segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Glencore eleva previsão de lucro anual para divisão de comercialização, reduz estimativa de produção

Glencore eleva previsão de lucro anual para divisão de comercialização, reduz estimativa de produção


A Glencore cortou nesta segunda-feira sua previsão de produção para as principais commodities, incluindo zinco, mas aumentou a perspectiva de lucro antes de juros e impostos (Ebit) para a divisão de comercialização para algo entre 2,6 bilhões e 2,8 bilhões de dólares, refletindo maiores preços das matérias-primas.
O perspectiva anterior para o Ebit da divisão variava de 2,4 bilhões a 2,7 bilhões de dólares, o qual já era uma revisão para cima sobre a previsão de 2,1 bilhões a 2,4 bilhões de dólares feita no início do ano.
Em seu relatório de produção referente ao terceiro trimestre, divulgado nesta segunda-feira, a Glencore reduziu a estimativa de produção de cobre, zinco e carvão, citando dificuldades operacionais, manutenção e fim do “ciclo de vida” de minas, mas afirmou que os ganhos do ano inteiro não serão impactados.    Analistas disseram que foi um trimestre fraco, mas as condições de comercialização foram favoráveis.
“No geral, vemos os resultados de hoje como um pouco negativos, embora a atualização de guidance de Ebit da área de comercialização seja clara”, disseram analistas da Bernstein em nota. Para a produção de zinco, a Glencore cortou sua orientação de 2017 para 1,1 milhão de toneladas, de 1,13 milhão de toneladas consideradas em agosto.
Fonte: Terra 

   

Maior diamante bruto do mundo é vendido por US$ 53 milhões

Maior diamante bruto do mundo é vendido por US$ 53 milhões

Maior diamante bruto do mundo: "Lesedi La Rona" o maior diamante bruto do mundo, é vendido por 53 milhões de dólares depois de uma tentativa frustrada de leilão em 2016© Reuters "Lesedi La Rona" o maior diamante bruto do mundo, é vendido por 53 milhões de dólares depois de uma tentativa frustrada de leilão em 2016
Cinquenta e três milhões de dólares, ou pouco mais de 167 milhões de reais. Esse é o preço do maior diamante bruto do mundo, de 1.109 quilates, vendido pela canadense Lucara Diamond para a empresa Graff Diamonds.
As negociações, segundo os novos detentores da pedra preciosa, demoraram um ano. “Nossa equipe de artesãos altamente qualificados trabalhará dia e noite para garantir que façamos justiça a este singular presente da Mãe Natureza”, declarou Laurence Graff, dono da Graff Diamonds.
O diamante, batizado de “Lesedi La Rona” (“Nossa Luz”, na língua tswana), foi encontrado em novembro de 2015 pela Lucara em Botsuana – país africano é o segundo maior produtor do mundo da pedra preciosa, atrás apenas da Rússia. Em 2016, a pedra preciosa foi levada a leilão pela Sotheby’s de Londres, mas não encontrou um comprador disposto a pagar 70 milhões de dólares.
Apesar do tamanho impressionante – um pouco menor que uma bola de tênis – e de ser o maior diamante descoberto em mais de 100 anos, o “Lesedi La Rona” não quebra um recorde histórico, ocupado pelo “Cullinan”.  Com 3.016,75 quilates, esse diamante bruto, encontrado em 1905 na África do Sul e transformado em nove pedras para a Coroa britânica, ainda segue como o maior de todos os tempos na sua categoria.

Fonte: MSN

Que os diamantes são as pedras preciosas mais clássicas

Que os diamantes são as pedras preciosas mais clássicas e amadas nós já sabemos, hoje o gemólogo Olavo Hermoso, que cria peças lindas de forma exclusiva, fala mais sobre eles:
"O diamante é um símbolo universal do amor. Tendo carregado inúmeros simbolismos, encarnou através dos séculos o amor romântico, emergindo hoje como seu mais poderoso mensageiro. (...) Hoje, mais do que nunca, o anel de noivado é a expressão mais poderosa do amor eterno e verdadeiro, um elemento essencial do ritual de casamento em todo o mundo." (História dos anéis de noivado, por De Beers).
Os diamantes não são todos iguais e não é apenas a beleza o brilho ou o preço que os torna tão especiais ou diferentes entre si. Como a maioria dos diamantes tem até três bilhões de anos de idade, eles são a matéria mais antiga que se pode possuir.
Marilyn Monroe, na pele da personagem Lolerei Lee do filme “Os Homens preferem as loiras” de 1953, já cantava que os diamantes são os melhores amigos que uma mulher. Para Lolerei os diamantes seriam mais seguros, duradouro e confiável do que juras de amor. Vendo as fortunas que circulam pelo mundo em diamantes, tão preciosos que garantiriam a tranqüilidade de qualquer Lolerei , não podemos deixar de pensar que em alguns casos, ela tinha razão.
Para facilitar a classificação das pedras e a comunicação entre compradores e vendedores, foi criado um padrão de classificação a partir de características que todos os diamantes possuem, os chamados 4 Cs: Color (cor), Clarity (Pureza), Cut (Corte) e CaratWeight (Peso em Quilates)

Cor

COLOR
A classificação por cor de um diamante começa na letra D e termina na letra Z, quanto menos cor o diamante apresenta, maior a sua classificação na escala. Porém um diamante com classificação de cor Z é considerado diferenciado ( Fancy) e classificado de outra forma por sua raridade.

