domingo, 1 de outubro de 2017

Qual a diferença entre a água marinha, o berilo e a esmeralda?

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Qual a diferença entre a água marinha, o berilo e a esmeralda?


O nome berilo tem origem no termo grego beryllos, que significa bela pedra esverdeada da água do mar. Ele possui variações consideradas semipreciosas e preciosas, podendo ser encontrado tanto em pequenas quanto em grandes dimensões. Entre as pedras mais procuradas estão a esmeralda e a água marinha, berilos que trazemos com mais detalhes neste post.
Embora traga um aspecto visual marítimo, o mineral de formato hexagonal é encontrado em pegmatitos graníticos, locais onde o estanho e o tungstênio são abundantes. O mineral é apreciado, principalmente, por suas funções curativas e de proteção, além de sua beleza sempre delicada e peculiar. Entre no universo dos minerais e saiba por que as variações do berilo são tão requisitadas hoje.

A família dos berilos

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Os berilos são encontrados geralmente com um especial brilho vítreo, transparente. A pedra pura é incolor, porém, por causa das matizações de outros elementos, ela pode aparecer nas cores azul, amarela, vermelha, branca e verde. Seus componentes promovem melhoras na saúde, atividade mental e outros fatores associados ao bem-estar, beleza e tranquilidade.

Água marinha: dos navegantes à boa visão

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A variação azulada do berilo é um cristal bruto, geralmente lapidado com a forma semelhante de um obelisco. Também pode ser encontrada, em raras ocorrências, na coloração amarelada.
Era muito associada aos navegantes, por sua proteção contra os afogamentos. Também utilizada contra o medo, era uma pedra presente em grandes batalhas por dar coragem aos soldados. A água marinha aumenta a criatividade, melhora a intuição e promove fluidez das emoções. É indicada para cura de doenças em partes do corpo como garganta, fígado, baço e tireoide.
Com grande efeito calmante, a água marinha ajuda a tranquilizar os ambientes, deixando a energia dos espaços mais harmônicos. É também usada pelo seu poder de melhorar a visão, sendo muito utilizada pelos romanos para fazer óculos. Diz a lenda que Nero, o imperador, trazia sempre consigo um óculos feito de água marinha.
A água marinha é encontrada nos Estados Unidos, no México, nas regiões na antiga União soviética, e também no Brasil e na Índia.

Esmeralda: brilho e nobreza

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A pedra mais nobre da família dos berilos tem sua denominação variante do hindu, que significa pedra verde. Aparecendo em tons esverdeados, sua coloração é resultado da presença de crômio e vanádio em sua composição.
A esmeralda é associada a quem precisa de equilíbrio, cura e paciência, principalmente as pedras que possuem propriedades translúcidas e/ou transparentes.
As esmeraldas já foram utilizadas na Antiguidade como antídotos de venenos e feridas além de agir contra possessões demoníacas. Também no século XIII foi usada pelo seu efeito laxativo, contra a disenteria. Também curava hemoptise, quando usada sobre o fígado. Afasta espíritos malignos e criaturas venenosas.
A esmeralda, mesmo imperfeita, não altera o seu valor de mercado, pois possui ocorrência bastante rara. É encontrada em grande abundância na Índia e Áustria, mas também na América do Sul, em países como o Brasil e em regiões do Zimbábue, Tanzânia e Egito.
Agora que você já conhece as diferenças entre o berilo, a água marinha e a esmeralda, saiba que eles podem ser usados combinados em joias diferentes para dar destaque ao visual. Para catalisar os poderes curativos da esmeralda e da água marinha, utilize anéis no dedo anular ou mínimo, ou no centro do peito com um pingente.
Fonte: Joia br

O OURO COMO FATOR ECONÔMICO NA MINERAÇÃO BRASILEIRA

O OURO COMO FATOR ECONÔMICO NA MINERAÇÃO BRASILEIRA

O ouro é um metal precioso, de elevado valor comercial. Supõe-se que tenha sido o primeiro metal que chamou a atenção do homem primitivo. Por ser um metal é um bom condutor de calor e eletricidade, não magnético, maleável e dúctil, podendo por isso ser laminado até a espessuras da ordem de micrômetros.
O ponto de fusão do ouro é de 1064°C e o ponto de ebulição 2970° C, sua densidade e de 19,3 g / cm³ , e sua dureza atinge 2,5 a 3 na escala de Mohs. Devido suas propriedades físicas e químicas, é muito resistente ao intemperismo e tende a acumular-se em depósitos secundários, que serão abordados mais adiante.


