sábado, 28 de outubro de 2017

GEMAS EM MINAS GERAIS

GEMAS EM MINAS GERAIS

SEU IDA PENEIRA o gorgulho no ribeirão do Guinda, em Diamantina, MG, à cata de diamantes (à direita, pedras já lapidadas)
Você já foi a Grão Mogol, MG? Provavelmente, não. A maioria dos brasileiros nem deve ter ouvido falar desta cidade encravada na serra de Santo Antônio, um dos braços da cordilheira do Espinhaço, a 550 quilômetros de Belo Horizonte. Cortada pelo Ribeirão Vermelho, é a mais setentrional das localidades históricas de Minas Gerais, nascida da lavra garimpeira, assim como Diamantina e tantas outras no estado. Há duas versões para a origem do nome. A primeira o relaciona à descoberta de um diamante espetacular na Índia, batizado Great Mogul em homenagem ao xá Jehan, um dos soberanos indianos da dinastia Mogul, construtor do Taj- Mahal. Pesava 793 quilates quando bruto – o quilate, equivalente a 20% do grama, é a medida de todas as pedras preciosas, avaliadas segundo a cor, a qualidade, a pureza e o peso. Para os defensores da segunda versão, trata-se de uma redução de “grande amargor”, expressão do desalento da população com sucessivos conflitos armados e assassinatos quando ainda era vila – a locução teria virado “grão morgor” no correr dos anos, assumindo depois a denominação atual. No morro da Pedra Rica, nas cercanias da cidade, foram encontrados no século XVIII os primeiros diamantes do mundo hospedados em grupiaras – jazidas altas nas cristas dos morros ou chapadas com material diamantífero em camadas chamadas barro, gorgulho, sopa ou paçoca, conforme o estado pastoso ou friável e a quantidade de seixos. Até então, provinham de aluviões – mistura de cascalho, areia e argila à margem ou à foz dos rios, resultantes da erosão.

As Minas Gerais
Cidades mineiras nascidas do garimpo, marcadas pela história ou pela riqueza mineral


A história da exploração comercial das pedras preciosas no Brasil começa no final do século XVII com a descoberta de ouro em Sabarabuçu, hoje, Sabará, e prossegue com o ouro e os diamantes encontrados no antigo Arraial do Tejuco, atual Diamantina, por volta de 1725. No período colonial, as lavras de ouro e diamantes eram feitas por escravos. Nos 170 anos seguintes, por qualquer um que se dispusesse à cata, sem qualquer controle. Preservacionismo é palavra nova no garimpo. Difundiu-se a partir da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada em 1992 no Rio de Janeiro. Desde então, ora ávida, ora indulgente, a fiscalização bateu ponto na região, intensificando- se a partir de 1989 com a lei 7.805, que acabou com a garimpagem livre ao condicionar a exploração à obtenção de permissões de lavra, numa tentativa de regulamentar a profissão. O cerco apertou ainda mais há cinco anos com a Operação Carbono, de repressão ao contrabando de diamantes em Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia – principais estados produtores.

A GOIVA DESLIZA à superfície do ribeirão: “É preciso ciência para achar diamantes porque eles têm manias” (à direita, a igreja de Grão Mogol)

“Parou tudo”, afirmam, cada um a sua vez, Idalvo de Jesus Andrade (seu Ida), Belmiro Luiz do Nascimento e Antônio Pádua Oliveira Neto (Toninho), de Diamantina; e Clarindo Francisco de Oliveira (Totôca), da comunidade do Alegre de Baixo, e Mário Batista Corrêa (seu Marão), ambos de Grão Mogol, referindo- se tanto ao garimpo tradicional, conduzido manualmente, quanto à “bomba”, sistema de dragagem a motor, mais produtivo e impactante, do ponto de vista ambiental, adotado em larga escala atualmente – os procedimentos habituais de extração e lavagem do cascalho exigem remoção de quantidades consideráveis de terra.

