quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Centro de Operações Integradas da Vale: repercussão, desafios e futuro

Centro de Operações Integradas da Vale: repercussão, desafios e futuro


Um centro capaz de visualizar e integrar toda a cadeia de valor de minério de ferro da Vale. A construção do Centro Global de Operações Integradas (COI) é um grande sonho realizado pela Vale. O empreendimento foi inaugurado no dia 20 de setembro, na Mina de Águas Claras, em Minas Gerais.
Participante na implantação do projeto desde seu início, o gerente de Planejamento Integrado de Ferrosos, Túlio Weber, conta que atualmente é necessário muita agilidade na busca pelo ótimo global.
“É por meio de uma mudança na forma de trabalhar, revisitando os processos e a governança, buscando uma maior integração e rápido alinhamento entre as equipes envolvidas, que alcançaremos os melhores resultados para a nossa empresa”, afirma o gerente.

Como surgiu a iniciativa?

O COI Global surgiu de maneira discreta, no último trimestre de 2015, com um grupo pequeno à frente das pesquisas conceituais e tecnológicas. Se a distância era um fator que tornava a interação entre áreas operacionais e estratégicas um verdadeiro desafio, o COI veio para transformar esse cenário.
Segundo Tulio, agora as equipes da operação terão uma visão completa da cadeia de valor do minério de ferro da Vale e um maior poder de reação diante da volatilidade do mercado, em função da integração de cada corredor. Dessa forma, os empregados ficarão mais próximos do objeto central de decisões, compartilhando problemas, soluções e inovações.

Quais serão os próximos passos?

As oportunidades de ganhos também são salientadas pelo diretor da Cadeia de Valor de Ferrosos, Vagner Loyola. “O COI é uma das grandes alavancas que temos para garantir nossa competitividade e o sucesso da Vale ao longo dos anos”, pontua.
Ainda há duas fases previstas para os próximos anos. Uma delas é a implementação de COIs por Corredores e a outra será o Centro de Excelência. “Na primeira, esses COIs farão a programação do dia a dia e o controle mina-ferrovia-porto para o Sistema Norte, Sul e Sudeste. O objetivo é que eles trabalhem de modo a garantir a ótima performance e o atingimento do programa mensal para cada um dos sistemas produtivos”, explica.
“Já o Centro de Excelência reunirá especialistas em cada um dos processos críticos e dos nossos ativos nas etapas de mineração, beneficiamento, pelotização, ferrovia e porto. Esses especialistas vão monitorar a performance dos ativos ao longo de cada etapa da cadeia e trabalhar de modo a ajudar as equipes das operações a melhorar a produtividade e eficiência dos ativos. Com isso, a iniciativa vai otimizar ainda mais os resultados”, acrescenta Vagner.
 Fonte:Vale

Produtora de alumínio alerta para falta de bauxita no Brasil

Produtora de alumínio alerta para falta de bauxita no Brasil


A produtora de metais norueguesa Norsk Hydro alertou consumidores nesta segunda-feira sobre uma escassez de suprimento de bauxita do Brasil, matéria-prima utilizada na produção do alumínio. A mina de bauxita da Mineração Rio do Norte (MRN), na qual a Hydro possui 5 por cento de participação e extrai um total de 45 por cento do material, está enfrentando problemas em seus sistemas de rejeitos devido à falta de água causada pelo tempo seco.
“A Hydro emitiu uma notificação de força maior para seus clientes de bauxita, uma vez que a Hydro não vai receber os volumes totais contratados”, disse a companhia em nota. A Vale é dona de 40 por cento da MRN. A companhia brasileira tentou sem sucesso vender no passado sua participação na MRN para a Norsk Hydro. Os problemas de produção devem durar até o quarto trimestre do ano, podendo se alongar até o primeiro trimestre de 2018, disse um porta-voz da companhia.
“Nós vamos fazer o que pudermos para minimizar o impacto para os clientes”, disse o porta-voz. A falta de produção é principalmente de bauxita seca para o mercado de exportações, e isso não deve afetar a produção da refinaria de alumina da Hydro, Alunorte, disse a companhia. A Alunorte transforma bauxita em alumina, que então é transformada em alumínio em enormes fundições. A produção de bauxita da MRN em 2017 deverá cair em 2 milhões de toneladas ante o nível anteriormente esperado, de 17 milhões a 17,5 milhões de toneladas, para 15 milhões a 15,5 milhões, disse a Hydro.
A mina, uma das maiores do mundo, foi desenvolvida para a extração de cerca de 18 milhões de toneladas de bauxita por ano. O Brasil é o terceiro maior produtor de bauxita, atrás da Austrália e da China, segundo o serviço de pesquisa geológica dos Estados Unidos.
Fonte: Exame

Japão Extrai Minério a 1.600 Metros de Profundidade do Mar

Japão Extrai Minério a 1.600 Metros de Profundidade do Mar



clip_image002A agência Kyodo distribuiu a notícia publicada no Japan Today que a estatal japonesa Jogmec conseguiu extrair minérios a 1.600 metros de profundidade do mar, próximo a Okinawa. Esta agência japonesa já operou no Brasil na região que apresenta uma elevação no Oceano Atlântico, em direção à África que apresenta elevada potencialidade.
Foto do equipamento da Jogmec que está operando a 1.600 de profundidade no mar, na proximidade de Okinawa