Encontra-se o ouro entre os metais menos ativos quimicamente, não se oxida na presença do ar e é inerte às soluções-alcalinas fortes e aos ácidos. E dissolvido em um meio químico mediante a um agente oxidante, juntamente com um outro capaz de formar complexos, como a água-régia.



BREVE HISTORIA DA EXPLORAÇÃO DE OURO NO BRASIL


O seu nome veio do latim aurum, de provável origem indo-européia. Talvez tenha sido o primeiro mineral a ser conhecido pelo homem. Devido às suas extraordinárias características, o ouro é usado desde ha muitos séculos como meio de permuta comercial. Ao princípio, os mercadores recebiam o metal devidamente pesado, em troca das suas mercadorias. As primeiras moedas, com incisões indicativas do seu peso exato surgiram pela necessidade de se evitar as sucessivas pesagens.
No Brasil, ao final do século XVII e no inicio do seguinte, foram encontrados nos córregos, rios e montanhas de Minas Gerais "ricas jazidas de ouro". Tripuí, Carmo, Gualacho, Ouro Preto, Paraopeba, Rio das velhas, Inficcionado Pintangui, Pará, Catas altas, Santa Bárbara, Brumado, Rio das mortes e outras localidades. Ate 1713, o grande núcleo das Minas Gerais já estava desvendado.


A importância conferida pela Coroa Portuguesa a essas descobertas é atestada pela instalação, em janeiro de 1703, de uma Casa da Moeda no Rio de Janeiro, cidade localizada próximo da região aurífera.


A influência dos mineradores gerou um clima de disputas e tensão nas Minas Gerais. Os incidentes entre os paulistas, pioneiros na exploração das minas, e os emboabas (nome dado pelos paulistas a todos os forasteiros que não eram naturais da Capitania de São Vicente) começaram a se intensificar em 1707. A situação agravou-se em 1708, quando o português Manoel Nunes Viana, a frente dos emboabas expulsou muitos paulistas da zona de mineração. Para pacificar e melhor administrar a região, a metrópole criou, em 1709, a capitania real de São Paulo e Minas do Ouro, que incluía a antiga capitania hereditária de São Vicente.


A rápida ocupação da área minerada traduziu-se pela presença, em pouco tempo, de um expressivo contingente populacional (cerca de 30mil pessoas em 1709, sem falar nos escravos vindos da África e das zonas açucareiras de retração) e pelo surgimento de uma importante rede urbana, fato totalmente inédito para os padrões da colônia. Os pequenos núcleos, originados da junção de vários arraiais dos vales onde se extraia o ouro de aluvião, se desenvolveram, e alguns deles foram elevados à categoria de vida dotados de Câmaras Municipais.


Entre 1711 e 1715, o período mais intenso do processo de urbanização, foram criadas varias vilas, dentre elas a vila do Ribeirão Nossa Senhora do Carmo (atual Mariana), Vila Rica (Ouro Preto) e Arraial do Tijuco (atual Diamantina ) -- veja o mapa ao lado ...


Os números sobre a produção aurífera de MG não são muito precisos devido ao intenso contrabando que desde cedo começou a ser praticado. Os cálculos são dificultados pelas diversas formas de taxação imposta pela Coroa lusitana. Segundo a literatura, os dados oficiais referiam-se a uma produção de 100 arrobas (1arroba = 14.7kg) em 1711, embora cálculos mais realistas pudessem elevar esse total para 300 arrobas.


A produção do ouro aumentou de forma constante ate o final da década de 1740. Em 1725, pela primeira vez a cobrança do "quinto" ultrapassou os 1000kg. E novamente a literatura nos indica que no qüinqüênio 1745-50 a produção media chegou a 9712kg, caindo para 8780kg no qüinqüênio seguinte. Até o final do século, essa tendência declinante manteve-se irreversível, entre 1793 e 1799, a media anual limitou-se para 3249kg. Detendo com ampla margem de vantagem, a liderança na exploração do ouro, Minas representou 70% da produção da colônia do século XVIII.


Abriu-se a decadência ao desestimulo à exploração criado pelo sistema tributário, mais voltado para a arrecadação do que para o crescimento da produção em si, como também ao próprio esgotamento das reservas e ao processo técnico deficiente, ensejador de elevados desperdícios. Também o desenvolvimento da mineração diamantífera nas regiões do Norte de Minas deve ter contribuído para o fluxo de mineradores e de capitais a esse tipo de mineração.


