segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Bitcoin é uma bolha real, diz Warren Buffett 

Bitcoin é uma bolha real, diz Warren Buffett

Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway Inc.: Warren Buffett: críticas à bitcoin© Getty Images Warren Buffett: críticas à bitcoin
São Paulo — Considerado um dos melhores investidores do mundo, Warren Buffett classificou o mercado de bitcoins como uma “bolha real”.
“As pessoas ficam entusiasmadas com grandes movimentos de preços e Wall Street se adapta”, disse Buffett.
De acordo com o site MarketWatch, Buffett  tocou no assunto durante uma sessão de perguntas e respostas com estudantes de negócios, realizada em Omaha (EUA) no início deste mês.
Os jovens tinham a liberdade de perguntar sobre qualquer tema. Obviamente, a mais famosa das moedas virtuais não foi esquecida.
A bitcoin valorizou mais de 500% desde o começo do ano e seu valor de mercado já ultrapassou os 90 bilhões de dólares.
Sobre isso, Buffet criticou a ideia de aplicar valor a uma moeda digital. “Você não pode valorizar a bitcoin porque ela não é um recurso de produção de valor”, disse.

Entenda o que é bitcoin

bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.
O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto. De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido.
Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC.
Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas. As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.
Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação.
Arquivado em: MERCADOS

Fonte: MSN



Prefeitura de Mariana vê nova mineradora como saída para melhorar finanças

Prefeitura de Mariana vê nova mineradora como saída para melhorar finanças


Enquanto a Fênix Mineração quer extrair ouro desviando o curso do Rio Gualaxo do Norte, em Mariana, na Região Central do estado, a prefeitura da cidade histórica se vê imersa em problemas financeiros, diante da queda na arrecadação, dois anos depois do rompimento da Barragem de Fundão. Com R$ 10 milhões a menos nos cofres depois da paralisação das atividades da Samarco, a cidade está ávida por recursos, mas a administração afirma seguir os mesmos trâmites anteriores à tragédia para avalizar a mineração. O prefeito, Duarte Júnior, já assinou uma declaração de conformidade para que a Fênix busque as licenças ambientais necessárias para desenvolver a mineração de ouro no manancial já impactado pela lama, com base em uma autorização do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema).
A aposta do prefeito para sair do sufoco é a votação do Código Ambiental do município, texto com 300 artigos que está emperrado há quatro meses na Câmara Municipal de Mariana. O documento pretende ampliar a atuação da prefeitura, principalmente com relação à fiscalização das atividades que impactem o meio ambiente, e garantir contrapartidas ao município, financeiras ou ambientais. Enquanto isso não ocorre, a entrada de empresas na cidade, independente do ramo de atuação, é vista como chance de reequilibrar as contas.
Análise Antes de o prefeito assinar a carta de conformidade que consta no processo de licenciamento prévio e de instalação da mineradora de ouro Fênix, houve apreciação do tema pelo Codema. Em uma das reuniões, de dezembro do ano passado, a conselheira Maria de Fátima Mello foi contra o empreendimento, por entender que o retorno é baixo para uma atividade perigosa e danosa ao meio ambiente. Em uma segunda reunião, em março deste ano, os conselheiros aprovaram o empreendimento. Na ocasião, Maria de Fátima não esteve presente.
Duarte Júnior disse que a declaração da prefeitura cumpre os preceitos administrativos para andamento do processo. Para ele, a análise ambiental cabe à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que deve avaliar se há algum risco para o Rio Gualaxo diante dos dois desvios previstos. “Não tenho esse conhecimento técnico e acredito que, se houver risco, é óbvio que a Semad não deve autorizar”, afirma.
O prefeito de Marianam Duarte Júnior, destaca que é importante levar a tragédia de Mariana em consideração na hora de avaliar novos empreendimentos, mas ele acha que não é possível barrar ações que aumentem os recursos do município. “A gente entende que tudo o que possa estar dentro das normas legais, não vamos nos opor. Sempre fomos um município minerador. E, se estiver dentro das normas, sem danos à população, não vamos nos pautar dessa forma, pelo que ocorreu”, diz o prefeito.

