domingo, 29 de outubro de 2017

Pedras que mudam de cor

Pedras que mudam de cor


Pedras que mudam de cor
Sempre há ciência por trás das novidades (Thomas Northcut/Photodisc/Getty Images)
Os anéis de humor sempre foram uma novidade, com suas pedras decorativas que, supostamente, mudavam de cor, baseadas no humor de quem os usava. No entendo existe mais informação sobre essas pedras do que você imagina. Estas e outras gemas raras são o que se chama de fenomenais. Esta categoria inclui outros efeitos óticos, com a mudança de cor sendo, talvez, a mais destacável de todas.

Alexandrita

Alexandrita é uma gema originária dos Montes Urais, na Rússia. Sob a luz brilhante do sol, a pedra tem um coloração verde ou azul. No entanto, sob a luz artificial, ela têm uma aparência bem diferente, mudando para o vermelho intenso e roxo. A pedra é uma combinação de vários elementos diferentes, como titânio, berílio e ferro. Ela também contém crômio, que dá à gema suas propriedades quase místicas; na verdade, tão mística que não só foi nomeada a pedra nacional da Rússia, como leva o nome do czar da época de seu descobrimento. Por causa de sua combinação de elementos raramente existe no mesma área e que requerem condições muito específicas para se formar, a alexandrita é extremamente rara.

Zultanito

O zultanito é uma pedra recém-descoberta das minas da Turquia. A gema em si é transparente, mas tem coloração que muda de acordo com a luz incidida. Sob a luz natural, a pedra aparenta ser verde, mudando para o vermelho roseado quando exposta a luz de velas. Ela também pode mudar de cor baseando-se nas cores à sua volta -- quando colocada contra diferentes cores, ela adquirirá colorações diferentes. As propriedades de mudança de cor do zulanito são baseadas nos ângulos do corte, tornando as pedras polidas muito menores do que a gema crua. A maioria das pedras finalizadas tem apenas 2% do tamanho original das gemas trazidas das minas. Extremamente raro, o zutanito é encontrado somente em uma mina da Turquia.

Diáspora

Diáspora é uma outra pedra que muda de cor, originária dos Montes Urais da Rússia, o lar das alexandritas. Ao contrário delas, a diáspora também é encontrada na Polônia, Suíça, África do Sul e mesmo em áreas do nordeste dos Estados Unidos.
A gema tem uma coloração transparente, com tons que mudam baseados no tipo de luz a que são expostas. Sob a luz do dia, os tons podem variar de amarelo escuro ao suave e de rosa a marrom pálido ou champanhe. Quando expostas à luz artificial, a pedra mudará para um rosa vibrante, com a coloração mudando mais notavelmente em pedras que são, sob a luz natural, marrons ou esverdeadas.

Granada que muda de cor

As granadas comuns não tem propriedades de mudança de cor e considerou-se, por muito tempo, que elas eram formadas naturalmente em todas as cores, exceto azul. Descobertas recentes de gemologistas têm mostrado que existem granadas azuis e que elas são pedras extremamente raras com propriedades de mudança de cor.
Sob a luz natural, a cor da gema varia do verde-acinzentado para o azul claro. Sob luz artificial, a granada escurecerá para o roxo escuro, com alguns exemplares tendo tons de bordô. As mesmas propriedades e os mesmos minerais, como o crômio, que dá à alexandrita suas características, estão presentes na granada. Geralmente, quanto maior a pedra, menos drástica é a mudança e mais nebulosa a cor fica.
Fonte: Geologo.com

A ECONOMIA MINERADORA NO BRASIL (SÉC. XVIII)

