domingo, 29 de outubro de 2017

McDonald’s pretende abrir 2 mil novos restaurantes na China até 2022

McDonald’s pretende abrir 2 mil novos restaurantes na China até 2022

McDonald’s pretende abrir 2 mil novos restaurantes na China até 2022
Nova York – O McDonald’s vai aumentar consideravelmente o número de restaurantes na China nos próximos cinco anos, anunciou nesta terça-feira, a rede de fast food. Com isso, a China vai ultrapassar o Japão como o maior mercado da rede depois dos EUA.
Há uma semana, o McDonald’s concluiu a venda de 80% de suas operações na China e em Hong Kong para um grupo de investidores liderado pela Citic, uma das maiores estatais chinesas.
Nesta terça-feira, o McDonald’s e seus novos sócios majoritários anunciaram que pretendem abrir cerca de 2 mil novos restaurantes na China até 2022, alcançando um total de 4.500. Além disso, esperam que as vendas no país cresçam dois dígitos em cada um dos próximo cinco anos. Fonte: Associated Press.


Fonte: Estadão

Roraima: a segunda chance de uma fronteira agrícola

Roraima: a segunda chance de uma fronteira agrícola

Após episódios envolvendo índios e arrozeiros, o Estado recebe terras da União e garante ter quatro milhões de hectares disponíveis para o agronegócio




Livre Dos Índios: o STF já garantiu que não aprovará novas ampliações nas reservas indígenas da região
Roraima é um dos Estados menos desenvolvidos economicamente do Brasil. Prova disso é que, hoje, a administração pública é a atividade que detém maior participação no PIBIB roraimense, com 48% do total. Se por um lado faltam indústrias, por outro sobram terras, em sua maioria desocupadas e improdutivas. E isso não é nenhuma força de expressão. Apenas em 2009, o governo de Roraima já recebeu cerca de seis mi-lhões de hectares de terras da União, e agora quer aproveitá-las para fazer uma revolução agrária no Estado. Uma nova fronteira agrícola está por surgir.
6 milhões de hectares de terra foram repassados pela União ao governo de Roraima em 2009
Muitas destas áreas já estão povoadas e devem ser repassadas aos atuais ocupantes, mas ainda existe muito espaço para novos investidores dispostos a produzir arroz, soja, milho, algodão, cana-de-açúcar ou dendê. “São quatro milhões de hectares de Cerrado aptos a qualquer tipo de cultura sem necessidade de desmatamento”, afirma o governador José de Anchieta Júnior (PSDB). “Estamos trabalhando para que o agronegócio cresça em Roraima e traga o desenvolvimento para cá”, continua.
Para quem busca sua primeira grande propriedade rural, a nova fronteira pode ser uma boa saída. De acordo com a Secretaria de Agricultura de Roraima, um hectare de terra ainda sem título pode sair por R$ 300, enquanto uma área titulada raramente ultrapassa os R$ 1 mil por hectare. No entanto, um detalhe segue afligindo os possíveis investidores: a questão indígena. No início do ano, dezenas de rizicultores foram expulsos de suas fazendas após a ampliação da reserva Raposa Serra do Sol, por isso, os possíveis investidores temem que a história se repita.
“Mas isso não vai acontecer. Firmamos um compromisso com o Supremo Tribunal Federal. Eles nos garantiram que não haveria ampliação de reservas indígenas nesses seis milhões de hectares”, diz o secretário da Agricultura, Gilberto Uemura. “Vamos transformar Roraima em uma nova fronteira agrícola”, completa ele, lembrando que o Estado também vem investindo em infraestrutura para o escoamento da produção. Uma grande oportunidade para quem quer comprar terras na amazônia e ficar rico com a soja, arroz etc..
Fonte:AG.ISTOÉ       

Uso de maconha na indústria têxtil pode salvar pobres fazendeiros na Índia do suicídio





