sábado, 28 de outubro de 2017

AZEVICHE, UMA SURPRESA ESPANHOLA


AZEVICHE, UMA SURPRESA ESPANHOLA

       O azeviche é uma variedade compacta de linhito, ou seja, é um tipo de carvão (os carvões compreendem turfa, linhito, hulha e antracito). Trata-se, portanto, de uma gema orgânica, não mineral como a grande maioria.
 É compacto, finamente granulado, de cor preta ou castanha e aspecto aveludado, com br. resinoso. É um material fácil de polir, adquirindo bom brilho.
O azeviche foi muito usado na segunda metade do século XIX, principalmente em objetos religiosos e de luto, mas a informação que eu tinha era de que estava hoje praticamente em desuso.
Por isso, foi uma grande surpresa descobrir que em Santiago de Compostela, na Espanha, não só ele é muito usado como há toda uma rede de dezenove joalherias especializadas em joias com esta gema. 
            Eu estava andando pela cidade quando vi uma vitrine cheia de belas joias feitas com uma gema preta. Entrei para saber o que era e fiquei então sabendo que era nada menos que o azeviche.




            Alfonso Iglesias, o atencioso dono da joalheria, me deu um fragmento de azeviche bruto (foto acima) e contou-me que esse azeviche que ele usa vem das Astúrias, província do norte da Espanha, onde estão as melhores jazidas do mundo. Mas, há outras fontes.






As fotos dão bem uma ideia de como é diversificado o trabalho feito com a prata e o azeviche, pois são peças produzidas por um único joalheiro.
Na foto abaixo, vê-se um colar com uma lapidação que é típica daquela região da Espanha.




É tradicional também a figa feita com azeviche, antigamente usada como amuleto para espantar serpentes.
Continuando o passeio pela cidade, pude ver várias das muitas joalheiras que trabalham com essa gema.  E um folheto sobre ela que Alfonso me deu informa que é uma pedra-símbolo de Santiago de Compostela, onde é usada desde o século XIII.





 O azeviche queima como carvão e, quando atritado, exala forte odor.
Lapidado, ele assemelha-se a ônix, melanita, turmalina negra e a obsidiana. Mas, ao contrário dessas gemas, queima quando em contato com uma agulha aquecida, produzindo fumaça.
Entre as substâncias que o imitam estão o vidro, plásticos e borracha vulcanizada dura, esta conhecida como vulcanite. Sob ação da agulha aquecida, a vulcanite provoca fumaça, mas com cheiro de borracha queimada; se for plástico, o odor variará de aromático a fétido, mas sem se assemelhar ao de carvão.
Fonte: Geologo.com

O que dá para aprender com Lautrec, Munch, Van Gogh e Winehouse?

 O que as pinturas de Van Gogh, Toulousse-Lautrec e Edvard Munch têm em comum com a música de Amy Winehouse? Genialidade, poderia-se pensar logo de cara. Para a psiquiatria, porém, são biografias recheadas de elementos fascinantes sobre o que se deve e o que não se deve fazer no tratamento das dependências.

Todos os quatro artistas tiveram infâncias problemáticas no que se refere a carências afetivas e doenças ou transtornos negligenciados. Buracos que, no decorrer de suas vidas, foram preenchidos por bebidas, drogas ilícitas e comportamentos, muitas vezes, promíscuos, algumas vezes glamourizados pelo brilhantismo de suas obras e o uso de entorpecentes.

“Quanto mais eu estudava sobre Amy, mais apaixonada e dolorida eu ficava. Quando ela morreu, aos 27 anos, as pessoas ficavam se perguntando: como é que uma menina de classe média, talentosa, bem-nascida, chegou a esse ponto?”, lembra a psiquiatra Analice Giglioti, do Rio de Janeiro, especialista em dependências químicas, que falou sobre a artista no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo.

Analice avalia que Amy já apresentava, desde pequena, sinais claros da síndrome de borderline, também conhecida como transtorno da personalidade limítrofe, quadro agravado pelo uso abusivo de drogas a partir de seus 22, 23 anos.

Comorbidade. O que foi ignorado no caso de Amy e, há quase dois séculos, nos três pintores expressionistas citados acima é o que costuma ser negligenciado também hoje na abordagem das dependências: a comorbidade, que é a presença de outros quadros de transtornos que podem causar sofrimento, tornar propensas as adicções e agravar seus problemas. “Quase 80% das dependências cursam com comorbidades que, se não forem detectadas, fazem com que o tratamento tenha um prognóstico muito ruim”, afirma a psiquiatra Ana Cecília Marques, que falou sobre o caso de Van Gogh no seminário.