A ECONOMIA MINERADORA NO BRASIL (SÉC. XVIII)
História do Brasil


A ECONOMIA MINERADORA (SÉC. XVIII)
1. CONTROLE ADMINISTRATIVO:
· Regimento de 1702:
- a mineração era rigidamente controlada pela metrópole: política fiscal e controle absoluto sobre a mineração.
- a exploração era livre, mas os mineradores deveriam submeter-se as autoridades da Coroa e pagar os impostos.
+ Intendência das Minas:
- órgão responsável pelo policiamento, fiscalização e direção da exploração das jazidas, além de funcionar como um tribunal e de ser responsável pela cobrança dos impostos.
- todas as minas pertenciam ao rei e o descobridor de uma jazida deveria comunicar a Intendência, caso contrário seria preso e julgado.
- a mina, depois de descoberta, era dividida pela Intendência em lotes (datas): as duas primeiras datas eram escolhidas pelo descobridor da mina, a terceira data era reservada para a Coroa e depois leiloada e as demais datas eram distribuídas com os interessados que tivesse maior número de escravos.
2. TIPOS DE EXTRAÇÃO:
· Faiscação (Faisqueira):
- pequena extração: no leito dos rios e riachos.
- garimpeiro: geralmente um trabalhador livre que trabalhava isoladamente.
· Lavra (Jazidas):
- mina: grande unidade de extração.
- volume razoável de capital.
- numerosa mão-de-obra escrava.
3. A EXTRAÇÃO DE DIAMANTES:
- descobridor: o bandeirante Bernardo da Fonseca Lobo (1729).
- local: Vale do rio Jequitinhonha ® Arraial do Tijuco ® Diamantina (MG).
- Regimento dos Diamantes (1730).
* Distrito Diamantino: rígida fiscalização
+ Tipos de Extração:
- a Coroa concedia a particulares o direito de extração e estes pagariam taxas e impostos.
- a Coroa passou a conceder o direito de extração a um único individuo: o contratador.
- o monopólio régio sobre a extração: a região foi fechada e a circulação das pessoas era controlada.
4. OS IMPOSTOS: carga tributária onerosa e opressiva.
· Quinto: 20% do ouro extraído.
· Casas de Fundição (1719):
- criadas com o objetivo de evitar o contrabando e a sonegação fiscal: facilitar a cobrança do quinto.
- o ouro em pepita e em pó era fundido em barras timbradas com o selo real e quintadas.
· capitação: 17g de ouro por escravo.
· fintas: quotas anuais (100 arrobas).
· derrama: cobrança complementar e violenta do imposto (quinto) atrasado.
5. DESTINO DO OURO BRASILEIRO:
· Tratado de Methuen (1703): Tratado de Panos e Vinhos.
- assinado entre Portugal e Inglaterra.
- estipulava que Portugal teria vantagens alfandegárias na venda de vinhos para a Inglaterra e esta teria vantagens alfandegárias na venda de manufaturados para a Inglaterra: desvantagens comerciais.
- grande parte do ouro brasileiro serviu para a Coroa pagar suas dívidas e cobrir os prejuízos da balança comercial deficitária.
+ Conseqüências:
- Portugal tornou-se um pais exclusivamente agrário.
- o desenvolvimento manufatureiro foi prejudicado.
- submissão de Portugal ao capital inglês.
6. A DECADÊNCIA DA MINERAÇÃO:
· Fatores:
- o esgotamento das jazidas: ouro de aluvião.
- o baixo nível técnico.
® a economia colonial entrou novamente em crise.
7. CONSEQUÊNCIAS:
- crescimento demográfico.
- desenvolvimento da vida urbana.
- urbanização.
- crescimento do comércio e do artesanato: mercado interno.
- integração entre diferentes regiões do Brasil com a zona mineradora.
- aparecimento de uma camada social média.
- uma certa mobilidade social.
- piores condições de vida e de trabalho para os negros escravos.
- crescimento das atividades intelectuais e culturais: arquitetura, escultura, música religiosa, poesia, contato com as idéias iluministas ® barroco ® Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto.
- crescimento da mão-de-obra livre.
- conflitos: Guerra dos Emboabas, Revolta de Filipe dos Santos, Inconfidência Mineira, quilombos (Rio das Mortes em Minas Gerais e o de Carlota no Mato Grosso).
8. A ÉPOCA POMBALINA (1750-1777): Despotismo Esclarecido
- Marquês de Pombal: ministro do rei D. José I
- buscou salvar Portugal da dependência inglesa.
- desejava anular os efeitos desastrosos do Tratado de Methuen para a economia portuguesa.
- estimulou as manufaturas portuguesas.
- proibiu a exportação de ouro.
- combateu vigorosamente o contrabando.
- criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e da Companhia de Comércio de Pernambuco: visava racionalizar a exploração da colônia para recompor a economia da metrópole ® monopólio do comércio e da navegação.
- centralismo e fortalecimento do Estado metropolitano: choque com parcela da nobreza e com a Companhia de Jesus.
- expulsou os jesuítas (1759): acusava-os de constituírem um império em terras brasileiras.
- escolas régias: professores leigos.
- reforma na Universidade de Coimbra: ciências exatas, naturais e jurídicas.
- transferência da capital do Estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro.
- política colonial marcada pelos excessos e abusos: política fiscal rígida e opressiva.
- instituiu a derrama.
Fonte: IG

