domingo, 29 de outubro de 2017

Conheça o bilionário que se tornou o rei da energia eólica no Brasil

Conheça o bilionário que se tornou o rei da energia eólica no Brasil




Getty Images
Todo engenheiro formado no conceituado Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São Paulo, tem profundo conhecimento sobre os ventos. Mas poucos souberam tirar tanto proveito deles como o cearense Mário Araripe, 62 anos. Formando no ITA na turma de 1977, Araripe pilotou vários negócios de sucesso até se tornar o rei da energia eólica com sua empresa Casa dos Ventos, maior desenvolvedora de parques do setor no país.
Nascido em Crato, interior do Ceará, filho de um engenheiro de obras contra a seca, ele saiu do sertão para estudar até em Harvard (EUA), mas sempre voltou ao interior do Nordeste para empreender. Ali montaria seu império.
O primeiro negócio próprio depois de se formar passou bem longe da aeronáutica: após trabalhar na empresa têxtil da família do sogro, Araripe montou uma incorporadora especializada em imóveis de luxo nas belas praias do Ceará. A construtora Colmeia chegou a ser uma das maiores do Nordeste, até ser vendida, em 1994. O empresário investiu então em duas indústrias têxteis, a Companhia Valença Industrial e a Têxtil União. Ambas fazem parte até hoje do Fundo Salus, que reúne os empreendimentos de Araripe.
“Não tem furacão, tufão, ciclone. A produtividade da usina eólica no Nordeste é a maior do mundo”
Foi depois da venda da Construtora Colmeia que o empresário apostou naquele que viria a se tornar um de seus negócios mais famosos: em 1997, após retornar de uma temporada de estudos em Harvard, investiu na fabricante de veículos utilitários Troller, fundada dois anos antes em Horizonte (CE) pelo engenheiro Rogério Faria. Tornou-se controlador da marca e foi o responsável pela grande aceleração da empresa – os jipes fizeram fama internacional em ralis como o Paris-Dacar.
A Troller Veículos Especiais foi a única montadora de veículos 100% brasileira até o comecinho de 2007, quando Araripe vendeu a empresa à norte-americana Ford, em um negócio estimado em R$ 600 milhões.
Foi nessa brecha que o ITA e os ventos voltaram a entrar na vida do empresário: o estímulo para investir na energia eólica veio numa conversa com o engenheiro Odilon Camargo, ex-colega do Instituto, responsável pelo primeiro grande levantamento sobre o potencial eólico do Brasil, elaborado para o Ministério de Minas e Energia.
“Eu havia acabado de vender a Troller para a Ford e estava extremamente líquido. Odilon me disse que deveria olhar a energia eólica e foi o que fiz”, relatou Araripe sobre o conselho do amigo. Por coincidência, anos antes, enquanto Camargo preparava o atlas eólico do Ceará e precisava visitar locais de difícil acesso, Araripe havia lhe emprestado um Troller para a tarefa.
Os ventos do Nordeste estão entre os melhores do mundo para a geração de energia eólica. Bom de faro para novas oportunidades, o cearense seguiu a sugestão do ex-colega de turma e, ainda em 2007, criou a Casa dos Ventos, que começou comprando e alugando terras no Ceará para desenvolver projetos eólicos. Rapidamente, a empresa se tornou a maior desenvolvedora de parques de geração de energia dos ventos – entre projetos próprios e para terceiros.
A Casa dos Ventos também se transformou em grande vendedora de empreendimentos: em 2016, repassou dois parques à Cubico Sustainable Investments, por cerca de R$ 2 bilhões. O negócio envolveu os complexos Ventos de Santa Brígida, no agreste de Pernambuco (com capacidade para 182 megawatts), e Ventos do Araripe I, no sudeste do Piauí (210 megawatts). Na ocasião, foi a maior transação já realizada no Brasil com ativos eólicos em operação. Os dois parques eólicos representam aproximadamente um terço dos ativos com energia contratada da Casa dos Ventos.
Em maio deste ano, a companhia confirmou a venda de mais dois empreendimentos, desta vez para a Echoenergia, criada pelo fundo britânico Actis: Ventos de São Clemente, em Pernambuco (216 MW), e Ventos de Tianguá, no Ceará (130 MW). Nesta negociação, o valor não foi divulgado, mas foi igualmente bilionário. “Como temos outros projetos, às vezes vendemos para investir mais em outro”, declarou o empresário depois da primeira alienação, para a Cubico.
Quando Araripe ingressou no setor, a energia eólica representava apenas 0,2% da matriz elétrica brasileira. Hoje, o país já é o nono maior produtor mundial – em boa parte, graças à Casa dos Ventos. A empresa participou do desenvolvimento de um terço de todos os parques eólicos atualmente em operação ou em construção no Brasil.
Divulgação
© Fornecido por Forbes Brasil Divulgação
Recentemente, a empresa inaugurou a usina Ventos do Araripe III, um dos maiores complexos da América Latina. Localizado na Chapada do Araripe, entre Pernambuco e Piauí, o projeto é composto por 14 parques e 156 aerogeradores, com produção de 359 MW. Nele foi investido R$ 1,8 bilhão.
Além dos projetos próprios, a Casa dos Ventos tem participação acionária em outras usinas (que somam 657 MW). Mas seu maior gigantismo está no potencial: a empresa soma 15 gigawatts (cerca de 20 vezes a capacidade dos parques que já vendeu) em projetos engatilhados, com áreas já mapeadas e aprovadas. O fundo Salus é dono de mais de 180 mil hectares de propriedades rurais no Brasil – o que significa muito chão para torres de energia eólica.
“Em termos energéticos, raras são as regiões da Terra com ventos tão fortes e constantes como no Nordeste do Brasil. Além da latitude certa, ele está no lado certo do continente em relação à rotação da Terra. Não tem furacão, tufão, ciclone. A produtividade da usina eólica no Nordeste é a maior do mundo. O preço é muito competitivo”, festeja o novo integrante da lista de bilionários de FORBES.
Fonte: Forbes