Sofrimento. De volta à Amy, começando por sua infância. Nas definições do pai, Mitch Winehouse, criança nenhuma gritava tanto quanto ela. A própria cantora, tempos depois, disse que sempre gritou muito porque nunca era ouvida em casa. Foi expulsa de todos os colégios por mau comportamento.

Sua mãe, Janis, tinha como lema não reprimir a filha, pois não queria repetir com ela a rigidez de seus pais. A avó era a única que controlava Amy. Em uma festa em que a artista se embriagou aos 14 anos, disse: “Essa menina é alcoólatra”.

Antes disso, sinais de transtornos alimentares. Nada foi feito. A mãe adoeceu, a avó morreu de câncer. Veio a fama, e o pai sumido após o divórcio se reaproximou para gerenciar seu dinheiro.

O relacionamento turbulento com Blake Civil foi sua ponte para drogas pesadas como heroína e crack – bebida e maconha sempre foram rotina. Eles romperam, e ela compôs o disco “Back to Black”.

Sem tratamento. Posteriormente, Amy acabou sendo internada várias vezes, mas drogas chegavam às clínicas, e ela nunca passou 90 dias seguidos em nenhum tratamento. Em uma das internações, os médicos acharam em sua corrente sanguínea álcool, maconha, cocaína, heroína, crack e quetamina (medicamento que produz sedação).

“Cercada por parasitas e paparazzis, ela morreu de intoxicação alcoólica aos 27 anos, com um nível de álcool de sangue cinco vezes maior do que o tolerável”, lembra a médica.


A curta vida de Vicent Van Gogh

Filho de uma família tradicional na Holanda, desde muito pequeno Vincent Van Gogh se mostrava perspicaz, falava várias línguas, mas se relacionava muito pouco. Seu irmão mais novo, Theo, era seu único amigo. Só quando ele foi morar em Paris, aos 34 anos, despertou-se sua sensibilidade para a pintura, herdada da mãe. “Até então não tinha nenhum contato com droga ou bebida, mas começou a ser influenciado por amigos, entre eles, o próprio Toulouse-Lautrec, e passou a beber”, relata a psiquiatra Analice Giglioti.

Na época, o absinto era a bebida da moda entre os artistas. Vale lembrar seu teor alcoólico próximo de 90% e, com isso, seu poder de provocar alucinações. “Ele tem 860 quadros, mas, vivo, conseguiu vender apenas um. Só se relacionava com prostitutas”, conta Analice.

Outros sintomas. Estudos mostraram que o pintor apresentava sintomas de outras doenças que, junto com o efeito crônico do álcool, contribuíram para sua morte precoce, aos 37 anos, em 1890 – há dúvidas de que tenha suicidado-se ou sido assassinado em uma situação envolvendo bebida.

“Há alguns relatos de que Van Gogh teria alguma lesão neurológica primária que faria com que ele apresentasse, antes do absinto, tremores leves nas mãos”, disse a psiquiatra Ana Cecília. A partir do momento em que usa a bebida, começa a ter convulsões. Nada disso foi percebido na infância, diz a médica, quando havia relatos de introspecção.

Outras investigações apontaram a existência possível de um transtorno bipolar, diz a psiquiatra. Nessa fase ele chega a cortar a própria orelha e a envia para sua prostituta favorita. Foi então internado, após ela chamar a polícia. Foi a primeira de várias internações, sem sucesso.

