O diamante marrom de Kalel é o maior encontrado no parque desde junho de 2015, quando um turista achou um de 8,52 quilates que ele batizou de Esperanza. Segundo os registros, 97 diamantes foram encontrados no parque até hoje.

Fonte: G1

Horário de verão pode ser extinto este ano; governo quer ouvir sociedade

A adoção do horário de verão para gerar economia de energia no Brasil não se justifica mais. A avaliação é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. O horário de verão está previsto para começar no dia 15 de outubro e terminar em 17 de fevereiro do próximo ano. O governo analisa a manutenção ou encerramento do horário de verão.
“A avaliação é que, sob a perspectiva do setor elétrico, o horário de verão não se justifica”, disse Rufino.
Estudos sobre a viabilidade da manutenção do horário de verão, que abrange nove estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal (Brasília), estão sendo conduzidos no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne diversos órgãos governamentais ligados ao setor elétrico.
As pesquisas apontam para o fato de que a adoção da hora adiantada não resulta mais em economia de energia, uma vez que a temperatura é quem determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), atualmente os picos de consumo ocorrem no horário entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.
Enquete
O governo estuda a possibilidade de consultar a sociedade sobre a adoção ou não do horário de verão este ano. A decisão precisa sair rápido e está nas mãos do presidente Michel Temer e do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Se a definição for pela enquete, ela será lançada nesta semana no Portal do Planalto.
Apesar de não fazer mais diferença na economia de energia, conforme explicou o diretor-geral da Aneel, uma parte da sociedade gosta da sensação de ter uma hora a mais no dia e poderá manifestar isso na enquete.
Além disso, o governo pode levar em consideração o maior movimento do comércio durante o horário de verão. Com dias mais claros, as pessoas ficam mais na rua e consomem mais.
Bandeira vermelha
De acordo com Rufino, em outubro o governo deve passar a cobrar a bandeira vermelha na conta de luz, possivelmente na faixa dois, em razão da escassez de chuvas.
“O que podemos falar agora é de tendência. A bandeira está vinculada ao CMO (Custo Marginal de Operação), que é muito dependente de regime hidrológico e a previsão de chuva. A tendência é que estamos com um regime hidrológico muito desfavorável, com chuvas atrasadas. A tendência é despachar térmicas mais caras”, disse.
Atualmente, está em vigor a tarifa amarela na cobrança da conta de luz. Esta tarifa representa um acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a adoção da tarifa vermelha, o preço da tarifa de energia passa a ter um acréscimo e vai a R$ 3,00 por 100 kWh. No caso do patamar dois, esse valor seria maior: R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.
Da Agência Brasil

Permissões de garimpo aumentaram mais de 500% em Mato Grosso

Permissões de garimpo aumentaram mais de 500% em Mato Grosso


Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto
Permissões de garimpo aumentaram mais de 500% em Mato Grosso
Nos primeiros sete meses de 2017 a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Produção Mineral em Mato Grosso (DNPM-MT) permitiu a instalação de 74 novos garimpos no estado. Os registros apontam aumento de 516% em relação ao mesmo período de 2016, quando as permissões não passaram de doze nos primeiros sete meses.

As permissões de lavras de garimpo são concedidas às pessoas físicas, pequenas empresas ou cooperativas e associações de garimpeiros, conhecidos pela extração imediata do minério, sem realização de pesquisa e estudo específico sobre o potencial da região.

O superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Serafim Carvalho Melo, contou a reportagem do Agro Olhar que o aumento nas permissões ocorreu graças a uma força tarefa montada para tentar acelerar processos que estavam estagnados na superintendência regional.

“Nós montamos uma força tarefa para tentar reverter uma situação que já era antiga, de processo que tinha parado aqui dentro. Porque a verdade é que DNPM sofre com falta de pessoal e por isso nós temos aproveitado alguns de nossos profissionais para concentrar esforços em alguns processos, dessa vez foram os processos de garimpo”, afirmou.

A desburocratização vem na mesma toada de medidas que visam transformar o setor mineral em um setor energético para o Brasil. Neste sentido, três medias provisórias publicadas pelo Governo Federal criaram a Agência Nacional de Mineração e aumentaram a taxação sobre produtos como outro e diamante. A mudança não pegou bem junto aos empresários, mas a expectativa do governo  é que aumente a arrecadação para acumular mais investimentos na área.

O superintendente admitiu que as lavras garimpeiras trazem mais risco ao meio ambiente se comparadas a mineração empresarial, feita por grandes corporações que passam por um período de pesquisa que dura até 3 anos. A pesquisa serve para verificar quanto de recursos o terreno possui, como o minério poderá ser retirado e qual o custo do empreendimento.

“Se você comparar com a agropecuária o dano é muito menor, porque você retira o minério de apenas uma faixa de terreno e depois este espaço é recuperado, no agronegócio isso não acontece, o dano é maior e a lucratividade é muito mais baixa”, resume ele.

Serafim espera que com a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM) em substituição ao DNPM o estado receba uma das sedes. A ideia, segundo ele, é bonificar Mato Grosso por sua arrecadação, que em 2016 foi de R$ 15 milhões, dinheiro que foi diretamente revertido à União. 
Fonte: UOL