A notícia foi fornecida pelo Ministério de Economia, Comércio e Indústria do governo japonês e a Japan Oil, Gas and Metals National Corp. japonesa. O trabalho decorre da descoberta recente de depósitos na costa de Okinawa. O governo japonês acredita que a quantidade de zinco corresponde à demanda anual deste minério do Japão. Esta extração suga o minério trazendo-o até a superfície do mar.
Seis depósitos de minério foram localizados nos três últimos anos, dentro dos limites marítimos do Japão na região e estes depósitos incluem ouro, cobre e chumbo. A sua exploração comercial está prevista em torno de meados de 2020 e os recursos necessários estão no orçamento fiscal de 2018, inclusive o cronograma da avaliação econômica.
O Japão depende hoje fortemente da importação destes minérios e as previsões é que poderá se tornar um país exportador, se confirmado os dimensionamentos destes depósitos. Estes depósitos são conhecidos como minerais hidrotermais e foram lançados das rochas terrestres junto com os magmas no passado geológico.
As pesquisas nas elevações do Oceano Atlântico foram iniciadas por um acordo do governo japonês com o brasileiro, apresentando potencialidades até para minerais estratégicos como as terras raras, além de matérias-primas para fertilizantes, em profundidades razoáveis, que apresentam possibilidades de boas viabilidades econômicas.

Fonte: geólogo.com

Pesquisas Científicas Indicam o Consumo de Peixe

Pesquisas Científicas Indicam o Consumo de Peixe



Muitos estudos científicos vêm recomendando o uso de peixe para combater problemas de saúde e agora o National Cancer Center do Japão anuncia que pesquisas indicam que o consumo de peixe em quantidades limitadas ajuda a combater as tendências à depressão.
clip_image002clip_image004
Fotos de sardinhas e cavalas

As disseminações de informações científicas que peixes contendo Omega 3 são saudáveis para a saúde humana vêm ajudando no aumento do seu consumo em todo o mundo. Um artigo publicado por Hiromi Minami no The Asahi Shimbun informa que pesquisas efetuadas no National Cancer Center do Japão e publicado no Transionational Psychiatry da revista científica Nature, de alta credibilidade informa que os pesquisadores rastrearam 1.181 homens e mulheres na Prefeitura de Nagano no Japão, com idade de 40 a 59 anos, trabalho que começou em 1990. Seus consumos eram de 110 gramas ou mais e os deixaram menos sujeitos à depressão.
Isto se devia à presença do ácido eicosapentaenoico (EPA), que prevalece nos peixes de tom azul, como sardinha e cavala. A pesquisa mostrou que não se trata de consumo maior, pois o grupo foi dividido com dosagens maiores de consumo. Também se trata da redução da depressão e não de sua eliminação.
Também não se recomenda o consumo de peixe frito que aumenta o Omega 6 das frituras que neutraliza o benefício do consumo do EPA. O consumo do peixe tende a elevar o consumo de vegetais, o que é recomendável.
A pesquisa efetuada fornece outros detalhes, mostrando que existem algumas detectadas pelos grupos em que foram divididos, o que recomenda que estes dados sejam utilizados com as recomendações dos especialistas. Também deve ser observado que o aumento do consumo destes peixes está provocando problemas de sua pesca natural, havendo a necessidade de se estudar a possibilidade de sua criação, que por sua vez exige também outros cuidados.

Fonte: Nature

Exploração Mineral no Alto Rio Grande

Exploração Mineral no Alto Rio Grande



Os esforços que estão sendo efetuados pelo Brasil para a exploração racional da região chamada de Alto Rio Grande. Ela apresenta uma baixa profundidade de menos de mil metros, mesmo se afastando mais de 1.500 quilômetros da costa brasileira, portanto em mares internacionais.
clip_image002
Mapa constante do artigo publicado na Folha de S.Paulo

Os primeiros dados foram coletados por pesquisas efetuadas pelo Brasil junto com os japoneses, utilizando submergíveis do Japão com capacidade de colher algumas amostras de minerais. As informações apresentam potencialidades, conforme consta do artigo de Bruno Villas Bôas e publicado na Folha de S.Paulo, notadamente em cobalto, níquel, platina e manganês. Existem suspeitas de que matérias-primas para fertilizantes também sejam abundantes na região, o que seria estratégico para o Brasil, pois necessita dos mesmos, principalmente na proximidade do litoral.
É provável que no passado geológico, há mais de 225 milhões de anos, o Continente Sul-americano estava ligado à África, da qual se separou. Existem áreas no Atlântico que possuem baixa profundidade, mesmo quando afastados em mais de 1.500 quilômetros, localizando-se em áreas internacionais.
As pesquisas vêm sendo feitas pela CPRM – Companhia de Pesquisas Minerais, do governo brasileiro. Foram obtidas autorizações da ONU por intermédio das Autoridades Internacionais dos Fundos Marinhos para o Brasil continuar suas pesquisas por mais 15 anos.
Nos primeiros cinco anos, o Brasil pesquisará sobre a biodiversidade da região. Nos anos seguintes, a área será dividida em 150 blocos de 20 quilômetros quadrados, identificando os mais promissores. Não existem muitas pesquisas no mundo sobre as explorações minerais, salvo do petróleo e gás.
Além da biodiversidade brasileira e abundância de recursos minerais, o Brasil poderá contar com alguns pontos estratégicos nas proximidades das áreas que apresentam suas demandas, concentradas no litoral. São informações promissoras para a economia brasileira, notadamente em médio e longo prazos.

Fonte: Minérios