quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Minas Gerais Ampliando Pesquisas na Área Mineral

Minas Gerais Ampliando Pesquisas na Área Mineral


O Estado de Minas Gerais sempre foi importante na produção de minérios, sendo que, além dos de ferro, os de alto valor como o ouro e o nióbio já vêm abastecendo o pequeno mercado interno e sendo voltado para a exportação em grande volume. Agora se pesquisam os voltados à alta tecnologia como o grafeno e terras raras necessárias para semicondutores e processadores de microeletrônica, baterias de última geração, telas superfinas sensíveis aos toques e aços de ligas especiais, entre muitas outras aplicações.
O projeto mais ambicioso é o do MG Grafeno para a produção, ainda em escala piloto, de grafeno a partir do grafite natural, onde o Estado teria uma das maiores reservas de alta qualidade no mundo. É ainda um projeto modesto quando considerada a escala mundial. Enquanto o grafite é comercializado a cerca de US$ 1.000 a tonelada no mercado internacional, o grafeno chega a 500 vezes mais e, dependendo da aplicação, um grama chega a US$ 1.000, segundo o artigo.
O grafeno é um nanomateiral, formado a partir de átomos de carbono, dispostos em forma hexagonal, com características e aplicações múltiplas. É material leve, resistente, ultrarresistente, transparente e impermeável, bom condutor de eletricidade e calor, que já vem sendo pesquisado em muitos lugares do mundo há alguns anos. A literatura internacional já conta com muitas informações sobre este relativamente novo produto.
É um material bidimensional, com alto poder de recobrimento, aplicado também com tintas e vernizes com propriedade anticorrosiva, podendo ser aplicado na dessalinização da água do mar, entre outras muitas aplicações. Os ingleses e russos iniciaram suas pesquisas pioneiras.
A iniciativa em Minas Gerais está sendo feita em parceria com a Codemig – Companhia de Desenvolvimento do Estado, com a Universidade Federal de Minas Gerais e o CDTN – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. O objetivo é obter uma cadeia de produção ligada ao grafeno. Estima-se que das reservas mundiais que chegam a mais de 130 milhões de toneladas, cerca de 60 milhões estejam no Brasil. Seria uma área que deveria ser altamente prioritária no país.
Todos sabem que o nióbio fica em Araxá, sendo explorada e quase totalmente exportada pela CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que chega a 75% da produção mundial. Também as terras raras, cuja produção se concentra quase como monopólio na China, apresentam potencialidades em Minas Gerais.
Os investimentos brasileiros nestas áreas deveriam ser mais agressivos, procurando adicionar valor em muitos produtos industriais de alta tecnologia.
Fonte: Asia Comentada

Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia

Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia


Folhas caídas no outono viram alta tecnologia para eletrônica e energia
Depois que caem secas no outono, as folhas viram um material de alta tecnologia com largas aplicações na eletrônica e no armazenamento de energia. [Imagem: US National Park Service]

Da biomassa à eletrônica
As estradas do norte da China estão cercadas por árvores kiri, ou paulônia imperial, que são decíduas, ou seja, perdem as folhas no outono. Essas folhas geralmente são aproveitadas pela população, que as queima na estação mais fria.
Hongfang Ma, da Universidade Qilu de Tecnologia, estava pesquisando essas folhas em busca de novas formas de converter a biomassa em materiais de carbono porosos que pudessem ser usados para o armazenamento de energia - em eletrodos de baterias, por exemplo.
Nessa busca, ele desenvolveu um método para converter a massa de resíduos orgânicos em um material de carbono poroso que pode ser usado para produzir equipamentos eletrônicos de alta tecnologia - e justamente para armazenar energia.
Supercapacitor de carbono
Ma usou um processo de várias etapas, mas bastante simples, para converter as folhas caídas das árvores em uma forma de carbono que pode ser incorporada nos eletrodos como materiais ativos.
As folhas secas foram primeiro moídas e a massa resultante foi aquecida a 220º C por 12 horas. Isso produziu um pó composto de pequenas microesferas de carbono. Essas microesferas foram então tratadas com uma solução de hidróxido de potássio e aquecidas por aumentos graduais da temperatura em uma série de saltos, de 450 a 800º C.
O tratamento químico corrói a superfície das microesferas de carbono, tornando-as extremamente porosas. O produto final, um pó de carbono preto, tem uma área superficial muito alta graças a esses poros minúsculos. E essa superfície proporciona ao produto propriedades elétricas extraordinárias.
As curvas de corrente-tensão do material mostraram que a substância poderia ser usada para construir um capacitor excelente. Testes posteriores mostram que, na verdade, o material produz supercapacitores, com capacitâncias específicas de 367 Farads por grama - isto é mais de três vezes mais do que a capacitância dos supercapacitores de grafeno.
Materiais supercapacitivos
Os capacitores são componentes elétricos presentes em toda a eletrônica, armazenando energia entre dois condutores separados um do outro por um isolante. Já os supercapacitores geralmente podem armazenar de 10 a 100 vezes mais energia do que um capacitor comum e podem carregar e descarregar muito mais rapidamente do que uma bateria recarregável típica.
Por isso, materiais supercapacitivos são altamente promissores para uma grande variedade de aplicações de armazenamento de energia, dos computadores aos veículos híbridos e elétricos.
O professor Ma e seus colegas pretendem a seguir melhorar ainda mais as propriedades eletroquímicas do material poroso de carbono, otimizando o processo de preparação e permitindo a dopagem do material, ou seja, a modificação de suas propriedades para aplicações específicas mediante a adição de pequenas quantidades de outros elementos, como se faz com os demais materiais utilizados na eletrônica.
Site Inovação Tecnológica 