iStock
O cânhamo tem uma surpreendente variedade de usos, como roupas, papel e plásticos moldados, encontrados em carros da Mercedes e da BMW. (iStock)
A Índia é o segundo maior exportador de algodão do mundo, mas enfrenta alguns grandes desafios nesta área. Um deles é que a cultura moderna convencional do produto depende de pesticidas e herbicidas que são impróprios, excessivos e perigosos se aplicados em países subdesenvolvidos, e podem ter contribuído para o declínio mundial da população de insetos. Além disso, há o suicídio epidêmico entre pobres fazendeiros de algodão. Um estudo mostra que agricultores de pequena escala que tentam cultivar seu algodão geneticamente modificado apenas com base na chuva têm mais tendência a entrar em um ciclo de dívidas e cometer suicídio.
Por essas e outras razões, empreendedores sociais estão observando de perto uma outra cultura, o cânhamo industrial – cannabis sativa com baixo THC, diferente da cannabis indica, maconha utilizada para o fumo.
O cânhamo tem uma surpreendente variedade de usos, como roupas, papel e plásticos moldados, encontrados em carros da Mercedes e da BMW. É mais forte e mais durável do que o algodão, e precisa de metade da água e da terra para crescer. Além disso, leva apenas 90 dias para amadurecer para a colheita – muito menos do que os nove meses do algodão -, o que permite o plantio duas vezes por ano e a consequente redução do risco financeiro em caso de falha da cultura. Essa versão é chamada de “planta irmã”, crescendo tão densamente que multiplica as ervas daninhas sem a ajuda de herbicidas.
Endêmico na Ásia Central, o cânhamo foi parte das cerimônias religiosas, da cultura e da sabedoria indiana por milhares de anos. Sob o domínio do governo britânico, as plantações indianas de cânhamo foram taxadas e regulamentadas, antes de a planta ser classificada como um narcótico no século 20. A Índia sucumbiu à pressão da guerra internacional às drogas promovida pelos Estados Unidos e baniu o cânhamo completamente na década de 1980.
Agora, os fazendeiros colhem cânhamo selvagem simplesmente para criar cordas para amarrar seus rebanhos, queimar no inverno ou preparar um chutney rico em proteína. A Índia exporta apenas 0,45% do suprimento mundial do produto, menos até do que os Estados Unidos (2,4%). Os principais exportadores são a Holanda e a China. Isso porque o cânhamo selvagem indiano ainda tem altos níveis de THC, tornando tecnicamente ilegal seu cultivo e uso.
Porém, empreendedores como Ashoka Fellow Sanvar Oberoi e seus colegas estão vendo um novo potencial na cultura. Boheco, uma organização cofundada por Sanvar, quer impulsionar toda a indústria e, no processo, ajudar a traçar um novo curso para o ecossistema e a economia indianos. Criada em 2013 depois da visita de um cofundador a sua família, no oeste da Austrália, que incluía a passagem por uma cidade cuja economia era sustentada apenas pelo cultivo de cânhamo e uva, a Boheco atraiu financiamentos de investidores-anjo no início de 2016 e agora tem 17 funcionários.
“Os fazendeiros ainda não sabem o valor econômico do cânhamo”, diz o cofundador Chirag Tekchandaney. “Não há um cultivo organizado, que os países possam ver. Nós estamos tentando aumentar a consciência entre os consumidores, mas também estamos explicando aos grupos de fazendeiros como eles podem se unir a nós para cultivar isso no futuro.”
Sustentada apenas por recursos próprios dos sete cofundadores nos quatro primeiros anos, a Boheco assegurou uma exceção do governo indiano para trabalhar com institutos de pesquisa e produzir uma variedade de cânhamo consistente, de baixo THC e de classe comercial que possa ser facilmente colhido com os métodos modernos. Eles têm o maior banco de sementes da Índia, com 150 variedades delas, de todas as partes do país, e responderam a consultas de fazendeiros por todo o país que, juntos, representam 25 mil acres potenciais de cultivo.
A organização pretende imitar a história de sucesso do arroz basmati, uma nova espécie de arroz que chegou ao mercado em 2004. “Agora esse é o único arroz que todos comem, porque é consistente e confiável”, diz Tekchandaney. A Boheco pretende assegurar os direitos de comercialização da semente de cânhamo, mas abrirá sua pesquisa ao público para que empresas e fazendas de cânhamo possam se proliferar pela Índia.
Para desenvolver o mercado, o time da Boheco está olhando para uma vasta gama de usos ultramodernos para o produto, incluindo remédios e até nanotecnologia. Porém, eles já vendem por atacado uma variedade de tecidos de puro cânhamo e de misturas que levam a planta. O tecido de cânhamo ostenta algumas propriedades incríveis: é a fibra natural mais forte do planeta, 98% resistente a raios ultravioleta e repele bactérias e poeira. Além disso, há agora tecnologia similar à de processamento de papel que pode transformar o cânhamo de uma fibra dura e rígida em uma tão macia quanto o algodão.
A primeira coleção de moda da marca fashion da Boheco, a B Label, é onde o tecido de cânhamo realmente brilha. Chamada de Sativa 188, ela vai de camisas de botão ocidentais, indianas e de estilo misto para homens a blusas apropriadas para o trabalho, tops ombro a ombro e vestidos para mulheres, todos tingidos naturalmente. O tecido de cânhamo da Boheco não precisa ser passado e se torna mais macio a cada lavagem, melhorando ao longo do tempo. Mais importante: a moda de cânhamo é também negativa em carbono, o que significa que, na verdade, ajuda a sequestrar mais carbono do solo do que libera durante sua fabricação.
Além disso, há a coleção Handloom da B Label de estolas de lã e cânhamo, que são feitas à mão pela Mandakini Women Weavers Co-operative, no vale Kedarnath de Uttarakhand. Cerca de 60 pessoas trabalham para a B Label Handloom, incluindo homens locais empregados na colheita do cânhamo selvagem.
A B Label já estava à venda em alguns estabelecimentos indianos, mas a partir desta quarta-feira (25), a loja online da B Label começa a vender as peças internacionalmente.
Fonte:  Forbes Brasil. 

