quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Japão Extrai Minério a 1.600 Metros de Profundidade do Mar

Japão Extrai Minério a 1.600 Metros de Profundidade do Mar



clip_image002A agência Kyodo distribuiu a notícia publicada no Japan Today que a estatal japonesa Jogmec conseguiu extrair minérios a 1.600 metros de profundidade do mar, próximo a Okinawa. Esta agência japonesa já operou no Brasil na região que apresenta uma elevação no Oceano Atlântico, em direção à África que apresenta elevada potencialidade.
Foto do equipamento da Jogmec que está operando a 1.600 de profundidade no mar, na proximidade de Okinawa

A notícia foi fornecida pelo Ministério de Economia, Comércio e Indústria do governo japonês e a Japan Oil, Gas and Metals National Corp. japonesa. O trabalho decorre da descoberta recente de depósitos na costa de Okinawa. O governo japonês acredita que a quantidade de zinco corresponde à demanda anual deste minério do Japão. Esta extração suga o minério trazendo-o até a superfície do mar.
Seis depósitos de minério foram localizados nos três últimos anos, dentro dos limites marítimos do Japão na região e estes depósitos incluem ouro, cobre e chumbo. A sua exploração comercial está prevista em torno de meados de 2020 e os recursos necessários estão no orçamento fiscal de 2018, inclusive o cronograma da avaliação econômica.
O Japão depende hoje fortemente da importação destes minérios e as previsões é que poderá se tornar um país exportador, se confirmado os dimensionamentos destes depósitos. Estes depósitos são conhecidos como minerais hidrotermais e foram lançados das rochas terrestres junto com os magmas no passado geológico.
As pesquisas nas elevações do Oceano Atlântico foram iniciadas por um acordo do governo japonês com o brasileiro, apresentando potencialidades até para minerais estratégicos como as terras raras, além de matérias-primas para fertilizantes, em profundidades razoáveis, que apresentam possibilidades de boas viabilidades econômicas.

Fonte: geólogo.com

Pesquisas Científicas Indicam o Consumo de Peixe

Pesquisas Científicas Indicam o Consumo de Peixe



Muitos estudos científicos vêm recomendando o uso de peixe para combater problemas de saúde e agora o National Cancer Center do Japão anuncia que pesquisas indicam que o consumo de peixe em quantidades limitadas ajuda a combater as tendências à depressão.
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Fotos de sardinhas e cavalas

As disseminações de informações científicas que peixes contendo Omega 3 são saudáveis para a saúde humana vêm ajudando no aumento do seu consumo em todo o mundo. Um artigo publicado por Hiromi Minami no The Asahi Shimbun informa que pesquisas efetuadas no National Cancer Center do Japão e publicado no Transionational Psychiatry da revista científica Nature, de alta credibilidade informa que os pesquisadores rastrearam 1.181 homens e mulheres na Prefeitura de Nagano no Japão, com idade de 40 a 59 anos, trabalho que começou em 1990. Seus consumos eram de 110 gramas ou mais e os deixaram menos sujeitos à depressão.
Isto se devia à presença do ácido eicosapentaenoico (EPA), que prevalece nos peixes de tom azul, como sardinha e cavala. A pesquisa mostrou que não se trata de consumo maior, pois o grupo foi dividido com dosagens maiores de consumo. Também se trata da redução da depressão e não de sua eliminação.
Também não se recomenda o consumo de peixe frito que aumenta o Omega 6 das frituras que neutraliza o benefício do consumo do EPA. O consumo do peixe tende a elevar o consumo de vegetais, o que é recomendável.
A pesquisa efetuada fornece outros detalhes, mostrando que existem algumas detectadas pelos grupos em que foram divididos, o que recomenda que estes dados sejam utilizados com as recomendações dos especialistas. Também deve ser observado que o aumento do consumo destes peixes está provocando problemas de sua pesca natural, havendo a necessidade de se estudar a possibilidade de sua criação, que por sua vez exige também outros cuidados.

