quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Indústria da zona do euro tem em outubro mês mais forte em quase 7 anos, mostra PMI

Indústria da zona do euro tem em outubro mês mais forte em quase 7 anos, mostra PMI

LONDRES (Reuters) - A indústria da zona do euro teve em outubro o mês mais forte desde o início de 2011 diante da forte demanda e contratou funcionários no ritmo mais forte em ao menos 20 anos, mostrou nesta quinta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
“As indústrias da zona do euro começaram o quarto trimestre com vigor elevado, com o crescimento do setor não mostrando sinais de abatimento”, disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.
O PMI final de indústria do IHS Markit subiu para 58,5 no mês passado de 58,1 em setembro e preliminar de 58,6, chegando ao nível mais alto desde fevereiro de 2011 e o segundo mais alto em mais de 17 anos.
O subíndice de produção caiu a 58,8 contra a máxima de seis anos e meio de 59,2 em setembro, mas permaneceu bem acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. A preliminar foi de 58,7.
Em um sinal de que novembro também será agitado, o crescimento das novas encomendas acelerou no ritmo mais forte desde o início de 2011. Para tentar atender à demanda, a indústria contratou funcionários rapidamente, com o subíndice de emprego indo a 57,3 de 56,5, leitura mais alta na série histórica de 20 anos.

Fonte: Reuters

Índice acionário de Xangai recua diante de preocupações com economia e liquidez da China

Índice acionário de Xangai recua diante de preocupações com economia e liquidez da China

XANGAI (Reuters) - O índice acionário de Xangai fechou em queda nesta quinta-feira, pressionado pelos setores industrial e de matérias-primas, diante das preocupações com uma possível desaceleração econômica e liquidez mais apertada na China antes do final do ano.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve variação positiva de 0,01 por cento, enquanto o índice de Xangai recuou 0,38 por cento.
O índice ChiNext caiu 1,3 por cento, para a mínima de um mês, tendo perdido 5,8 por cento este ano.
Os investidores se preparam agora para uma possível desaceleração da economia conforme avaliam o impacto da campanha anticorrupção do governo e os contínuos esforços de desalavancagem.
Já o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha perdas de 0,03 por cento, depois de ter chegado ao nível mais alto desde novembro de 2007 durante o pregão.
. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,53 por cento, a 22.539 pontos.
. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,26 por cento, a 28.518 pontos.
. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,38 por cento, a 3.383 pontos.
. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,01 por cento, a 3.997 pontos.
. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,40 por cento, a 2.546 pontos.
. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,17 por cento, a 10.788 pontos.
. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,33 por cento, a 3.380 pontos.
. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,10 por cento, a 5.931 pontos.

Fonte: Reuters

Saúde e tecnologia pressiona mercado, Credit Suisse tem alta

Saúde e tecnologia pressiona mercado, Credit Suisse tem alta

LONDRES (Reuters) - Quedas nas ações de saúde e tecnologia pressionaram os mercados acionários europeus nesta quinta-feira após a redução de perspectiva da Coloplast, embora resultados acima das expectativas de Credit Suisse e Danske Bank tenham limitado as perdas.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,36 por cento, a 1.554 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,46 por cento, a 395 pontos, depois de ter aberto perto da máxima de dois anos.
Os resultados pesaram sobre os mercados, liderados pela queda de 11,8 por cento da Coloplast.
A fabricante dinamarquesa de produtos de saúde recuou após sua nova estratégia ter decepcionado o mercado e ela ter reduzido sua perspectiva.
Já a empresa de tecnolgia de apostas Playtech perdeu 22 por cento depois de um alerta de lucro por causa da desaceleração em partes da Ásia e problemas com um contrato de bingo.
Por outro lado o setor financeiro deu o tom positivo. As ações do banco suíço Credit Suisse subiram 4,5 por cento após ele divulgar receita mais forte que o esperado.
“Esses resultados confirmam a história do virada do CS”, disseram analisas da corretora KBW.
Já o dinamarquês Danske Bank avançou 2,8 por cento depois de divulgar receita líquida acima das estimativas.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,90 por cento, a 7.555 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,18 por cento, a 13.440 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,07 por cento, a 5.510 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,24 por cento, a 23.046 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,47 por cento, a 10.457 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,15 por cento, a 5.446 pontos.