Fonte: O Tempo


A fantástica viagem do açaí

A fantástica viagem do açaí



fotos: Karime Xavier/AG.ISTOE
O dia nem bem clareou e uma movimentação intensa de barcaças toma conta do rio Igarapé- Miri, no coração do Estado do Pará. Nelas, dezenas de ribeirinhos tomam café e conversam animadamente antes de mais um dia de trabalho. Eles são catadores de açaí, frutinha que faz enorme sucesso nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Los Angeles e Tóquio, mas que até hoje é colhida de forma extrativista, em palmeiras cravadas em meio à Floresta Amazônica. Não existem plantações comerciais, assim como estradas para o escoamento da produção. Daí a necessidade das barcaças, fundamentais para o transporte da mercadoria até o porto central, onde acontece a venda e o embarque nas carretas que, durante a safra, entram e saem a todo momento. O caminho percorrido pelo açaí da palmeira à sua comercialização é longo, numa aventura que pode durar até 15 dias. E quem conhece bem essa saga é a Bela Iaçá, uma das maiores processadoras de frutas exóticas do mundo.
Processamento: o produto final, conhecido como purê, leva entre 6% e 12% do fruto. O restante é água
Anualmente, a empresa processa 8,5 mil toneladas do fruto e destina 40% de sua produção ao mercado externo, principalmente para os Estados Unidos, Canadá e Japão, onde o açaí é consumido mais por seus benefícios medicinais do que propriamente pelo seu sabor. Com um mercado já estabelecido na América do Norte e bem encaminhado no Japão, a meta agora é entrar na China e Europa e aumentar os ganhos.
“Podemos até ser os maiores, mas não estamos satisfeitos com o volume exportado atualmente. Nem com as vendas no mercado interno”, garante Nivaldo Santos, diretorgeral da Bela Iaçá, que faturou R$ 15 milhões com a venda de açaí em 2008 e espera aumentar, e muito, estes números neste ano. “A crise atrapalhou um pouco as exportações no ano passado. Os compradores estavam receosos em investir em um produto exótico, mas em 2009 está tudo voltando ao normal”, continua o executivo, lembrando que no Brasil as vendas estão estáveis há alguns anos.
Com clientes dos mais variados tipos, os produtos também precisam ser diversificados. Por isso, o grupo trabalha com outras marcas exclusivas para o mercado nacional, como a São Pedro e a Tropnat, que levam uma mistura popular, com 6% de açaí – o resto é água, adicionada até a formação do “purê” como é vendido. Já o produto exportado pela Bela Iaçá conta com uma mistura média, com até 9% de fruta, enquanto o produto especial, que leva pelo menos 12% de açaí natural, é exportado a granel para os Estados Unidos. A empresa conta ainda com uma linha orgânica, com maior valor agregado, vendida somente no Exterior.
“O açaí tem um potencial enorme de crescimento, mas ainda existe o problema da falta de oferta, principalmente na entressafra. O mercado externo exige que você entregue o ano todo”, diz Santos, ressaltando que na falta de sua principal matéria-prima a empresa trabalha no processamento de outras frutas exóticas da Amazônia, como o cupuaçu, a graviola e o camucamu. “Assim conseguimos manter nosso quadro de 125 funcionários permanentemente”, completa.
Durante a safra, no entanto, a empresa compra seu açaí nas comunidades ribeirinhas do Pará e do Amapá, onde a Bela Iaçá também conta com uma indústria processadora. Hoje, mais de 60% dos frutos processados pela empresa vêm do extrativismo, que por sua vez se mostra cada vez mais organizado na Amazônia. Um bom exemplo é a Caepim, maior cooperativa da região de Igarapé-Miri, com 165 cooperados. No ano passado, eles atingiram uma produção total de 700 toneladas de açaí, número que deve subir para mil toneladas neste ano.
Extrativismo: ribeirinhos, como José Maurício Gomes, fazem a coleta do açaí e depois vendem à empresa. A única parte aproveitada é a casca (à dir.)
“Mas também estamos nos organizando em torno do extrativismo de outras sementes amazônicas, valorizadas pelas empresas de cosméticos”, conta José Maurício Pinheiro Gomes, 17 anos, sócio da Caepim. “No ano passado já fizemos uma venda grande para a Natura e neste ano devem chegar mais pedidos.” Filho do presidente da cooperativa, o jovem José Maurício trabalha no extrativismo desde criança e hoje conta com uma área própria para a colheita.
LÁ FORA – Diferentemente dos brasileiros – especialmente do Sul e Sudeste -, que comem o açaí misturado com xarope de guaraná, banana ou granola, nos Estados Unidos ele é consumido puro e visto como um suplemento alimentar dos mais poderosos. Suas propriedades antioxidantes são fortemente difundidas e isso vem fazendo a fama da fruta por lá. Fã declarado do açaí há anos, o norteamericano Gabriel Paduano resolveu unir o útil ao agradável e faturar com a exportação do produto.
Paduano é um dos parceiros internacionais da Bela Iaçá. Os brasileiros compram a matéria-prima, produzem e embalam toda a linha de produtos com a marca Amazon Planet. Pronto para o consumo, o empresário só tem o trabalho de abastecer os supermercados especializados em alimentos naturais da Califórnia e de boa parte da Costa Oeste dos Estados Unidos. Além disso, Paduano ainda trabalha como uma espécie de embaixador do produto em seu país, divulgando o “verdadeiro açaí” e suas qualidades.
“O mercado já está consolidado, o problema é que existem muitos produtos de má qualidade se passando por açaí nos Estados Unidos. São produtos com menos de 1% de fruta, que não têm nenhum benefício para o organismo e acabam denegrindo a imagem do original. Eu costumo promover degustações e apresentar o produto verdadeiro, o que realmente traz benefícios para a saúde, aos meus compatriotas”, diz ele, que vende cada embalagem de 400 gramas de açaí por US$ 6 em média.
Fonte: dinheirorural