“A gente é bicho em extinção”, afirma seu Ida, de 55 anos, talvez o único garimpeiro do Alto Jequitinhonha a persistir com a goiva – espécie de enxada de cabo comprido com uma caixa metálica côncava no lugar da lâmina para conter o cascalho puxado do fundo do rio. Ele explica, orgulhoso, que a goiva não pode ser jogada aleatoriamente. A caixa tem de deslizar na superfície até determinado ponto, examinado anteriormente com a “vara de sondar” e só então afundar. Depois, basta puxar devagar, depositar o material recolhido no terno (conjunto de três peneiros: o grosso, o meão e o fino, de acordo com o calibre de cada um) e “bater” um a um, nessa ordem, para separar os seixos e concentrar os possíveis diamantes no meio. Então, emborca-se a peneira numa banca de apuração. Agora, é só aguçar os olhos. Mais pesados do que o cascalho e a areia, o ouro e o diamante concentram-se no “pretume”, no fundo da bateia ou da peneira, faiscando à luz do sol – por isso os garimpeiros também são chamados de faisqueiros.


FAISQUEIRO do município de Datas examina o “pretume” emborcado numa banca de apuração
“É um jogo de sensação”, compara seu Ida. Há que se ter sorte, observar indícios naturais de ocorrência e respeitar as manias das pedras. Ele afirma que os diamantes têm lá suas extravagâncias: só se revelam quando querem e a quem os mereça. Para achá-los, os garimpeiros se guiam principalmente por “satélites”, pedrinhas com feitios e cores diversos denominadas cativo, ovo de pombo, palha de arroz, sericória, fava, osso de cristal, tinteiro (preto reluzente, parecendo pólvora), cabeça de macaco, agulha, etc. Dependendo do tipo e da concentração de satélites, sabem se estão perto ou não de tirar uma pedra e, eventualmente, “bamburrar” – ficar rico.

Na lida desde os 12 anos de idade, ele vem trabalhando no Ribeirão do Guinda, a nove quilômetros de Diamantina, em parceria com Belmiro Luiz do Nascimento, idealizador do Projeto Garimporeal, de resgate da cultura garimpeira. “Os velhos estão morrendo e, com eles, a tradição, o conhecimento. Os jovens não querem saber de garimpo”, justifica Belmiro, referindo-se à iniciativa, lançada em abril. O projeto é eminentemente educativo. Ele recebe turistas, muitos dos quais estrangeiros, e os leva à beira do Guinda para mostrar o que é garimpo “verdadeiro” e provar que não é nocivo ao meio ambiente. Seu Ida se encarrega das “aulas práticas” e ele, das “teóricas”

Belmiro concorda com as exigências legais como forma de coibir a clandestinidade e proteger a natureza, mas contesta a generalização. “O garimpo tradicional não desbarranca nem faz desmonte com explosivos, como é comum na mineração. Os mineradores nacionais ou internacionais não causam estragos maiores, mesmo com permissão legal?”, questiona, observando que a maioria dos garimpeiros não tem condições de arcar com os custos de licenciamento – cerca de cinco mil reais, considerando apenas a PLG – Permissão de Lavra Garimpeira, documento fornecido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão do governo federal.

Diamantes de sangue
O Protocolo Kimberley, ou KCPS – Sistema de Certificação do Processo Kimberley, é uma tentativa conjunta de 40 países de coibir o terror perpetrado por grupos rebeldes na África. Quem viu o filme Diamante de Sangue, com o ator Leonardo Di Caprio, tem noção da barbárie, financiada, em grande parte, pelo contrabando de diamantes, negócio altamente lucrativo. A indústria movimenta anualmente 6,7 trilhões de dólares, segundo a ONU.

