terça-feira, 17 de outubro de 2017

CNI quer estimular investimentos dos Emirados Árabes no Brasil

CNI quer estimular investimentos dos Emirados Árabes no Brasil

O cenário econômico positivo, com a inflação em baixa e a previsão de crescimento econômico do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7% apontam para um cenário positivo para investimentos no país. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, para quem o momento é favorável a investimentos dos Emirados Árabes no Brasil.
“A inflação e os juros brasileiros estão em trajetória de queda, criando um ambiente oportuno para novos investimentos, sobretudo na produção e na comercialização de bens e serviços”, disse hoje (17) Andrade, ao participar, em Abu Dhabi, do 1º Encontro Brasil-Emirados Árabes Unidos. “há uma grande quantidade de recursos disponíveis na economia mundial e as commodities estão com preços elevados. Por outro, há indicadores de que a recessão está ficando para trás e a economia vai retomar a trajetória positiva”, acrescentou.
O cenário econômico brasileiro aponta para uma estimativa de inflação em 3,2%, próxima do limite inferior da meta. Já a taxa básica de juros (Selic) chegará em dezembro a 7% ao ano. No seminário, realizado em parceria com a Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes, foram apresentadas oportunidades de negócios bilaterais e traçado um panorama do atual cenário econômico.
A CNI defende uma agenda internacional para a indústria, que inclui a melhoria no ambiente de negócios no Brasil, a defesa de acordos destinados a evitar a dupla tributação e para facilitar o aumento dos investimentos no país. “Os investidores aqui presentes, assim como os governos dos dois países, podem contar com o apoio da CNI para negociar e concluir esses acordos fundamentais para as nossas relações bilaterais”,  disse Andrade.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, disse que o empresariado árabe ainda desconhece as potencialidades de investimento no Brasil. “Tivemos aqui representantes muito importantes dos Emirados Árabes, são empresários que realmente anseiam por conhecer o Brasil, que ainda é desconhecido para eles”, disse Abijaodi. “Nós realmente precisamos sair do Brasil e vir trazer uma mensagem de que o país tem potencial, oferece condições para um bom investimento e tem oportunidades tanto para projetos pequenos como para grandes projetos de investimento, como as concessões e privatizações”.
Para o diretor de escritórios internacionais da Câmara de Comércio de Dubai, Omar Khan, o encontro favorece o contato direto entre o empresariado dos dois países, o que ajuda o ambiente de negócios. “O encontro foi um excelente começo, e nós precisamos continuar a estreitar essa relação entre o Brasil e os Emirados Árabes”, afirmou.
Fonte: Exame

Investidor poderá entrar no IPO da BR com R$ 200

Investidor poderá entrar no IPO da BR com R$ 200

A abertura de capital da BR Distribuidora, da Petrobras, contará com um fundo de investimento em ações que será constituído para a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Na prática é um fundo que ajudará os investidores pessoas físicas a investirem na companhia, com um tíquete menor. Mesmo instrumento foi desenhado em 2010, na megacapitalização da Petrobras (PETR3) (PETR4).
Segundo a lâmina do fundo, com o detalhamento do produto, o fundo é destinado a investidores pessoas físicas, jurídicas e ainda fundos de investimento. O valor mínimo para aplicação em tal fundo é de R$ 200 e máximo de R$ 1 milhão. A política de investimento prevê que a carteira terá entre 90% e 100% de sua carteira investida em ações ordinárias da BR.
No formulário de informações complementares do fundo não consta, ainda, o nome do administrador e gestor. No prospecto, publicado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o fundo será constituído por “determinadas instituições participantes da oferta”. Os bancos coordenadores são o Citi (líder), Bank of America Merrill Lynch, Banco do Brasil, Bradesco BBI, Itaú BBA, JP Morgan, Morgan Stanley e Santander.
A minuta do prospecto preliminar, publicada no site da CVM, ainda não possui intervalo do preço da ação, volume de ações a serem ofertadas ou o cronograma do IPO, mas prevê que a oferta será concluída neste ano. O prospecto prevê a colocação do lote suplementar no limite de 15% do montante de ações a serem ofertadas e, ainda, mais 20%, referente ao lote adicional, caso a demanda seja aquecida.
A listagem da BR será no Novo Mercado, segmento de mais elevadas práticas de governança corporativa da B3. A BR chegou perto de fazer seu IPO em 2015, mas o agravamento da crise política e econômica fez com que a empresa voltasse atrás.
Depois disso, a tentativa foi de uma venda direta. O ativo chamou muito a atenção de investidores nacionais e estrangeiros, mas houve uma pressão para que a Petrobras vendesse o controle da BR, o que não era seu desejo. Agora, com o IPO, a ideia é que a oferta englobe entre 25% e 40% das ações da BR detidas pela Petrobras. O prospecto confirma que a oferta será apenas secundária, ou seja, os recursos oriundos do IPO não irão ao caixa da BR, mas sim do acionista vendedor, ou seja, a Petrobras.
Fonte: Agência Estado