Pureza
dc
O grau de pureza do diamante refere – se à presença ou não de manchas ou inclusões que possam diminuir seu valor .
A avaliação da pedra é feita por um profissional com uma lupa ou microscópio gemológico com 10x de aumento.
A quantidade, tamanho, posição e natureza das imperfeições definem o grau de pureza do diamante. Quando recebe a classificação F ( Flawless – sem imperfeições internas e externas) ele é considerado o mais puro.

Corte
cuts
A classificação do corte se refere à lapidação, à simetria e ao polimento do diamante.
O primeiro parâmetro para avaliação é o formato em que o diamante é lapidado. Uma boa lapidação garante ao diamante o brilho que o diferencia de outras pedras.
Em seguida, dois parâmetros muito diferentes: as proporções (ângulos e alturas) e o grau de acabamento (simetria e polimento) que mostram o cuidado e a experiência com que a pedra foi tratada no momento da lapidação.
Todos os ângulos e proporções da lapidação foram cientificamente definidos para garantir a melhor performance da luz dentro do diamante e seu retorno aos olhos do observador, criando as cores e brilho que se vê em um diamante de alta qualidade.

Quilates
carat
O quilate é uma medida de peso e equivale a 200 miligramas ou um quinto de um grama. Um diamante de um quilate equivale a um diamante de 0,20 gramas.
O quilate se divide em 100 unidades, chamadas pontos. Dessa formas, um diamante de 50 pontos tem 0,5 quilates (ct) de peso. Quanto maior o peso em quilates, maior o peso do diamante.

Fonte: Geologo.com

Bitcoin é uma bolha real, diz Warren Buffett 

Bitcoin é uma bolha real, diz Warren Buffett

Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway Inc.: Warren Buffett: críticas à bitcoin© Getty Images Warren Buffett: críticas à bitcoin
São Paulo — Considerado um dos melhores investidores do mundo, Warren Buffett classificou o mercado de bitcoins como uma “bolha real”.
“As pessoas ficam entusiasmadas com grandes movimentos de preços e Wall Street se adapta”, disse Buffett.
De acordo com o site MarketWatch, Buffett  tocou no assunto durante uma sessão de perguntas e respostas com estudantes de negócios, realizada em Omaha (EUA) no início deste mês.
Os jovens tinham a liberdade de perguntar sobre qualquer tema. Obviamente, a mais famosa das moedas virtuais não foi esquecida.
A bitcoin valorizou mais de 500% desde o começo do ano e seu valor de mercado já ultrapassou os 90 bilhões de dólares.
Sobre isso, Buffet criticou a ideia de aplicar valor a uma moeda digital. “Você não pode valorizar a bitcoin porque ela não é um recurso de produção de valor”, disse.

Entenda o que é bitcoin

bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.
O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto. De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido.
Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC.
Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas. As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.
Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação.
Arquivado em: MERCADOS