Rio Amazonas, O Maior Rio do Planeta

Rio Amazonas, O Maior Rio do Planeta
Rio Amazonas, O Maior Rio do PlanetaO Rio Amazonas, localizado na América do Sul, é o  mais extenso do mundo e com maior fluxo de água por vazão, com uma média superior que a dos próximos sete maiores rios combinados (não incluindo Madeira e Rio Negro, que são afluentes do Amazonas). A Amazônia, que tem a maior bacia de drenagem do mundo, com cerca de 7.150.000 quilômetros quadrados, responsável por cerca de um quinto do fluxo pluvial total do mundo. Até 2010 achava-se que o rio Nilo, com 6.650 km, fosse o mais extenso do mundo, mas com técnicas modernas de medição constatou-se que o Amazonas, com 7.051 km, é de fato o mais extenso e com o maior fluxo de água do planeta.

Rio em que os fatos são tão assombrosos quanto as lendas, o Amazonas fertiliza uma região de quase seis milhões de quilômetros quadrados, equivalente a mais de metade da Europa: se a Amazônia é "o pulmão do mundo", sua artéria principal é o rio Amazonas.

Há ainda controvérsias sobre sua nascente, o que dá grandes variações à extensão total. A hipótese atualmente mais aceita apresenta como primeiros lances de sua formação os cursos d'água andinos (e peruanos) Apurimac-Ucayali. Com base nisso, a Carta Aeronáutica Mundial deu ao Amazonas, daí à foz, o comprimento de 6.571km, pouco menor que o do Nilo, consagrado em torno de 6.670km. Uma outra versão localiza o nascedouro em um ponto mais a sudeste e acha 7.025km de percurso. Seja como for, é difícil afirmar com segurança o comprimento do Amazonas.

Pouco característico em seus começos, o rio principia a assumir sua identidade perto de Iquitos, no Peru, onde se encontram o Ucayali e o Marañón, os dois grandes braços alternativos. É quando toma sua definitiva direção oeste-leste, correndo quase sempre a menos de 5o de latitude sul. Seu declive é mínimo, avançando serenamente pela mais ampla várzea do planeta. De Benjamin Constant, na fronteira entre o estado do Amazonas e o Peru, até a ilha de Marajó, o Amazonas só desce 65m em três mil quilômetros (em cada quilômetro, é de 20mm o gradiente médio).

O curso médio do Amazonas depende de se tomar o Marañón ou o Ucayali como principal formador. No primeiro caso, inicia em Pongo de Manseriche, no segundo, em Contamana, ambas pequenas cidades do Peru. Daí vai até Óbidos, a mil quilômetros da foz, onde já se notam efeitos das marés. Além do Peru, marcado quase de ponta a ponta pelas duas tortuosas vertentes da primeira parte do rio, o norte do Brasil (estados de Amazonas e Pará) constitui o imenso território onde o rio se expande, formando a maior bacia hidrográfica da Terra (5.846.100km2), que alcança ainda trechos da Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela e Guianas. Além dos nomes que recebe no Peru, dentro do próprio Brasil, o Amazonas é conhecido por outro nome, o de Solimões, mais ou menos entre Benjamin Constant e Manaus.

Mapa do Rio Amazonas
Sua descarga, vazão ou volume de água, é também, de longe, a maior que se conhece. Em 1963, o United States Geological Survey, associado à Universidade do Brasil e à Marinha de Guerra, mediu a vazão em Óbidos: 216.342m3 por segundo, doze vezes a do Mississippi, mais de vinte vezes a do Nilo. Vale notar que, depois de Óbidos, o Amazonas recebe as águas do Tapajós e do Xingu, na margem direita, do Maicuru, Paru e Jari, na margem esquerda.