Fonte: Reuters

Trump dirá na Ásia que mundo está "correndo contra o tempo" em relação à Coreia do Norte, afirma Casa Branca

Trump dirá na Ásia que mundo está "correndo contra o tempo" em relação à Coreia do Norte, afirma Casa Branca

Washington (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá dizer a líderes em uma viagem por cinco países asiáticos que o mundo está “correndo contra o tempo” para acabar com a crise nuclear da Coreia do Norte e que os EUA estão preparados para se defender caso necessário, disse um assessor sênior de Trump nesta quinta-feira.
Trump viaja na sexta-feira ao Havaí, na primeira parada em rota para a Ásia, onde irá visitar o Japão, a Coreia do Sul, a China, o Vietnã e as Filipinas. A viagem será a mais longa pela Ásia de um presidente norte-americano em mais de 25 anos.
“O presidente reconhece que estamos correndo contra o tempo (para lidar com a Coreia do Norte) e irá pedir para todas as nações fazerem mais”, disse o assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, em entrevista coletiva.
Ele disse que Trump irá pedir para países com mais influência sobre Pyongyang  “convencerem seu líder de que a busca por armas nucleares é um beco sem saída” e que a Coreia do Norte precisa se desnuclearizar.
“E ele irá lembrar a amigos e rivais que os Estados Unidos continuam prontos para se defender e defender nosso aliados usando o alcance total de nossas capacidades”, disse McMaster.
Talvez a parada mais crítica de Trump seja na China, onde irá pedir para o presidente chinês, Xi Jinping, fazer mais para conter a Coreia do Norte. Autoridades seniores dos EUA dizem que a China considera a Coreia do Norte um bem estratégico e está relutante em cortar recursos para Pyongyang por temores de gerar uma onda de refugiados.
McMaster disse que Trump, que aprovou diversas sanções contra a Coreia do Norte enquanto pressionava para a China fazer mais, está no começo de sua busca para que Pyongyang desista de armas nucleares. Trump alertou que irá “destruir totalmente” a Coreia do Norte caso o país ameace os EUA.
“Eu penso que nós temos que ser um pouco pacientes aqui por pelo menos alguns meses para ver o que nós e outros podemos fazer, incluindo a China”, disse McMaster. “Eu não acho que nós precisamos reavaliar nossa estratégia agora. Eu acho que nós temos que dar alguns meses e então ver quais ajustes nós podemos fazer”.
      É esperado que Trump pressione Xi a reduzir exportações de petróleo da China para a Coreia do Norte e importações de carvão de Pyogyang e limitar transações financeiras.

Fonte:  Reuters

Meirelles admite à Veja que seu nome é cotado para Presidência da República

Meirelles admite à Veja que seu nome é cotado para Presidência da República

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu, em entrevista à revista Veja que seu nome é cotado para ser candidato à Presidência da República em 2018, mas afirmou que só tomará uma decisão no ano que vem.
Questionado se “tinha consciência de que é um presidenciável”, Meirelles respondeu que sim.
“Sim, sou presidenciável. As pessoas falam comigo, me procuram, mas ninguém me cobra uma definição. No mundo político, por exemplo, dizem o seguinte: o senhor tem o meu apoio, estou torcendo para isso”, disse o ministro, completando, no entanto, que é “pé no chão” e não fará nada “baseado no entusiasmo”.
“Tenho consciência de que o importante agora é fazer meu trabalho aqui no Ministério da Fazenda. Fazer um trabalho sério e entregar resultados. O futuro é outra coisa. Vamos aguardar”, disse.
O nome de Meirelles tem surgido consistentemente como presidenciável, inclusive dentro do Palácio do Planalto. Fontes já admitiram à Reuters que, se a economia confirmar o crescimento e o ministro da Fazenda se transformar em uma opção concreta, pode ter o apoio do PMDB em 2018.
Em todas as conversas, no entanto, Meirelles adia a decisão. Na entrevista à revista Veja, o ministro lembra que passou por situação semelhante em 2010, quando foi convidado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ser vice de Dilma Rousseff. E que só tomou uma decisão na última semana. 0
“O fato de ter tomado a decisão no dia 31 de março é porque esperei o momento certo. Parei, pensei e decidi tranquilamente. Agora, terei que tomar uma decisão desse tipo novamente”, explicou.
Se for candidato, Meirelles precisa deixar o cargo, de acordo com a lei eleitoral, até seis meses antes das eleições, na primeira semana de abril de 2018.
O ministro admite ainda acreditar que o cenário é favorável para um candidato com o seu perfil, “reformista” e que a situação econômica seria um ativo. Frente à insistência do entrevistador sobre uma definição, disse que é uma questão de “oportunidade e destino”.
“Eu tenho que analisar tudo isso: a situação econômica, que é o ativo, as condições políticas do momento e a minha própria disposição”, afirmou, lembrando que uma candidatura tem grandes custos. “Vou ter que deixar o ministério e deixar o trabalho ainda por um período de decolagem da economia e entrar em um processo que é outra história. Agora, acho que essas situações vão se definir naturalmente não só na economia como na política. Não é só meramente uma decisão do tipo ‘eu vou porque eu quero’”.
Meirelles disse ainda acreditar que a política social será o centro das eleições em 2018. Ao ser perguntado sobre o embate que teve como senadores do PT em uma audiência no Senado, afirmou ter se “sentido como candidato”.
“A campanha será pautada na política social. Estou preparado para enfrentar esse discurso populista do PT. Diria até que estou acostumado, pois já tive embates com o PT que eram exatamente iguais quando era presidente do Banco Central no governo Lula”, afirmou.

Fonte:  Reuters