Nasa avista objeto misterioso vindo de outra estrela

Nasa avista objeto misterioso vindo de outra estrela

Cientistas de todo o mundo estão intrigados com o enigmático pedregulho que não parece pertencer ao nosso sistema solar

É um cometa? Um asteroide? E de onde ele vem? A Nasa, a agência espacial americana, não tem resposta para nenhuma dessas questões. O que se sabe é que, no último dia 19 de outubro, detectou-se um objeto estranho em nosso sistema solar, noticiado na quinta-feira (26) pelo governo dos EUA. Por que o “estranho”? Trata-se de um forasteiro. Um pedregulho de 400 metros de diâmetro, viajando a 25,5 quilômetros por segundo, que chegou às redondezas da Terra provavelmente vindo das proximidades de uma estrela distante.
Caso seja confirmado que se trata de um “alien”, esse será o primeiro objeto interestelar já detectado na órbita do Sol. “Esperávamos por isso fazia décadas”, falou o astrônomo Paul Chodas, da divisão da Nasa responsável pelo achado, em comunicado oficial. “Há muito era teorizado que asteroides e cometas que se movem ao redor de estrelas poderiam ocasionalmente se desprender e passar por nosso sistema solar. Mas essa é a primeira vez que acreditamos ter detectado algo do tipo”, acrescentou.
O tal objeto, chamado provisoriamente de A/2017 U1 (como será o primeiro de seu tipo, astrônomos ainda precisam criar as regras para nomeá-lo), foi descoberto em 19 de outubro por uma equipe do telescópio da Universidade do Havaí. Rob Weryk, pesquisador da Nasa responsável pela primeira identificação, reportou a detecção aos seus superiores. Afirmou Weryk: “O movimento desse objeto não podia ser explicado como se ele fosse um cometa ou asteroide de nosso sistema solar”.
Isso porque, o pedregulho misterioso se move extremamente rápido e numa trajetória que não seria típica de algo que surgiu no sistema solar, na órbita do Sol. Pelos cálculos dos cientistas, o enigma teria vindo de alguma localização da constelação de Lira. Depois, aproximou-se de nossa redondeza, sem colidir com nenhum dos planetas daqui. Impulsionado pela gravidade solar, depois ele chegou a 24 milhões de quilômetros de distância da Terra (600 vezes a para a Lua) e, agora, parece se direcionar para a constelação de Pégaso.
O misterioso objeto não representa perigo para a Terra – não há chance de cair por aqui. E, neste momento, segunda a Nasa, cientistas de todo o planeta estão tentando decifrar do que realmente se trata esse (provável) viajante interestelar
Fonte: Veja