São aspectos igualmente curiosos os registros de velocidade, largura e navegabilidade. A velocidade média, no médio e baixo cursos, é de 2,5km por hora, mas em Óbidos, onde o rio tem sua passagem mais estreita em território brasileiro (2.600m), a velocidade chega a oito quilômetros por hora. A largura é outra das medidas de cálculo difícil, por causa das muitas ilhas que se formam no leito, dando origem a uma subdivisão das águas em vários braços ou "paranás". Sem ilhas de permeio, um dos trechos reconhecidamente mais largos fica uns vinte quilômetros antes da foz do Xingu e mede 13km. Mas, nas épocas de cheia, muitas passagens vão além de cinqüenta quilômetros de largura. Tudo ali é variável e dinâmico demais. Em altura, entre o nível máximo das enchentes (junho) e mais baixo da vazante (outubro-novembro), a oscilação é de 10,5m.

O Amazonas é um rio generosamente navegável. Nos 3.700km que vão da embocadura à cidade de Iquitos, sua profundidade (às vezes mais de cinquenta metros) lhe permite receber navios de alto-mar. Muitos de seus afluentes são também navegáveis, de modo que o transporte hidroviário é um dos mais fáceis da região e permanece subexplorado em todos os planos: da quantidade, da qualidade, dos recursos tecnológicos empregados com esse objetivo. Bem programado, é o meio ideal no que diz respeito à proteção da natureza.

Entre os afluentes do Amazonas há também muitos rios colossais. O Madeira é um dos vinte maiores do mundo; o Purus, o Tocantins e o Juruá estão entre os trinta principais. Em toda a rede desses afluentes, no Brasil, sobressaem, pela margem direita, o  Javari, Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu; pela margem esquerda, Içá, Japurá, Negro, Trombetas, Paru e Jari.
Rio Amazonas, O Maior Rio do Planeta

O estuário do rio Amazonas tem duas partes, pelo menos: o canal do Norte, mais largo, e o do Sul, conhecido ainda pelos nomes de rio Pará e baía de Marajó. De um a outro lado dos dois canais a distância é de cerca de 150km. Se se considera o estuário até a costa leste da ilha de Marajó, a medida é o dobro, girando em torno de 300km. Na verdade há mais corredores para a saída do rio. São os chamados furos de Breves, uma série de canais naturais a sudoeste da ilha de Marajó, por onde as águas se distribuem, se filtram, como se fossem muitos e cuidadosos os preparativos para entrar no oceano. Adiante surgem as ilhas: além da Marajó, a Grande de Gurupá, a Caviana, a Mexiana, a Janaucu, a Queimada etc.

O Amazonas apresenta ainda vários fenômenos muito curiosos. No baixo curso, o mais famoso é o da chamada pororoca, encontro violento das águas do rio com as do mar, com estrondo que se ouve a quilômetros de distância. As ondas sobem abruptamente e depois descem em sucessão sobre as praias, tornando perigosa a navegação. Acontece principalmente em outubro, quando as condições do rio e do mar, águas baixas e maré alta, são propícias.

Algo semelhante ocorre nas proximidades de Manaus, quando os rios Negro e Amazonas se encontram: embora não se dê a explosiva luta da pororoca, os dois custam muito a se misturar e, como suas cores são bastante diferentes, vê-se a dificuldade com que o Negro deságua, infiltrando-se aos poucos no Amazonas. As marés de água doce também são intrigantes. Ocorrem em diversos rios que acabam no mesmo estuário amazônico, e duas vezes por dia, dada a variação do nível do mar.

Perfeitamente conhecido, e às vezes apavorante, é o fenômeno das terras caídas, conseqüência evidente da formidável força e predomínio das águas em toda a Amazônia: as margens são solapadas e  subitamente sai da terra uma nova ilha levada pelo rio, muitas vezes com seus animais ou moradores, uma parte do gado ou instalações e casas. Mais recente é a pesquisa sobre as cores dos rios da Amazônia: há rios "brancos" ou amarelos, alaranjados, de forte castanho-escuro, verdes, negros, transparentes. A explicação está nos compostos químicos (orgânicos e inorgânicos) que prevalecem nos lugares por onde passam. O Amazonas, de um modo geral, é dos "brancos", barrento claro, ao menos em sua viagem pela planície.