Cobre recua em Londres e NY com realização de lucros e dólar forte

Cobre recua em Londres e NY com realização de lucros e dólar forte


Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por um movimento de realização de lucros, após os robustos ganhos da sessão anterior, e também pelo fortalecimento do dólar em relação a outras moedas. Por volta das 8h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,79%, a US$ 7.074,00 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha queda de 0,90%, a US$ 3,2100 por libra-peso, às 9h07 (de Brasília). Ontem, o cobre saltou mais de 3% em ambas as praças, em reação a dados chineses de inflação ao produtor mais alta do que se previa. A China é o maior consumidor mundial de metais básicos. Além de ceder a realização de lucros, o cobre é pressionado pelo dólar, que se valoriza nos negócios da manhã, tornando o metal mais caro para operadores que utilizam outras moedas.
Mais adiante, investidores ficarão atentos a dados de produção industrial dos EUA, que serão divulgados no fim da manhã, e do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que saem amanhã à noite. Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o zinco recuava 1,99% no horário indicado acima, a US$ 3.128,50 por tonelada; o níquel diminuía 1,26%, a US$ 11.730,00 por tonelada; o chumbo perdia 0,67%, a US$ 2.529,00 por tonelada; e o estanho tinha baixa marginal de 0,12%, a US$ 20.670,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o alumínio subia 0,16%, a US$ 2.139,50 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires

Rio Tinto eleva embarques de minério de ferro no caminho certo para meta anual

Rio Tinto eleva embarques de minério de ferro no caminho certo para meta anual


A mineradora Rio Tinto anunciou nesta terça-feira que elevou seus embarques de minério de ferro no terceiro trimestre em 6 por cento, após a modernização do seu transporte ferroviário no interior australiano, mas cortou sua meta de produção de cobre devido a atrasos em uma grande mina no Chile.
A Rio Tinto, que compete com a Vale e a BHP Billiton no mercado transoceânico de minério de ferro, manteve sua meta de exportar 330 milhões de toneladas da matéria-prima siderúrgica em 2017. O trimestre forte vem após uma primeira metade do ano lenta, quando o mau tempo e a manutenção de trilhos comprimiu a produção de minério de ferro.
“O negócio funcionou muito bem no trimestre terminado em setembro, com um forte desempenho de produção trimestral e uma onda de melhorias de produtividade incorporadas em nossas operações”, afirmou o presidente-executivo da Rio Tinto, Jean-Sebastien Jacques, em um comunicado.
Os embarques de minério de ferro totalizaram 85,8 milhões de toneladas no terceiro trimestre, contra 80,9 milhões no mesmo período do ano passado, informou a Rio Tinto. A UBS havia previsto embarques de 84,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre.
Em contrapartida, a Rio Tinto cortou suas metas de produção de cobre para 2017 para o intervalo entre 460 mil e 480 mil toneladas, ante o intervalo entre 500 mil e 550 mil toneladas anunciadas anteriormente, atingidas por atrasos na mina Escondida, no Chile, na qual detém 30 por cento de participação.
Fonte: Reuters

CMOC comemora um ano de Brasil

CMOC comemora um ano de Brasil


A CMOC International Brasil completou, no dia 1º de outubro de 2017, seu primeiro ano de operações no Brasil nas áreas de Nióbio e Fosfatos, localizadas em Catalão, Ouvidor (GO) e Cubatão (SP). “Nesse primeiro ano, buscamos atribuir aos negócios de nióbio e fosfato características importantes da identidade CMOC, pautada principalmente pela agilidade, simplicidade e foco no negócio. Desta forma, resgatamos a tradição do nome Copebras para o fosfato e criamos a Niobras para o Nióbio, revisamos a nossa Missão e Visão, reforçamos os nossos Valores, simplificamos os nossos processos, além de definir uma nova estratégia para os negócios, sem perder o foco em nosso desempenho operacional”, afirmou o diretor executivo da CMOC no Brasil, Marcos Stelzer. O executivo destacou ainda o desempenho na área de segurança e os recordes de produção e vendas.
Desde sua instalação no Brasil a CMOC tem como metas o aumento da competitividade da empresa nos mercados de atuação, com ações voltadas para excelência operacional com redução de custos, estabilidade e geração de resultado sustentável. Com suas operações brasileiras a CMOC gerou cinco mil empregos diretos e indiretos e investiu mais de R$ 2,5 milhões em 2017 em projetos sociais no interior de Goiás e na baixada santista. ”Finalizamos recentemente um diagnóstico socioeconômico, ouvindo a comunidade, poder público, entidades locais e nossos empregados. A partir das informações coletadas, criamos a nossa estratégia de atuação social que vai direcionar os nossos investimentos nos municípios para 2018”, destacou Marcos Stelzer.
A CMOC International Brasil é uma subsidiária da chinesa CMOC International, empresa que está entre as dez maiores mineradoras do mundo por capitalização de mercado. Além da produção de nióbio e fosfato no Brasil, a CMOC International produz molibdênio, tungstênio, cobre, ouro e cobalto em outros países. “Estou satisfeito com o engajamento das equipes Copebras e Niobras neste primeiro ano da CMOC no Brasil. A equipe entregou um desempenho de alta qualidade em segurança, produção e vendas durante um período de fortes pressões externas. Estou confiante de que a equipe continuará a melhorar a performance para apoiar a estratégia de negócios”, afirmou Kalidas Madhavpeddi, CEO da CMOC International.
Fonte: Brasil Mineral