Entre os princípios do século XVIII e a Primeira Guerra Mundial, a escassez do metal e a sua contínua subida de preço acabaram com a função do ouro em moedas. No entanto, as reservas dos bancos centrais dos estados mais poderosos ainda hoje são constituídas por grandes quantidades do rei dos metais.

Fonte: Jornal do Ouro

POTENCIAL GEOLÓGICO BRASILEIRO PARA OURO

POTENCIAL GEOLÓGICO BRASILEIRO PARA OURO

O potencial geológico do país para a mineralizações auríferas é altamente reconhecido. Como se não bastasse seu passado histórico, o expressivo número de ocorrências, depósitos, minas e as centenas de áreas ativas, inativas e abandonadas pelos garimpeiros distribuídas em inúmeras e extensas regiões do País, autenticam essa afirmativa.

Segundo informações do Serviço Geológico Nacional - CPRM, além das extensas áreas do Terciário e do Quaternário onde se encontram os depósitos de ouro de origem secundária a maioria dos depósitos de origem primária estão associados ao período do Pré-cambriano. Essas formações são encontradas por uma área de aproximadamente 3,9 milhões de km² compreendendo áreas cratônicas do Arqueano e do Proterozóico Inferior, assim como do Proterozóico intermediário e superior. Com base nessas considerações cerca de 46% do território consiste de terrenos cuja metalogenia é reconhecidamente vocacionada para ouro, tendo em vista a presença de greenstone belts, conglomerados antigos e suítes metavulcânicas entre outras ambiências informações de interesse. Registra-se que, excluindo-se a província geológica do Quadrilátero Ferrífero, concentrando o argumento nas mega-províncias pertencentes ao domínio do Arqueano exclusivamente, tem-se uma área de aproximadamente 623.000 km², representando cerca de 7% do território nacional.


Estimativas da CPRM aproximam o total de recursos geológicos em 33.000 toneladas de ouro, das quais 20 mil toneladas (cerca de 61%) estariam classificadas como recursos potenciais, 11mil toneladas (34%) integrariam a categoria de reservas geológicas e 1.700 toneladas (5%) como reservas, propriamente ditas. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentam o maior potencial, com aproximadamente 70% dos recursos geológicos. Todavia, em termos de reservas definidas - medidas e indicadas - as regiões Sudeste e Nordeste são responsáveis por 46% e 22%, respectivamente. É oportuno mencionar que cerca de 59% das reservas geológicas estão associadas aos depósitos de origem primária.

Com base nessas considerações, os depósitos conhecidos de origem secundária estão situados principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto que os de origem primária estão nas regiões Sudeste e Nordeste. A respeito dessas considerações, com o deslocamento da fronteira de exploração e a maior compreensão da geologia da Amazônia, a região Norte desponta como a de maior potencial para a ocorrência de depósitos primários, vindo em seguida a região Centro-Oeste. Finalmente, estimativas do U.S. Gological Survey sugerem que o Brasil concentraria cerca de 12% dos recursos auríferos mundiais, ou seja, 11mil toneladas de Au. Atualmente as ditas reservas garantem apenas 7%, isso por decorrencia de novas descobertas em outros países ao longo do tempo.

O grande salto observado em 1996, com um incremento de aproximadamente 110% quando comparado com 1995, foi originário da reavaliação de reservas em distritos mineiros tradicionais e da conclusão de propagandas de exploração conduzido à época. Nesse particular e digno da menção as estimativas referentes ao ouro contido no depósito de cobre e ouro de Salobo.

Mais recentemente, com a definição da viabilidade de projetos de cobre na região de Carajás, onde o ouro está sendo recuperado como subproduto, observou-se um salto nas reservas de ouro no País. Veja aqui um perfil da distribuição geográfica das reservas brasileiras medidas de ouro tendo como referência dezembro de 2007.

Os depósitos de origem secundária, especialmente os aluvionares, configuraram os grandes alicerces dos diferentes estágios evolutivos da mineração de ouro do país, desde os tempos do Brasil Colonial. Não obstante, um segundo grupo de depósitos de origem secundária que ocorrem próximo aos de origem aluvionar, e formados a partir de um processo de laterização, não foram devidamente apreciados e podem representar importante vetor para a expansão da produção nacional.