Suas águas tingem as do oceano até cerca de 200km da costa, reduzindo a salinidade. Por isso o espanhol Vicente Pinzón, que em 1500 teria chegado à foz, denominou-o Mar Dulce. Em 1542 Francisco Orellana desceu o rio a partir do Peru. Quer por causa de um ataque de índios de cabelos longos, quer por acrescentar a seu relato de viagem a fantasia das mulheres guerreiras, referiu-se ao rio como das Amazonas, permanecendo esse nome para sempre.

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Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos
Os Dez MandamentosOs Dez Mandamentos são o documento revelado por Deus a Moisés no monte Sinai, conforme a tradição judaico-cristã. Pela aliança que se estabeleceu então entre Deus e os judeus, estes se comprometeram a observar os mandamentos e, como recompensa, seriam conduzidos à terra prometida. Os dez mandamentos -- cujo texto se encontra, com variações mínimas, nos livros bíblicos do Êxodo e Deuteronômio -- estavam inscritos em duas tábuas: deveres para com Deus e deveres para com o próximo, que guardam, no entanto, um equilíbrio entre o religioso e o social na conduta humana. Deus assume como ofensa a ele dirigida a injustiça cometida contra o próximo.

Exemplo de equilíbrio e concisão, o decálogo que constitui a essência do pacto entre Iavé e o povo de Israel representa a perfeita síntese não só das religiões judaica e cristã, mas também da moral natural que rege as atividades humanas.

Moisés, ao formular os dez mandamentos, foi sem dúvida influenciado por uma sabedoria humana já existente nas religiões do Oriente Médio antigo, principalmente no Egito de seu tempo. O Livro dos mortos, por exemplo, que orientava os egípcios em sua viagem para o além, interrogava o defunto sobre deveres semelhantes aos que aparecem no decálogo. Ao conduzir Israel à liberdade, Moisés teve uma experiência religiosa singular, em consonância com a fé dos patriarcas. Como Abraão, sentiu a exigência religiosa e moral como um convite íntimo de Deus para a felicidade pessoal e coletiva, pelos caminhos da vontade divina. Para os profetas, esse convite dirigido a um povo é virtualmente universal (Is 2:1-5) e será sentido em cada coração humano (Jr 31:31-34).

O livro do Êxodo indica, em várias ocasiões, o número dez para os mandamentos do Sinai. Judeus, católicos, ortodoxos e protestantes conservam esse número e aceitam o conteúdo do texto bíblico, mas resumem-no e enumeram-no de forma diferente. Para os judeus, o prólogo "Eu sou Iavé, teu Deus..." constitui o primeiro mandamento; o segundo encerra a proibição de adorar outros deuses e de idolatria. Católicos e luteranos aceitam os dois anteriores como um só e dividem como nono e décimo a cobiça da mulher e dos bens alheios. Os ortodoxos e protestantes de tradição calvinista aproximam-se da versão judaica: o prólogo e a proibição de adorar a outros deuses é um mandamento e a condenação da idolatria outro.

Embora censurasse o legalismo autossuficiente dos fariseus, Jesus assumiu a lei antiga: "Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los mas dar-lhes pleno cumprimento." (Mt 5:17). A plenitude da Lei e dos Profetas é o amor de Deus e do próximo (Mt 22:35-40), que é o dom de Deus por excelência (Rm 5:5). Nas igrejas cristãs, o decálogo, núcleo da lei antiga, tem sido usado como instrumento pedagógico na formação da consciência religiosa e moral. Santo Agostinho introduziu o decálogo nos ensinamentos para o batismo. No século XIV, o decálogo foi compilado nos manuais para a confissão. Protestantes e católicos incluem-no nos catecismos para a juventude; e os anglicanos, no serviço da comunhão.