Desde janeiro de 2003, nenhuma pedra bruta pode ser comercializada sem a certificação, emitida pelos respectivos governos assegurando sua origem legal. Em 2004, 29 garimpeiros foram mortos na reserva indígena Roosevelt, na fronteira de Mato Grosso com Rondônia. Território dos cintas-largas, a reserva abriga grandes depósitos diamantíferos ainda não totalmente mensurados. Pronto! O Brasil passou a integrar a lista dos países com “diamantes de conflito”. Paralelamente, surgiram indícios de que o país estava sendo usado como ponte para as pedras africanas, vendidas no mercado internacional como se fossem brasileiras.



TOTÔCA E SEU velho escafandro enfim aposentado: “O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água”
Para Belmiro, a PLG é relativamente simples de se obter. As exigências, porém, são impraticáveis: o garimpeiro, mesmo o tradicional, é obrigado a descrever o tipo de minério procurado e indicar o local exato onde pretende lavrar. A descrição e o plano de trabalho devem ser detalhados em documento e assinados por um geólogo. Para complicar a coisa, a permissão legal autoriza lavra de 50 hectares, no máximo (no caso das cooperativas, 200), área pequena demais para quem sempre trabalhou solto no mundo, sozinho ou com algum companheiro. Segundo ele, garimpeiro não tem cultura associativa. Muitos desistiram, outros conseguiram alvarás, mas acabaram vendendo-os. “Diamantina já não tem TOTÔCA E SEU velho escafandro enfim aposentado: “O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água” mais o mesmo brilho”, lamenta Toninho, ourives da Joalheria Pádua, a mais antiga do país, instalada no centro histórico desde 1883. Além da produção própria de diamantes e cristais, a joalheria recebia pedras de todos os cantos do país. “Nós lapidávamos quatro mil gemas por mês. Agora, trabalho sozinho, nem todo o dia sento na banca e não faço quatro mil nem num ano”, compara. Ele calcula que por volta de 1970 havia três mil bombas em pleno funcionamento no município. “Hoje, não têm quase nenhuma.” Em sua opinião, a cidade empobreceu. Depende agora do funcionalismo público, do turismo e de serviços.

ANTONIO PÁDUA em sua banca de trabalho com uma ametista roxa encanetada (no detalhe): “O brilho da cidade não é o mesmo sem o garimpo”
Totôca é taxativo. Em sua opinião, o garimpo acabou de vez no norte de Minas. “Diamante agora é água”, diz ele, referindo-se ao Alegre de Baixo e outras 46 comunidades ribeirinhas afetadas pela barragem de Irapé, maior usina do país, com 208 metros de altura e 5,9 bilhões de metros cúbicos de água de capacidade máxima, construída pela Cemig no Alto Jequitinhonha – o alagamento atingiu núcleos urbanos e áreas rurais numa extensão de 115 quilômetros do Jequitinhonha e 50 quilômetros do Itacambiraçu, um de seus afluentes. Até recentemente, Totôca caçava diamantes com seu velho escafandro de bronze – um anacronismo nesses tempos de busca desenfreada de produtividade. “Era penoso demais. Eu trabalhava agachado no fundo do rio pegando cascalho e pondo num balde enquanto um companheiro na balsa lá em cima bombeava ar por uma mangueira. Se ele quisesse se livrar de mim, era só parar que eu morria.” A idade, a dor no “espinhaço” (sem qualquer alusão à cordilheira), o cansaço e os perigos inerentes ao trabalho acabaram afastando-o da beira do Itacambiraçu, agora um lago quase dentro de casa.