Descoberto alumínio que flutua na água

Descoberto alumínio que flutua na água


Descoberto alumínio ultraleve, que flutua na água
Estrutura cristalina supertetraédrica do alumínio de baixa densidade, que deverá flutuar na água. [Imagem: Iliya Getmanskii/Southern Federal University (Rússia)]

Alumínio de baixa densidade
Se você deixar qualquer objeto de alumínio cair em uma vasilha cheia de água, o objeto vai afundar porque o alumínio é mais denso do que a água.
Mas essa forma normal do alumínio que conhecemos não é a única possível.
Em 2011, pesquisadores australianos produziram um alumínio superdenso, que já existe naturalmente nas profundezas de alta pressão dos planetas.
Agora, uma equipe russa demonstrou que o inverso também é possível: eles demonstraram a possibilidade de fabricação de um alumínio ultraleve - tão leve que qualquer objeto feito desse alumínio irá flutuar na água.
Alumínio que boia
Iliya Getmanskii e seus colegas descobriram o alumínio superdenso manipulando o elemento em nível molecular por meio de simulações computadorizadas. Eles começaram com a rede cristalina do diamante e foram substituindo cada átomo de carbono por um tetraedro de alumínio até obter uma estrutura estável.
Os cálculos confirmam que essa estrutura do alumínio é uma forma inédita, metaestável e muito leve de alumínio cristalino. E, para surpresa de todos, o alumínio com essa estrutura atômica terá uma densidade de apenas 0,61 grama por centímetro cúbico, em contraste com a densidade do alumínio comum, que é de 2,7 gramas por centímetro cúbico.
"Isso significa que a nova forma cristalizada flutuará na água, que tem uma densidade de um grama por centímetro cúbico," explicou o professor Alexander Boldyrev, atualmente na Universidade do Estado de Utah, nos EUA.
Inventando novos materiais
Se o alumínio comum já faz sucesso na indústria pela sua leveza e maleabilidade, um alumínio superleve deverá abrir um novo campo de aplicações para esse metal.
"Aplicações espaciais, medicina, transmissão de energia e peças automotivas mais leves e mais eficientes em termos de combustível são algumas aplicações que vêm à mente," disse Boldyrev. "Claro, é muito cedo para especular sobre como esse material poderá ser usado. Existem muitas incógnitas. Por exemplo, não sabemos nada sobre sua resistência."
Por outro lado, essa descoberta inovadora representa uma nova maneira de desenvolver novos materiais com propriedades inusitadas.
"Um aspecto surpreendente desta pesquisa é a abordagem: usar uma estrutura conhecida para projetar um novo material. Esta abordagem abre o caminho para futuras descobertas," disse Boldyrev.

Site Inovação Tecnológica 

Ouro fecha em baixa em NY com dólar mais fraco e perspectiva de alta de juro


O contrato futuro de ouro fechou em baixa nesta quinta-feira, 5, reagindo a um dólar mais forte e a uma maior perspectiva de uma nova elevação nas taxas de juros nos Estados Unidos.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro recuou 0,28%, a US$ 1.273,20 por libra-peso.

Os preços do ouro estão no caminho para a quarta semana consecutiva de perdas, tendo recuado mais de 5% desde que atingiram seu nível mais alto em mais de um ano, no início de setembro, em grande parte devido ao renovado compromisso do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de elevar as taxas de juros pela terceira vez neste ano. De acordo com os contratos dos Fed funds, compilados pelo CME Group, as chances de um aperto monetário em dezembro passaram de 77,5% ontem para 85,5% nesta tarde.

Nesta quinta-feira, o presidente da distrital de San Francisco do Fed, John Williams, expressou confiança de que a inflação irá subir para a meta de 2% do banco central, garantindo aumentos graduais nos juros. Como a inflação permanece abaixo do alvo neste ano, alguns investidores estavam antecipando que o banco central poderia ser mais cauteloso em seu ritmo de aperto monetário, o que elevou a perspectiva dos preços do ouro, com o metal também sendo impulsionado por tensões geopolíticas renovadas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

“O ouro reagiu aos comentários de dirigentes do Fed recentemente, mas não posso deixar de pensar até certo ponto que uma nova elevação nos juros já está precificada”, disse o analista de metais preciosos do HSBC James Steel.