Fonte: http://www-religioes.blogspot.com.br

Boro, Propriedades Físicas e Químicas do Boro

Boro, Propriedades Físicas e Químicas do Boro
#Boro, Propriedades Físicas e Químicas do Boro

Boro é um elemento químico semimetálico, de número atômico 5, símbolo B. Pertence ao grupo IIIa do sistema periódico, junto com o alumínio, o gálio, o índio e o tálio. Todavia, por suas características especiais de ligação, seu comportamento assemelha-se mais ao do silício. Não encontrado em estado puro na natureza, aparece sob a forma de ácido bórico e de boratos, como o bórax, o tincal e a kernita, e integra numerosos compostos minerais. Em 1702, W. Homberg obteve o ácido bórico a partir do bórax e denominou-o sal sedativum. Em 1808 Joseph-Louis Gay-Lussac e Louis-Jacques Thenard, na França, e Humphry Davy, no Reino Unido, isolaram o boro em forma de pó amorfo e de cor marrom.

Suas propriedades - grande estabilidade, resistência que o torna imune até ao ácido clorídrico concentrado em ebulição e índice de dureza próximo ao do diamante -  permitem que o boro tenha múltiplas aplicações, como antioxidante, anticorrosivo e componente de materiais de revestimento em geral.


Propriedades físicas e químicas do BoroO boro amorfo tem densidade igual a 2,34. O cristalino, mais puro, é muito duro, tem brilho quase metálico e densidade igual a 3,3. Funde a 2.300o C e volatiliza-se um pouco. Em estado puro o boro não tem muito emprego útil, mas na forma de ácido bórico e bórax encontra grande aplicação na indústria. Em eletrônica, é usado como semicondutor, já que sua condutividade elétrica aumenta com a elevação da temperatura.

O boro se combina tanto com elementos metálicos quanto com não metálicos para formar compostos covalentes, já que em nenhum caso dá origem a estados catiônicos (com íons de carga positiva) ou aniônicos (com íons de carga negativa), o que impede que sejam geradas ligações iônicas.

Ácido bórico Conhecem-se vários ácidos bóricos, todos derivados do anidrido bórico, porém o mais importante é o H3BO3, ácido orto-bórico, que era obtido por condensação dos vapores vulcânicos que saem, com temperatura entre 90o e 120o C, das fumarolas existentes no denominado Maremma di Toscana, arrastando quantidades de ácido bórico. Posteriormente esse ácido passou a ser obtido a partir dos boratos de cálcio, existentes nos Estados Unidos (na Califórnia) e na América do Sul.

O ácido bórico é muito fraco e antigamente era empregado na medicina como antisséptico e na conservação de alimentos e cosméticos. Essa prática, todavia, é hoje proibida ou contraindicada por causa das propriedades tóxicas do ácido. É utilizado também na fabricação de vidros e, particularmente, nos esmaltes para cobertura de chapas metálicas e para obtenção de resistência ao calor.

BóraxO tetraborato de sódio (Na2B4O7) existe na natureza sob a forma de tincal (mineral monoclínico, borato de sódio hidratado), que contém em média 55% de bórax (tetraborato de sódio decaidratado, Na2B4O7.10H2O). Habitualmente, obtém-se o bórax sob a forma de cristais incolores, ligeiramente solúvel em água fria e mais solúvel em água quente, sendo suas soluções alcalinas.

O bórax fundido dissolve alguns óxidos metálicos, formando compostos de coloração definida; é usado em química analítica nos ensaios da pérola de bórax.  Usam-se grandes quantidades de bórax na fabricação de esmaltes, vidrados, vidros ópticos; na fabricação de sabão e de óleos secantes; para enrijecer pavios de vela; como agente de branqueamento e engomagem em lavanderia; para acetinar papel, baralhos etc.; na fabricação de vernizes, com a caseína; em soldagem, como fundente; e como antisséptico.

Os boratos têm grande importância como aditivo em misturas combustíveis de alta potência. No Brasil não são conhecidas jazidas de boratos, mas ocorrem borossilicatos, na formação das turmalinas; porém não são considerados minérios. Fabrica-se um nitreto de boro conhecido como borazon, de alta dureza e que é aplicado na fabricação de abrasivos e peças de grande importância na tecnologia nuclear, como absorvente de nêutrons.

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