Segundo o chefe do Executivo municipal, com a paralisação da Samarco, a arrecadação anual com a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (Cefem) caiu de R$ 27 milhões para R$ 17 milhões, com impacto em serviços essenciais, como a escola integral. O secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Carneiro, admite que a carta de aceitação do projeto de mineração de ouro, obrigatória para o avanço do licenciamento ambiental, levou em consideração “tudo o que a cidade estava passando com a falta de tributos”. O secretário também afirma que o desvio previsto no curso do Rio Gualaxo vai, na realidade, retomar condições que o manancial tinha antes da inundação pela lama.
O professor Alberto Fonseca, do Departamento de Engenharia Ambiental da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), acredita que o fato de o Rio Gualaxo do Norte ter sido soterrado pela lama da Samarco não cria necessariamente uma barreira para a atividade minerária no local. O que mais preocupa o especialista em análises de impactos é o que vai ocorrer depois da saída da mineradora do local, caso ela realmente obtenha autorização para retirar ouro da região.
“Infelizmente, a história brasileira tem mostrado uma situação muito preocupante, pois é muito frequente o fato de a proposta para mitigar os impactos não ser desenvolvida plenamente. As empresas tendem a não cumprir condicionantes das licenças ambientais e os órgãos públicos tendem a não ter capacidade de fazer o acompanhamento adequado”, afirma Fonseca. O resultado disso, conforme o professor, é a ausência de sanções que imponham barreiras ao funcionamento das empresas e, por isso, o futuro dessas áreas mineradas, normalmente, é de degradação.
AÇÕES Engenheiro geólogo que atua como consultor da Fênix, Carlos Henrique Ramos Mello ressalta que todo o impacto gerado tem medidas de controle previstas, que serão analisadas pela Semad, que pode solicitar ainda outras ações, caso entenda que o que está nos estudos não seja suficiente. “É muito importante destacar que não vai ter atuação da empresa se houver qualquer descaracterização do que ficar acordado. Tudo que for posto em papel vai ser cumprido”, sustenta.
A área que a Fênix pretende atuar tem 23 hectares, segundo a empresa, e pertence à Fazenda Gama, propriedade que fica na zona rural de Mariana. Para conseguir a autorização de uso do terreno para tocar o processo de licenciamento, a Fênix teve que recorrer à Justiça, já que a real dona da fazenda, a Saint Gobain Canalizações, não se manifestou sobre os pedidos da mineradora.
O Estado de Minas procurou a Samarco e a Fundação Renova, entidade responsável pela reparação dos danos ao meio ambiente causados pela tragédia de Mariana, para que se manifestassem sobre o assunto, mas ambas informaram que não têm relação com o processo de licenciamento ambiental da Fênix e não quiseram se pronunciar. O EM também entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais, com o Departamento Nacional de Produção Minerária (DNPM) e com a Saint Gobain Canalizações, que não responderam aos questionamentos.
Rastros do desastre
Desde ontem, o Estado de Minas percorre o caminho da lama que, há dois anos, foi liberada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, para mostrar que os reflexos do desastre continuam presentes nas vidas e nas comunidades atingidas. A primeira reportagem da série mostrou que a memória de Bento Rodrigues continua sendo consumida pelos efeitos da tragédia e que esse e outros povoados se transformaram em cidades fantasmas.
Fonte: EM 

CSN tem lucro líquido de R$256 mi no 3º trimestre

CSN tem lucro líquido de R$256 mi no 3º trimestre


A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve lucro líquido de 256 milhões de reais no terceiro trimestre, com o resultado refletindo incremento das margens operacionais em siderurgia e mineração, bem como melhor resultado financeiro no período, de acordo com dados não auditados divulgados nesta segunda-feira.
O resultado foi o melhor para o ano, depois da siderúrgica ter registrado lucro líquido de 118 milhões de reais no primeiro trimestre e prejuízo de 640 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, também de acordo com os dados não auditados. A CSN, que não divulgava resultados trimestrais desde o final de 2016, informou que auditores independentes ainda estão trabalhando nos números da companhia e não estimou quando a análise será concluída.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para o terceiro trimestre somou 1,213 bilhão de reais, ante 896 milhões de reais no segundo trimestre e 1,333 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano.
O resultado da CSN foi publicado depois que a rival Usiminas divulgou na sexta-feira lucro líquido de 76 milhões de reais para o terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 107 milhões de reais sofrido um ano antes.
A CSN conseguiu no terceiro trimestre reduzir seu endividamento. A relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado caiu de 7,4 vezes no final de setembro de 2016 para 5,5 vezes no fim do terceiro trimestre deste ano. O caixa recuou 23 por cento, para 4,36 bilhões de reais, e o investimento da empresa caiu na mesma proporção, para 293 milhões de reais.
O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, havia afirmado à Reuters em 20 de outubro que a empresa tem como meta reduzir a alavancagem para 3,5 vezes até o final de 2018 e que a empresa estava avaliando fazer uma captação externa entre o final deste ano e início do próximo.
As ações da CSN exibiam queda de 0,9 por cento às 10:15, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 0,4 por cento.
Fonte: Terra 

Ex-gerente de campanha de Trump é indiciado por 12 acusações

Ex-gerente de campanha de Trump é indiciado por 12 acusações

WASHINGTON (Reuters) - Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um ex-sócio foram indiciados por um grande júri federal dos EUA por 12 acusações, incluindo conspiração contra os Estados Unidos, conspiração para lavagem de dinheiro e violação das leis bancárias e de lobby, informou o Conselho Especial Federal nesta segunda-feira.


Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em Nova York 17/08/2016 REUTERS/Carlo Allegri
“O indiciamento contém 12 acusações: conspiração contra os Estados Unidos, conspiração para lavagem dinheiro, agente não registrado de autoridade estrangeira, testemunhos falsos e enganosos, falsos testemunhos e sete acusações de falha em registrar relatórios de bancos e contas financeiras estrangeiras”, afirmou o conselho em comunicado.
Reportagem de Doina Chiacunkoe

Fonte:  Reuters

Governo eleva para R$600 bi previsão de arrecadação futura com leilões do pré-sal

Governo eleva para R$600 bi previsão de arrecadação futura com leilões do pré-sal

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo federal elevou a estimativa de arrecadação com os leilões do pré-sal, realizados na semana passada, em quase 200 bilhões de reais, para 600 bilhões de reais, disse nesta segunda-feira o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
As estimativas, segundo Oddone, foram refeitas pelas equipes técnicas da ANP considerando os ágios obtidos nas 2ª e 3ª Rodadas do pré-sal, sob regime de partilha, considerados expressivos pela agência reguladora.
Nos leilões sob regime de partilha de produção, vencem as áreas os participantes que oferecerem o maior percentual em petróleo futuro para a União.
A nova projeção da ANP aponta para uma arrecadação de 600 bilhões de reais ao longo de 30 anos, a partir do início da produção nas áreas ofertadas, disse Oddone.
Na sexta-feira, o presidente da República, Michel Temer, publicou uma nota afirmando que a exploração das áreas leiloadas deveria gerar cerca de 130 bilhões de dólares em royalties e outras fontes de arrecadação.
“Antes a gente falava em 400 bilhões de reais em 30 anos, nominal. Isso leva em conta toda a arrecadação, como royalties, lucro óleo, impostos, tributos e imposto de renda. Mas com as alíquotas ofertadas no leilão... e usando as mesmas premissas, o resultado é 200 bilhões de reais a mais”, disse Oddone, ao participar de um evento na Fundação Getulio Vargas (FGV).
A previsão da ANP é que a produção nos seis blocos arrematados deverá começar dentro de cinco a sete anos.
O diretor-geral não detalhou quais os métodos utilizados para calcular a arrecadação futura, como preços do petróleo, volumes de produção, dentre outros parâmetros.
Das oito áreas ofertadas, apenas duas delas não foram arrematadas.
Foram pagos 6,15 bilhões de reais em bônus de assinatura pelas áreas negociadas, ante uma estimativa de 7,7 bilhões de reais projetada se todas as áreas tivessem sido arrematadas.
“Teve gente dizendo que o leilão não tinha arrecadado o previsto porque só se olhou para o bônus de assinatura. Mas a arrecadação total mostra que será avassaladoramente superior. Foi um sucesso mais que estrondoso”, afirmou.
Na 2ª Rodada, o ágio médio do excedente em óleo ofertado foi de 260,98 por cento e, na 3ª Rodada, de 202,18 por cento, segundo a ANP, com os consórcios liderados pela Petrobras realizando lances agressivos.
Na área do Entorno de Sapinhoá, a Petrobras e parceiros ofereceram ágio de quase 675 por cento, o maior do certame, seguido pelos lances, também com participação da estatal, com ágio de 454 por cento por Peroba e de quase 255 por cento por Alto de Cabo Frio Central.

PETRÓLEO DO GOVERNO

Primeira área a ser leiloada sob regime de partilha de produção, Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, deverá começar a produzir neste ano, mas o governo ainda não sabe ao certo como fará para comercializar o petróleo da região.
Também presente no evento da FGV, o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, afirmou nesta segunda-feira que o governo está trabalhando em uma medida provisória para que a estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) possa vender óleo da área de Libra e de outras áreas sob regime de partilha de produção.
Atualmente, a PPSA é obrigada a contratar um agente comercializador para negociar o petróleo. Chegou a haver uma negociação com a Petrobras, mas não houve acordo.
O primeiro embarque de petróleo produzido na área de Libra está previsto atualmente para ocorrer no primeiro trimestre de 2018.

CESSÃO ONEROSA

O diretor-geral da ANP também fez comentários sobre as áreas do pré-sal cedidas à Petrobras pelo governo em 2010, cujo contrato (conhecido pelo setor como Cessão Onerosa) previu que a petroleira estatal tenha o direito de produzir até 5 bilhões de barris na região.
Uma renegociação do contrato, prevista desde o início, está em andamento, e a Petrobras entende que será credora de valores consideráveis.
O governo tem estudado formas de pagar a Petrobras. Uma delas seria com o óleo excedente da região.
Segundo Odonne, ainda nesta semana, a ANP vai publicar uma estimativa, feita com base em um estudo encomendado a uma certificadora, sobre os volumes excedentes do contrato da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos.
Oddone não quis antecipar valores, mas revelou que os dados serão divulgados com base em análises de risco.
“A gente analisou e ali tem projeções que tem 10 por cento de certeza, 50 por cento de certeza e 90 por cento de certeza. Os números variam”, disse ele.
Estimativas atuais do governo apontam para que haja entre 5 bilhões e 10 bilhões de barris na área, além dos 5 bilhões de barris que já estão contratados com a Petrobras.

Fonte:  Reuters