Ele talvez tenha sido o derradeiro garimpeiro da região a usar escafandro. Os poucos em atividade em “bombas” trajam roupas de neoprene, de pesca submarina, e usam tubos de sucção para retirar o cascalho. Seu Marão também parou por problemas de saúde. Aos 84 anos de idade, já não tem a força de antes e a surdez avança. Ele lastima o estertor do garimpo em nome do antigo rebuliço na cidade e dos amigos de função – cadê Geraldo Mariquinha, Suetônio, Ferro Velho, Abiné, Zé Boquinha e Tonho da Marciana? Seu Marão... Bem, seu Marão é um caso especial. Bamburrou com mais de 3.000 gramas de diamantes de boa qualidade que retirou durante 10 anos, ganhou muito dinheiro na época, comprou fazendas, casas, e hoje ainda tem uma renda boa dos aluguéis, caso raro entre os garimpeiros que gastam todo o dinheiro que ganham no garimpo com prostitutas, bebidas e muitas loucuras. No final acabam a vida pobres.
Fonte: O GLOBO

Petrobras e Shell dominam leilões do pré-sal; ágio em óleo passa de 200%

Petrobras e Shell dominam leilões do pré-sal; ágio em óleo passa de 200%

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os dois leilões do pré-sal nesta sexta-feira tiveram seis blocos arrematados, dos oito ofertados, mas aqueles vendidos garantiram ágios expressivos em óleo lucro à União, numa licitação que atraiu petroleiras como a Exxon Mobil e teve como destaques a Shell e a Petrobras.


Plataforma de petróleo no Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro 07/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes
Apesar de o bônus de assinatura pago ao governo ter ficado em 6,15 bilhões de reais --ante 7,7 bilhões de reais projetados se todos os blocos tivessem sido arrematados--, a União levou percentuais de óleo de até 80 por cento, registrado na licitação da área do Entorno de Sapinhoá, na Bacia de Santos.
Além disso, o leilão verificou fortes disputas nas áreas de Peroba e Norte de Carcará, com óleo lucro de 76,9 e 67,1 por cento, respectivamente --o petróleo ofertado ao governo define o vencedor nos leilões sob regime de partilha.
“Tivemos um excelente resultado.... Obtivemos bônus de outorga expressivo e o excedente em óleo a ser repartido com a União alcançou cifras significativas... A exploração das reservas deverá gerar ainda cerca de 130 bilhões de dólares em royalties e outras fontes de arrecadação”, afirmou o presidente Michel Temer, em nota.
O leilão foi realizado após mudanças regulatórias que despertaram um maior apetite dos investidores globais, como o fim da obrigação de a Petrobras ser operadora única, embora isso tenha atraído a ira de sindicatos de petroleiros e partidos de esquerda.
Houve tentativa de bloquear o certame por meio de liminar judicial, e a rodada começou com atraso de cerca de duas horas e 30 minutos, até que o governo conseguisse reverter a decisão da Justiça.
Na 2ª Rodada, o ágio do excedente em óleo ofertado foi de 260,98 por cento e, na 3ª Rodada, de 202,18 por cento, segundo a ANP. A 1ª Rodada do pré-sal, realizada em 2013 sob regras mais restritivas à participação das companhias, teve ágio zero pela mega reserva de Libra, com participação de apenas um consórcio, liderado pela Petrobras.
Nos leilões desta sexta-feira, apenas duas áreas não tiveram ágio, sendo que os maiores lances foram os liderados pela petroleira estatal, reforçando seu protagonismo na região.
“O que nós observamos é que havia grandes empresas globais, com alto grau de interesse, e nessa situação não poderíamos nos dar ao luxo de perder essas oportunidades, por isso fomos no valor que estávamos autorizados a pagar”, explicou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a jornalistas ao final da disputa.
Segundo o executivo, os investimentos nas áreas vão gerar “retorno adequado” para os acionistas e não irão impactar o planejamento financeiro da companhia.

PROTAGONISMO

Apenas consórcios liderados por empresas que já são operadoras no pré-sal brasileiro (Petrobras, Shell e Statoil) venceram o leilão, ante expectativa do governo de ver uma diversificação das lideranças na importante província petrolífera.
Apesar de a operação das novas áreas seguir nas mãos das companhias que já atuam no Brasil, o leilão mostrou a entrada de novas empresas no polígono do pré-sal, como a norte-americana Exxon, que ficou fora por um bom tempo de grandes investimentos em exploração no Brasil, mas voltou forte neste ano com gastos de bilhões de reais.
Já o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou não se surpreender que empresas estrangeiras tenham buscado se associar à Petrobras no Brasil.
“O protagonismo da Petrobras é normal. Ela é daqui, conhece e tem história”, destacou Oddone.
A estatal fez ofertas com a anglo-holandesa Shell, a britânica BP, a chinesas CNODC e a Repsol Sinopec.