Dono da Amazon ganha US$ 10 bilhões em um dia e vira mais rico do mundo

Dono da Amazon ganha US$ 10 bilhões em um dia e vira mais rico do mundo

29 OUT 2017

O patrimônio do americano Jeff Bezos, 53, aumentou US$ 10,3 bilhões na sexta-feira (27), depois da disparada das ações da Amazon (empresa que comanda), e ele voltou a ser o homem mais rico do mundo.
Segundo a revista "Forbes", o presidente-executivo da gigante do varejo agora tem uma fortuna de US$ 93,1 bilhões, ultrapassando com certa folga o segundo colocado: Bill Gates, dono de US$ 90 bilhões.
O crescimento do patrimônio de Bezos foi resultado do aumento de 13% nas ações da Amazon na sexta-feira.
Os investidores ficaram animados com as vendas da empresa no terceiro trimestre, quando cresceram 34%, somando US$ 43,7 bilhões.
O curioso é que Bezos chegou a ser o homem mais rico do mundo em julho, mas a liderança durou poucas horas. A explicação: as ações da Amazon caíram, depois que investidores ficaram desanimados com o lucro da empresa.
Na época, ele também foi ultrapassado por Gates.
O patrimônio de Bezos está principalmente em ações de sua companhia -ele mantém 17% do total.
O criador da Amazon também é dono do jornal "Washington Post" e da companhia Blue Origin, de exploração espacial.
Recentemente, a Amazon estreou a venda de eletrônicos em seu site no Brasil.
ANO DE REVIRAVOLTAS
A troca na liderança entre Gates e Bezos não foi a única neste ano.
Em agosto, o fundador da Microsoft foi ultrapassado pelo espanhol Amancio Ortega, criador da Zara.
A queda de Gates, na ocasião, aconteceu porque havia sido revelado que ele doou em junho 64 milhões de ações da Microsoft à Fundação Bill e Melinda Gates. Na ocasião, os papéis eram avaliados em US$ 4,6 bilhões.
Desde 1994, o casal Gates já doou cerca de US$ 35 bilhões em ações e dinheiro.
O brasileiro mais rico da lista da "Forbes" é Jorge Paulo Lemann, 78, com US$ 30,7 bilhões (24º no mundo), seguido por Joseph Safra, 78, com US$ 22 bilhões.

Fonte: UOL

Geólogos criam mapa-múndi de possíveis minas de diamante

Geólogos criam mapa-múndi de possíveis minas de diamante



Geológos criam mapa-múndi de possíveis minas de diamante
O resultado não é um mapa da mina definitivo, porque os esforços se concentraram em áreas mais antigas da crosta continental, uma faixa de pouco mais de 300 quilômetros de espessura e 2,5 bilhões de idade.[Imagem: Torsvik et al./Nature]


Em busca dos diamantes
Embora alumínio, minério de ferro e petróleo sejam as riquezas exploradas atualmente pela mineração em maior escala, o ouro e o diamante sempre estiveram ligados aos grandes anseios não apenas dos mineradores, mas da própria humanidade.
O ouro não resistiu ao desenvolvimento das novas técnicas geoquímicas e geofísicas, e hoje seus depósitos são mais facilmente detectáveis, ainda que a exploração desses depósito nem sempre seja economicamente viável.
Mas o diamante tem permanecido fugidio. Localizar reservas de diamante é muito mais difícil do que encontrar agulhas em meros palheiros, tornando um "mapa da mina de diamante" provavelmente muito mais valioso do que um "mapa da mina de ouro".
Tipos de minas de diamante
Há dois tipos de "minas de diamante" - que os geólogos chamam de ocorrência. Uma ocorrência de grande porte e já mensurada passa a ser considerada uma reserva. E uma reserva explorada comercialmente torna-se uma mina.
O primeiro tipo são os diamantes de aluvião, cuja rocha matriz - onde diamante nasceu - sofreu um desgaste erosivo ao longo de milhões de anos, fazendo com que as preciosas pedras rolassem e se depositassem em regiões mais baixas dos leitos d'água, atuais ou passados. Todos os diamantes encontrados no Brasil são desse tipo de reserva mineral.
O segundo tipo é o kimberlito, a rocha matriz onde o diamante se forma, a grandes profundidades e pressões enormes. Movimentos tectônicos, ou a própria erosão do terreno circundante, podem deixar essas rochas até bem próximo da superfície, facilitando a exploração. A maioria das grandes minas de diamante, como as da África do Sul, são minas de kimberlito.
Mapa da mina de diamante
Mas, como se formam a profundidades muito grandes, encontrar kimberlitos é muito difícil e não existem muitas técnicas para que isso seja feito em larga escala.
Agora, em um trabalho de grande impacto na área, um grupo internacional de geólogos conseguiu mapear milhares de kimberlitos ao longo de toda a Terra. O estudo poderá ajudar na localização de áreas com maior probabilidade de se encontrar diamantes.
O resultado não é um mapa da mina definitivo, porque os esforços se concentraram em áreas mais antigas da crosta continental, uma faixa de pouco mais de 300 quilômetros de espessura e 2,5 bilhões de idade.
O motivo é que estão ali os diamantes de extração mais economicamente viável.
Como se formam os diamantes
Os diamantes são formados em condições de alta pressão a mais de 150 mil metros de profundidade, no manto, a camada da estrutura terrestre que fica entre o núcleo e a crosta.
A distribuição desses diamantes no subsolo é controlada por plumas mantélicas, um fenômeno geológico que consiste na ascensão de um grande volume de magma de regiões profundas. Essa distribuição natural tem sido feita dessa forma há pelo menos meio bilhão de anos.
As plumas, originadas da fronteira entre o núcleo e o manto terrestre, são responsáveis pela distribuição dos kimberlitos, as raríssimas rochas vulcânicas das quais são retirados os diamantes.
Os cientistas reconstruíram as posições das placas tectônicas nos últimos 540 milhões de anos de modo a localizar áreas da crosta continental relativas ao manto profundo nos períodos em que os kimberlitos ascenderam.
"Estabelecer a história da estrutura do manto profundo mostrou, inesperadamente, que dois grandes volumes posicionados logo acima da divisa entre o manto e o núcleo têm-se mantido estáveis em suas posições atuais no último meio bilhão de anos," disse Kevin Burke, professor de geologia na Universidade de Houston, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo.
Dúvidas geológicas
De acordo com os pesquisadores, esses kimberlitos, muitos dos quais trouxeram diamantes de mais de 150 quilômetros de profundidade, estiveram associados com extremidades de disparidades em grande escala no manto mais profundo. Essas extremidades seriam zonas nas quais as plumas mantélicas se formaram.
Estranhamente, contudo, suas localizações parecem ter-se mantido estáveis ao longo do tempo geológico.
"O motivo para que esse resultado não tenha sido esperado é que nós, que estudamos o interior da Terra, assumimos que, embora o manto profundo seja sólido, o material que o compõe deveria estar em movimento todo o tempo, por causa de o manto profundo ser tão quente e se encontrar sob elevada pressão, promovida pelas rochas acima dele", disse.
Fonte: Geologo.com