Tendo em vista o nível relativamente limitado e antigo da informação geológica disponível e os recursos minerais conhecidos, as expectativas de descoberta de novos depósitos de ouro nas regiões do Pré-cambriano são bastante promissoras, especialmente na Amazônia e no Centro-Oeste.
--- (imagem 2, acima) Extração de ouro em garimpo (GO), depósito secundário por desmonte hidráulico.
Fonte: DNPM

Corindon no Brasil

Corindon no Brasil

 
safiras, algumas com coloração azul intensa
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
 
grãos arredondados com faces cristalinas residuais, zonamento de cor e de inclusões
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
     
 
grãos euédricos com zonamento de inclusões
terraço aluvionar, Malacacheta, Minas Gerais
 
grãos de diversas cores
sem procedência, Mato Grosso do Sul
     
 
grãos desgastados, alguns condicionados pelas maclas
rio Paraguassú, Bahia
 
detalhe da superfície dos grãos
rio Paraguassú, Bahia
     
     
 
grãos proximais irregulares
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
 
grãos proximais irregulares com intensidades variáveis de cor
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
     
     
 
grãos proximais
colúvio, Vermelho Novo, Minas Gerais
 
grãos euédricos desgastados
sem procedência, Bahia
     
     
 
marcas das maclas
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
 
marcas das maclas, luz transmitida
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
     
     
 
marcas das maclas
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
 
marcas das maclas, luz transmitida
paleoaluvião, Itapocú. Santa Catarina
     
     
 
detalhe da superfície dos grãos
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
 
detalhe da superfície dos grãos, luz transmitida
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
     
     
 
grão zonado
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
 
grão zonado, luz transmitida
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
     
     
 
grão zonado
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
 
grão zonado
rio Coxim, Mato Grosso do Sul
      Fonte: Geologo.com

HISTÓRICO DA PRODUÇÃO E EXPLORAÇÃO DE OURO NO BRASIL

HISTÓRICO DA PRODUÇÃO E EXPLORAÇÃO DE OURO NO BRASIL
O Brasil tem tradicionalmente ocupado uma posição de destaque na produção mundial de ouro. Durante o ciclo do ouro, entre 1700 e 1850, o Brasil foi o maior produtor mundial chegando a produzir 16 toneladas anuais provenientes principalmente de aluviões e outros depósitos superficiais explorados pelos bandeirantes na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Foi também nesta região que se instalou a primeira mina subterrânea do Brasil – Mina do Morro Velho – operada pela St John Del Rey Mining Co. Desde o inicio de sua operação em 1834, até hoje produziu 470 ton de ouro representando aproximadamente 25% da produção brasileira acumulada no mesmo período.

Fonte: DNPM

Foi somente a partir dos anos 1980, com a descoberta da jazida de Serra Pelada, que a produção brasileira saltou de cerca de 20 ton para mais de 100 ton anuais no final da década de 1980 (ver gráfico acima sobre o histórico de produção de ouro no Brasil desde 1700). Este crescimento foi fomentado pela forte tendência de aumento do preço do ouro no mundo que chegou a atingir mais de US$1000,00 a onça troy em 1980 (1 onça troy = 31,10 gramas).

Estima-se que a produção do ouro acumulada a partir de 1980, proveniente de garimpos e minas tenha atingido mais de 1.250 toneladas, o que representa mais da metade da produção histórica do país estimada em aproximadamente 2.000 ton. Nesse período o Brasil experimentou a maior taxa de crescimento (12%) na produção de ouro no mundo.

Este crescimento, no entanto, é atribuído exclusivamente ao aumento da produção garimpeira, principalmente na região amazônica, ao final da década de 1980 a produção oficial dos garimpos chegou a quase 90% da produção total (ver gráfico sobre Produção garimpo x empresas) a partir de 1988 esta produção começa a decair em decorrência da diminuição do preço do ouro , que passou a beirar U$300,00 a onça troy, e da exaustão das reservas superficiais onde o ouro encontra-se geralmente enriquecido e com granulação grosseira permitindo sua extração por métodos rudimentares.

Fonte: DNPM

Paralelamente, a partir do final da década de 1970, os investimentos em exploração do ouro por parte das empresas propiciaram um aumento progressivo na produção das minas que atualmente representam mais de 80% da produção brasileira a qual, nos últimos anos, tem variado em torno de 50 toneladas anuais. Esta produção de ouro representa cerca de 5% do Produto Mineral Bruto brasileiro colocando-o como o quinto que mais contribuiu atrás do Petróleo, Ferro, Gás e Brita. Apesar da posição privilegiada do ouro no cenário nacional, a posição do Brasil como produtor mundial tem declinado passando de 5° lugar em 1985 para 10° em 1997, e chegando a 13º em 2016.
Fonte: CPRM