GRANDES VENCEDORAS

Já a Shell, que levou duas áreas como operadora e uma como participante, reafirmou seu forte interesse no pré-sal brasileiro, onde se tornou a segunda maior produtora, após comprar a gigante BG.
Para o CEO da Shell no Brasil, André Araújo, o resultado foi ótimo. Segundo ele, os lances da Shell no pré-sal consolidam a posição da companhia no Brasil.
“Nossa participação foi super ativa, estou extremamente feliz e seremos operadores em dois blocos, o que é extremamente importante para nós”, disse ele a jornalistas.
“Buscávamos oportunidade como operador. O apetite nosso não é novo, temos há muito tempo... o Brasil oferece condições de investimento e oportunidades”, afirmou.
A BP, que venceu como participante em duas áreas, ambas lideradas pela Petrobras, está ansiosa por avançar em um ritmo rápido, segundo Bernard Looney, chefe global da área de produção e exploração da empresa, após o leilão.
“Existe um verdadeiro orgulho com a parceria que temos com a Petrobras, provavelmente o principal operador de águas profundas do mundo”, afirmou o executivo.
Como esperado pelo mercado, as áreas de Entorno de Sapinhoá e Gato do Mato foram arrematadas por consórcios que já atuam em áreas adjacentes.
No caso do Entorno de Sapinhoá, o consórcio vencedor foi Petrobras, como operadora, em parceria com Shell e Repsol Sinopec. Já no caso de Gato do Mato, venceram as petroleiras Shell, como operadora, e Total.
Peroba, área bastante concorrida no dia, com a disputa de três consórcios, foi vencida por Petrobras, como operadora, BP e CNODC, com oferta de 76,96 por cento de óleo à União.
A área de Carcará foi vencida pelo consórcio Statoil, como operadora, Exxon e Petrogal.
A área de Alto de Cabo Frio Central foi levada por Petrobras, como operadora, e BP, e Alto de Cabo Frio Oeste, por Shell, QPI e CNOOC.
Pau Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde não receberam lances, mesmo após duas oportunidades oferecidas para cada uma durante os leilões. Ambas as áreas voltarão a ser ofertadas em algum momento, segundo a reguladora ANP.


Fonte:Reuters

Rogério Contato assume gestão industrial da CBMM a partir de janeiro

Rogério Contato assume gestão industrial da CBMM a partir de janeiro


A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) anunciou o engenheiro Rogério Contato Guimarães como novo gestor de sua área industrial e relações com a comunidade de Araxá, em sucessão ao administrador Antonio Gilberto Ribeiro de Castro. Esse assume o novo cargo a partir de janeiro de 2018, quando Gilberto se aposentará, depois de 40 anos de empresa.
Rogério é atualmente superintendente de Processos e Gestão da mineradora, responsável pelas áreas de meio ambiente, qualidade, segurança, sistemas ISO, programa de gestão, desenvolvimento de processos industriais e novos produtos, laboratórios em geral. É graduado em Engenharia Química, Ciências e Química pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre em Engenharia Mineral pela Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Engenharia Metalúrgica e de Minas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Confira a nota divulgada pela CBMM
A CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, informa sobre movimentação em seu quadro de liderança, cujo processo de transição iniciou-se esta semana.
Após um intenso processo de seleção interna, a Diretoria convidou o Superintendente de Processos e Sistemas de Gestão da CBMM, Engenheiro Rogério Contato Guimarães, para assumir a gestão da área industrial e relações com a comunidade em Araxá, tendo em vista que o atual Diretor Industrial, Sr. Antônio Gilberto Ribeiro de Castro, depois de 40 anos de trabalho e dedicação à CBMM, deixará a empresa em janeiro de 2018.
A Companhia aproveita a oportunidade para agradecer pela importante contribuição do Sr. Gilberto para o crescimento da empresa e desejar muito sucesso ao Sr. Rogério neste novo desafio.
Fonte: Diário de Araxá