Além disso, o dólar mais forte em relação ao euro ajuda a pressionar o ouro, já que o metal é cotado na moeda americana e tende a perder força quando o dólar sobe porque seus preços ficam mais caros para investidores que operam em outras divisas. Nesta quinta-feira, o euro voltou a ser atingido pela tensão política na Espanha entre o governo central de Madri e o governo regional da Catalunha. Fonte: Dow Jones Newswires

Fonte:  Estadão

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA
Manifestação de imigrantes e apoiadores do programa Daca, em Washington DC, em 5 de setembro de 2017 - AFP
“Amamos os ‘dreamers'”, disse Donald Trump no mês passado. Cinco dias depois dessa frase, anunciou que esses jovens que chegaram aos Estados Unidos sem documentos quando eram crianças teriam tempo somente até quinta-feira para renovar pela última vez os seus papéis.
Cruel. Absurda. Inviável. Insensata. Assim descrevem vários jovens imigrantes e ativistas a decisão do governo, que deixa dezenas de milhares à mercê das autoridades migratórias.
María Valdez tem 30 anos e chegou aos Estados Unidos vinda do Paraguai aos seis anos. Cresceu e viveu toda a vida em Nova York, onde trabalha como professora em uma escola de cosmetologia.
As lágrimas rolam no rosto desta jovem mãe nos escritórios do Make the Road New York (MRNY), no bairro do Queens, uma organização que defende imigrantes latinos e onde chegou um dia antes da data limite com sua mãe para procurar informação.
Seu pior medo: ser deportada e separada do seu filho de três anos.
“Estudei aqui a minha vida toda, trabalho aqui, tenho a minha licença para dirigir aqui, tenho um filho aqui. Sinto que esse é o meu país”, diz em espanhol, com a voz entrecortada, à AFP. “Minha vida é aqui”.
Mas seus documentos vencem em 9 de agosto de 2018, razão pela qual não poderá renová-los agora por mais dois anos. E se o Congresso não aprovar antes dessa data uma lei que a proteja da deportação, ficará sem documentos a partir de 10 de agosto.
Mas o Congresso poderá aprovar em meses o que não foi feito em uma década? Há mais de 15 anos que um projeto de lei para oferecer a esses jovens uma solução cai no Congresso.
– Eliminação gradual –
O governo Trump anunciou há exatamente um mês que em 6 de março de 2018 começará a eliminar gradualmente o programa Daca, aprovado em 2012 pelo então presidente Barack Obama, que permite atualmente a quase 700.000 jovens “dreamers” como María Valdez viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos por um prazo de dois anos, renováveis.
O governo detalhou que os jovens cujo Daca expire entre 5 de setembro de 2017 e 5 de março de 2018 – um total de 154.000 pessoas – poderão renová-lo apenas uma vez por dois anos se apresentarem os documentos necessários antes desta quinta-feira, 5 de outubro.
O Serviço de Cidadania e Imigração já recebeu 106.000 pedidos de renovação de jovens deste grupo. Mas dezenas de milhares não puderam renovar a tempo por diversas razões: nem todos podem pagar os 495 dólares que custa a renovação do Daca; não sabem o que é necessário para o trâmite; ou não encontraram todos os documentos necessários em um prazo tão curto.
“Os jovens estão preocupados primeiro com os impactos imediatos: perder seus empregos, como farão para renovar seus contratos de aluguel sem os documentos, como irão manter seus filhos”, diz a advogada Yasmine Farhang, do MRNY, em seu pequeno escritório onde atende imigrantes.
“Algumas pessoas com Daca são as únicas de sua família com documentos, e sustentam os demais”, explica.
Organizações e 16 procuradores-gerais de vários estados democratas como Nova York apresentaram uma ação contra a decisão de Trump, pois asseguram que é racista contra os mexicanos e latinos, maiores beneficiários do Daca, e, portanto, é inconstitucional.
– “Um caos” –
“Ninguém estava preparado para isso. Semeou o caos pelo país. A data de 5 de outubro é arbitrária e cruel”, denunciou em uma recente videoconferência Erendira Rendon, uma jovem “dreamer” de 32 anos que chegou aos Estados Unidos saída do México aos quatro anos, e que hoje mora em Chicago e trabalha na organização comunitária The Resurrection Project.
Inúmeros doadores desembolsaram milhões de dólares para ajudar jovens de baixa renda com as tarifas de renovação. Organizações de imigrantes de todo o país se mobilizaram com oficinas, clínicas e conferências para ajudar milhares de pessoas com os trâmites.
Um juiz federal do Brooklyn a cargo de duas ações que buscam prorrogar o Daca assegurou na semana passada que a decisão do governo de não estender o prazo de 5 de outubro é “cruel”. “Francamente, isso é inaceitável para mim como ser humano nos Estados Unidos”, sustentou o juiz Nicholas Garaufis.
Fonte: AFP