Conheça o bilionário que se tornou o rei da energia eólica no Brasil

Conheça o bilionário que se tornou o rei da energia eólica no Brasil




Getty Images
Todo engenheiro formado no conceituado Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São Paulo, tem profundo conhecimento sobre os ventos. Mas poucos souberam tirar tanto proveito deles como o cearense Mário Araripe, 62 anos. Formando no ITA na turma de 1977, Araripe pilotou vários negócios de sucesso até se tornar o rei da energia eólica com sua empresa Casa dos Ventos, maior desenvolvedora de parques do setor no país.
Nascido em Crato, interior do Ceará, filho de um engenheiro de obras contra a seca, ele saiu do sertão para estudar até em Harvard (EUA), mas sempre voltou ao interior do Nordeste para empreender. Ali montaria seu império.
O primeiro negócio próprio depois de se formar passou bem longe da aeronáutica: após trabalhar na empresa têxtil da família do sogro, Araripe montou uma incorporadora especializada em imóveis de luxo nas belas praias do Ceará. A construtora Colmeia chegou a ser uma das maiores do Nordeste, até ser vendida, em 1994. O empresário investiu então em duas indústrias têxteis, a Companhia Valença Industrial e a Têxtil União. Ambas fazem parte até hoje do Fundo Salus, que reúne os empreendimentos de Araripe.
“Não tem furacão, tufão, ciclone. A produtividade da usina eólica no Nordeste é a maior do mundo”
Foi depois da venda da Construtora Colmeia que o empresário apostou naquele que viria a se tornar um de seus negócios mais famosos: em 1997, após retornar de uma temporada de estudos em Harvard, investiu na fabricante de veículos utilitários Troller, fundada dois anos antes em Horizonte (CE) pelo engenheiro Rogério Faria. Tornou-se controlador da marca e foi o responsável pela grande aceleração da empresa – os jipes fizeram fama internacional em ralis como o Paris-Dacar.
A Troller Veículos Especiais foi a única montadora de veículos 100% brasileira até o comecinho de 2007, quando Araripe vendeu a empresa à norte-americana Ford, em um negócio estimado em R$ 600 milhões.
Foi nessa brecha que o ITA e os ventos voltaram a entrar na vida do empresário: o estímulo para investir na energia eólica veio numa conversa com o engenheiro Odilon Camargo, ex-colega do Instituto, responsável pelo primeiro grande levantamento sobre o potencial eólico do Brasil, elaborado para o Ministério de Minas e Energia.
“Eu havia acabado de vender a Troller para a Ford e estava extremamente líquido. Odilon me disse que deveria olhar a energia eólica e foi o que fiz”, relatou Araripe sobre o conselho do amigo. Por coincidência, anos antes, enquanto Camargo preparava o atlas eólico do Ceará e precisava visitar locais de difícil acesso, Araripe havia lhe emprestado um Troller para a tarefa.
Os ventos do Nordeste estão entre os melhores do mundo para a geração de energia eólica. Bom de faro para novas oportunidades, o cearense seguiu a sugestão do ex-colega de turma e, ainda em 2007, criou a Casa dos Ventos, que começou comprando e alugando terras no Ceará para desenvolver projetos eólicos. Rapidamente, a empresa se tornou a maior desenvolvedora de parques de geração de energia dos ventos – entre projetos próprios e para terceiros.
A Casa dos Ventos também se transformou em grande vendedora de empreendimentos: em 2016, repassou dois parques à Cubico Sustainable Investments, por cerca de R$ 2 bilhões. O negócio envolveu os complexos Ventos de Santa Brígida, no agreste de Pernambuco (com capacidade para 182 megawatts), e Ventos do Araripe I, no sudeste do Piauí (210 megawatts). Na ocasião, foi a maior transação já realizada no Brasil com ativos eólicos em operação. Os dois parques eólicos representam aproximadamente um terço dos ativos com energia contratada da Casa dos Ventos.
Em maio deste ano, a companhia confirmou a venda de mais dois empreendimentos, desta vez para a Echoenergia, criada pelo fundo britânico Actis: Ventos de São Clemente, em Pernambuco (216 MW), e Ventos de Tianguá, no Ceará (130 MW). Nesta negociação, o valor não foi divulgado, mas foi igualmente bilionário. “Como temos outros projetos, às vezes vendemos para investir mais em outro”, declarou o empresário depois da primeira alienação, para a Cubico.
Quando Araripe ingressou no setor, a energia eólica representava apenas 0,2% da matriz elétrica brasileira. Hoje, o país já é o nono maior produtor mundial – em boa parte, graças à Casa dos Ventos. A empresa participou do desenvolvimento de um terço de todos os parques eólicos atualmente em operação ou em construção no Brasil.
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© Fornecido por Forbes Brasil Divulgação
Recentemente, a empresa inaugurou a usina Ventos do Araripe III, um dos maiores complexos da América Latina. Localizado na Chapada do Araripe, entre Pernambuco e Piauí, o projeto é composto por 14 parques e 156 aerogeradores, com produção de 359 MW. Nele foi investido R$ 1,8 bilhão.
Além dos projetos próprios, a Casa dos Ventos tem participação acionária em outras usinas (que somam 657 MW). Mas seu maior gigantismo está no potencial: a empresa soma 15 gigawatts (cerca de 20 vezes a capacidade dos parques que já vendeu) em projetos engatilhados, com áreas já mapeadas e aprovadas. O fundo Salus é dono de mais de 180 mil hectares de propriedades rurais no Brasil – o que significa muito chão para torres de energia eólica.
“Em termos energéticos, raras são as regiões da Terra com ventos tão fortes e constantes como no Nordeste do Brasil. Além da latitude certa, ele está no lado certo do continente em relação à rotação da Terra. Não tem furacão, tufão, ciclone. A produtividade da usina eólica no Nordeste é a maior do mundo. O preço é muito competitivo”, festeja o novo integrante da lista de bilionários de FORBES.
Fonte: Forbes