Usiminas marca receita líquida de R$2,7 bilhões no terceiro trimestre


Usiminas marca receita líquida de R$2,7 bilhões no terceiro trimestre


A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas divulgou hoje os resultados do terceiro trimestre do exercício de 2017 (3T17). No 3T17, a companhia registrou lucro líquido de R$75,9 milhões, contra R$175,7 milhões no 2T17. No acumulado do ano, o lucro está em R$360 milhões, ainda com prejuízo ante o mesmo período de 2016, R$382 milhões.
A receita líquida do 3T17 foi de R$2,7 bilhões, contra R$2,6 bilhões, um aumento de 6,5% em relação à do 2T17. As Unidades de Mineração, com a retomada da exportação de minério de ferro, Siderurgia e Transformação do Aço foram as que contribuíram para este aumento, impulsionadas pelo aumento de volume de vendas.
O EBITDA Ajustado totalizou R$452,8 milhões no 3T17, contra R$749,9 milhões no 2T17, uma redução de R$297,1 milhões, principalmente devido aos efeitos não recorrentes do reconhecimento de R$201,1 milhões referente ao acordo com a Porto Sudeste, líquido de despesas, no 2T17 e da adesão da Companhia ao Programa Regularize no 3T17 no valor de R$39,7 milhões. No 3T17, a margem de EBITDA Ajustado foi de 16,5%, contra 29,2% no 2T17, representando uma redução de 12,6 pontos percentuais.
O resultado financeiro foi negativo em R$65,0 milhões no 3T17, contra R$171,3 milhões negativo no 2T17, uma diferença de R$106,3 milhões, principalmente em função de ganhos cambiais registrados no 3T17 de R$56,0 milhões, decorrente da valorização do Real de 4,2% no 3T17, contra perdas cambiais de R$77,2 milhões no 2T17, em função da desvalorização do Real em 4,4% naquele período.
Fonte: Ultimo Instante

Braço de mineração do grupo Votorantim levanta US$ 570 milhões na Bolsa

Braço de mineração do grupo Votorantim levanta US$ 570 milhões na Bolsa


A Nexa (ex-Votorantim Metais Holdings) levantou US$ 570 milhões em oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) na manhã desta sexta-feira. As ofertas foram feitas simultaneamente nas bolsas de Toronto e Nova York. Parte desses recursos serão usados em projetos de expansão da produção de zinco. O objetivo é ampliar a atual produção anual em 23%, para 800 mil toneladas de zinco equivalente em três anos.
— O mercado de zinco está crescendo com os processos de urbanização na China, em outros países asiáticos e na América Latina. Por isso decidimos levantar capital para investir em projetos de expansão — disse Tito Martins, presidente executivo da Nexa.
A Nexa é o braço de mineração do grupo Votorantim, com operações em Minas Gerais e no Peru. Foram vendidos 31 milhões de ações a US$ 16 o papel. Um terço dos recursos captados ficará com o grupo Votorantim, que controla a empresa. O restante será investido em três projetos de expansão no Peru, além de uma nova mina no país andino e uma mina em Mato Grosso.
Segundo Martins, a última operação desse porte na indústria de mineração foi da suíça Glencore, em 2010. Com o IPO, o grupo Votorantim ficou com 65% da Nexa, 25% estão em Bolsa e os outros 10% estão com minoritários peruanos. Além de zinco, a Nexa também atua na área de chumbo, cobre e prata.
Fonte: O Globo