Dólar salta mais de 1% e encosta em R$3,30 com temores sobre agenda econômica

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta de mais de 1 por cento nesta quinta-feira, aproximando-se do patamar de 3,30 reais, com o placar da votação na Câmara dos Deputados indicando menor apoio político a Michel Temer, o que manteve a cautela do mercado mesmo após a segunda denúncia contra o presidente ser barrada
O dólar avançou 1,22 por cento, a 3,2846 reais na venda, depois de bater 3,2898 reais na máxima do dia, renovando as máximas em mais de quatro meses. O dólar futuro era negociado com alta de cerca de 1,55 por cento no final da tarde.
"Estou pessimista quanto à reforma da Previdência, o máximo que pode ser aprovado é uma reforma intraconstitucional", afirmou mais cedo o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior.
A Câmara dos Deputados rejeitou a segunda denúncia contra Temer na noite passada, mas sinalizou, com o placar abaixo do esperado pelo governo e a demora de parlamentares da base em marcar presença na votação, que o Planalto deve encontrar dificuldades para tocar sua agenda.
Para analistas ouvidos pela Reuters, de modo geral, o placar da votação agora --251 votos, contra 263 votos na primeira denúncia-- indica o esgotamento do capital político do governo, o que complica o já difícil cenário para aprovação de reformas, como a da Previdência.
O dólar começou o dia bem comportado, com leves variações frente ao real, mas o movimento de alta ganhou tração sobretudo no início da tarde.
"Quando o mercado fica tanto tempo parado quanto ficou nesses últimos meses, um movimento súbito acaba pegando muita gente de surpresa. O que era para ser uma marola acaba virando um tsunami", disse o operador de um banco internacional.
Desde meados de julho, a moeda norte-americana vinha sendo negociada basicamente numa banda entre 3,15 e 3,20 reais. Mas, desde o último dia 19, ela acumula alta de 3,78 por cento, já com ceticismo sobre a cena política.
O cenário externo também contribuiu para o movimento, com expectativa sobre a escolha do novo chair do Federal Reserve, banco central norte-americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vinha dizendo que ainda avaliava três nomes: o diretor do Fed Jerome Powell, o economista da Universidade de Stanford John Taylor e a atual chair do Fed, Janet Yellen.
Taylor é visto como mais conservador pelos mercados e sua escolha pode significar mais altas dos juros pelo Fed. Juros mais elevados nos EUA tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados ao redor do mundo, o que pode resultar em fluxo de saída de capitais do Brasil.
Nesta manhã, no entanto, saíram notícias de que Yellen estaria fora da disputa e, assim, apenas Powell e Taylor estariam no radar ainda de Trump.
Para alguns analistas, o dólar já pode ter mudado de patamar frente ao real. "A gente viu que vai ter realmente esse novo momento de corte de impostos (nos Estados Unidos), então provavelmente vai ficar um pouco mais alto mesmo o dólar", afirmou o economista da corretora Renascença, Marcos Pessoa.

Fonte:  Reuters