Fonte: MSN



Prefeitura de Mariana vê nova mineradora como saída para melhorar finanças

Prefeitura de Mariana vê nova mineradora como saída para melhorar finanças


Enquanto a Fênix Mineração quer extrair ouro desviando o curso do Rio Gualaxo do Norte, em Mariana, na Região Central do estado, a prefeitura da cidade histórica se vê imersa em problemas financeiros, diante da queda na arrecadação, dois anos depois do rompimento da Barragem de Fundão. Com R$ 10 milhões a menos nos cofres depois da paralisação das atividades da Samarco, a cidade está ávida por recursos, mas a administração afirma seguir os mesmos trâmites anteriores à tragédia para avalizar a mineração. O prefeito, Duarte Júnior, já assinou uma declaração de conformidade para que a Fênix busque as licenças ambientais necessárias para desenvolver a mineração de ouro no manancial já impactado pela lama, com base em uma autorização do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema).
A aposta do prefeito para sair do sufoco é a votação do Código Ambiental do município, texto com 300 artigos que está emperrado há quatro meses na Câmara Municipal de Mariana. O documento pretende ampliar a atuação da prefeitura, principalmente com relação à fiscalização das atividades que impactem o meio ambiente, e garantir contrapartidas ao município, financeiras ou ambientais. Enquanto isso não ocorre, a entrada de empresas na cidade, independente do ramo de atuação, é vista como chance de reequilibrar as contas.
Análise Antes de o prefeito assinar a carta de conformidade que consta no processo de licenciamento prévio e de instalação da mineradora de ouro Fênix, houve apreciação do tema pelo Codema. Em uma das reuniões, de dezembro do ano passado, a conselheira Maria de Fátima Mello foi contra o empreendimento, por entender que o retorno é baixo para uma atividade perigosa e danosa ao meio ambiente. Em uma segunda reunião, em março deste ano, os conselheiros aprovaram o empreendimento. Na ocasião, Maria de Fátima não esteve presente.
Duarte Júnior disse que a declaração da prefeitura cumpre os preceitos administrativos para andamento do processo. Para ele, a análise ambiental cabe à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que deve avaliar se há algum risco para o Rio Gualaxo diante dos dois desvios previstos. “Não tenho esse conhecimento técnico e acredito que, se houver risco, é óbvio que a Semad não deve autorizar”, afirma.
O prefeito de Marianam Duarte Júnior, destaca que é importante levar a tragédia de Mariana em consideração na hora de avaliar novos empreendimentos, mas ele acha que não é possível barrar ações que aumentem os recursos do município. “A gente entende que tudo o que possa estar dentro das normas legais, não vamos nos opor. Sempre fomos um município minerador. E, se estiver dentro das normas, sem danos à população, não vamos nos pautar dessa forma, pelo que ocorreu”, diz o prefeito.

Segundo o chefe do Executivo municipal, com a paralisação da Samarco, a arrecadação anual com a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (Cefem) caiu de R$ 27 milhões para R$ 17 milhões, com impacto em serviços essenciais, como a escola integral. O secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Carneiro, admite que a carta de aceitação do projeto de mineração de ouro, obrigatória para o avanço do licenciamento ambiental, levou em consideração “tudo o que a cidade estava passando com a falta de tributos”. O secretário também afirma que o desvio previsto no curso do Rio Gualaxo vai, na realidade, retomar condições que o manancial tinha antes da inundação pela lama.
O professor Alberto Fonseca, do Departamento de Engenharia Ambiental da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), acredita que o fato de o Rio Gualaxo do Norte ter sido soterrado pela lama da Samarco não cria necessariamente uma barreira para a atividade minerária no local. O que mais preocupa o especialista em análises de impactos é o que vai ocorrer depois da saída da mineradora do local, caso ela realmente obtenha autorização para retirar ouro da região.
“Infelizmente, a história brasileira tem mostrado uma situação muito preocupante, pois é muito frequente o fato de a proposta para mitigar os impactos não ser desenvolvida plenamente. As empresas tendem a não cumprir condicionantes das licenças ambientais e os órgãos públicos tendem a não ter capacidade de fazer o acompanhamento adequado”, afirma Fonseca. O resultado disso, conforme o professor, é a ausência de sanções que imponham barreiras ao funcionamento das empresas e, por isso, o futuro dessas áreas mineradas, normalmente, é de degradação.
AÇÕES Engenheiro geólogo que atua como consultor da Fênix, Carlos Henrique Ramos Mello ressalta que todo o impacto gerado tem medidas de controle previstas, que serão analisadas pela Semad, que pode solicitar ainda outras ações, caso entenda que o que está nos estudos não seja suficiente. “É muito importante destacar que não vai ter atuação da empresa se houver qualquer descaracterização do que ficar acordado. Tudo que for posto em papel vai ser cumprido”, sustenta.
A área que a Fênix pretende atuar tem 23 hectares, segundo a empresa, e pertence à Fazenda Gama, propriedade que fica na zona rural de Mariana. Para conseguir a autorização de uso do terreno para tocar o processo de licenciamento, a Fênix teve que recorrer à Justiça, já que a real dona da fazenda, a Saint Gobain Canalizações, não se manifestou sobre os pedidos da mineradora.
O Estado de Minas procurou a Samarco e a Fundação Renova, entidade responsável pela reparação dos danos ao meio ambiente causados pela tragédia de Mariana, para que se manifestassem sobre o assunto, mas ambas informaram que não têm relação com o processo de licenciamento ambiental da Fênix e não quiseram se pronunciar. O EM também entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais, com o Departamento Nacional de Produção Minerária (DNPM) e com a Saint Gobain Canalizações, que não responderam aos questionamentos.
Rastros do desastre
Desde ontem, o Estado de Minas percorre o caminho da lama que, há dois anos, foi liberada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, para mostrar que os reflexos do desastre continuam presentes nas vidas e nas comunidades atingidas. A primeira reportagem da série mostrou que a memória de Bento Rodrigues continua sendo consumida pelos efeitos da tragédia e que esse e outros povoados se transformaram em cidades fantasmas.
Fonte: EM