Nasa avista objeto misterioso vindo de outra estrela

Nasa avista objeto misterioso vindo de outra estrela

Cientistas de todo o mundo estão intrigados com o enigmático pedregulho que não parece pertencer ao nosso sistema solar

É um cometa? Um asteroide? E de onde ele vem? A Nasa, a agência espacial americana, não tem resposta para nenhuma dessas questões. O que se sabe é que, no último dia 19 de outubro, detectou-se um objeto estranho em nosso sistema solar, noticiado na quinta-feira (26) pelo governo dos EUA. Por que o “estranho”? Trata-se de um forasteiro. Um pedregulho de 400 metros de diâmetro, viajando a 25,5 quilômetros por segundo, que chegou às redondezas da Terra provavelmente vindo das proximidades de uma estrela distante.
Caso seja confirmado que se trata de um “alien”, esse será o primeiro objeto interestelar já detectado na órbita do Sol. “Esperávamos por isso fazia décadas”, falou o astrônomo Paul Chodas, da divisão da Nasa responsável pelo achado, em comunicado oficial. “Há muito era teorizado que asteroides e cometas que se movem ao redor de estrelas poderiam ocasionalmente se desprender e passar por nosso sistema solar. Mas essa é a primeira vez que acreditamos ter detectado algo do tipo”, acrescentou.
O tal objeto, chamado provisoriamente de A/2017 U1 (como será o primeiro de seu tipo, astrônomos ainda precisam criar as regras para nomeá-lo), foi descoberto em 19 de outubro por uma equipe do telescópio da Universidade do Havaí. Rob Weryk, pesquisador da Nasa responsável pela primeira identificação, reportou a detecção aos seus superiores. Afirmou Weryk: “O movimento desse objeto não podia ser explicado como se ele fosse um cometa ou asteroide de nosso sistema solar”.
Isso porque, o pedregulho misterioso se move extremamente rápido e numa trajetória que não seria típica de algo que surgiu no sistema solar, na órbita do Sol. Pelos cálculos dos cientistas, o enigma teria vindo de alguma localização da constelação de Lira. Depois, aproximou-se de nossa redondeza, sem colidir com nenhum dos planetas daqui. Impulsionado pela gravidade solar, depois ele chegou a 24 milhões de quilômetros de distância da Terra (600 vezes a para a Lua) e, agora, parece se direcionar para a constelação de Pégaso.
O misterioso objeto não representa perigo para a Terra – não há chance de cair por aqui. E, neste momento, segunda a Nasa, cientistas de todo o planeta estão tentando decifrar do que realmente se trata esse (provável) viajante interestelar
Fonte: Veja