Fonte: Nature

Exploração Mineral no Alto Rio Grande

Exploração Mineral no Alto Rio Grande



Os esforços que estão sendo efetuados pelo Brasil para a exploração racional da região chamada de Alto Rio Grande. Ela apresenta uma baixa profundidade de menos de mil metros, mesmo se afastando mais de 1.500 quilômetros da costa brasileira, portanto em mares internacionais.
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Mapa constante do artigo publicado na Folha de S.Paulo

Os primeiros dados foram coletados por pesquisas efetuadas pelo Brasil junto com os japoneses, utilizando submergíveis do Japão com capacidade de colher algumas amostras de minerais. As informações apresentam potencialidades, conforme consta do artigo de Bruno Villas Bôas e publicado na Folha de S.Paulo, notadamente em cobalto, níquel, platina e manganês. Existem suspeitas de que matérias-primas para fertilizantes também sejam abundantes na região, o que seria estratégico para o Brasil, pois necessita dos mesmos, principalmente na proximidade do litoral.
É provável que no passado geológico, há mais de 225 milhões de anos, o Continente Sul-americano estava ligado à África, da qual se separou. Existem áreas no Atlântico que possuem baixa profundidade, mesmo quando afastados em mais de 1.500 quilômetros, localizando-se em áreas internacionais.
As pesquisas vêm sendo feitas pela CPRM – Companhia de Pesquisas Minerais, do governo brasileiro. Foram obtidas autorizações da ONU por intermédio das Autoridades Internacionais dos Fundos Marinhos para o Brasil continuar suas pesquisas por mais 15 anos.
Nos primeiros cinco anos, o Brasil pesquisará sobre a biodiversidade da região. Nos anos seguintes, a área será dividida em 150 blocos de 20 quilômetros quadrados, identificando os mais promissores. Não existem muitas pesquisas no mundo sobre as explorações minerais, salvo do petróleo e gás.
Além da biodiversidade brasileira e abundância de recursos minerais, o Brasil poderá contar com alguns pontos estratégicos nas proximidades das áreas que apresentam suas demandas, concentradas no litoral. São informações promissoras para a economia brasileira, notadamente em médio e longo prazos.

Fonte: Minérios

Minas Gerais Ampliando Pesquisas na Área Mineral

Minas Gerais Ampliando Pesquisas na Área Mineral


O Estado de Minas Gerais sempre foi importante na produção de minérios, sendo que, além dos de ferro, os de alto valor como o ouro e o nióbio já vêm abastecendo o pequeno mercado interno e sendo voltado para a exportação em grande volume. Agora se pesquisam os voltados à alta tecnologia como o grafeno e terras raras necessárias para semicondutores e processadores de microeletrônica, baterias de última geração, telas superfinas sensíveis aos toques e aços de ligas especiais, entre muitas outras aplicações.
O projeto mais ambicioso é o do MG Grafeno para a produção, ainda em escala piloto, de grafeno a partir do grafite natural, onde o Estado teria uma das maiores reservas de alta qualidade no mundo. É ainda um projeto modesto quando considerada a escala mundial. Enquanto o grafite é comercializado a cerca de US$ 1.000 a tonelada no mercado internacional, o grafeno chega a 500 vezes mais e, dependendo da aplicação, um grama chega a US$ 1.000, segundo o artigo.
O grafeno é um nanomateiral, formado a partir de átomos de carbono, dispostos em forma hexagonal, com características e aplicações múltiplas. É material leve, resistente, ultrarresistente, transparente e impermeável, bom condutor de eletricidade e calor, que já vem sendo pesquisado em muitos lugares do mundo há alguns anos. A literatura internacional já conta com muitas informações sobre este relativamente novo produto.
É um material bidimensional, com alto poder de recobrimento, aplicado também com tintas e vernizes com propriedade anticorrosiva, podendo ser aplicado na dessalinização da água do mar, entre outras muitas aplicações. Os ingleses e russos iniciaram suas pesquisas pioneiras.
A iniciativa em Minas Gerais está sendo feita em parceria com a Codemig – Companhia de Desenvolvimento do Estado, com a Universidade Federal de Minas Gerais e o CDTN – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. O objetivo é obter uma cadeia de produção ligada ao grafeno. Estima-se que das reservas mundiais que chegam a mais de 130 milhões de toneladas, cerca de 60 milhões estejam no Brasil. Seria uma área que deveria ser altamente prioritária no país.
Todos sabem que o nióbio fica em Araxá, sendo explorada e quase totalmente exportada pela CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que chega a 75% da produção mundial. Também as terras raras, cuja produção se concentra quase como monopólio na China, apresentam potencialidades em Minas Gerais.
Os investimentos brasileiros nestas áreas deveriam ser mais agressivos, procurando adicionar valor em muitos produtos industriais de alta tecnologia.
Fonte: Asia Comentada

Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia

Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia


Folhas caídas no outono viram alta tecnologia para eletrônica e energia
Depois que caem secas no outono, as folhas viram um material de alta tecnologia com largas aplicações na eletrônica e no armazenamento de energia. [Imagem: US National Park Service]

Da biomassa à eletrônica
As estradas do norte da China estão cercadas por árvores kiri, ou paulônia imperial, que são decíduas, ou seja, perdem as folhas no outono. Essas folhas geralmente são aproveitadas pela população, que as queima na estação mais fria.
Hongfang Ma, da Universidade Qilu de Tecnologia, estava pesquisando essas folhas em busca de novas formas de converter a biomassa em materiais de carbono porosos que pudessem ser usados para o armazenamento de energia - em eletrodos de baterias, por exemplo.
Nessa busca, ele desenvolveu um método para converter a massa de resíduos orgânicos em um material de carbono poroso que pode ser usado para produzir equipamentos eletrônicos de alta tecnologia - e justamente para armazenar energia.
Supercapacitor de carbono
Ma usou um processo de várias etapas, mas bastante simples, para converter as folhas caídas das árvores em uma forma de carbono que pode ser incorporada nos eletrodos como materiais ativos.
As folhas secas foram primeiro moídas e a massa resultante foi aquecida a 220º C por 12 horas. Isso produziu um pó composto de pequenas microesferas de carbono. Essas microesferas foram então tratadas com uma solução de hidróxido de potássio e aquecidas por aumentos graduais da temperatura em uma série de saltos, de 450 a 800º C.
O tratamento químico corrói a superfície das microesferas de carbono, tornando-as extremamente porosas. O produto final, um pó de carbono preto, tem uma área superficial muito alta graças a esses poros minúsculos. E essa superfície proporciona ao produto propriedades elétricas extraordinárias.
As curvas de corrente-tensão do material mostraram que a substância poderia ser usada para construir um capacitor excelente. Testes posteriores mostram que, na verdade, o material produz supercapacitores, com capacitâncias específicas de 367 Farads por grama - isto é mais de três vezes mais do que a capacitância dos supercapacitores de grafeno.
Materiais supercapacitivos
Os capacitores são componentes elétricos presentes em toda a eletrônica, armazenando energia entre dois condutores separados um do outro por um isolante. Já os supercapacitores geralmente podem armazenar de 10 a 100 vezes mais energia do que um capacitor comum e podem carregar e descarregar muito mais rapidamente do que uma bateria recarregável típica.
Por isso, materiais supercapacitivos são altamente promissores para uma grande variedade de aplicações de armazenamento de energia, dos computadores aos veículos híbridos e elétricos.
O professor Ma e seus colegas pretendem a seguir melhorar ainda mais as propriedades eletroquímicas do material poroso de carbono, otimizando o processo de preparação e permitindo a dopagem do material, ou seja, a modificação de suas propriedades para aplicações específicas mediante a adição de pequenas quantidades de outros elementos, como se faz com os demais materiais utilizados na eletrônica.
Site Inovação Tecnológica