O mapa do tesouro

O mapa do tesouro

Principais áreas de ocorrência de pedras preciosas e metais nobres do Brasil. A sobreposição de cores identifica regiões potencialmente explosivas. Segundo levantamento, há mais de 200 garimpos em reservas indígenas


Fonte: CPRM

Ibovespa fecha em leve alta em dia carregado de balanços; RD é destaque positivo

Ibovespa fecha em leve alta em dia carregado de balanços; RD é destaque positivo

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em leve alta nesta sexta-feira, em outra sessão com agenda de balanços carregada e que teve as ações da rede de drogarias RD entre os destaques positivos, enquanto Usiminas ficou entre as maiores perdas.
O mercado também monitorou notícias sobre a mudança de comando no banco central norte-americano e ao leilão do pré-sal.
O Ibovespa fechou em alta de 0,1 por cento, a 75.975 pontos, acumulando baixa de 0,54 por cento na semana. O giro financeiro do pregão somou 9 bilhões de reais.
O índice passou o pregão invertendo o sinal. Na máxima, subiu 0,95 por cento, enquanto perdeu 0,39 por cento na mínima.
O pico da sessão veio pouco após a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria inclinado a nomear o diretor do Federal Reserve Jerome Powell para ser o próximo chair do banco central. Segundo analistas, a perspectiva é que Powell traria faria mudança na condução da política monetária, mantendo o aumento gradual de juros.
Localmente, o mercado acompanhou também o leilão do pré-sal, que terminou com seis blocos arrematados, dos oito ofertados, e arrecadação total de 6,15 bilhões de reais.
O cenário político permanece no radar, limitando entradas mais consistentes da bolsa, enquanto investidores aguardam mais clareza sobre as chances de algum avanço para as reformas do governo, principalmente a da Previdência.

DESTAQUES

- RD teve alta de 3,87 por cento, após a rede de drogarias reportar dados positivos do terceiro trimestre, com avanço de 16,8 por cento no lucro líquido sobre um ano antes, para 136,5 milhões de reais. A empresa reafirmou ainda seu guidance de abertura de 200 lojas em 2017.
- SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA subiu 2,74 por cento, após salto de 15 vezes no lucro líquido do terceiro trimestre, ano a ano, a 801 milhões de reais.
- CCR ON subiu 1,76 por cento. A empresa informou salto de 63 por cento no lucro ajustado do terceiro trimestre, para 433,1 milhões de reais.
- PETROBRAS PN subiu 1,79 por cento e PETROBRAS ON teve alta de 1,75 por cento, em sessão de alta nos preços do petróleo no mercado internacional e também tendo no radar os leilões do pré-sal, no qual a empresa foi um dos destaques.
- USIMINAS PNA teve baixa de 6,65 por cento, após reportar números mais fracos que o esperado do terceiro trimestre. A siderúrgica teve lucro líquido de 76 milhões de reais Ebitda ajustado de 453 milhões de reais.
- EMBRAER ON caiu 4,17 por cento após dados do terceiro trimestre e estimativas para 2018, tidas por analistas como tímidas. De julho a setembro, a fabricante de aviões teve lucro líquido de 351 milhões de reais e Ebitda de 443 milhões de reais. Para o próximo ano, a Embraer estima entregar de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 executivos leves e grandes, com receitas totais de 5,3 bilhões a 6 bilhões de dólares.
- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON perdeu 4,67 por cento, em dia de ajuste após acumular alta de cerca de 90 por cento no ano. No terceiro trimestre, a empresa teve alta anual de 10 por cento no lucro líquido, para 149,3 milhões. O Credit Suisse destacou a melhora nos números, mas alertou para o potencial aumento da taxa de desistência devido ao aumento de preço.
- VALE ON caiu 0,37 por cento, em sessão de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China.

Fonte: Reuters